BAREA, Arturo (Madrid, 1897 – 1957). Contista e novelista cuxas ideias políticas o obrigarom a exiliar-se despois da “guerra civil”. Estabeleceu-se em Inglaterra e, com excepçón dos contos de guerra “Valor y miedo: relatos” (Barcelona, 1938), todos os seus libros aparecerom primeiro na versón inglesa e logo forom publicados em castelán. Em “The broken root” (Londres, 1952; “La raíz rota” (Buenos Aires, 1953), Barea demonstrou a sua capacidade para criar unha personáxe multidimensional e complexa. A sua obra literária mais importânte é sem dúvida a ambiciosa triloxía “The forging of a rebel” (Londres, 1941 – 1944, três volûmes; “La forja de um rebelde”, Buenos Aires, 1951). Nesta obra fai unha demonstraçón do seu control criativo nunha grande quantidade de personáxes estraordinariamente descríptos, ademais de um excelente manexo do ambiente e as ideias que rodeárom a sua xuventude e a sua madurés. Esta obra valeu-ĺhe um reconhecimento âmplo em Inglaterra. Escrebeu despois “Lorca: the poet and the people” (1944) e “Unamuno” (1952). A sua viúva editou póstumamente os seus contos dispersos em “El centro de la pista” (1960).
BARCO DE CENTENERA, Martín (Logrosán, Extremadura, c. 1544-1605). Poeta épico de duvidoso talento, cuxa obra resulta mais didáctica que épica. Depois de estudar em Salamanca embarcou na expediçón de Juan Ortiz de Zárate ó Paraguay, onde se converteu em arcediano da catedral de Asunçión e de Villa Rica (1575- 1580). Escrebeu o seu “Argentina y conquista del Río de La Plata, con otros acaecimientos de los reinos del Perú, Tucumán y estado del Brasil” (1602), probabelmente para competir com “La Araucana” de Ercilla. O seu poema foi muito consultado pola sua importância como documento histórico: fray Lozano toma del extensos fragmentos na sua obra “Historia de la conquista del Paraguay, Río de La Plata y Tucumán” (c. 1750). Non obstânte, a pesar de que podem tomar-se como certas as façanhas que el mesmo vivíu xunto à expediçón de Ortiz de Zárate, quando narra feitos anteriores à sua chegada, fai-o com duvidosa exactitude.
Barberena, Santiago Ignacio (Guatemala, 1850 – 1916). Erudicto e historiador, passou a maior parte da sua vida no Salvador. A sua maior obra é a inacabada “Historia de El Salvador” (1914 – 1917, dous volûmes). mas producíu também unha excelente “Descripción geográfica y estadística de El Salvador” (1892) e detalhadas “Monografías departamentales” (1909).
Baralt, Rafael María (Maracaibo, 1810 – 1860). Poeta e historiador venezolano. Viaxou a Espanha em 1843, onde viu cumprido o seu desexo de ser membro “de número” da Real Academia de la Lengua, a pesar da sua ignorância em gramática comparativa. Do seu “Diccionario matriz de la lengua española” e do seu “Diccionario de galicismos” afirmou Menéndez y Pelayo: “parece … preocupado só com levantar um muro entre o castelán e o françês; acostuma dar em decisóns caprichosas, que parecem filhas do mal-humor, mais que um sistema racional e consequênte”. Como poeta tratou de imitar, sem êxito, a fray Luis de León e a Góngora. A sua prosa é convencional. Actualmente caíu no esquecimento, a pesar de que a sua cidade natal lhe erixíu unha estátua. Editou os escritos históricos de Ramón Díaz, “Resumen de la historia antigua y moderna de Venezuela” (París, 1841, dous volûmes).
Barahona de Soto, Luis (Lucena, 1548 – 1595). Poeta e prossista. Estudou em Granada e doutorou-se em Osuna. Foi membro da tertulia de Venegas e participou na guerra contra os mouriscos das Alpujarras. Escrebeu unhas “Fábulas de Vertumno y Acteón”, a primeira cheia de versos gráceis e melodiosos e a segunda influenciada polas Metamorfoses de Ovidio. Na “Égloga de las hamadríades” experimentou com os metros italianos e está considerado como antecedente da poesía gongorina. A sua obra mais conhecida é “Primera parte de la Angélica” (1586), também chamada “Las lágrimas de Angélica”, unha das melhores continuaçóns em castelán do “Orlando furioso” de Ariosto, ainda que non tenha nem a fantasía desbordante nem o poderío do seu modelo. Barahona anunciou unha segunda parte, mas nunca a acabou. Foi Lope de Vega quem acabou por fazê-lo em “La hermosura de Angélica”, que resulta demasiado dispersa. Algúns fragmentos da proxectada segunda parte de Barahona podem-se encontrar nos seus “Diálogos sobre la montería”, o melhor tratado sem dúvida de caza escrito em castelán. As suas “Poesías” forom editadas na BAE, 35 volûmes (1855) e 42 volûmes (1857).
Báñez, Fray Domingo (Medina del Campo, 1528-1604). Teólogo dominico que participou em unha importânte controversia com Miguel de Molinos. A controversia, conhecida como “De auxiliis”, centrou-se em discernir se a graça divina pode axudar a salvar a um crênte, e em que medida o libre albedrío pode axudar a essa salvaçón. Báñez e os dominicos sostinham que a graça é um don da predestinaçón e acusarom aos molinistas de prestar excessiva importância à vontade humana de salvaçón, e com isto aproximar.se da herexía pelaxianista, que sostinha que os fieis podiam salvar.se sem o auxilio da graça divina. Os molinistas, por sua vez acusarom aos dominicos de aproximar-se da herexía calvinista, que sostêm que Deus predestina algunhas almas ao céu e outras ao inferno, sem que o home poida fazer nada para mudar este destino. A controversia começou em 1588 e chegou a tal ponto, que o papa Paulo V prohibíu a discusón em 1607. “De auxiliis” continuou enardecendo os ánimos até bem entrado o século XVII.
Banchs, Enrique J. (Buenos Aires, 1888 – 1968). Poeta do neoclassicismo arxentino e xornalista. Entre os dezanove e os vintitrês anos escrebeu “Las barcas” (1907), “El libro de los elogios” (1908), “El cascabel del halcón” (1909) e cem sonetos reunidos em “La urna” (1911), que som considerados do melhor da literatura arxentina. A sua “Oda a los padres de la patria” apareceu na revista “Nosotros”. O seu nome simboliza para os seus contemporâneos, a busca da perfeiçón através da arte. A sua “Obra poética” (1907- 1955) foi publicada em 1973.
Bances Candamo, Francisco Antonio de (Avilés, Asturias, 1662 – 1704). Dramaturgo, crítico de teatro e historiador. Estudou filosofía, leis e direito canónico na Universidade de Sevilla. Marchou para Madrid a probar sorte como autor teatral. A sua primeira obra documentada na côrte foi “Por su rey y por su dama” (1685), escenificada para a celebraçón do aniversário do imperador. É a primeira de unha série de obras de intençón didáctica nas que Bances faborecía o regreso do rei dos Países Baixos, nos quais se encontraba naquel momento. Em 1687 recebeu o nomeamento de escritor do rei, mas as suas péças, excessivamente francas, levárom-no a renunciar ao cargo seguidamente à escenificaçón da sua triloxía em 1693-1694. Depois da representaçón da primeira das três comédias, “El esclavo en grillos de oro”, Bances Candamo foi ferido no peito por um espectador molesto pola temática da obra: a conspiraçón que fraguou 0vinius Clamillus para destronar a Trajano e usurpar o poder. Trajano toma conhecimento do complot e condena o senador a reinar no seu lugar para que descubra, que ser rei é ser “esclavo en grillos de oro”. O audictório pensou que a obra atacaba ao conde de Oropesa e à mala administraçón do rei, desde a caída do primeiro. Também daba a entender a necessidade de nomear um sucesor conhecido. Bances Candamo, tivo que fuxir para Madrid até que em 1696 foi estreada a sua obra “¿Cuál es afecto mayor: lealtad, sangre o amor?”, que tampouco influíu na política real. Tinha sído pouco antes nomeado tesoureiro oficial, mas renunciou ao cargo pouco antes de morrer na cidade de Lezuza. Bances Candamo é mais importante do que xeralmente se pensa. Luzán eloxiou “o seu enxenho, o seu elegante estilo, as suas notícias nada vulgares e polo grande cuidado que manifestou na verossimilitude, decoro e propriedade dos lances e das pessoas”. As suas “Obras dramáticas” (1772, dous volûmes) incluiem “La piedra filosofal” (reeditada por M. Cattaneo en 1974), de corte calderoniano; “El duelo contra su dama”, de estilo costumbrista; duas obras no estilo de Lope: “El español más amante y desgraciado Macías” e “El sastre del Campillo”; unha obra histórica basseada em Cristina de Suécia, “Quien es quién premia el amor”. As suas poesías forom publicadas como “Obras líricas” (1720, reeditadas em Barcelona, 1949). Apesar da importância das suas obras teatrais, talvez a maior aportaçón de Bances sexa “Teatro de los teatros de los passados y presentes siglos” (ed. Serrano y Sanz, RABM, 1901, V e VI), do qual fixo três versóns diferêntes. A primeira é unha defesa do decoro no teatro, ademais de dar prioridade à verdade poética sobre o mero feito histórico. Foi escrita em 1689 – 1690 para defender-se dos ataques do Xesuíta Ignacio de Camargo. A segunda e a terceira partes (1692 – 1694) son fragmentos de unha história universal do teatro desde a antiga Grecia. Na segunda parte expresa a ideia de que ao escreber obras para os reis há que dizer as cousas sem dizê-las, e expressar ideias sem sermonear, fazer “histórias vivas que, sem falar com eles, lhes hán de instruir com tal respeito que sexa a sua mesma razón quem do que vê, tome as advertências, e non o enxenho quem lhas diga. Para este dizer sem dizer, ¿quem duvidará sexa menester grande arte?” Para Moir a obra de Bances Candamo é, xunto com a “Aprobaçón” das comédias de Calderón del padre Guerra, o texto mais importânte de crítica teatral do seu século.
Ballagas, Emilio (Camagüey, 1910-1954). Importânte poeta cubano que participou nas duas correntes vanguardistas de maior envergadura no seu país: La poesía “pura” e La poesía “comprometida”. Foi um promotor da beleza verbal e sonora dos ritmos e tradiçóns afroantilhanas. Sobre o tema, compilou unha “Antología de la poesía negra hispanoamericana” (Madrid, 1935, 2ª ed. 1944) e escrebeu um “Mapa de la poesía negra americana” (Buenos Aires, 1946). No seu libro “Júbilo y fuga” (1931) o seu rechazo do mundo real, debe-se tanto ao seu temperamento como aos seus modelos literários: Juan Ramón, Lorca e Alberti. O seu “Cuaderno de poesía negra” (1934) demonstrou que um poeta branco pode asimilar e recrear a musicalidade e o ritmo dos cantos negros. Outros poetas continuarom por este caminho. Escrebeu também “Elegía sin nombre” (1936), “Nocturno y elegía” (1938) e um neorromântico “Sabor eterno” que desarrolha os temas do amor frustrado e do amor perdido. “Nuestra Señora del mar” (1943) resultou um fracasado intento de escreber poesía relixiosa. “Cielo en rehenes”, publicado primeiro em “Obra poética” (1955), é unha procura de novos estilos e formas de expresón.
Balseiro, José Agustín (Barceloneta, 1900). Ensaista e Poeta portorriquenho. “La ruta eterna” (Madrid, 1923) e “En vela mientras el mundo duerme” (1953) som duas novelas de escaso valor, ao igual que a sua produçón poética temprán, exemplificada por “La copa de Anacreonte” (Madrid, 1924), imitaçón servil do modernismo de Darío. A sua poesía posterior resulta bastante mais interesante, especialmente “Pureza cautiva” (1946), “Saudades de Puerto Rico” e “Vísperas de sombra”. Balseiro foi durante algúns anos professor de literatura espanhola na Universidade de Miami. Como crítico musical e literário escrebeu “Novelistas españoles modernos” (1933), “El Quijote de la España contemporánea” (1935), “Expresión de Hispanoamérica” (1960-1964) e “Seis estudios sobre Rubén Darío” (Madrid, 1967).
Balmes Urpiá, Jaime Luciano (Vic, 1810-1848). Filósofo e, em palabras de Menéndez y Pelayo, o melhor xornalista político da Espanha do século XIX. Estudou no seminário da sua cidade natal e na Universidade de Cervera. Foi ordenado sacerdote e posteriormente professor de matemáticas, trabalho que desempenhou até 1840 quando dedicou toda a sua enerxia à política e à literatura. Fundou e escrebeu em “La Sociedad” (recopilada em Barcelona, 1943-1944, dous volûmes) e em “El Pensamiento de la Nación” (Barcelona, 1844-1845, três volûmes). 0 seu primeiro libro, “El protestantismo comparado con el catolicismo en sus relaciones con la civilización europea” (1842-1844, quatro volûmes), com o qual ganhou fama imediata e unha grande popularidade. Escrebeu-o como resposta às teses defendidas polo protestante Guizot no seu libro “Histoire générale de la civilisation en Europe (1828). A sua obra mais conhecida foi “El criterio” (1845), à qual seguíu “Cartas a un escéptico en materia de religión” (1846), ambas publicadas em Barcelona. A sua obra filosófica mais extensa é a metafísica “Filosofía fundamental” (1846). Em 1847 publicou “Escritos políticos y Filosofía elemental”. A pesar de ser um escolástico, Balmes a miúdo renega do tomismo em favor do sentido comúm, razón pola qual foi muito admirado em Espanha. Também está influido por Leibniz e Descartes. A sua enerxía de cruzado e o seu estilo directo ganharom-lhe um lugar na Real Academia Española. A primeira ediçón das suas “Obras completas” (Barcelona, 1925, 33 volûmes) foi superada pola da Fundaçión Balmesiana de Barcelona (1948-1950, oito volûmes).
Baldomera: novela (La tragedia del cholo americano). Novela do equatoriano Alfredo Pareja Diazcanseco publicada em Santiago de Chile em 1938. Reeditada em Quito em 1957 dentro de unha série de “Novelas Ecuatorianas”. Narra a história de Guayaquil desde 1896, ano em que a mitade da cidade foi destruída polas chamas, até 1922 quando miles de manifestantes forom masacrados por protestar contra a alta dos preços do azúcar e a fâme. A história é contada a través da biografía dunha “zamba” da clásse proletária que ganha a vida vendendo comida barata polas ruas da cidade. O românce é unha crónica vivaz dos feitos, até chegar à masacre de 1922, tema também utilizado em “Los animales puros” (1946) de Jorge Vera e em “Las cruces sobre el agua” (1946) de Joaquín Gallegos Lara.
Balcells, Nuria (Barcelona, 1925). Escrebe com o apelido do seu marido, Nuria Parés. Com unha obra breve, mas intensa, colocou-se entre os melhores poetas espanhois do exilio. Despois da “guerra civil espanhola” passou a México, onde colaborou para a revista “Rueca” com Ernestina de Champourcin, Concha Méndez e Amalia de Castilho Ledón. O seu libro “Romances de la voz sola” México, 1951) é unha primeira obra cheia de vigor e de seguridade nos recursos poéticos. Influída por León Felipe, a sua poesía alcanzará definitiva madurez em “Canto Llano” (1959). Últimamente publicou os seus poemas em diversas revistas literárias, como “Vuelta y Diálogos”.
Polo tanto, permíta-se-nos comparar, non sem motivo, a nossa filosofía com o labirinto de Minos: unha vez que tenhamos entrado nel, non poderemos retroceder, nem libertár-nos. E, se avanzamos, daremos com o Minotauro, que nos sacará a vida. Este sería o fim dos nossos abatáres, este o prémio de um trabalho inútil e vano: perpectuas vixilias, fatigas, ocupaçóns, preocupaçóns, solidóm, privaçón de todos os prazeres, vida semelhante à morte, e apartar-se dos vivos mentras se convive, se luta, se fala e pensa com os mortos. Descuidamos os asuntos próprios, destruimos o corpo à força de fazer trabalhar o espírito. De ahí as doênças, a miúdo a loucura, a morte sempre. E o trabalho ímprobo non vence tudo, senón sacando a vida e acelerando a morte, que de tudo liberta; assim é como vence tudo aquel que morre. Dista de ser verdade – até tal ponto, que sucede xustamente ao contrário – o que afirma Aquél quando diz: “Em suma, o sábio só é inferior a Xúpiter; é rico, libre, respeitado, distinguido; nunha palabra, rei de reis”. Sobre tudo, está sáno, a non ser quando tem um fastidioso moqueo”. Mira, como ao fim se viu forzado a sacar à luz o moco. Mas, noutro lugar afirma, e com mais razón, tudo o contrário. “Homero, ainda que tu mesmo venhas acompanhado das musas, se non dás nada, Homero, acabarás tirado sobre as pedras da rua”.
Alguns Spíritos pouco elevados, non tenhem mais conhecimento que os homes, porque están em castigo e non tenhem consciência de Deus. Sentem a sua soberanía, mas non o miram. Estes Spíritos, suxerêm sonhos com cousas inanimadas: como carbalhos, rios, campos, côtos, pedras; e algunhas vezes também com homes. Entón, haberá que interpretá-los com o “Dicionário dos Sonhos”. Este por exemplo, afirma que sonhar com um cemitério, é signo de prosperidade. Mas, a philosofia espiritista afirma que isto é falso. O sonho debería realizar-se, tal como se sonha. E, que de non realizar-se sería um castigo contra a pessoa que sonha, mas non por isso, deixa de ter pensamentos, bons ou malos; polos quais pode ser castigada se nón os rechaza (os malos). Nisto tudo, vexo muitas contradiçóns e grandes irregularidades, uns som realizados idénticos, outros quedam pola metade, outros non concordam com o “Dicionário”, etc… Enfím, que só o leitor pode discernir, pensar, discorrer, axudado polo estudo continuado, e só assi poderá apreender algo sobre está Sciência, se a sua natureza o permite. Volvendo ao meu propósito, penso que a estes Spíritos lhes falta unha fervúra… E, querem expressar as suas ideias por meio de signos, assim como nós falámos òs outros por sinais. Quando unha pessoa está segura que vai vir unha cousa boa ou mala (segundo o sonho), o leitor poderá apreciar algo, se acáso tem unha consciência para interpretar. E, quando non se sonha nada, e a divina providência nos oculta algum bem ou algúm mal, pois Deus nosso senhor assim o quere, para bem das Almas.