
CROMLECHS E ALINHAMENTOS
As pedras mais ou menos voluminosas cravádas e dispostas em círculo, formam os “cromlechs”; as dispostas em fileiras som os “alinhamentos”. Nem uns nem os outros som na actualidade muito comúns na Galiza, mais bem bastânte raros, pois sem contar com os demais elementos de destrucçón, as esixências de cultivo fixérom desaparecer grande parte dos nossos monumentos megalíticos. Xá non cabe a esperanza de encontrá-los, excepçón feita dos “dólmens”, sitos nas altas serras deshabitadas da áspera costa dos ártabros e países que a avecinham. Em estes lugares desertos e sem xentes é onde debem buscar-se. Que os tivémos, xá ninguém o duvída; o que desexámos sería conhecer os que ainda existem e talvés saber o que se poida respeito da sua significaçón e destino. Porque, se com respeito aos “cromlechs” sería possíbel adivinhá-lo, os “alinhamentos” continuam sendo para um arqueólogo um eterno mistério. Nem a história nem a tradiçón afirman grande cousa a este respeito; as mesmas superstiçóns populares que tanta luz arroxam sobre os demais monumentos desta clásse, som pouco menos que mudas respeito das pedras colocadas em fileira. Graças que poida assinalar-se a importância e emprego dos “cromlechs”, unha vez que o sentido místico dos círculos persiste nas crênças dos nossos antepassados, e non fica lugar à dúvida de que na sua hora reunírom as condiçóns de recinto sagrado. Som próprios dos usos, e talvés do culto druídico. Poucos som os que ficam de pé e menos ainda os que deixárom rastros da sua existência. Entre os primeiros conta-se o do “monte d’as Fachas” (Mondonhedo), descuberto non fai muitos anos, e os de “Corzán” (Corunha), sobre os quais xá chamámos à atençón dos arqueólogos. Dos que suspeitámos que existírom, só podêmos mencionar o de “Catoira”, pois non muito lonxe dos tristes lugares em que se vê as ruínas do famoso “Castelo honesto”, cuxas muralhas lámbem sombrías e silenciosas, a um tempo, as águas do mar e do Ulha, levantam-se uns quantos cruzeiros, cuxa idade e disposiçón a vozes afirman, que ocupan o lugar de um cromlech famoso. Os rasgos arqueolóxicos das citadas cruzes, non permiten levar a sua construçón mais alá do século XVI; mas sexám da época que forem, o essêncial para o caso é que están disposta em círculo, rasgo sobrado significativo para que non passe desapercibido. No meio daquelas solidóns, som todavía a viva representaçón dum antigo monumento ao qual reemprazáron. Nada falta para isso, nem sequer o cruceiro central, que lhe assenta como quem dí o golpe de gráça. Circunstância, tán extraordinária, que non se conhece cousa igual no resto da Galiza, nem em qualquer parte, isto concede grande importância ao cromlech derrubado, e pôn de manifesto o seu indubitábel destino relixioso. Nem se enganaría quem vexa nel um “nemeton”, um verdadeiro santuário, nem menos quem acredite que polos tempos em que forom colocadas as cruzes, as pedras em círculo eram sagradas para aquelas xentes, sagrado também o recinto que cerrabam. Ao reempraçar com as cruzes os velhos monolitos, modificou-se o lugar, mas non se acabou com sua memória.

MANUEL MURGUÍA