Avellaneda y La Cueva, Francisco de (1622 – c. 1675). Dramaturgo e censor de obras teatrais em Madrid, imitador de Calderón. As suas obras mais conhecidas som “El divino calabrés san Francisco de Paula”, escrita em colaboraçón com Matos Fregoso, e “Cuantas veo, tantas quiero”, escrita em colaboraçón com Sebastián Rodríguez de Villaviciosa. Entre os seus sainetes figuram: “El sargento Conchillos”, “El hidalgo de la Membrilla”, “La hija del doctor” e “Noches de invierno e perdone el enfermo”.
Aulnoy, Marie-Catherine Jumelle de Berneville, condesa D’ (c. 1650 – 1705). Escritora françêsa de contos de fadas e de libros de viáxes. A sua “Relation du voyage d’Espagne, 1679 – 1680” (La Haya, 1693, 3 vols.) foi reeditado em “Revue Hispanique” por Fouché-Delbosc (vol. 67, 1926).
Aub, Max (París, 1903 – 1972). Novelista, contista, dramaturgo, ensaista e poeta. Filho de nai françêsa e pai alemán, a família trasladou-se a Espanha em 1914. Aub foi educado em Valencia, mas pronto viaxou por todo o país na companhia do seu pai. Formou parte da chamada “generación del 27”, ainda que polo seu agudo sentido vanguardista da literatura, non se intégre bem nela. Em 1938 colaborou com André Malraux num filme “Sierra de Teruel”. Durante a guerra civil espanhola, Aub , militou do lado da República, e em 1942 chegou a México como exiliado. Toda a sua obra foi publicada nesse país. Entre as suas novelas podemos citar “Campo cerrado” (1943), “Campo de sangre” (1945), “Campo abierto” (1941), “Jusep Torres Campalans” (1958), novela que inclúie unha entrevista com o protagonista da obra, unha lista de feitos do momento e um catálogo de obras da personáxe imaxinária. A crítica (alheia à brincadeira), saudou-o como um dos pintores mais prometedores da época. Outras novelas importântes som: “Yo vivo” (1953), “La calle de Valverde” (1961), “Campo del moro” (1963), “Campo de los almendros” (1968) e “Imposible Sinaí”, publicada póstumamente (1983). Entre as suas obras de teatro podemos mencionar como interessantes: “Narciso” (1928), “San Juan” (1943), “Morir por cerrar los ojos” (1944), “Deseada” (1950) e “Retrato de um general” (1969). Como poeta gostaba do “pastiche” e da invençón de autores inexistentes na realidade, como por exemplo em “Antología traducida” (1963) ou em “Versiones y subversiones” (1971). Cultivou também o ensaio literário, o ensaio crítico e recopilou várias e interessantes antoloxías poéticas, entre elas a de “Poesía mexicana, 1950-1960” (1960).
Atenea. Importante revista literária chilena, fundada em 1924 por Enrique Molina, com o patrocínio da Universidade de Concepción. A revista continua editando-se. Entre os seus editores, podemos mencionar a Eduardo Barrios, Domingo Melfi, Luis Durand, Raúl Silva Castro e Milton Rossel. A maioría dos escritores chilenos de algunha importância publicarom nas suas páxinas, e nela aparecerom importântes ensaios de crítica literária a nível internacional. Com este mesmo nome apareceu em La Plata, Arxentina, em 1918 – 1919 unha revista editada por Rafael Arrieta.
Asturias, Miguel Ángel (Guatemala, 1899 – 1974). Novelista. Estudou dereito na Universidade Nacional do seu país e antropoloxía americana pré-hispânica na Sorbona. Foi discípulo de Georges Reynaud, quem xá tinha traducído o “Popol-vuh” para o françês. Asturias, emprehendeu a traduçón para castelán com a colaboraçón de M. González de Mendoza. As suas “Leyendas de Guatemala” (1930) forom escritas durante este período, mas, foi só durante a publicaçón de “El señor Presidente” em 1946 que Asturias se deu a conhecer internacionalmente. A sua novela é unha das melhores sobre a temática das dictaduras, que producíu hispanoamérica. Está inspirada na figura de Estrada Cabrera, cuxo rexíme desapareceu em 1921. As obras subseguintes non alcançarom o poderío desta, probabelmente a causa da linguáxem barroca e da complicada extructura dos textos. A miúdo o seu antiyanquismo, contrásta-se com unha visṕn excessivamente idílica das virtudes dos nativos do seu país. Algunhas das suas novelas som “Hombres de maíz” (Buenos Aires, 1949), “Viento fuerte” (1950), “Papa verde” (1954), “Los ojos de los enterrados” (1960). As três últimas componhem um ciclo no qual Astúrias ataca a intervençón de Estados Unidos em Centroamérica. “Mulata de tal” (Buenos Aires, 1963), “El espejo de Lidia” (México, 1967), “Maladrón” (1972) e outras. A sua obra poética foi reunida em “Poesía: sien de alondra” (1949). A raíz da publicaçón de oito contos políticos, inspirados no derrocamento do presidente Arbenz em 1954, Asturias foi privado da nacionalidade guatemalteca e saíu exiliado cara à Arxentina. Estes contos están reunidos baixo o título de “Fin de semana em Guatemala” (1956). Em 1966 recebeu o “Prémio Lenin da Paz” e em 1967 o Nobel.
Astrana Marín, Luis (Villaescusa de Haro, Cuenca, 1889 – 1960). Erudicto. Escrebeu unha biografía, “Shakespeare” (1930), e fixo traduçóns do mesmo autor para o castelán. A sua obra mais importante é “Vida ejemplar y heroica de Miguel de Cervantes Saavedra” (1948 – 1958, sete vols.). Editou as “Obras completas de Quevedo” (1932, 2 vols.), “Calderón” (1932) e o “Desengaño del hombre” de Juan Martínez de Cuéllar em 1928. Também escrebeu “Cristóbal Colón” (1929) e a “Vida azarosa de Lope de Vega” (Barcelona, 1935).
Astracanada, Farsa burda que depende quase sempre da exposiçón de situaçóns âmbiguas, e de retrucar. Foi criáda em 1900, a partir das comédias de enxenho da xeraçón anterior, por Pedro Muñóz Seca e os seus colaboradores, entre eles Enrique García Álvarez. Este xénero perviveu nos ecenários madrilenos, por ser de fácil entretenimento, e porque non aspiraba mais que a divertir.
Asín y Palacios, Miguel (Zaragoza, 1871 – 1944). Arabista. Estudou teoloxía e depois árabe com Julián Ribera. O seu primeiro libro foi Algazel: dogmática, moral y ascética (1901). Em 1903 foi catedráctico por oposiçón da asignatura na Universidade de Madrid em substituiçón de Gayangos y Codera. Em 1923 fundou a importante revista “al-Andalus”, que contribuíu ó largo do tempo para o muito alto nível dos estudos espanhois sobre o islam. Dedicou a sua vida a revelar a profundidade e extensón da interrelaçón cultural entre a cristandade e o islam. Sobre este tema podemos citar “El averroísmo teológico de santo Tomás de Aquino” (1904), “La escatología musulmana en La divina comedia” (1919), em que proba por primeira vez, que a divisón que Dante transmite do inferno, tem muito que ver com relatos musulmáns, que narram a ascensón de Mahoma; “El islam cristianizado” (1931); “La espiritualidad de Algazel y su sentido cristiano” (1934-1941, 4 vols.), e “Huellas del islam”. “Santo Tomás de Aquino”. “Turmeda”. “Pascal”. “San Juan de la Cruz” (1941). Como mêstre, Asín Palacios formou algúns arabistas hoxe conhecidos, como por exemplo Emilio García Gómez.
Ascéticos, escritores (do grego “asketes”, “monxe eremita” de “askein”, “exercitar-se”. A ascese, consiste em chegar a dous dos três gráus do espírito: o purgativo (mortificaçón do corpo e oraçón); o iluminativo e o contemplativo, “estado beatífico” ou “matrimónio espiritual” de San Juan de la Cruz. A mística alcanza-se depois de chegar ao terceiro gráu no caminho da perfeiçón. Santo Tomás de Aquino distingue entre virtudes adquiridas (ascética) e don da graça (mística). Na Espanha foi a tradiçón senequista, que ensinaba que a virtude pode ser conseguida através da autodisciplina, a qual producíu unha marea de literatura ascética que começou com a publicaçón de “Breve y muy provechosa doctrina de lo que debe saber todo cristiano” do frade Hernando de Talavera (1496); libro escrito para atrair a um grande número de leitores a través de unha exposiçón em prosa clara e sinxéla. Outro libro fundamental para a produçón de escritos ascéticos foi “Ejercicios espirituales de Ignacio de Loyola (Roma, 1548). Este tipo de literatura chegou ao seu apoxeo durante o reinado de Felipe II (1556 – 1598): excelentes autores escreberom sobre temas relixiosos e vários miles de libros e panfletos forom publicados entón. A miúdo resulta difícil separar a ascética da mística em autores como o frade Luis de Granada. Menéndez y Pelayo classifica a san Juan de la Cruz e santa Teresa de Jesús como escritores ascéticos, quando a maioría dos críticos os consideram místicos. Agustinos: Fray Luis de León, beato Alonso de Orozco. fray Fernando de Zárate, fray Pedro de Vega, santo Tomás de Villanueva e fray Pedro Malón de Chaide. Dominicos: Melchor Cano, Alonso de Cabrera, fray Luis de Granada. Franciscanos: fray Alonso de Madrid, Francisco de Osuna, fray Bernardino de Laredo, san Pedro de Alcántara, Diego de Estella, fray Juan de los Ángeles e sor María de Jesús de Ágreda. Jesuitas: Alonso Rodríguez, Luis de la Puente, Juan Eusebio Nieremberg, Luis de la Palma, Pedro de Rivadeneyra e san Francisco de Borja. Outros: beato Juan de Ávila, Hernando de Talavera, Alejo Venegas del Busto.
Xá vés quantas cousas fai o calor, non obstante, non é mais que um accidente, cuxa natureza, como a das demais cousas, é desconhecida. ¿Como pode el só, desempenhar tantas funçóns? Resulta difícil de entender, mais difícil de expressar, e dificilíssimo, por non dizer impossíbel, conseguir âmbas cousas xuntas. A pesar de tudo, distinguem o que se fai “per se” do que se fai “ex accidenti”, replicam mostrando a diversidade de obxectos, qualquera dos quais resulta mais difícil que o primeiro. ¿Quem conhece com exactitude unha diversidade semelhante? Ninguém! Somente afirmam algunhas cousas probábeis; que saibam com certeza, nada! Mas disto trataremos mais tarde. Por agora, baste saber, que non sabemos nada completamente! Por idêntica razón, o mesmo efeito, producido por causas contrárias, nos sume na maior ambiguidade. A frialdade produce-se tanto polo movimento (por exemplo, na actividade do corazón, do tórax, das artérias, e ao axitar a àgua quente), como polo repouso (por exemplo, quando descansa um home acalorado polo movimento). Da mesma maneira, o calor procede do movimento, como nunha carreira, e do repouso, como quando o corazón se detêm ou non remôves a àgua em ebuliçón. A negrura vem do calor, como no caso dos etíopes, e do frío, como num membro morto, ou durante largo tempo mantído em alto, principalmente se por unha constricçón se impêde o passo dos espíritos através das artérias. A putrefacçón vem de todas as qualidades, excepto da sequedade. Mas, non é só isto, senón que ademais, um contrário produce-se por outro: o calor polo frío, como na cal fría, ao ser humedecída, e em nós, nas fontes e na terra durante o Inverno ( de aí a sentênça “As barrigas están muito quêntes em Inverno e em Primavera”); o frío polo calor, como nos corpos quêntes queimados, nos etíopes, que están fríos por dentro, ao igual que nós o estamos no Vrán. Como ocurrem estas cousas, é algo que non entendo em absolucto! ¿Tampouco, polo tanto, o entendem os demais? Non chego necessariamente a tal conclusón, mas, sinceramente que mo parece!
O nosso corpo em estado de sono, deixa-se seducir facilmente polas cousas invissíbeis. Absorbe facilmente o ar, sendo assí que os Spíritos, se reencarnam facilmente em nós, orixinando moléstias, como sonhos fantásticos (bons ou malos, segundo os Spíritos que às vezes se pressentam). Por estes médios os Spíritos transformam ideias, através do que se chama suxestón. O sonho suxerído, vale para inspirar unha cousa que estaba esquecida, ou ignorada no meio da expansón dos Mundos. Cuxo recordo ou notícia, xamais se tinha tído; estes recordos duram muito, porque som recordos inspirados por seres incorpóreos, através do sonho, e se Deus o permite, podem ser previsóns do que acontecerá no futuro, ou acontecidos do passado. Estou falando dos sonhos “claros”, porque nestes casos axita-se a alma, e está muito activa, e o corpo despois também sente as fadígas, como se non tivéra dormido, e com a continuaçón acaba por adoecer. E, quanto mais doente estiver o corpo, mais sonhará a alma, pois se sentirá como mais liberada. Chegando a entrar em estado de éxtase. Requerem tratamento especial, igualmente, os que dormem mais de sete horas, e os que adormecem fora das horas do costûme. Os que lhe dêm quebrantos a qualquer hora do dia, ou tonturas, tristeza, os que se encham de ar respirando, ou abram muito a boca. Os que tenham mareos, olhar perturbado ou vista esgaceada. Os que, tenham manías, reutos, ou pensem muito nunha cousa. Tudo isto, indica, que, nestas pessoas se reencarnou Spírito, ou ar malo, ou cousa extranha, qualquer que sexa. Segundo a minha opinión ou experiência, parece que o motivo de haber certos sonhos, ainda que sexam claros e non se realizem, e muitas vezes ser inclúso contradictórios. E, acontecer às vezes com unhas pessoas o que se sonhou com outras, a isto chamam sonho “confussivo”. Há certos Spíritos, que se comunicam com vós, xá sexa por intermédio de um ser animado, ou por unha vontade expontânea, ou por unha simpatía entre vos e eles. É durante o vosso estado de sonho, quando a sua influênça é mais activa sobre vós, e a sua comunicaçón resulta mais energúmena…
Referimos na introduçón que Russell levou a cabo unha indagaçón lóxica, matemática e linguística de um estilo conhecido por “filosofia analítica”. Hoxe, após tantas vicissitudes e mudanças de rumo, é difícil definir o estilo analítico em filosofia. Talvez a forma mais eficaz, sexa enfraquecer algunhas teses que durante muito tempo foram dogmas. Assim, por exemplo, o que actualmente se designa “viraxem linguística” entende-se por vezes na sua acepçón forte: “Todo o problema filosófico é no fundo um problema linguístico, de tal forma que quando se aplica a análise linguística se esclarece que ou se trata de unha questón formal, ou pertence ao âmbito das ciências, ou entón é unha questón sem sentido.” Esta forma dogmática da filosofia analítica parece eliminar quase todas as perguntas importantes da vida e provocou muitas reacçóns adversas, tornando-se sobretudo um estilo ou um método de trabalho: “Perante unha questón filosófica desenvolve até onde for possíbel a análise lóxica ou conceptual tanto da questón como das respostas recebidas, sem fazer unha opçón.” Ou sexa, trata-se antes de um método de trabalho que non discrimina nem elimina qualquer problema ou questón que a filosofia ou a cultura tenham levantado, nem sequer nenhuma soluçón, mas adopta unha actitude cuidadosa, de exame lento dos pressupostos de qualquer tese ou expressón e, antes de tomar partido a favor ou contra, examina todas as possíbeis distinçóns, formas e exemplos ou contraexemplos de tal posiçón. Apesar de em alguns momentos Russell parecer de acordo com a forma dogmática da “viraxem linguística”, como se pode perceber na escolha de certas expressóns, as suas teses filosóficas som incompatíveis com essa perspectiva, e a sua práctica real é um exemplo da segunda. Na verdade, a posiçón de Russell deberia ser chamada “reconstrucionismo”, termo que caracteriza a actividade de transferir um problema filosófico da linguaxem quotidiana ou científica para unha forma lóxica, em que encontra unha soluçón. Assim, questóns como a existência de obxectos matemáticos (existirám os conxuntos infinitos?), o nosso conhecimento do mundo (temos a certeza que existem buracos negros?) ou o significado das oraçóns (o que significa que a composiçón da mente ou da matéria é esta ou aquela?) forom territórios em que Russell se dedicou a esta actividade de reformular ou reconstruir. No entanto, nunca chegou ao extremo dos “positivistas lóxicos”, que confundiram a filosofia com a actividade de formalizaçón lóxica. Para Russell, a filosofia é feita de teses ou hipóteses substantivas sobre o mundo, o conhecimento ou a linguaxem, que se podem tornar visíveis através da reconstruçón de um material primário com que nos deparamos, que é a experiência. Neste sentido, non faz unha distinçón clara entre ciência e filosofia. Tanto unha como a outra trabalham com esse material primário, a experiência, e oferecem-nos explicaçóns que por vezes som técnicas e requerem algum tempo para ser entendidas.
Também, com um traxecto interessante surxe Pedro Moutinho, com três discos editados e vários espectáculos, em salas de referência. Gonçalo Salgueiro que também é autor e actor, tem unha voz versátil e conta com vários discos editados a solo e participaçóns em tantos outros. O mais xovem a merecer especial interesse é Marco Rodrigues, que acaba de editar o seu segundo disco, sendo unha das novas vozes mais promissoras. Outros fadistas com interesse som: Duarte, António Laranjeira, Marco Oliveira ou Miguel Ramos. “O fado identifica-se principalmente pola saudade: a nostalxia daqueles que ficarom em Portugal, com a recordaçón daqueles que atravessarom os mares para non voltar, e dos que partirom com a recordaçón da terra onde nasceram.” Carlos Saura, Agosto de 2005. Em 2007, o premiado cineasta espanhol Carlos Saura, estreia o filme-concerto Fados, e encerra o seu ciclo das grandes cançóns urbanas, depois de Flamenco (1995) e Tango (1998). Um filme que expressa a visón non purista do autor, expandido este universo musical pola dança e por outros estilos como o “hip hop”, flamenco ou “reggae”, cruzando ainda artistas de fado com outros e atravessando xeraçóns diferentes. Este filme homenaxeia Severa, Amália Rodrigues e Alfredo Marceneiro, e tem a participaçón dos fadistas Carlos do Carmo, Argentina Santos, Vicente da Câmara, María da Nazaré, Mariza, Camané, Pedro Moutinho, Ricardo Ribeiro, Carminho, Ana Sofia Varela, Cuca Roseta, e conta com os instrumentistas Mário Pacheco, Fontes Rocha, Ricardo Rocha ou Jaime Santos. Integra ainda outros artistas como Chico Buarque, Caetano Veloso, Toni Garrido, Lila Downs, Lura, Brigada Victor Jara, entre outros. Em 2008, o “Fado da Saudade” interpretado por Carlos do Carmo e incluído na banda sonora de “Fados”, vence em Espanha o prémio “Goya” para a melhor cançón orixinal, suscitando algunha polémica em torno da orixinalidade, quer do título quer da música. A música é o “Fado menor em versículo” com autoría atribuída a Alfredo Marceneiro, e o título coincide integralmente com um fado que Amália Rodrigues tinha interpretado nos anos cinquenta.
A catorze de Xulho, volta à luta com unha nova ediçón do artigo “O Editorial 179”, mas, neste caso, acode em defesa da filosofia e da intervençón desta nos assuntos reais. O “Editorial 179”, que Marx critica, tinha mostrado o seu assombro por num diário como a “Gazeta Renana” se abordarem temas filosóficos; consideraba que a censura debería prohibir o tratamento filosófico de questóns políticas e relixiosas na imprensa, reservando-o para as cátedras ou revistas especializadas. Marx ironiza com essa paixón da filosofia alemán pola “solidón, o isolamento sistémico e a autocontemplaçón desapaixonada”; ironiza sobre o seu esoterismo e o seu refúxio em lugares sagrados, tornando-se impenetrábel ao olho vulgar: “É como um professor de maxía cuxos truques têm um efeito maxestoso, porque non se cpmpreendem”. E responde com ênfase: “Mas os filósofos non brotam da terra como cogumelos; som fruto do seu tempo, do seu mundo, do seu povo, cuxa sabedoria mais subtil, preciosa e invisíbel circula nas ideias filosóficas. É o mesmo espírito que constrói os sistemas filosóficos no cérebro dos filósofos e os caminhos de ferro com as máns dos trabalhadores. A filosofia non é exterior ao mundo, do mesmo modo que o cérebro non está fora do home, por non se encontrar no estômago”. Marx defende a irrupçón da filosofia no mundo como “acçón”, isto é, como “cultura”; non só como consciência subxectiva do que é, mas como realidade obxectiva que faz parte dele. A filosofia é encarada, deste modo, como a arma da emancipaçón: a filosofia que se coloca à altura do seu tempo, que se reconhece do seu tempo, que non finxe ir além do seu tempo, que se sabe constitutiva do seu tempo; a filosofia que deixa de residir no cérebro e de olhar o mundo de fora, para sair de sí e instalar-se no mundo. A filosofia emancipadora, vem Marx dizer-nos, é a que faz com que as ideias deixem de ser divinas para serem meramente “cidadáns”; a filosofia torna-se cidadán, enquanto seiva da cultura da libertaçón e da razón. Unha posiçón idealista, sem dúvida, mas de um belo idealismo. A defesa que Marx faz, nestes artigos, da filosofia e do estado como armas da emancipaçón é de grande beleza literária e ética; o radicalismo e intensidade som tán dramáticos que libertam o aroma tráxico da última defesa, do último momento heroico antes de entregar a praça sitiada. Marx exprime a paixón de quem pressente a derrota definitiva do ideal, de quem diz adeus à sua fé anterior. Porque, paradoxalmente, esse instante de desesperada defesa da filosofia e do estado, tem lugar no momento em que a filosofia mostra a sua impotência perante o poder e, o estado rebela a sua verdadeira essência, que non é precisamente a de caminhar para a liberdade e a igualdade, que non é a de realizar a universalidade. Bastou um xesto rude e obsceno do poder para que dezenas de xornais e cátedras fossem silenciadas e que os mais radicais defensores do estado racional fossem atirados para o exílio.
A “Disputa del alma y el cuerpo”. Esta composiçón, parece pertencer aos últimos anos do século XII, ou primeiros do século XIII. foi encontrada no Archivo Histórico Nacional, num pergaminho procedente do mosteiro de Oña, do ano mil douscentos um, e foi publicada e estudada por Menéndez Pidal. Consta de trinta e sete versos, agrupados em pareados, e está inspirada no poema françês “Débat du Corps et de l’Ame”. versón à sua vez de outro poema latino, “Rixa animae et corporis”. O seu tema é unha discusón acontecida entre o corpo e a alma de um difunto, atribuíndo-se reciprocamente as culpas dos seus pecados. Adqueríu difusón em todas as literaturas europeias, e na castelán persistíu baixo versóns diferentes: nos começos da escola alegoricodantesca, fins do século XIV, reaparece com o título de “Revelación de un ermitaño”; influíe na “Farsa racional del libre albedrío”, em que se representa a batalha que há entre o espírito e a carne; e penetra até à época de Calderón, que o utiliza num dos “autos sacramentales” da sua primeira época, titulado “El pleito matrimonial del Cuerpo y el Alma”.