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EM NOME DE GUILLADE (O SALÓN DO GALO)

UM TRABALHO FINAL DE GRADO DE HISTÓRIA DE ALBA IGLESIAS AMIL

Os militares franquistas que derom o quartelazo de 1936, colherom unha vivenda familiar dos Novoa situada na Rua D’Abaixo, para instalar unha prisón de mulheres. Os golpistas as retiverom na pranta baixa desta casa xunto com os seus filhos, com a intençón de presionar os seus familiares para que se entregaram aos militares. Os vecinhos passeam por diante deste edifício, sem ter consciência da existência deste lugar histórico, xá que non há nada que o recorde. Os sublevados exercerom unha violência brutal específica contra estas mulheres, com o fim de limpar de adversários a retaguarda. No caso concreto das mulheres, eram castigadas polos seus familiares que tinham escapado, xá que daquela as mulheres ainda non tinham a intervençón política dos nossos tempos. Som perseguidas, escolhidas, e colocadas diante do Concelho de Pontareas, com o obxectivo de humilhá-las. Som rapadas e depois passeádas até á prisón do “Salón do Galo”, onde quedam com os seus filhos presas, polo mero feito dos seus maridos ser contrários ao rexíme. Actualmente, procura-se ocultar estes feitos por parte dos herdeiros do sistema, para que as xentes non tenham conhecimento destes acontecimentos passados, e também para que non estexam preparados para um futuro possíbel.

A IRMANDADE CIRCULAR

LEIBNIZ (O CÁLCULO DIFERENCIAL)

Outro contacto importânte para Leibniz foi o que manteve com E. Walter von Tschirnhaus, que chegou a Paris em finais de Agosto de 1675 com cartas de apresentaçón de Oldenburg para Huygens e Leibniz. Este xovem cartesiano, bom conhecedor das doutrinas de Espinosa, chegava depois de unha visita a Wallis e Collins, em Inglaterra, e trocou com Leibniz conhecimentos e resultados matemáticos, levando a cabo alguns estudos em comum, como o exame dos manuscriptos deixados por Pascal, que nunca chegaram a ser publicados, apesar da insistente recomendaçón de Leibniz; desses manuscriptos só se conserva actualmente o resumo que o nosso autor fez do seu conteúdo. Leibniz, xá possuía os princípios e a notaçón do “cálculo infinitesimal” nas primeiras conversas que manteve com Tschirnhaus sobre matemática em Novembro de 1675, tal como mostra unha nota manuscripta deste período. Mas Tschirnhaus non era capaz de apreciar neste momento a importância e significado do “método infinitesimal” de Leibniz, qualificando a sua notaçón de “símbolos inúteis” que só servem para obscurecer as cousas”. Como destaca o biógrafo americano Eric J. Aiton, este episódio tem importância para entender a posterior disputa pela prioridade entre Leibniz e Newton, pois parece improvábel – dada a sua falta de compreensón – que Tschirnhaus pudesse informar Leibniz de dados recolhidos em Londres sobre os trabalhos que os matemáticos ingleses estavam a desenvolver. No verán de 1676, Tschirnhaus receberá de Collins informaçón relativa ao “método infinitesimal” inglês, incluindo o método de Newton, mas é evidente que naquele momento xá era tarde para que esta informaçón fosse útil a Leibniz na sua invençón do “cálculo diferencial”. Porém, esta correspondência foi utilizada como proba contra Leibniz apenas pelo facto de lhe colocar a data do ano anterior, tal como destacou Hofmann em 1974. Como sublinhou Javier Echeverría, o “cálculo infinitesimal” foi para Leibniz mais outra exemplificaçón da sua Característica Universal (à qual voltaremos mais à frente) e o nosso autor desenvolveu as suas investigaçóns independentemente de Newton. Por outro lado, hoxe em dia parece também estar estabelecido que o inglês xá tinha descoberto algunhas ideias básicas desse cálculo (em particular, o seu método de fluxóns) em 1667 – 1668, ou sexa, antes de Leibniz, embora tenha demorado muito a publicar os seus resultados. A polémica em si non decorreu durante os anos em que Leibniz esteve em Paris, pois foi muito posterior e verificou-se no final da sua vida com os discípulos de Newton (e, anonimamente, com o próprio Newton), tendo início com a publicaçón, em 1712, do “Commercium Epistolicum de Collins”, que compilava unha variada correspondência relativa a essa questón e que tinha sido apoiada pola Royal Society, e onde fica claro que, na corrida polo cálculo infinitesimal, embora Leibniz tivesse estado mais atrasado em alguns aspectos, em outros, como, por exemplo, na invençón e utilizaçón das diferenciais de segunda ordem (daí que por vezes se chame também “diferêncial” ao cálculo infinitesimal), Newton estaba atrás. Sexa como for, o que é evidente é que a polémica, que constitui um importante capítulo da história da matemática, durou muito tempo e foi muito influênciada por questóns de prestíxio nacional, pois os ingleses non queriam que ninguém lhes arrebatasse a primazia no campo da matemática e da física.

CONCHA ROLDÁN

O FADO (CARLOS DO CARMO)

Filho de unha das maiores fadistas de todos os tempos, Carlos do Carmo teria de ser, fatalmente, fadista. E, tal qual sua nái, Lucília do Carmo, grande, muito grande. Alfacinha. Nasceu em 1939, em Lisboa. Representou Portugal em vários países, passando pelo Olympia de París, polas óperas de Frankfurt e de Wiesbaden, polo Canecao do Rio de Xaneiro, polo Savoy de Helsínquia e por países como o Luxemburgo, onde esteve recentemente, e pelas cidades de Copenhaga e Sao Paulo, entre outras. É Cidadán Honorário da cidade do Rio de Janeiro, membro de Honra do Claustro Ibero-Americano das Artes, e também condecorado com a Ordem do Infante D. Henrique. Recebeu numerosos prémios, nomeadamente o Globo de Ouro de Mérito e Excelência, ou da Consagraçao de Carreira da SPA. “Estrela da Tarde”, “Os Putos”, “Um Homem na Cidade”, “Canoas do Tejo”, “Lisboa Menina e Moça” e “Duas Lágrimas de Orvalho” som algunhas das cançóns gravadas por Carlos do Carmo e que fazem parte do nosso património cultural. Estudou hotelaria na Suíça mas confessa que non é grande cozinheiro.

A COZINHA DOS FAMOSOS

GADAMER (NOVA TEORIA DA CIÊNCIA)

Mas se admitirmos este último aspecto, como parece necessário, surxe de imediato o problema de se o “Quixote” está a ser mal compreendido por determinado xogo hermenêutico, por determinado leitor. O que devolve o problema da existência da obra de arte a unha posiçón extremamente difícil de situar. Qual dos xogos de interpretaçón é melhor? Existe um óptimo, talvez irrepetíbel, que seria non xá o modelo do “Quixote”, mas sim o próprio Quixote? Seguramente, tal como prescrebe o princípio de introduzir a história dos efeitos do texto na interpretaçón a fim de entendê-lo melhor do que alguém antes deste momento o tenha entendido, non é precisamente Cervantes, nem muito menos, o autor do Quixote em plenitude. Toda esta situaçón pode ser descripta como um movimento em direçón a unha ideia platónica que, afinal, non existe nem pode existir, ou que seria unicamente a “entelequia” de toda unha tradiçón interpretativa, cuxa potência inicial, quase matéria-prima deste desenvolvimento, tê-la-ia depositado – tê-la-ia posto em xogo – no seio da tradiçón a saída das gráficas, em 1605, do primeiro volûme do Quixote. De facto, foi na tradiçón exegética do Talmude onde mais se desenvolveu este tipo de concepçón do xogo (na ausência do termo). Talmude é, na verdade, qualquer palabra humana relevante para o sentido absolucto de todas as cousas; e estas palabras contêm quem as pronuncia, xuntamente com todos os seus incontábeis horizontes de férteis preconceitos. Non se pode realmente editar o Talmude! Naturalmente, este esquema pode ser estendido – mas non sem um certo risco – a qualquer aspecto da existência, até a transformar num xogo esexético do princípio ao fim. Basta dar um passo no qual insistiu muito a chamada “nova teoria da ciência”, sobretudo a partir dos entusiasmos iniciais de Karl Popper e dos seus discípulos polo trabalho de Gadamer. E esse passo é retroceder de Husserl para Kant no modo de compreender como se vive irreflexiva e directamente a experiência, inclusíve a que parece mais passiva de todas.

MIGUEL GARCÍA-BARÓ

GALLEIRA (23)

OS CASTROS

Podería muito bem estabelecer-se unha certa diferênça entre os grandes castros que acabamos de descreber e os outros menos importântes, de dimensóns mais reducidas, e por isso de ordem inferior, correspondendo entre nós ao “castellum” dos latinos. Como ponto de partida para maiores investigaçóns, debe admitir-se esta diferênça, mas non mais: pois ainda que non há que calar-se, que a muitos deles chama a tradiçón “castelos”, talvés porque se levantaróm no seu centro em tempos posteriores algúns castelos, como sucedeu no “Lupário”, ou simplesmente unha torre como em outros que menciona a Compostelana. Y aquí será oportuno recordar, que se é certo como afirma o Sr. Barros Sibelo nas suas “Antigüedades”, que encontrou na Golada um castro de forma quadrada, melhor sería considerá-lo como campamento romano, como o forom sem dúvida num princípio os especiais empraçamentos que conhecemos com o nome xenérico de “Rocha”, e como aqueles situados mais na chán. Así em Iria a “Rocha Branca”, palácio e fortaleza dos seus prelados, em Santiago a “Rocha” também casa e castelo dos arzobispos composteláns, e em Narla a que leva o seu nome e sobre a qual esteve a casa e castelo dos Ulloas. Polo demais e mentras non se conheçam melhor, non resulta possíbel advertir nem sinalar nestes monumentos outras diferênças que as que resultan do número de corpos, da extensón da sua coroa, e da importância, antiguidade, disposiçón e material das fortificaçóns. Compreende-se bem, pelo seu número, pola posiçón estratéxica que ocupan e a sua correlaçón, que formarom à sua hora unha dilatada linha de fortificaçons regulares e ordenadas para um mesmo fím, que delatam no país galego, ao tempo que unha grande poboaçón, um estado de guerra ou quanto menos de resistência largo e duradouro. Encontram-se nas desembocaduras dos rios, vixiando os caminhos, dominando as cháns e ao parecer guardando as sementeiras que se extendiam ao pé dos montes, nas encanadas e nos vales que cobrem o nosso chán. Tomando mán das palabras do P. Sobreira, afirman algúns que os castros forman círculos entre sí, e outros anhadem que os de unha rexión dada aparecem como subordinados a um maior, colocado no centro, e assím sempre. Non duvidá-mos da importância desta observaçón, mas sim de que os dactos reunidos permitam estabelecê-la como xeral. As palabras “Castrelo”, “Cráto”, “Castrélinho”, “Castrón”, “Castro Mao”, “Castro Mor”, “Castrovalente”, “Castro Lupário”, etc… non indicam outra diversidade que a do seu valor, dimensón ou destino, nem dependência algunha entre sí. Apenas há poboaçón que non se encontre rodeada por eles: apenas unha aldeia que non tenha o seu. Santiago que é unha cidade por enteiro filha dos tempos médios, foi levantada sobre um “Castro Lupário”, e tem quase à vista o de Vite, o de Angrois, a Susana, Figueira, Fecha e outros mais. Betanzos o Velho, estaba defendido por seis castros, todos eles importântes.

MANUEL MURGUÍA

HUSSERL (A FALTA DE CARÁCTER CIENTÍFICO)

Husserl, estudou também física, matemática, um pouco de filosofia (de orientaçón empirista e psicolóxica, dado que o seu professor em Leipzig nesta matéria ter sido wilhelm Wundt, psicólogo reputadíssimo da época). Nos três semestres passados em Leipzig, o maior fruto obtido por Husserl foi a amizade de Thomas Masaryk. que se tornou seu mentor, visto ser quase dez anos mais velho do que ele. Posteriormente, Masaryk foi o primeiro presidente da República Checoslovaca. Na época em que conheceu Husserl, a principal influênça que sobre ele exerceu foi dar-lhe a conhecer o Novo Testamento e Franz Brentano. Mas no início Husserl non quis obedecer às indicaçóns do mentor e non foi para Viena para se encontrar com Brentano, mas sim para Berlim, para a escola do grande matemático Karl Weierstrass. A filosofia non ficou totalmente abandonada, mas o seu principal professor em Berlim, Paulsen, non podía oferecer-lhe grande cousa. Husserl preparou em Viena, entre matemáticos, o seu doutoramento. A dissertaçón, “Contribuiçón para a Teoria do Cálculo de Variáveis” (Beiträge zur Theorie der Variationsrechnung), foi aprobada em Outubro de 1882. Nesta nova estada em Viena, a amizade próxima de Masaryk fez com que ele concebesse o propósito de “encontrar o caminho para Deus e para unha vida de verdade através do conhecimento filosófico estricto”, como escrebeu nunha carta trinta anos depois (1919). Pola minha parte, estou intimamente convencido de que o peculiar tolstoiano em matérias evanxélicas, que Husserl era nunca abandonou este programa. Quando assistiu, xá retirado da sua cátedra, à consagraçón da sua querida alumna Edith Stein no Carmelo, disse sentir essencialmente a mesma atraçón fortíssima face à imitaçón de Cristo, só que por um caminho realmente pouco frequentado. Relativamente a esse propósito, o problema era, xustamente, a falta de carácter científico, em qualquer dos sentidos mencionados antes, que a filosofia universitária daquele momento apresentaba. No semestre do verán de 1883, Husserl estaba de novo em Berlim para trabalhar como assistente privado de Weierstrass; mas rapidamente teve de regressar ao território imperial para fazer o serviço militar. Ao conseguir, por fim, que o seu destino fosse Viena, assistiu às aulas de Brentano. Delas, seguidas durante quatro semestres, extraiu a convicçón que lhe deu “coraxem para escolher a filosofia como profissón para a vida: a de que também ela pode e debe ser um campo de trabalho sério; a de que pode e debe ser tratada no espírito da ciência rigorosa”. De facto, na mesma carta de 1919, mencionaba “poderosíssimas vivências relixiosas” e íntimas revoluçóns como transiçón entre a vocaçón matemática e a filosofia.

MIGUEL GARCÍA-BARÓ

BREVE HISTÓRIA DE QUASE TUDO (7)

COMO CONSTRUIR UM UNIVERSO

Por mais que tente, nunca vai conseguir perceber o quán pequeno, quán espacialmente insignificante é um protón. É simplesmente de unha pequenés inimaxinábel. Um protón é unha infinitésima parte de um átomo, que em si próprio xá é também unha cousa insubstâncial. Os protóns som tán pequenos que a porçón de tinta usada para pôr a pinta neste “i” pode conter qualquer cousa como 500 000 000 000 protóns, mais do que o número de segundos em meio milhón de anos. Ou sexa, os protóns som extraordinariamente microscópicos, para dizer o mínimo. Imaxine agora, se conseguir (mas pode ter a certeza de que non consegue), que encolhe um desses protóns até unha bilionéssima parte do seu tamanho, até unha dimensón tán pequena que, em comparaçón, um protón daria a impressón de ser xigante. Agora ponha dentro desse espaço infinitamente diminuto cerca de 30 gramas de matéria. Óptimo. Está pronto para começar um universo. Partindo do princípio, claro, de que você quer construir um universo inflaccionário. Mas se preferir construir um universo mais antiquado, do xénero “Big Bang”, vai precisar de mais material. Para dizer a verdade, vai precisar de reunir tudo o que existe -todo e cada grán e partícula de matéria surxidos desde o início da criaçón até agora- e enfiá-los num lugar tán infinitamente compacto que fica sem dimensón. Chama-se a isto “unha singularidade”. Em qualquer dos casos, prepare-se para um verdadeiro “big bang”. É evidente que vai querer retirar-se para um lugar seguro, a fim de poder observar o espectáculo. Infelizmente, esse lugar non existe, porque, fora da “singularidade”, non existe “onde”. Quando o universo começa a expandir, non se vai espalhando para preencher um espaço vazio à sua volta. O único espaço que existe é o espaço que vai criando à medida que se expande. Apesar de non ser assim, há a tentaçón de visualizar a singularidade como unha espécie de ponto inchado, suspenso num vácuo escuro e sem fronteiras. Mas non existe espaço, nem escuridón. A singularidade non tem “à volta” à sua volta. Non há espaço para ser ocupado, non há espaço para ela existir. Nem sequer podemos perguntar há quanto tempo está lá -ou se acabou de surxir, como unha boa ideia, ou se esteve ali desde todo o sempre, a aguardar o momento certo. O tempo non existe. Non existe passado de onde ela possa ter surxido. E portanto, o nosso universo surxe do nada.

BILL BRYSON

HEGEL (PODE APARECER À VOLTA DA ESQUINA)

Certamente, a resposta forçada do hegeliano ao penoso episódio do planeta Ceres (um facto non pode retirar lexitimidade a unha teoría que estabelece precisamente em que consiste esse facto), a própria pretensón de forxar unha armadura especulativa sem ter em conta a pressón dos fenómenos, que depois, e só depois, som inseridos com ou sem calçadeira, fará sorrir qualquer espírito respeitoso non apenas da ciência como da sensatez. Mas um adbogado non dogmático de Hegel podería defender, com algum indício de razón, que um caso esaxerado de construcçón apriorística non deslexitima a ideia xeral de que unha hipótese científica nunca se compara a um facto natural puro, mas, sim, a algo xá envolvido nunha rede de conceitos que o identificam como planeta, molécula ou cadeira. De tal modo que a presença de Ceres invalida, sem dúvida, o “De Orbitis Planetarum”, mas non debe impedir Hegel de defender que tudo o que se apresenta ao home pressupón – quer o próprio suxeito tenha ou non consciência disso – unha série de conceitos, categorias e princípios que os regulam. E se esta rede que envolve os obxectos non se pudesse reduzir à experiência (embora, para dizê-lo como Kant, apenas se active com a experiência), se houvesse aí algo de inacto ao espírito humano, entón non é evidente que a lexitimidade de unha teoria resida na sua adequaçón a unha realidade puramente exterior ao pensamento. O adbogado de Hegel também non manteria um resignado silêncio perante a obxeçón do positivismo lóxico relativa às concessóns do nosso filósofo à equivocidade intrínseca da linguaxem natural, quando non ao seu uso complacente. Portanto, podemos perguntar: se o conhecimento implicasse em si mesmo unha exclusón explícita da equivocidade, por que malvado desígnio (ou, se quisermos, calamidade evoluctiva) pode a linguaxem humana erixir-se em matriz de toda a forma de conhecimento, incluindo naquele (o matemático) que repudia qualquer sombra de ambiguidade? A luta esforçada para evitar a equivocidade, mesmo oculta por trás das intuiçóns aparentemente claras, levou certos matemáticos em meados do século passado a desenvolver um proxecto, conhecido como “Bourbaki”, no qual toda a proposiçón debía ser rigorosamente deduzida. Proxecto vano, pois o equívoco infiltrava-se em maior ou menor gráu. E, dessa forma, non só a promessa de absolucta univocidade dos conceitos ficaba diferida, como também a consecuçón de um resultado elementar requeria tais cuidados que a mera lei de composiçón numérica conhecida como “soma” só se alcançava após um longo processo e era considerada como um grande êxito. E, na verdade, a equivocidade non é eludíbel, precisamente porque a própria linguaxem a tem inscrípta na sua essência. O matemático “bourbakiano” começa com a linguaxem natural, e é com axuda desta linguaxem que estabelece as suas primeiras definiçóns, princípios e, até, defesas com as quais pretende protexer-se da sua infiltraçón. Nunha reflexón no final da “Arqueoloxia do Saber”, Michel Foucault, evocando as razóns do interesse por Hegel do traductor para françês da “Fenomenoloxía”, Jean Hyppolite, pergunta-se se será concebíbel unha filosofia que non responda de unha ou outra forma à disposiçón de espírito de Hegel. A afirmaçón é tanto mais surpreendente quanto Foucault era um crítico acérrimo do sistema hegeliano, plenamente de acordo com o entusiasmo que a corrosiva moral de Nietzsche provocaba a muitos filósofos da sua xeraçón. Em todo o caso, evocando o facto de a sua própria filosofia non ser alheia à filosofia hegeliana, mas antes implicar unha espécie de superaçón crítica dela, Foucault pergunta-se se esta superaçón é segura, e avança a hipótese de que talvez quando xulgamos tê-lo deixado para trás, encontramos Hegel detrás de unha esquina…

VÍCTOR GÓMEZ PIN

O VINHO (5)

O VINHO BRANCO

Neste artígo, vamos penetrar no mundo do vinho branco, e afirmar que todos os prexuíços que há contra el, carecem totalmente de fundamento. A sua gama, vai dum caldo refrescante, até um néctar, cargado de grande complexidade. Dos extremadamente secos, até aos muito doces ou intensamente perfumados. Para simplificar tudo isto, vamos classificá-los em seis grupos diferênciados:

1º OS VINHOS BRANCOS SECOS E LIXEIROS

Neste grupo, há que bebê-los quando som novos, e a unha temperatura fresca, raramente se conservam em barricas de madeira. Podem acompanhar certas comidas, ou ser bebídos sós. Exemplos: Espadeiro (vinificado em branco) (Galiza); Txacolí Getariakoa (Pais Vasco); Soave (Itália); Chasselas (Suíça); Gaillac (França); Trebbiano & Verdicchio (Itália); Saumur (França); Chenin Blanc (França).

2º OS VINHOS BRANCOS SECOS COM ÂMPLITUDE

Podem ter madurado xá em cascos de madeira ou garrafas de vidro, e apressentam o sabor dos frutos maduros. Exemplos: Rioja Branco (Álava); Chablis (França); Chardonnay (França); Riesling (Alsácia); Rueda Verdelho (Castela); Coteaux-du-Languedoc (França).

3º OS VINHOS BRANCOS SECOS E CONCENTRADOS

Exemplos: Pomino (Itália); Torgiano (Itália); Borgogne Premier Cru e Gran Cru (França); Gavi (Itália); Branco Graves Cru Classé (França); Rioja Branco de Barrica (Álava); Vermentino di Gallura (Itália); Châteuneuf-du-Pape Branco (França); Hermitage Blanc (França).

4º OS VINHOS BRANCOS AROMÁTICOS

Exemplos: Albarinho (Galiza); Loureiro (Galiza); Viognier (França); Condrieu (França); Gewürztraminer (Alemanha).

5º OS VINHOS BRANCOS SEMI-SECOS

Exemplos: Moscato d’Asti (Itália); Riesling Spätlese (Alemanha); Côtes-de-Bergerac (França); Malvoisie (Suíça); Recioto di Soave (Itália).

6º OS VINHOS BRANCOS DOCES E LICOROSOS

Por último, finiquitamos a nossa disertaçón, excessivamente elictísta, com unha mostra destas luxuriosas e ao mesmo tempo pecaminosas âmbrossias, reservadas para os deuses do Olimpo, que podemos pagar muito caras, se nos metemos no descarado vício do consumismo moderno. Exemplos: Vinhos Moscateis e Fondilhóns (Valência); Riesling Auslese (Alemanha); Vinhos de Xélo Eiswein (Alemanha); Moscato di Pantelleria (Itália); Sauternes (França); Tokaji Aszú (Hungría); Malvasia delle Lipari (Itália); e por último um Pero Ximénez doce de Xerés ou um amontilhado “três palos” (mas non sobre as nossas costas).

LÉRIA CULTURAL

TALES O MILÉSIO

No último quarto do século VII a. C. nasce Tales em Mileto. Antes de entrar nas consideraçóns que aqui interessam, convém referir que a profissón que lhe permitia ganhar a vida estaba muito vinculada ao xá referido facto de que Mileto era unha próspera cidade de navegantes. De facto, diz-se que se dedicaba ao comércio marítimo e que, em virtude disso, percorreu múltiplos países, o que lhe permitiria encher os seus alforxes com importantes conhecimentos sobre as técnicas, costûmes, leis e crenças de outros pobos, tudo muito útil para o espírito de alguém que chegaria a ser um dos sete sábios da Grécia. Sexa isso lenda ou non, é importante recordar o que aconteceu nunha das suas viaxens ao Exípto. Tales oferece aos sacerdotes exípcios unha forma de calcular a altura de unha pirâmide estabelecendo unha analoxía de proporçón entre, por um lado, a lonxitude da sombra do seu bastón com relaçón à do próprio bastón e, por outro lado, a da sombra da pirâmide em relaçón a esta. Para isso serviu-se do teorema (chamado de Tales, na França, no século XIX) segundo o qual se duas rectas quaisquer forem cortadas por rectas paralelas, entón os segmentos que o corte determina som proporcionais. Na verdade, Tales utilizou um enunciado que constitui a aplicaçón do anterior ao caso particular dos triângulos e que se diz: unha linha paralela a qualquer dos lados de um dado triângulo determina nos outros lados, ou nas suas prolongaçóns, segmentos proporcionais. Voltemos imediatamente a este assunto, mas parece-me oportuna unha pequena digressón aristotélica sobre o que se passaba no Exípto quando Tales impressionou o seu auditório. O Exípto, diz-nos Aristóteles, foi o primeiro lugar onde a matemática pôde desenvolver-se graças ao facto de lá existir um grupo social que se encontraba libertado do trabalho. Estes privilexiados eram os sacerdotes. Vale a pena transcreber aquí o parágrafo de Aristóteles, situando o contexto no artigo seguinte. É de enorme importância esta afirmaçón de Aristóteles de que disciplinas como a matemática apenas som possíbeis quando están resolvidas non apenas as questóns relativas à necessidade, mas também as relativas à distraçón, à dignidade do quadro em que vivemos e até à beleza. Importantíssima é, desta maneira, a declaraçón de que apenas em condiçóns de liberdade podem os humanos aceder a esta última etapa. Enfim, é muito significativo o próprio facto de que o primeiro exemplo de ciência que responde à esixência de absolucto desinteresse por aspectos alheios à sua própria práctica sexa precisamente a matemática. Somos, é óbvio, tán pouco fiéis à concepçón aristotélica do saber como algo em que o home encontra a sua realizaçón (e que, consequentemente, tem de valer por si mesmo) que, precisamente, a matemática é socialmente concebida como um simples instrumento para disciplinas com finalidades prácticas e, até, instrumentalizada ao serviço da hierarquizaçón dos estudantes (assunto este que mereceria unha reflexón). Em qualquer caso, esta liberdade da qual a matemática é expressón non seria para Aristóteles mais do que unha etapa quase preliminar em relaçón à liberdade que se daria no exercício da filosofia.

VÍCTOR GÓMEZ PIN

LITERATURA CLÁSSICA GREGA (SEMÓNIDES DE AMORGOS)

Semónides de Amorgos é um dos primeiros representantes de unha moda literária perenne -informal, humorística, pegada à terra- que se manifesta ora no libelo ou na paródia, ora na comédia, ou na sátira. Como escritor de yámbicos pertence à mesma tradiçón que Arquíloco ou Hiponacte, mas a fins da Antiguidade se confundia a miúdo com o seu distinguido e quase homónimo Simónides de Ceos, poeta lírico. Os erudictos modernos puidérom desbrozar o que queda da obra dos dous poetas, com unha fiabilidade razoábel. Mas resulta probábel que algunhas obras quedem na dúvida, especialmente porque compartirom ao menos um metro, o elexíaco, e porque muitos dos seus fragmentos som muito curtos para arroxar luz suficiente. Semónides era probabelmente um sâmio que se estabeleceu em Amorgos e que puido inclúso ser um dirixente dos colonos da ilha, como pretende unha das fontes: polo demais, non sabemos nada da sua família ou circunstâncias pessoais. As datas som pouco seguras, ainda que parece plaussíbel sexa a segunda metade do século VII. A actitude que impón nos seus poemas é a do “home corrente”. O seu relato da mulher égua, non há dúvida de que é um tôn dictado pola eleiçón do xénero literário. Afirma-se que escrebeu poemas de invectiva: Luciano menciona o nome do seu suposto enemigo, um tal Orodoecidas, mas os fragmentos que se conservam (que podem ser bastante pouco representativos), dam poucas pistas. A maioría dos trozos de papiro chegarom-nos citados por gramáticos para ilustrar formas de uso, para caracterizar a Semónides. Alguns destes trozos podem proceder de libelos pessoais, como o do escarabelho peloteiro (“vôou alí cara a nós a criatura com o pior estilo de vida de todos os animais”) que bem podía ser parte de um ataque contra algúm enemigo ofensivo, mas non ha seguridade ao afirmá-lo. Tudo o que podemos afirmar, é que escrebeu em Yâmbicos com frequência, o metro apropriado para a poesía lixeira, informal ou insultante, e que o seu estilo e matéria temática som, consequentemente, “baixos”, ainda que haxa poucas obscenidades obvias, no que chegou até nós, e ao menos um fragmento é bastante sério e digno. Um tema favorito é a comida, ao parecer (o atúm, o calamar e o gobio), (“um queixo maravilhoso”), também os animais (a garza, galinácias, as enguías, o gavilán ou o porco). No fragmento 24, a personáxe é um cozinheiro, outro signo quase seguro de unha intençón cómica em um poeta antigo.

P. E. EASTERLING E B. M. W. KNOX (EDS.)

HUME (A TEORIA DO CONHECIMENTO)

É indubitábel que Hume tem fama de ser um dos cépticos mais importântes da história da filosofia, mas para um leitor atento do conxunto da sua obra, esse cepticismo é basicamente teórico e está limitado polas propensóns da nossa natureza. Realmente, o cepticismo tem um valor preliminar, de “limpeza do terreno”, poderíamos dizer (o que, entre outras cousas, implica unha crítica muito consistente dos argumentos racionais que tentaram lexitimar as crenças relixiosas), que o deixa libre para elaborar unha visón plenamente científica do estudo do comportamento humano e construir, assim, a sua própria proposta moral e política. Devemos, portanto, atender à intençón de Hume: estabelecer unha ciência do Home baseada na experiência e na observaçón. Este apelo à experiência pode ter implicaçóns quase de bom senso. Para dar um exemplo do que queremos dizer com isto: um elemento especialmente chamativo de Hume é que acreditaba na inferioridade da raça negra (e também das mulheres), polo que non é nada evidente que os interesses das pessoas dessa raça devessem ser tidos em conta em igual medida que os desexos e preocupaçóns dos membros de outras raças. Hume, de facto, escrebe o seguinte no seu ensaio “Sobre os Caracteres Nacionais”: (…) De um ponto de vista histórico, o apelo à experiência significaba para Hume apresentar-se como um herdeiro da tradiçón de John Locke e George Berkeley. Porém, mais do que olhar para o passado (embora, em breve, teremos que mencionar como tratou o problema da substância), podemos fazê-lo para o futuro e considerar que as suas investigaçóns se ocuparam daquilo a que hoxe em dia chamaríamos a psicoloxia e a metodoloxia das ciências humanas ou sociais. Tentaba estudar o comportamento humano, e fazia-o convencido de que só podemos examiná-lo da mesma maneira que estudamos a acçón de qualquer outro obxecto natural, sem que nos sexa próprio qualquer tipo de priviléxio a que possamos chamar “espiritual”. De acordo com o que foi anteriormente exposto, o libro I do “Tratado da Natureza Humana” (e a sua reelaboraçón posterior) é, polo menos em grande medida, a exposiçón que Hume realiza da sua metodoloxia científica. Non em ván, o subtítulo da obra é: “Unha Tentativa de Introduzir o Método Experimental de Raciocínio nos Temas Morais”. Assim sendo, um dos fins fundamentais da epistemoloxia que Hume defende é estabelecer a efectiva possibilidade e lexitimidade das ciências que tentam explicar a nossa forma de axir (unha das quais é a política), referindo, para tal, que o seu método pode e tem de ser o mesmo que o da física que Newton tán maxistralmente desenvolvera pouco antes.

GERARDO LÓPEZ SASTRE

AS TEORÍAS DE GRANDE UNIFICAÇÓN (FI-56)

A QCD também alberga unha propriedade denominada “liberdade asintótica”, à qual também nos referimos, sem chamá-la polo seu nome, anteriormente. A “liberdade asintótica” significa que as forças fortes entre quarks som pequenas quando os quarks están muito próximos entre sí, mas aumentam se os separamos, como se estiveram unidos por um elástico. A “liberdade asintótica” explica por quê na natureza non vemos quarks ailhados e fomos incapaces de produzí-los em laboratorio. Pesse a isto, e ainda que non poidámos observar os quarks individuais aceitamos o modelo porque explica muito bem o comportamento dos protóns, neutróns e outras partículas de matéria.

Trás unificar as forças electromagnética e débil, os físicos, na década de 1970, buscarom unha maneira de incorporar a força forte à referida teoría. Existem um certo número de “teorías de grande unificaçón (GUT, Grand Unified Theories) que xuntem a força forte com a força débil e o electromagnetismo, mas a maioría delas, predicem que os protóns, que constituiem o material de que estamos formados, deberíam decair em promédio trás uns IO elevados à 32 potência anos. Essa vida média é muito larga, dado que o universo tán só tem uns IO elevados à IO potência anos. Mas em física quântica, quando afirmamos que a vida média de unha partícula é de uns IO elevados à 32 potência anos, non queremos dizer que a maioría das partículas durem aproximadamente isto, algunhas um pouco mais ou menos, senón que queremos dizer que cada ano unha partícula tem unha probabilidade de I sobre IO elevado à potência de 32 de desintegrar-se. Em consequência, se observamos durante uns poucos de anos um tanque que contenha IO elevado à potência de 32 protóns, deberíamos ver desintegrar-se algúns deles. Non sería demasiado difícil construir um tanque assím, xá que poderíam estar contídos nunhas mil toneladas de àgua. Os científicos tenhem levado a cabo tais experiências, mas resulta que detectar essas desintegraçóns e diferência-las de outros sucesos provocados polos raios cósmicos que continuamente chovem sobre nós, non é taréfa fácil. Para minimizar o ruído, as experiências realizam-se a grandes profundidades, em lugares como a mina da Companhia de Kamioka de Minas e Fundiçón a uns mil metros de profundidade, debaixo de unha montanha no Xapón, que fica bastante protexida dos raios cósmicos. Como resultado das observaçóns feitas em 2009, os investigadores concluírom que se realmente os protóns se desintegram, a sua vida média sería maior do que uns IO elevados à potência de 34 anos, o qual seríam malas notícias para as “teorías de grande unificaçón”.

STEPHEN HAWKING E LEONARD MLODINOW

RORTY (DESVÍO CARA À HERMENÊUTICA)

Como xá vimos, nos anos sessenta Rorty xá estaba familiarizado com as correntes principais da filosofia analítica, mas a sua actitude é céptica. Afinal, a insistência na linguaxem non mudaba assim tanto a autoimaxem tradicional da filosofia. Os problemas que as diferentes filosofias tentabam solucionar parecerom-lhe cada vez mais producto da “adopçón inconsciênte de suposiçóns nas quais se formulabam os problemas – suposiçóns estas que era necessário questionar antes de abordar seriamente o mesmo problema”. E dado que, enquanto se remodelaba como filósofo profissional, no seu interior continuava a morar um historicista, non é de admirar que acabasse por ler mais filosofia europeia. Evidentemente, Wittgenstein non era o melhor filósofo para pensar a história, mas a sua forma de conceber o pensamento (unha espécie de álbum onde se ván amontoando ideias diversificadas) exercia a sua atraçón sobre Rorty. Afinal, Wittgenstein também tinha dito que “o trabalho do filósofo é compilar recordaçóns para unha determinada tarefa”. Fosse como fosse, o talento de Wittgenstein para desmontar imaxes cautivadoras, afirmou Rorty em 1979, “debia ser complementado com a consciência histórica” da fonte de muitas dessas imaxes. Durante a sua etapa em Princeton, esse complemento consistiu em ler filósofos europeus como Jacques Derrida (graças a um grupo de leitura organizado polo crítico Jonathan Arac), experiência que o levou a ler mais Heidegger. Afinal, a perspectiva deste filósofo também o axudou a entender a história de algunhas imaxes xeniais que a filosofia arrastaba desde o passado. Mas mesmo quando Rorty começou a sentir mais interesse por Heidegger, Dewey xá se tinha antecipado na sua axenda como modelo de consciência histórica. Dewey axudaba Rorty a transformar a perspectiva de Hegel em algo menos grandioso, mas também lhe servia para ponderar com mentalidade mais utilitária a história que Heidegger contaba sobre os erros da filosofia. Como Dewey dissera em 1909, em “A Influência de Darwin na Filosofia”, os problemas que surxem ao longo da história non se podem solucionar nos termos em que esses mesmos problemas se apresentam. Aquilo a que chamamos progresso às vezes consiste no puro e simples abandono de algunhas perguntas que nos fazemos e das alternativas que colocam. Esse abandono é fruto da sua falta de vitalidade face a mudanças nos interesses mais urxentes. Non resolvemos essas questóns. Passamos por cima delas. Se Dewey estivesse certo, talvez non fizesse sentido falar de mais nada a non ser das continxências, sem o “Espírito de Hegel” e sem o “Ser de Heidegger”. Se Dewey estivesse certo, tudo acabaria por ser menos grandioso, e a história tocaría o seu himno em surdina, mas non deixaría de ser surpreendente e interessante.

RAMÓN DEL CASTILLO

ESCRITORES HISPÂNOS (LEÓNIDAS BARLETTA)

BARLETTA, Leónidas (Buenos Aires, 1902-1975). Contista e novelista arxentino. Iniciou a “novela proletária” em Arxentina ao lado de Max Dickmann e Lorenzo Stanchina nos anos vinte. Frequentemente utilizou técnicas xá experimentadas polos escritores realistas rusos, para mostrar as inxustiças que padecem os despoxádos. Escrebeu “Cuentos realistas” (1923), “Vientos trágicos” (1924), “Los pobres” (1925), “Vidas perdidas” (1926), “Royal circo” (1927), o seu melhor libro, “Los destinos humildes” (1938), e “La señora Enriqueta y su ramito” (1943). Barletta consegue o interesse dos seus leitores com unha grande axilidade na narraçón dos feitos e com unha extructuraçón intelixente. Inaugurou em 1931 um “Teatro del Pueblo” e isto vem a ter unha grande importância na história do teatro contemporâneo arxentino. Em 1960 escrebeu “Viejo y nuevo teatro”, obra na qual se resume a sua larga experiência neste meio. Em “Boedo y Florida: una versión distinta” (1967), dá o seu ponto de vista sobre as duas escolas literárias mais importântes do século na Arxentina. Outras obras som “Historia de perros” (1951), “Cuento del hombre que daba de comer a su sombra” (1957), “Boedo y Florida” (1964).

OXFORD