CIRLOT, Juan Eduardo (Barcelona, 1916). Poeta surrealista e crítico literário, cuxo período de maior creatividade (1944 – 1947) coincidíu com o apoxeo do surrealismo, que se pode situar num lapso entre dous movimentos neorromânticos (o primeiro que vai de 1940 a 1944, e o segundo, a partir de 1947). Os poetas mais representativos do surrealismo espanhol som Julio Garcés, Manuel Segalá e o próprio Cirlot, que publicou “Seis sonetos y un poema de amor celeste” (1943), ”La muerte de Gerión” (1943, “En la llama” (1945), que tívo bastânte influênça na obra das xeraçóns posteriores; ”Canto de la vida muerta” (1945) e “Cordero del abismo” (1946). Foi autor do “Diccionario de los ismos” y de “El mundo del objeto” (bajo la luz del surrealismo) (1953). Reuníu a sua obra poética última em “Poesía” (1966 – 1972) (1975), e em 1981 apareceu unha “Antología da sua obra.
CILLÓNIZ, Antonio (Lima, 1944) Poeta peruano. A sua carreira universitária trouxo-o para Madrid, em donde trabalhou como arqueólogo, vendedor âmbulante e professor de literatura e línguas. Depois de algúns anos regresou a Perú. Os seus poemas som imaxinativos e com nervo, qualidades que comparte com a maioria dos poetas peruanos da sua xeraçón, reunídos na antoloxía de José Miguel Oviedo, “Estos 13” (Lima, 1973). Publicou “Verso vulgar” (Madrid, 1967); ”Después de caminar cierto tiempo hacia el Este” (1971), com o qual ganhou o Premio Poeta Joven del Perú em 1970; ”Donde va el tiempo cuando no sopla”; e “En busca de la hierba que crece bajo la sombra del árbol del paraíso”.
CIGES APARICIO, Manuel (Enguera, Valencia, 1873 – 1936). Româncista e ensaísta. Viveu um voluntario exílio em París, antes de ser nomeádo gobernador civil de Ávila, durante a breve etapa do Goberno Popular. Foi esquecído depois da sua morte, a pesar de ter alcanzádo certa fama ao publicar a tetraloxía, de corte autobiográfico, que comprehende os seguintes títulos: ”Del cautiverio” (1903), “Del cuartel y de la guerra” (1906), “Del hospital” (1906) e “Del periodismo y de la política” (1907). A sua obra narrativa resulta mais âmpla: ”El Vicario” (1905); ”Luchas de nuestros días: Los vencedores” (1908) e “Los vencidos” (1910); ”Villavieja” (1914), que apontaba ao constânte fracaso das reformas sociopolíticas en Espanha; ”El juez que perdló su conciencia” (1925), novela que mostra que os analfabetos em Espanha (entón um setenta por cento da poboaçón total) eram sistematicamente privádos dos seus dereitos civis, e a sua última e melhor obra, “Los caimanes” (1931), na qual narra com grande emotividade a história do analfabeto Román Castalla. Como xornalista de guerra, escrebeu “Marruecos” (1912); é autor da biografía “Joaquín Costa, el gran fracasado” (1930) e do libro de tema histórico “España bajo los Borbones” (1932).
CIEZA DE LEÓN, Pedro de (Sevilla, 1518 – 1584). Soldado e historiador. Embarcou para o Novo Mundo em 1531 baixo as órdens de Jorge Robledo. Tomou parte na fundaçón de Santa Ana de los Caballeros. Uniu-se ao continxente de Sebastián de Balcázar para o sítio que hoxe se chama Colombia. Em 1547 chegou ao Perú e viveu a guerra civil, que se desatou entre os conquistadores. Passou três anos estudando e escribindo sobre a xeografía e os nativos do Perú, num intento temperám de investigar a etnoloxía. Á sua volta a Espanha publicou “Parte primera de la crónica de Perú” (Sevilla, 1553; Amberes, 1554 e 1555; Madrid, 1853). Depois aparecerom outras obras suas, logo da sua morte “Segunda parte de la crónica de Perú que trata del señorío de los incas yupanquis y de sus grandes hechos y gobernación” (Edimburgo, 1871; Madrid, 1880; e “Señorío de los Incas” (Buenos Aires, 1943). O seu terceiro libro “Tercer libro de las guerras civiles del Perú, el cual se llama la guerra de Quito”, foi publicado na NBAE em 1909. A terceira parte da sua Crónica, deu-se como perdída até que foi recuperada por Rafael Loredo, quem publicou algúns fragmentos no Mercurio Peruano (1956). A quarta parte da Crónica publicou-se baixo o título de “Guerras civiles del Perú” em 1877. Cieza de León resulta um cronista admirábel. Em opinión de Raúl Porras: ”trazou o quadro completo do escenário peruano, descrevendo detalhadamente, com profundo amor o Perú; o território, as suas cháns e serras, ríos, vales e montanhas. Também as cidades, o home de cada rexión, as costûmes, crênças, habitaçóns e vestidos… Foi o primeiro cronista dos Incas e que abarcou todo o quadro da história peruana, nas duas vertentes indíxena e espanhola.
CIENFUEGOS, Nicasio Álvarez de (Madrid, 1764-1809). Poeta salmantino prerromântico muito influído por Juan Meléndez Valdéz. A sua obra pode dividir-se em bucólica y filosófica, e a sua atmósfera é de solidón, melancolía e desesperança. As suas “Obras poéticas” (1816, dous volûmes) forom reunidas por mandado do rei. As melhores som: ”La escuela del sepulcro”, “El túmulo” e “Paseo solitario en primavera”. Também escrebeu as traxédias: ”La condesa de Castilla” (1815) e “Pítaco” (1822), entre outras. Editou “La Gaceta”, desde onde se opuxo terminantemente à invasón napoleónica. Foi por isto denunciádo a Murat e levádo para França onde morreu.
Olhemo-nos frente a frente. Somos hiperbóreos, e sabemos muito bem como vivemos separadamente. ”Nem por terra nem por mar, encontrarás o caminho que conduz aos hiperbóreos”, como Pindaro xá disse de nós. Mais além do Norte, do céu, da morte -a nossa vida, a nossa felicidade… Descobrimos a felicidade, sabemos o caminho, encontrámos a saída do labirinto atravez de milhares de anos. Quem a encontrou? O home moderno, talvez? -“Eu non sei sair nem entrar. Eu som todo aquele que non sabe saír nem entrar”- suspira o home moderno… Enfermábamos deste modernismo- enfermávamos da paz doentia, do cobarde compromisso, de toda a virtuosa inmundície do moderno sim e non. Esta tolerância e “largeur” do coraçón, que tudo “perdôa” porque tudo “comprehende” é para nós como o vento sirocco. Antes viver entre os xêlos que em meio das virtudes modernas e outros ventos do Sul!… Fômos bastante coraxosos, non tivémos consideraçóns, nem comnosco nem com os outros: mas durante muito tempo non soubemos “aonde ir” com a nossa coraxem. Tinhamo-nos tornado trístes, chamávamo-nos fatalistas. A “nossa” fatalidade -era a plenitude, a tensón, a inmobilidade das forças. Tinhamos sêde de relâmpagos e de factos, conservábamos-nos o mais lonxe “possíbel” da felicidade dos fracos, da “resignaçón”… A nossa atmôsphera estaba carregada de tempestade, a nossa própria natureza se anubiáva “porque non tinhamos caminho”. Heis a fórmula da nossa felicidade; um sim, um non, unha linha recta, um fim.
Relaçón de Leonor. O dia vintiseis de Março de 1921, Sábado, encontreime com Leonor, depois que chegarom aos meus ouvidos faladorias, de que andaría amigada com o da Presa. E, logo mais tarde com o Fadista. Díxo-me, que agora falaba com um individuo chamado Silva. Estivémos alí xuntos durante um tempo os dous, parecía estar posseída por unha pena passional, non de um amor, mas de unha vontade céga. Depois do acontecído com estes fulanos, busquei um motivo para voltar a encontrarme com ela, algo assím como um estudo filosófico sobre os cataclismos da condiçón humana, e aprender mais algo sobre a natureza do sexo feminal. O Domingo de Ressureiçón, vintisete de Março de 1921, pola hora das duas da tarde, saím a passear por Matamá, Matamao ou Castro Mao, e na Verea Velha dei um tiro ó aire. Mais adiante encontrei-me com unha cobra, que logrou esquivar o penedo que gratuitamente lhe atirei. A verdade é que essa noite non passei muito bem, e estivem bastânte inquiéto. No dia seguinte, dei unha volta por Guillade, Vilacoba e Taboexa. Este día, passei unha fame-negra. O três de Abril, fun às visperas das Angustias à noite, e estivem com a Vareira. O Domingo dia dez, fun xunto de Leonor, com a qual estivem até as doze da noite! Os olhares caíam, e tivémos unha luta de amor, quedando eu afeito “ex natura ejus”, e como ela non paraba quiéta, acabou por me derrotar completamente.
Por outra parte, quanto inflúie nas côres a posiçón demostra-o a pedra iris, os recipientes de vidro cheios de água, a pomba variopinta, os panos de seda tecídas de diversas côres, a proximidade de um corpo brilhante doutra côr (como também se aplicas perpendicularmente a um plano unha lámina de ouro ou de prata, e muitos mais se a inclinas para baixo). Todas estas cousas reflexan côres muito variádas, segundo que se orientem cara a um lado ou cara a outro. ¿Em que posiçón dirás que mostram a verdadeira côr? Nunha mesma parte, a côr era fai pouco roxa, e agora amarelo e depois azul. ¿Qual deles é mais próprio? Só cabe duvidar! Polo demais, o feito de que o número, a figura, o movimento e o tamanho varíam ao mudar a posiçón (entenda-se, em relaçón aos sentidos, non em si mesmos) non há por que mostrá-lo mais prolixamente, xá que se pode comprobar na vida quotidiana. E baste isto polo que respeita à posiçón. A diversa disposiçón do meio externo, faz variar forzosamente o que chega a través del. Xá o temos dito em parte. Num ar cargado, todas as cousas aparecem escuras e pequenas; num ar limpo acontece o contrário. Num prado, tudo se fái verde. Xunto a algo roxo ou alaranxado, os corpos tinxem-se destas côres. Quando há muita luz, non se pode ver, sobre tudo se tratamos de corpos brancos ou muito brilhantes. Na escuridade, menos. Tanto às escuras ou à luz muito intensa, tudo resulta duvidoso ou enganoso. ¿Qual é o têrmo médio? Indíca-o tú! Mas inclúso no ar, quando se ilumina com unha luz artificial, as côres som diferêntes, e também as figuras, segúndo os materiais que alimentam o fogo. Se o meio fosse o vidro ou o cristal, segundo sexam as suas côres, as diversas figuras e a sua consistência, as cousas se mostram dunha maneira ou doutra. Estes som meios a través dos quais se percibem as cousas. Mas há outros que as mostram reflextindo-as na sua superfície. Nestes últimos non há constância algunha. ¡Quantas figuras monstruosas, ridículas, repetidas, invertidas, truncadas! ¡Que non inventarám os espelhos! ¿Que vais dizer de tudo isto? ¿Será que ves essa figura? Non existe: ¿Como vais a vê-la? Non obstânte, vais vê-la: ¿como será possíbel isto? ¡¡É algo que ignoras, e non sem razón!!
Começamos com o Ponte Vecchio, sobre a deslumbrante ribeira do Arno. Sempre que penso em Florença, me vem à memória esta ribeira da ponte velha, difuminada na ténue gama das côres típicas da paisaxem da Toscana. Dentro de unha nota especialmente harmoniosa de todo o conxunto, ao atardecer tudo mergulha num âmbiente cálido e acolhedor. Centro neurálxico das comunicaçóns e do comércio de Itália, do qual o rio foi a sua principal causa. Cidade buliciosa e ruidosa, como italiana que é, ruas estreitas e empedrado medieval irregular, agravádo por um tráfico desordenado. Os modernos banqueiros Medici, forom amassando grandes fortunas, graças as suas dotes e métodos, que muito bem descrebeu o secretário da Signoria, o famoso Machiavelli (aínda que muitos pensamos, que em quem verdadeiramente se inspirou foi em Fernando el Católico). Tudo isto acabou por dar passo a unha burguesia mercantilista e ao poder político, mas na sua escala de valores ocupou sempre um lugar destacado as artes e a cultura, frutos de unha sociedade muito rica.
Lourenzo o Magnífico, quem além de dilapidar xenerosamente a sua fortuna em causas públicas, era um compilador de tesouros, mecenas e estadista tolerante. Deste modo, segundo Stendhal fixo que em Florença, pola primeira vez desde Augusto, non predominára o poder militar, senón a cultura e as artes. A cúpula do Duomo, foi um Sol, ó redor do qual xiram os planetas. (Miguel Angel, Boticelli, Leonardo e Rafael).
O David de Miguel Angel, é a obra mais visitada da cidade, e está na Accademia. Na Piazza de la Signoria está o Palacio Vecchio, sede do goberno da República Florentina e em frente a Galeria Uffizi, que alberga a melhor colecçón de pintura de Itália (Arnolfo di Cambio, Ghiberti, Brunéleschi, Donatello ou Giotto, Cimabue e Massaccio, Botticelli e Fra Angélico). Admirar a cidade desde as xanélas do museo. Dante, Petrarca, Machiavelli. Unha cidade feita à medida do home, com contínuos desaguisádos, cada día mais frequêntes, cada día causa o turismo um efeito mais despreciador sobre a alma da cidade, as oficinas dos artesáns (Ferragano, etc…) som substituídos por “fast-food” e outras merdinhas parecidas… Tanta e tamanha é a concentraçón de cultura, que pode chegar a produzir sobre o visitante o famoso “Sindrôme de Stendhal”, semelhante ao que se produce quando se tomam alimentos em mal estado, certo mareo, visón borrosa, etc… Recomendamos disfrutar da cidade com parsimónia, non irritar-se e saborear sem obsessionar-se com tudo, tranquilamente… “Virtus, Fortunam, Vincit” (Boccaccio).
A segunda premissa do argumento “a priori” estabelece a necessidade de unha explicaçón suficiente da totalidade da cadeia causal, para lá da mera explicaçón directa de cada elemento da cadeia por aquele que imediatamente o precede. Hume nega que essa explicaçón sexa necessária. Para ele, a reunión das diversas relaçóns causais nunha única cadeia causal é o resultado de um acto arbitrário da mente e, além disso, cada acontecimento de um conxunto de acontecimentos é suficientemente explicado pelas suas causas particulares, polo que non faz qualquer sentido esixir a causa do todo. Requerer unha explicaçón para o todo, depois de conhecer a explicaçón particular de todos os obxectos do conxunto, seria, para usar um exemplo conhecido, como se, depois de nos terem indicado qual a nái de cada um dos indivíduos de um conxunto de pessoas, quiséssemos que nos indicassem a nái de todo o conxunto.
Catro orfos que andaban a pedir por portas botáranse a descansar na beira dun camiño, cando pasou unha muller que lles dixo: -Eu non teño pan que darvos, mais tomade este prato de ouro. Se o brillades ben todas as noites havos defender na vida. Os nenos déronlle as gracias e seguiron camiño. Á tardiña foron pedir pousada nunha casa onde moraban dous vellos que os puxeron a cear con eles e despois acomodáronos no faio. Alá polo medio da noite a vella sentíu que os nenos estaban a brillar no prato de ouro, e foillo contar ao home. E el díxolle: -Vai roxar o forno, que habemos meter os pícaros dentro e facernos con ese prato. Mais os nenos, que estaban a escoitar, saíron da casa ás carreiras perseguidos polos vellos, e non pararon ata chegar a un río. E vendo que non tiña paso, puxéronse a brillar no prato dicindo: -¡Platito, platito, por ben brillar axúdanos a pasar! E do prato comezaron a saír outros que se puxeron sobre da auga facendo unha ponte pola que pasaron os nenos. E cando foron pasar os vellos, os pratos desapareceron, e eles afogaron.
PISÓN, X. ; LOURENZO, M. ; E FERREIRA, I, 1998: CONTOS DO VALADOURO, EDICIÓNS A NOSA TERRA, VIGO.
A versón oficial define o empirismo como um movimento filosófico que se desenvolve durante os séculos XVII e XVIII no âmbito cultural britânico e cuxas marcas de identidade residem na sua oposiçón ao racionalismo cartesiano e na afirmaçón de que o conhecimento debe basear-se na experiência, non em conceitos abstractos elaborados independentemente dela (que era precisamente o que sustentaba o racionalismo, inspirado polo rigor deductivo da matemática). Os seus principais representantes som John Locke (1632-1704), George Berkeley (1685-1753) e David Hume (1711-1776), nunha ordem cronolóxica que parece coincidir com a ordem de menos a mais empirista e, sobretudo, de menos a mais céptico, supondo que exista um critério para medir o grau de empirismo e que esse critério sexa capaz de realizar mediçoes “empiricamente” exactas. O ponto culminante do empirismo britânico coincide com o Iluminismo e com as mudanças políticas e culturais que, como vimos, dán-se em Inglaterra e non noutros lugares da Europa: unha “revoluçón burguesa” que continha no seu seio o embrión de unha futura “revoluçón industrial”, muito especificamente britânica, e, sobretudo, a introduçón de mecanismos parlamentares capazes de controlar conflíctos sociais. Hume soube expressá-lo muito bem ao afirmar que lhe causava unha estranha felicidade viver num tempo em que “se pode sentir o que se quer e dizer o que se sente”. Podemos assegurar sem receio de nos enganarmos que o empirismo é um dos pontos altos da filosofia, um desses pontos de viraxem em que o pensamento axusta contas com o passado enquanto se proxecta para o futuro. Caracterizado, como o racionalismo, polas suas ânsias de encontrar unha teoria acerca do saber universal, o empirismo britânico contém um proxecto de reconstruçón do saber humano no seu conxunto. Como o racionalismo, é certo, mas opondo à paixón cartesiana unha dose de fleuma britânica. O empirismo viáxa polo “grande libro do mundo” com guarda-chuva, chapéu de coco e unha chávena de chá às cinco da tarde, com o firme propósito de assentar essa razón na experiência. E um “gentleman” pode converter-se num radical ao abordar a orixem do conhecimento, um dos temas centrais da filosofia moderna. É necessário insistir que o racionalismo e o empirismo non som opostos irreconciliábeis. Muito pelo contrário, as suas zonas comuns som tán importântes como as diferênças nas suas propostas. As duas correntes tentam dar resposta ao problema da orixem e do processo do conhecimento, estudando a capacidade e os limites do entendimento humano no momento de compreender a realidade. ”Razón” e “experiência” som conceitos que se movem nesse campo comum em que confluem as doutrinas racionalistas e empiristas, tán cheias de “nuances”. O próprio termo “experiência” non tem o mesmo sentido em todos os autores empiristas, embora, em xeral, o interpretem como a apreensón intuitiva dos fenómenos ou dos dados que os sentidos nos proporcionam. Nem os filósofos racionalistas desprezam a experiência nem os filósofos empiristas desdenham a razón, muito menos se for entendida no sentido lato de pensar criticamente, de ter dúvidas inclusivamente sobre a forma de ela própria se constituir e proceder. É o caso de Locke, um dos filósofos mais equilibrados na zona de confluência dos dous movimentos filosóficos.
Se hai un tema en Arbo que ten a xente desacougada é o do encoro e, depaso, a situaçión da declaración de monumentos histórico-artísticos para os pescos da lamprea… -“De momento o expediente está incoado e até agora non houbo nengunha reclamación. Pode chegar a haber algún escrito do Goberno Central, que é quen promociona o embalse, pero aínda non o hai”. -“Por qué non percurou o apoio popular na defesa dos pescos, das asociacións culturais, deportivas, das APAS, dos veciños en xeral?” -“Atopámonos agora con que moita xente que andaba na defensa do río xa vendeu a propriedade…” -“Nomes…” -“Non me gosta nomear casos concretos, pésie a que teño coñecimento deles.” -“Se Unión-FENOSA dese cartos para o concello…” -“Non venderia os pescos por un plato de lentellas.” -“Pero vostede está agora no mesmo partido que o alcalde das Neves, cun mesmo modelo de sociedade e económico na sua ideoloxía e a este tráelle sen cuidado o problema dos pescos…” -“Penso que a ideoloxía non ten que ver na defensa do povo dun. O meu e preocuparme por Arbo.” -“Claro que se di na rua que vostede puxo o cazo á FENOSA.” -“Con esa compañía non teño relación nengunha e menos de mancharme por uns pesos. Ao mellor son os que din iso os que cobran. En definitiva, é mentira, falso.” -“O río Miño en Arbo é unha canle fonda e estreita na que é doado facer unha ponte. Pero ainda non a hai. -Vai vostede seguer insistindo no da ponte por máis que fagan a presa?” -“Inda que estea aberto, outro pase polo río, seguirei insistindo. Hai xente de Arbo que daría un prémio ao mellor proxecto dos alumnos que rematen Inxeñeria de Caminos, Cales e Portos das escolas da Penínsua para unha ponte en Arbo con Portugal. Tamén hai un cubano que está disposto a facer a ponte pola sua conta e risco sempre e cando os dous gobernos afectados lle permitan cobrar peaxe.” -“Na rua fálase moito do matadeiro: de si está emprazado para contaminar o Deva, se está nos terreos da sua família…” -“O concello tiña tomado o acordo de que fosen os técnicos os que decidisen o seu emprazamento e o alcalde puxo como condición o que non vertese a río nengun. Xa que logo, non vai verter nada ao Deva, senón que desde as fosas de decantación a água decantada vai logo a unhas leiras. Cada carniceiro ten a obriga de facerse cárrego dos restos do que el mate. E, por descontado, non está nas miñas propriedades nen das da miña família. A nós pasounos por riba de terras para o acceso…” -“Nada más, moitas grácias. E o señor alcalde, meteuse na sá de actos para celebrar unha permanente co tema monográfico de apertura dunha sá de festas que vai traer cola.”
Obviamente, na sociedade capitalista a hexemonia é detida pola classe dominante de um ponto de vista económico, aquilo a que o marxismo chamou habitualmente “burguesia”. Na actualidade, este termo é cada vez mais problemático; para começar, porque unha enorme proporçón dos assalariados som, ao mesmo tempo, acionistas empresariais, embora apenas por terem os seus fundos de pensóns investidos. A luta de classes atravessa agora, portanto, os próprios cidadáns, fractura-os estructuralmente no seu interior. Isso faz com que non sexa assim tán fácil – na verdade, nunca o foi – distinguir classes sociais como quem distingue equipas num xogo de futebol, mas estructuralmente – e xá sabemos o que isso significa – as cousas non mudaram assim tanto. Em todo o caso, as linhas de confrontaçón continuam a cruzar-se, como dizíamos no capítulo anterior, entre aqueles que están interessados em defender o xogo estructural deste mundo e aqueles que som esmagados ou marxinalizados por ele. Há xá algunhas décadas que se tem vindo a falar da confrontaçón ”Norte-Sul”. Na América Latina, fala-se muito de “oligarquia”, um termo que, na verdade, aí faz muito sentido. O Podemos, em Espanha, tornou moda o termo “casta”, referindo-se à confrontaçón entre os de cima e os de baixo. Outros preferiram falar de unha “máfia internacional” que nos domina, manipulando os cordelinhos do capital financeiro, forçando os parlamentos a lexislar em seu favor. No entanto, a linha divisória foi traçada muito acertadamente polo famoso lema do movimento Ocupy Wall Street: ”Somos 99%”. O mais importânte agora é constactar que o primeiro passo inevitábel para a luta política dos oprimidos – chamemos-lhes o que lhes chamarmos – non pode ser outro senón o de quebrar a hexemonia ideolóxica da classe dominante. Isso passa inevitabelmente por unha luta, por construir unha nova hexemonia, ou sexa, por fazer compreender que a vontade xeral (que agora afecta os interesses do planeta no seu conxunto) segue outras rotas. Nesta luta, por exemplo, o ecoloxismo marca actualmente um ponto de inflexón inquestionábel, que as elites dominantes podem ignorar cada vez menos. Som os próprios limites ecolóxicos do planeta que desautorizam a lexitimidade actual do capitalismo. Como xá dissemos antes, as esixências de um crescimento infinito e cada vez mais acelerado non som compatíbeis com um planeta redondo e finito. Nenhum interesse económico que defenda este dinamismo estructural pode fazer-se passar por vontade xeral ou, polo menos, é-lhe cada vez mais difícil.
Virtude: o Passos Coelho tem unha virtude, non se engasga! No entanto enquanto fala, pode ser que tenha algum acesso de tosse, mas, non se engasga! Quando o oiço, só adivinho o que diz, porque sei que fala o contrário do que acontece. Somente unha pessoa aluáda polos fumos doces de algunha herva, pode pensar, que o que menos tem, padece menos. Aquel que non tem, ou pouco tem, non vive; está “off line”; vive deambulando; esconde-se do Sol. Maldiz a Lua, porque xá se cansou de falar mal do Governo. Quem non tem, xá non suporta o Passos Coelho e também as troikas, ignora-as! Devolve-os todos inconscientemente ao abandono e ao esquecimento, no qual o situou o Governo, a Banca e as supra instituiçóns internacionais. Quem non tem, non ouve o Passos Coelho. Consegue ser feliz ignorando, porque assim ignora o grande vendedor do ser Humano à miséria do capitalismo. Imagino que o primeiro-ministro, será devoto de algum santo ou santa. Talvés, se oferece todos os dias ou noites, e usa ferramentas de auto-castigo. Mas, os sinais do azorrague que hipotecticamente figurem na sua pele, seríam só vanos simulácros, da pena e do flagélo que padece o abandonado; o perdido para a vida e para esta maldita sociedade. Passos Coelho é a farsa tráxica que assume o talar da floresta humana, como um bem. Non se engasga! Caranguexa, para aclarar a voz! Goberna, sentado no desespero do despojado! Instalado, recostado num automóvel topo de gama, lendo, relendo ou fazendo que sabe ler, talvés unha biografía do Salazar. Percorre as ruas do País a contemplar xardíns onde só há areia fóssil e pó de vidas em descomposiçón. Agride xeralmente a quem o inquíre; como se fosse um ser de outro planeta. Sorrí, estica a mán entre sinfonias de assobios. Fala desde o púlpito, dos edens políticos, cheios, repletos, encharcados de buracos financeiros; de escolas sem atençón às necessidades de educaçón especial; de ancianidade maltratada; de saúde escamoteáda. Desde o charco de imundície da direita portuguesa. O primeiro-ministro é um extraterrestre!! Nada se pode fazer; a máquina infernal do Poder resulta unha muralha infranqueábel, non tem ouvidos, non tem coraçón, mas, a imaginaçón non tem impedimentos; a imaxinacón non se amuralha. Perante o “non se pode fazer”: sonha, cria, bule, espicaça, xéra, realiza-se. Passos Coelho tem um problema, a imaxinaçón non gosta dele!!