Argensola, Lupercio Leonardo de (Barbastro, 1559-1613). Poeta, historiador e autor de obras teatrais. Foi um dos membros mais destacados da escola aragonesa (com o seu irmán Bartolomé e com Esteban Manuel de Villegas). Cultivabam unha poesía sinxéla e pouco ornamentada com a qual reaccionabam em contra do estilo culterano de Góngora, que entón se tinha posto de moda. A poesía de Lupercio basaba-se nunha inspiraçón ecléctica, que tomaba temas ou tropos de Horacio, Virgilio e Garcilaso. A sua versón da oda horaciana “Beatus ille” está entre as melhor escritas em castelán. Os seus poemas mais conhecidos som “Al sueño” e os encantadores tercetos da sua “Descripción de Aranjuez”. Ademais de atacar ó gongorismo, enviou a Felipe II unha carta na que o prevenía contra as licênças que se tomabam os autores teatrais mais populares. Foi cronista real de Aragón até á sua morte ( lugar que herdou o seu irmán) e escrebeu, como tal, unha “Informaçión de los sucesos de Aragón en los años de 1590 y 1591” (1808). Também esteve em Nápoles, onde fundou a “Academia de los Ociosos”, ao tempo que era secretário de Estado do virrei, conde de Lemos. Queimou a maioria dos seus poemas nessa cidade, mas, o seu filho Gabriel, que guardaba cópias deles, acabou publicando-os pôstumamente, xunto com os poemas do seu tio Bartolomé num volûme entitulado “Rimas” (1634). Existen ediçóns modernas.
Argensola, Bartolomé Leonardo de (Barbastro, 1562 – 1631). Poeta e historiador. Com o seu irmán Lupercio e com Esteban Manuel de Villegas, foi um dos membros mais destacados da escola aragonesa. A sua poesía é de inspiraçón clássica. O seu modelo hispâno foi fray Luis de León, e compuxo odas relixiosas e sonetos, num estilo muito similar ao do agustino. Á morte do seu irmán Lupercio, foi nomeado cronista real de Aragón e escrebeu a: “Primeira parte dos anais de Aragón” (Zaragoza, 1630), que continuou, com coherência os de Zurita (1516-1520). Também escrebeu versos lixeiros, como a: “Conquista de las islas Malucas” (1609, ed. M. Mir, Zaragoza, 1891). As suas “Rimas” forom publicadas xuntamente com as do seu irmán Lupercio, em 1634. J. M. Blecua reeditou-as em Madrid, 1974.
Arévalo Martínez, Rafael (Guatemala, 1884-1975). Poeta, autor teatral, ensaista, novelista e contista. Deu-se a conhecer com unha novela curta chamada “El hombre que parecía un caballo” (1915), que é um dos contos mais orixinais de hispano-américa por essa época. Acreditou-se tratar-se de unha caricatura do poeta colombiano Miguel Ángel Osorio, mais conhecido polo pseudónimo de “Porfirio Barba Jacob”. O éxito da obra e da sua secuela, “El trovador colombiano”, levou-o a escreber fantasías psicolóxicas muito similares que carecem de acçón: “El señor Monitot” (1922), na qual a personáxe é um elefante; “La oficina de paz de Orolandia” (1925); “Las noches en el palacio de la Nunciatura” (1927); “La signatura de la esfinge” (1933) e “El mundo de los Maharachías” (1938). Outras obras suas em prosa som: “Influência de España en la formación de la nacionalidad centroamericana” e “Nietzsche el conquistador” (âmbas em, 1943), ademais de “Ecce Pericles” (1946), que versa sobre o dictador Manuel Estrada Cabrera, o “Señor presidente” da novela de Miguel Ángel Asturias. Arévalo é também o poeta mais importânte da sua xeraçón: “Juglerías” (1911), “Maya” (1911), “Los atormentados” (1914), “Las rosas de Engaddi” (1918), “Llama” (1934), “35 poemas” (1944), “Por un caminito así” (1947) e “Poemas” (1958). As suas “Obras esgogidas: prosa y poesía” aparecerom em 1959.
A filosofia analítica é unha das grandes correntes e estilos da filosofia contemporânea, xuntamente com a fenomenoloxía, a hermenêutica, a filosofia crítica e o pós-estructuralismo – as grandes correntes que tentam entender o complexo mundo actual. Nasceu no Reino Unido, em Viena, em Berlim e em Cracóvia, como aplicaçón dos métodos da lóxica formal à filosofia e às ciências. No início, orientou-se prioritariamente para a ciência, sob a denominaçón de positivismo lóxico, e teve grande influência na Europa Central e, desde a Primeira Guerra Mundial, nos EUA. Em contrapartida, no Reino Unido esta corrente abandonou o cientismo e centrou-se nos problemas tradicionais da filosofia, partindo sempre de unha análise dos conceitos e dos termos. Caracteriza-se, sobretudo, polo imperativo de clareza no significado dos termos filosóficos – e, neste sentido, costuma ser muito crítica com o estilo quase literário, aforístico e metafórico frequente noutras tradiçóns – e por considerar que a principal tarefa do filósofo é a análise conceptual, ou sexa, o exame das condiçóns que nos permitem aplicar conceitos às cousas. Daí que às vezes se pense que permanece encerrada na linguaxem sem chegar à realidade; por outro lado, os filósofos analíticos xulgam que o estudo dos conceitos é a forma privilexiada de entender a realidade. É actualmente a corrente dominante nos países anglo-saxónicos e nas suas grandes universidades, com unha crescente influência nos países do norte da Europa e da Europa Central. A divisón académica conduziu a unha nova forma de distinguir as correntes em duas vertentes: a “analítica” e a “continental”, na qual se integram todas as tradiçóns non analíticas (fenomenoloxia e hermenêutica, principalmente). Em xeral, no sul da Europa e nos países hispâno-americanos predomina a filosofia “continental”. Com excepçón de Russell, os filósofos analíticos non tiveram tanta proxeçón pública como os intelectuais continentais, xá que costumam limitar o seu trabalho à esfera académica.
O vindeiro xóves dia 17, do mes que andamos, vaise celebrar na Audiência Provincial o xuicio contra Marcial U. D. e a sua dona, Glória, ambolos dous vecinhos de Ribadetea e residentes em Portugal. O delito do que som acusados é o de votar duas vezes nas derradeiras eleiçóns municipais. Ó parecer, xá non era a primeira vez que facíam o mesmo, só que nesta feita o Partido Galeguista decatouse do truco e denunciou o caso diante de xuíz. A história dos votos dos emigrantes, que vinham todos para unha mesma candidatura é muito longa e também muito velha. Esperamos que nesta ocasión os Tribunais, fagam ver à xente que nunha democracia, o feito de votar é algo muito sério, que nada devería ter que ver com o amiguísmo, nem com os favores debidos. No próximo número, daremos conta do resultado da sentênça. Sexa el qual for, o certo é que polo menos do banco dos acusados, non os vai librar ninguém. Por algo se empeza. Noutra ocasión xá terán mais cuidado e melhor memória.
PUBLICADO NA PENEIRA (ANO I – 1984)
(NA ALDEIA DE GUILLADE, TAMBÉM FOROM CONHECIDOS DOUS CASOS SIMILÁRES PERPETRADOS POR DOUS EMIGRANTES EM LISBOA: ANTONIO G. R. E EDELMIRO G. B., ÂMBOS CONDENADOS A PAGAR APROXIMADAMENTE UNHAS 6OO.OOO PESETAS CADA UM.)
No Outono de 1842, começa outra série de artigos com o título “Os debates em torno da lei sobre o roubo de lenha”, que o Landtag elaborou para regular prácticas habituais tán enraizadas e vitais para a populaçón pobre como a recolha de lenha seca dos bosques, a caça e a pesca, a “segunda recolha”, etc… E, no ano seguinte, aborda a problemática dos viticultores do Mosela. Estas duas séries, de que Marx esteve sempre satisfeito, levam-no a tomar contacto com as miserábeis condiçóns de vida das classes populares e a iniciar um posicionamento a seu favor; facto que tem sido enfatizado para reconstruir o perfil do Marx revolucionário e do seu caminho rumo ao comunismo. Contudo, estes artigos, e outros menos conhecidos mas muito valiosos, como “Sobre o Proxecto de Lei de Divórcio”, ou o titulado “O editorial do número 179” da Gazeta de Colónia, som especialmente relevantes para compreender a sua evoluçón conceptual. Aqui é posto à proba o sentido do hegeliano “estado universal”, um conceito de estado que exclui a particularidade. Por enquanto, a proba resiste e Marx mantém-se nessa dupla quimera emancipadora, vixente na história da humanidade e obxectivada no sistema hegeliano, que vê o Estado e a Filosofia como duas criaçóns sublimes do Espírito, como duas figuras universais da libertaçón; mas começam a abrir-se fissuras. Em “O Editorial do número 179” Marx opôn-se, evidentemente, ao “estado cristán” porque é um estado submetido a essa particularidade e, assim, ao priviléxio; um estado emancipado debe ser só estado, estado político, sem submissón a nenhuma determinaçón (relixión, propriedade, raça, xénero…). Deste modo, a luta polo casamento laico, meramente político, que non pode assumir um estado cristán, converte-se nunha luta pola emancipaçón política do estado. O texto revela, pois, que Marx ainda mantém o estado como horizonte de emancipaçón. O estado real prussiano é lugar de poder e dominaçón, mas o Estado, de acordo com o seu conceito, o estado ideal a construir é nada menos do que o lugar onde a liberdade natural se pode elevar a liberdade moral e política. Esse estado racional e universal non é lugal de opressón, mas de emancipaçón; non é lugar de priviléxios, mas de igualdade. Marx permaneceu na ilusón, ainda non suspeita que a universalidade do estado é unha forma subtil e mistificadora de defender a particularidade, unha forma eficiente de garantir o domínio.
Embora, porêm, non só, mas também. O outro dia, encontrando-me eu, recostado nos meus aposentos palacianos, e padecendo o tédio repugnante destes informativos das democracias-monárquicas, heis que de súbito “salta la chíspa, que rompe las tinieblas”! Victória Abril, em televisón, explêndida, fantástica, por inesperada. Talvés, os seus argumentos, non foram os melhores,nem os mais apropriados, Mas a sua intuiçón, a sua honestidade, e sobre tudo a sua impotência, intentando informar e salvar os seus da “Plandémia”, enfrentando cara a cara um público de mostrêngos adoutrinados. Confesso, que me conmoveu bastânte. Som estes raros momentos de beleza, que dán sentido às nossas vidas, e que aumentam um pouco a nossa estima por esta subespécie de macacos, chamados humanos. Em certo modo, fai-nos sentir que non estámos sós. E, quero por isto, agradecer a Victória Abril, que se tenha exposto publicamente desta maneira tán vehemente, e que pense que tudo vale a pena, se a alma non é pequena. E, que, non há maior orgulho que “non seguir ao abandeirado”.
A primeira assimilaçon cristán do neoplatonismo é encontrada nos padres gregos Gregório de Nissa e Dionísio Areopagita, também chamado (Pseudo-Dionísio, que entrou na escolástica através de Xoán Escoto Erígena), e no principal padre latino, Santo Agostinho. Outra influênça de primeira importância foi Aristóteles. Apesar da cronoloxia, o seu impácto foi tardío no pensamento latino, sem dúvida devido ao racionalismo e ao naturalismo, que eram dificilmente absorvidos pola teoloxía cristán. O seu domínio, no entanto, chegaría a ser hexemónico durante séculos tanto no mundo árabe como no latino. Além da sua lóxica, que, unha vez conhecida, se impón graças à sua própria maturidade até aos tempos modernos, encontramos um eco das suas doutrinas em metafísica: hilemorfismo (teoria matéria-forma ou acto-potência), primacía da substância dentro das categorias e doutrina das quatro causas (eficiente, formal, material e final) necessárias para a existência dos seres. Em psicoloxía, através da sua teoria do intelecto. Em ética, na sua concepçón da felicidade e na sua definiçón da virtude. Na sua Física, explica a natureza de um modo imanente, guiada por unha teleoloxía interna que exclui o demiurgo platónico e o posterior criacionismo monoteísta: a natureza é o princípio e a causa do movimento e repouso das cousas. O realismo da sua política bem como a sua análise dos diversos rexímes rectos e corrompidos tiveram um bom acolhimento na Idade Média a partir do século XIII, mas non tanto a sua defesa do sistema democrático como horizonte político da humanidade. Na sua cosmoloxía, parte da afirmaçón da eternidade do universo, dada a eternidade do movimento e da sua estructura hilemórfica. Distingue o mundo celeste ou supralunar do mundo sublunar, sendo aquel imutábel, imperecedeiro e rexído polo movimento circular, enquanto este é alterábel e perecíbel e caracteriza-se polo movimento rectilíneo; o nosso mundo é esférico e imóvel e está situado no centro do universo e rodeado polas esferas celestes, no final das quais se encontra o céu das estrelas fixas. Acrescentemos que a nova física de Galileu deitou por terra as bases da física e da astronomía aristotélicas, até entón comummente aceites nos meios académicos
Xeralmente falando, a fim de que um sonho poida ser interpretado com toda exactitude, preciso se fai que tenha sido ó amanhecer, ou naquel período da noite em que dissipadas as emanaçóns dixestivas estas non poidam obrar sobre o cérebro. Que non tenha sido promovido por qualquer exceso ou emoçóns e que se recorde perfeita e minuciosamente ao despertar. Isto segundo os antígos, está recopilado no tempo em que florecerom estes mistérios, por aqueles pobos nascidos na obscuridade, em que estas ideias estabam ainda em estado latente. Deus nosso Senhor J. C., quixo que reapareceram mais tarde no meio do xénero humano, que a concebeu a forza de lutas, probando ao mundo com guerras infinitas, facendo constar a sua existência espiritual por meio dos Santos Prophetas, na lei antiga, e por J. C. na lei da graça, e polo Progresso e a Civilizaçón em que funcionaram novas leis. Nasceram as artes e as ciências, por meio da intelixência suprema, concedida a algúns mortais, que andam polo mundo (Philósofos), por missón de Deus para axudar o xénero humano a purificar-se e conseguir escapar dos erros e enganos das almas pouco elevadas. No meio de todos os estudos resplandéce a Philosofia Spiritualista, como alto estudo, que vem a resolver muitos problemas da vida, os quais sem ela quedaríam na inacçón. Onde se sabe que, o mundo invissíbel é superior e sobrevive a tudo. Som muitas as vias ou instrumentos dos que Deus se serve para ensinar aos mortais. mudándo-os com os tempos; agora pois que os tempos mudárom, também esta ciência sofreu detrimento, e será o bastante para que o home non vexa em esta toda a claridade desexada, etc… Algúns afirmam que ao nascimento de Cristo enmudecerom todos os oráculos do Mundo, aínda que non fora tán repentino o seu silêncio, que continuarom com algunha reputaçón até finais do século IV, mas, por último, vem a sua decadência e cesárom de fazer ruído.
Unha cidade como Königsberg, às marxéns do rio Prególia – unha cidade grande, centro de um Estado, sede dos conselhos provinciais do Governo, sede de unha universidade (para o cultivo das ciências), um porto marítimo ligado por rios ao interior do país, fazendo com que a sua situaçón favoreça a comunicaçón com o resto do país bem como com países vizinhos ou remotos, com línguas e costûmes diferentes -, é um lugar adequado para ampliar o conhecimento sobre o homem e sobre o mundo. Nunha cidade como esta, tal conhecimento pode ser adquirido mesmo sem se viaxar. Terminada a refeiçón, Kant ia dar o seu passeio regulamentar de unha hora, imprescindível tanto para manter o corpo em forma como para ordenar e esclarecer as ideias e, em xeral, manter a boa disposiçón (hoxe falar-se-ia de libertar endorfinas). Diz-se que as donas de casa königsberguianas acertavam os seus relóxios quando o viam no seu passeio diário, xá que a sua pontualidade era minuciosa e fiábel; mas esta precisón era devida em parte, a que, durante anos, o seu anfitrión habitual da tarde para tertúlias erudictas, um comerciante britânico chamado Joseph Green, era extremamente rigoroso tanto na hora de chegada como na de despedida, e Kant non demorou a assimilar e a aplicar esse formalismo. Depois do passeio e da tertúlia dedicaba o resto da tarde a ler e a reflectir. Deitava-se às dez da noite. A sua casa, mais do que simples, era austera; a sobriedade do mobiliário indicava um interesse exclusivo pola funcionalidade e escassa inclinaçón pola estéctica. Non amou a música nem apreçou as artes plásticas. Gostou, sim, da poesía lírica, que lia regularmente e apenas por prazer: rexeitou unha oferta para a cátedra de Poética da Universidade de Berlim, onde teria podido teorizar sobre ela. O único elemento ornamental, ou non estrictamente funcional, da sua casa, de que temos notícia, é um retracto em gravura de Jean-Jacques Rousseau, o pensador suíço que sacudiu a sua consciência moral com um libro sobre educaçón e formaçón da personalidade (Emílio) e outro sobre o fundamento das comunidades políticas (O Contracto Social). Schopenhauer teria, anos depois, no seu gabinete de trabalho, um busto do seu admirado Kant, e Nietzsche, um retracto do seu admirado Schopenhauer: eis como se manifesta graficamente unha das grandes linhas de influênça da filosofia moderna.
No seguinte artigo, analizo como hipôtese de trabalho, o que acontecería em Pontareas, se chega-se a afectar-nos a explosón de unha bomba atómica de vinte megatóns. O risco nuclear em Espanha, é unha realidade e non pura especulaçón. Por isso non resulta esaxerado analizar os efeitos, non é cousa de loucos, é simplesmente a hipôtese de algo que pode suceder. Ainda que esta hipôtese sexa bastante optimista, a ela me vou suxeitar. Vou analizar as dramáticas consequências da explosón de semelhante artefacto. Imaxinemos, por uns momentos, que se acaba de produzir em Pontareas a defragaçón de unha bomba atómica: miles de mortos, milhares de pessoas aprisionadas nas suas casas, edifícios pulverizados. A enerxia térmica da explosón, sería de tal magnitude, que a temperatura da zona de explosón da bomba rebassaría o milhón de gráus centígrados, que sería capaz de matar tudo a distâncias de quilómetros. A enerxía mecânica desatada, destrozaria tudo num rádio de quinze quilómetros ó redor do núcleo, e os cristais das casas de trinta a quarenta quilómetros arredor. A sobrepresón, e a onda expansiva esmagaría seres e obxectos, destrozando-os e arremessando-os a grandes distâncias. Abriría-se no chán um crácter de um quilómetro de diâmetro e noventa metros de profundidade. Os danos materiais (aparte da radiaçón) seríam irreparáveis, é dizer a destruçón total das casas, prantas, pessoas, e animais; alcanzaría ademais de todo o poboado de Pontareas, Areas, Xinzo, Ribadetea, San Lourenzo de Oliveira, San Mateo, Bugarin, Guláns, Cristinhade, Arnoso, Angoares, Prado, Fontenla, Arcos, Celeiros, Moreira, Padrons e Vilasobroso. Abarcando um rádio de quatro quilómetros à redonda, sem sobreviventes, cem por cento de mortos. Há que ter em conta, que as distâncias se medem em linha recta. Até aos seis quilómetros, resultaria a destrucçón de edifícios, pontes e árbores, com um cinquênta por cento de mortos, um vinte por cento de ferídos gráves, um trinta por cento de aprisionados, e unha praga de incêndios ailhados e intênsos. Dentro désta zona, o cinquenta por cento da poboaçón ao aire libre, tería morto por doses excessivas de radioactividade em poucos minutos. Abarcaría as poboaçóns de: Couso, Guillade, Vilacoba, Pías, Fozára, Cumiar, Nogueira, Mondariz-Balneário, Mondariz e Salceda, etc… Ós oito quilómetros, as estructuras de áço teríam sido derrubadas por ventos furacanados e os mortos seriam do quince por cento, com um trinta por cento de feridos gráves, oito por cento de aprisionados e um quatro por cento a salvo. Abarcaría: Uma, Tortoreos, todo o Concelho de Salvaterra, o das Neves e o de Porriño. A partir de doze quilómetros, todos os vehículos estaríam volcados a raíz dos ventos furacanados produzidos pola explosón, com pérda do noventa por cento do arboredo, o cinco por cento de mortos, o trinta por cento de feridos gráves, o doze por cento de aprisionados e o cinquênta e três por cento a salvo. Abarcaría: Covelo, Sela, Barcela, etc…
Até agora falámos de animais, considerando cada um na sua integridade. Porque, se teis em conta as partes, a dúvida sería muito maior. ¿Por quê som estas assí? ¿E aquelas? ¿Sería melhor doutra maneira? ¿Sería pior? ¿Por quê non som mais? ¿Por quê som tantas? ¿Por quê tán grandes? ¿Por quê tán pequenas? Non acabaríamos nunca. Igualmente, para os inanimados. ¿Que pode haber, pois, de fixo em cousas tán mudábeis? ¿Qué de determinado em cousas tán diversas? ¿De certo em cousas tán incertas? Nada, sem dúvida. De aquí apareceu, por isso, a discusón sobre a introduçón das formas e o princípio das mesmas, discusón tán grande, que ninguém sería capaz de pôr-lhe fim xamais. E porás as cousas ainda mais difíceis, se queres xuntar os monstruos que se producen a diário, tantos e tán diversos, sobre tudo entre os homes, a mistura dos sexos nalgunhas espécies e em indivíduos de outras espécies. As espécies mixtas: como o mulo, que procede do burro e da égua; o burdégano, do cabalo e da burra; e o lobicán, e o híbrido do touro e da égua, exemplos todos que som bem conhecidos de todos nós. Ainda, polo coito do cán com a raposa; o tigre, a hiena e o lobo, dos quais afirmam que se cruzam, para formar unha terceira espécie. O mesmo, com os camêlos com as éguas; os galos com as perdízes; (e se é verdade) os quebrantaossos, procederíam do buítre e da Águia. A mesma mezcolança pode advertir-se nas árbores e noutras prantas: coubenábo, pexégos, amêndoas. E, também outras muitas, mediante enxértos, nas que se obtênhem naturezas intermédias, entre o enxertado e o pé do enxerto. Logo, se xuntamos finalmente, as mutaçóns de espécies, como as do trigo, as do centeio e as da aveia. Também os câmbios de sexo em algúns humanos, de doncêla a varón e vice-versa. Como alguém afirmou, porás entón as cousas muito difíceis. E, non saberás que é isto, nem como é, nem de onde vêm, e muito menos por qué? ¡¡Eu menos!!
O ano de 2003 viria a ficar marcado pola estreia de sucesso de Ana Moura nas ediçóns discográficas, com “Guarda-me a vida na mao”, tendo gravado mais três discos com igual sucesso. Ana Moura inicia-se profissionalmente no fado a convite de Maria da Fé, para cantar na sua casa de fados Sr. Vinho, é aí que conhece Jorge Fernando com o qual encetou unha colaboraçón próxima na composiçón e produçón, cumplicidade que se mantém até hoxe. O sucesso de Ana Moura proxectou-se de igual forma na cena internacional, levando os seus fados às grandes salas do mundo. Em 2005, participa no proxecto de Tim Ries. Canta com Mick Jagger, no Estádio Alvalade XXI, perante unha audiência de mais de trinta mil espectadores. Prince também se confessa fán da fadista, encantado com a sensualidade da sua voz. Em 2010 a participaçón de âmbos constitui o ponto alto do festival Super Bock. “Vou dar de beber à dor” e “A sós com a noite”, foram os temas escolhidos para o momento inédito com Prince, a acompanhar a voz de Ana Moura na sua guitarra eléctrica em xeito de fado. Entre vários prémios, nomeaçóns e galardóns discográficos, Ana Moura é hoxe unha das fadistas com maior prestíxio internacional.
Zaratustra é o filósofo do aberto, o filósofo aventureiro, capaz de rir e de dançar na intempérie. Non chora à morte de Deus, porque interpreta qualquer perda como unha abertura, um acontecimento que abre possibilidades novas e imprevistas. Unha perda é também um desprendimento, unha ocasión para a lixeireza. Zaratustra, o dos “pés lixeiros”, o primeiro filósofo que sabe dançar. Que diferente dos filósofos dogmáticos e idealistas, de todos aqueles pensadores que necessitam sempre de sentir-se seguros, que só sabem pensar refastelados nos seus cadeiróns e encerrados nos seus grandes sistemas! A principal tarefa que espera o novo filósofo é a de repensar o “ser”. Encontrar unha maneira non metafísica de conceber o ser “íntimo” das cousas. Trata-se de um desafio descomunal. Vimos mais acima que o problema da morte de Deus radica no facto de nos atirar para um nihilismo completo, para unha “desvalorizaçón de todos os valores”. Vimos também que, ao afundar-se o mundo suprassensíbel, ficamos também sem todos os critérios, princípios, normas, etc… com que nos guiamos no mundo senssíbel. O desaparecimento do mais além metafísico comporta, definitivamente, a perda do nosso mais aqui, do mundo tal como o conhecemos. Por tudo o que foi exposto anteriormente, as perguntas que se apresentam a Zaratrusta som da máxima envergadura. Como valorizar a vida quando todos os valores deixaram de valer? Como dar um sentido e um fundamento à vida quando se evaporou o único lugar a partir do qual era possíbel fundamentar e dar sentido às cousas? A partir daqui, Nietzsche tentará sem descanso abordar o problema da vida de forma “imanente”, isto é, sem recorrer a princípios transcendentes, a nada que estexa por cima ou por baixo dela mesma. Todos os seus esforços seram dirixidos para a construçón de um pensamento que, evitando as infinitas armadilhas do nihilismo, sexa capaz de afirmar a vida, esta “vida”, de forma absolucta. E o primeiro cabalo de batalha da nova filosofia é a contraposiçón entre “ser” e “devir”. O mundo é um xigantesco cenário no qual tudo está em constante movimento. Non há nada que non estexa de algúm modo submetido à mudança, desde um grán de areia a unha grande montanha, passando por todos os seres vivos. No entanto, e como vimos, para o metafísico o autêntico ser pertence ao fixo e imutábel. Tudo o que se encontra no nosso planeta, tudo o que está colocado no espaço e no tempo, possui o atributo do “ser” unicamente como algo emprestado; em contraste, existe outro nível de realidade no qual as cousas som estácticas e imperecedeiras e podem disfrutar do ser em propriedade. Para o metafísico existe, claramente, unha contraposiçón entre o que passa e o que permanece, entre o que devém e o que é.
Stern déra a conhecer também a descoberta de unha só “jarcha”, dentro de unha “moaxaja” árabe. Agora bem, o arabista Emilio García Gómez publicou em 1952 vintiquatro “jarchas românces” pertencêntes a outras tantas “moaxajas” árabes, contídas no manuscrípto de Ibn Bushrà, propriedade do sábio françês G. S. Colin. A elas xuntou outras duas, extraídas do mesmo documento, que publicou em 1954. Outras quatorze mais, contídas num texto de Ibn al-Jatib; e outra, ignorada até entón, de Ibn Quzman. Habida conta que algunhas déstas “jarchas” están repetidas em diferêntes “moaxajas”, árabes ou hebreas. O número total das conhecidas, até hoxe, é de quarenta e três. García Gómez, non tinha podido dar a conhecer num princípio o texto das “jarchas” unido às suas “moaxajas” correspondentes, defeito fundamental, que el mesmo lamenta. Mas, ao fim, no seu mais recente libro “Las Jarchas Românces de la serie árabe en su marco”, Madrid, 1965 -, publicando de forma íntegra a série de “moaxajas” com as suas respectivas “jarchas”, descobertas até ao momento; primeira obra desta natureza que viu a luz. A existência de tán considerábel material permitíu afundar extraordinariamente nas investigaçóns, e se por unha parte multiplicou os problemas, fai possíbel chegar à sua vez a conclusóns muito importântes. Algunhas delas forom xá formuladas por García Gómez em 1956. Desta comunicaçón extraemos algúns dos pontos principais: “Chegamos probabelmente a captar o segredo do xénero chamado “muwassaha”, que consiste em ser unha composiçón onde o essêncial resulta ser a “jarŷa”. A “estrofa zejelesca” – a estructura xeral do poema – perdeu para nós interesse. O “zéjel” passou de momento para segundo têrmo. O primeiro têrmo e o interesse é ocupado polas “jarŷas” (palabras que, despois das de Dámaso Alonso arriba transcríptas, non necessitam aclaraçón, dado que venhem a confirmar as suas intuiçóns). “Nas “jarŷas” românces podemos ver unha milagrosa supervivênça da poesía românce preexistênte às “muwassahas” de que falaba Ribera”. “¿Como era esta poesía lírica ao estilo dos cristáns? Para mim – que aceito a sua supervivênça nas “jarŷas românces” e a utilizou aquí como hipôtese de trabalho – era unha poesía em pezas sumamente curtas, como as “jarŷas” às quais alúdo: cançóncinhas de dous, três, quatro e de muitos poucos versos mais, de aire popular e tôm lírico. O que foram tán breves non resulta raro. Todavía hoxe a poesía popular espanhola, em quase todas as rexións, se expressa em “coplas” de estas dimensóns, como antes estivo repressentada polo que chamamos “villancicos”.