COLLANTES DE TERÁN, Alejandro (Sevilla, 1901-1933). Poeta que fundou com Rafael Laffón a revista sevillana “Mediodía” (1926-1933). A sua obra poética está reunida em dous volûmes, “Versos” (1926) e “Poemas” (1949). Trata-se de poemas num estilo popular, como a obra xuvenil de Lorca e de Alberti. O seu tema principal é a cidade de Sevilla, os seus arredores a sua xente e costûmes. Foi amigo de Luis Cernuda, que lhe apresentou outros poetas da xeraçón do 27.
COLL, Pedro Emilio (Caracas, 1872-1947). Contista e ensaista venezolano que adheríu à estéctica modernista. Em colaboraçón com Pedro César Dominici e Urbaneja Achelpohl fundou a revista “Cosmópolis” (1894-1895), que, como o seu nome indica, intentaba reflexar as várias tendências literárias de todos os países. Home tolerante, de ideias de diverso signo e conhecedor de vários sistemas filosóficos. Coll encontra-se probabelmente mais perto de Renan, Taine e os escépticos, nos ensaios reunidos em “Palabras” (1896). ”El castillo de Elsinor” (1901) estabeleceu a sua fama como contista, especialmente polo relato “Opoponax” (influído pola sensualidade de Baudelaire) e “El diente roto”. Publicou outros contos em “La escondida senda” (1927). Unha antoloxía sua apareceu em “Obras” (1966).
COLÓN, Cristóbal (Génova, 1451?-1505). O descubridor do Novo Mundo. Constituíu-se, por este feito, no primeiro historiador sobre a matéria “Carta anunciando el descubrimiento de América” (Barcelona, 1493; ed. facs., C. Sanz, 1956), que foi prontamente traducída para latím e conhecida em toda Europa. As suas “Relaciones y cartas”, antes dispersas, forom reunidas em 1892, dando assím lugar a multitude de interessantes hipóteses sobre a língua utilizada nelas. Menéndez Pidal suxeríu que a fala materna de Colón non era o castelán, como outros tinham afirmado, senón o dialecto xenovés, que non tinha alcanzado a forma escrípta, e que aprendeu a escreber o castelán entre portugueses de xénova, polo que está cheio de portuguesismos. Outros professionais e erudíctos, lanzarom diferêntes teorías sobre a fala de Colón.
COLOMA, Luis (Jerez de la Frontera, 1851-1915). Româncista e contista. Estudou leis em Sevilha. Quando ganhaba a vida como escritor em Madrid, viu-se envolto num escândalo. Foi ferído e de maneira gráve. Em 1873 decidíu entrar para a Compañia de Jesús. É recordado especialmente pola sua novela “Pequeñeces” (Bilbao, 1890, dous volûmes), que fixo furor polo ataque satírico dirixído à sociedade madrilena da época da Restauración. Tomou como modelo as técnicas naturalistas para levar a cabo unha labor moralista contrária a esa tendência. Non obstânte, o feito de que um xesuíta adoptára essas técnicas foi muito criticado, a pesar de que a heroína da obra, Curra Albornoz, se converte ao catolicismo militante nas últimas páxinas da novela. O título remete para as “trivialidades” cometidas constantemente polos membros da aristocracía e que para a Igrexa som pecados mortais. Este ataque à classe aristocrática foi precedido pola non muito lograda novela de José María de Pereda “La Montálvez” (1888), sobre o mesmo tema. A “Pequeñeces” seguíu, na mesma linha, “La espuma” (1891) de Armando Palacio Valdés. Juan Valera escrebeu unha carta de setenta e nove páxinas titulada “Pequeñeces… Currita Albornoz al padre Luis Coloma”, em estilo aparentemente lixeiro que acostumaba utilizar Valera, mas que na realidade era unha crítica do estilo e da ideoloxía do xesuíta. Coloma escrebeu também “Recuerdos de Fernán Caballero” (1910), de quem recebeu algunha influênça. Intentou escreber unha novela histórica com “Retratos de antaño” (1895), ”La reina mártir” (1902), basada na vida de María Estuardo; ”El marqués de Mora” (1903); ”Jeromín” (1905-1907), sobre a vida de Juan de Austria e Fray Francisco (1914), sobre Contreras. As suas “Obras completas” (1940-1942, dezanove volûmes) alcanzaron a quarta ediçón em 1960.
COLOMA, Carlos, Marquês de la Espina (Alicante, 1573-1637). Historiador. Escrebeu a continuaçón dos “Comentarios” (1592 de Bernardino de Mendoza em “Las guerras de los estados bajos desde el año MDLXXXVIII hasta el de MDXCIX” (Amberes, 1625), que foi reeditado com o libro de Mendoza (BAE, 1853, volûme XXVIII). Coloma lutou em Portugal, baixo as ordens do duque de Alba e depois servíu em Mesina e em Flandes. De maneira que a sua obra é fruto das experiências pessoais. Foi honrado com o hábito de Santiago e gobernador de Perpigñán e das Ilhas Baleares. O seu modelo foi Tácito. Traducíu as suas Obras e as publicou em “Douai” em 1629 (segunda ed., 1794).
COLMENARES. Diego de (Segovia, 1586-1651). Capelán da família dos Contreras, foi autor da monumental “Historia de la insigne ciudad de Segovia y compendio de las historias de Castilla” (1637; 1837). Reeditada em Segovia (1921-1922, três volûmes) e em 1969.
COELLO Y OCHOA, Antonio (Madrid, 1611-1682). Autor teatral, pertencente à escola de Pedro Calderón de la Barca, mas também com muita influênça de Lope de Vega. Esteve ao serviço do duque de Alburquerque, e foi-lhe concedido o hábito de Santiago. A maior parte da obra teatral que fixo foi em colaboraçón com outros autores: escrebeu cinco obras com Calderón de la Barca, quatro obras com Rojas, três obras com Pérez de Montalbán e outras com o seu irmán Juan Coello, com Vélez de Guevara e com Solís. Fixo o segundo acto de unha adaptaçón de “Il pastor fido” de Guarini; o primeiro acto foi escripto por Solís e o terceiro por Calderón. Esta técnica “mixta” era comúm na época. Com Vélez e Rojas escrebeu “La Baltasara”, “El catalán Serrallonga” e “También la afrenta es veneno”. A única obra que se pensa que escrebeu só foi “Yerros de naturaleza y aciertos de fortuna” (ed. Juliá, 1930), a pesar de que existe a ideia de que parte dela foi escríta por Calderón. Outras obras: ”El celoso extremeño”, basada na novela ejemplar homónima de Cervantes, e um auto sacramental que Jovellanos atribuíu a Felipe IV: ”La cárcel del mundo”. ”El conde de Sex o dar la vida por su dama” (BAE, vol. XLVIII, 1858). Hoxe, a obra é atribuída a Coello, aínda que non se descarta a possibilidade de que Felipe IV, que escrebía obras teatrais, tenha colaborado com algunhas escenas. ”El conde de Sex” está basado na figura de Robert Devereux, conde de Essex, que perde a vida a causa da conspiraçón na qual se mistura a sua amada Blanca, e que tem por fim destronar a Isabel I de Inglaterra. A pesar de que a figura de Isabel da Inglaterra era apaixonadamente odiada na España, a rainha da obra resulta absoluctamente decorosa e unha personáxe bem constituída na obra de Coello. Trata-se, sem dúvida, da melhor obra deste autor. Publicou-se por primeira vez na parte XXXI da antoloxía de obras teatrais conhecida como “la antigua o de afuera” (1638).
COBO, Bernabé (Lopera, Jaén, 1580-1657). Historiador. Partíu para o Novo Mundo em busca de El Dorado, na selva mais remota da Venezuela, mas explorou também outras rexións, nas quais encontrou cousas mais incríbeis que a lenda. Em 1599 viaxou desde Panamá ao que hoxe é o Perú e ingressou na Companhia de Jesús. Fixo os primeiros votos em 1603 e os renovou em 1630. Depois de ter viaxádo muito, foi apresentado como reitor da Orden em Arequipa em 1618. De 1630 a 1650 vivéu em Nova España. Em 1650 regressou a Lima, onde morou até ao fim dos seus dias. A sua obra mais importânte foi a “Historia del Nuevo Mundo” (Sevilla, 1890 – 1895, quatro volûmes), reeditada em 1959. Trabalho menor, aínda que interessante, foi “Historia de la fundación de Lima, escrita no México em 1639 e reeditada em “Obras” (1959).
CLEMENCÍN, Diego (Murcia, 1765-1834). Sacerdote, erudicto e crítico. Foi tutor dos filhos da duquesa de Benavente. Diputado a Côrtes em 1813 e depois nomeádo ministro de Asuntos Exteriores e ministro de Estado. Fundou, com outros erudíctos, o Museo Nacional de Arqueología e em 1833 foi bibliotecário da rainha rexente María Cristina. Fixo unha edicçón das obras de Leandro Fernández de Moratín (1830 – 1831, quatro volûmes), ”Elogio de la reina católica doña Isabel” (1820; 1821) e escrebeu o melhor comentário feito até entón do “Quijote” (1833-1839).
CLAVIJO Y FAJARDO, José de (Lanzarote, 1730 – 1806). Traductor e escritor satírico. Trabalhou nunha série de empregos oficiais, entre eles, como arquivista do secretário de Estado. Viveu unha temporada em París, com leituras de Buffon e de Voltaire. Traducíu a obra de Buffon de história natural e obras teatrais de Racine. Foi fundador, editor e quase único colaborador de “El Pensador” (1762 – 1767), semanário satírico que, xunto com as críticas de Nicolás Fernández de Moratín, contribuíu para a prohibiçón dos autos sacramentais feita por ordem real o once de Xunho de 1765. Clavijo seducíu em 1764 a Luoise Caron, irmán de Beaumarchais, a quem dirixíu unha humilhante carta apoloxética que foi aceitada polo famoso escritor françês. Goethe escrebeu com este tema a traxédia romântica “Clavijo”. Nas “Memorias de Beaumarchais fai-se referência ao penoso incidente.
CLAVIJERO, Francisco Javier (Veracruz, 1731-1787). Historiador novohispano. Políglota. Dominaba o grego, latím, françês, português e mais de vinte falas indíxenas. O seu pai foi alcaide maior de Teziutlán e Xicayán, na terra mixteca. Passou a sua infância no campo, feito que o marcou para toda a vida. Estudou latím, filosofía e teoloxía em Puebla de los Ángeles e foi ordenado xesuita em 1748 em Tepoztlán. Era professor em Guadalajara quando foi expedido o decreto de expulsón da ordem dos xesuítas em 1767. Unha vez chegado a Itália, residíu sucessivamente em Ferrara e Bolonia. Aínda que xá tinha publicado em México “Diálogo entre Filateles y Paleófilo” (1765), foi em Itália onde concebeu a sua “Historia antigua de México”, que se publicou primeiro em italiano, com traducçón do próprio Clavijero em 1780 – 1781. O manuscrípto espanhol andou perdido durante mais de dous séculos, até que foi editado polo padre Mariano Cuevas em 1945. A Historia está dividida em dez libros, nos quais descrebe a xeografía, os pobos primitivos que habitabam o val de Anáhuac, a peregrinaçón dos mexicas. Descrebe a sua relixión, costûmes e fala. Fixa por primeira vez a cronoloxía destes pobos e continua até à conquista de México e a morte de Cuauhtémoc. Escrebeu também a “Historia de la Antigua o Baja California”, publicada primeiro em italiano (Venecia, 1789) e logo em castelán (México, 1852), na qual mais que escreber a história da rexión, dedica-se a xustificar as “missións xesuítas” que nela se instaláron.
CLAVERÍA, Carlos (Barcelona, 1909-1974). Crítico literário. Director dos institutos espanhois de Münich e Londres. Entre outros ensaios, publicou “Cinco estudios de Literatura española moderna” (Salamanca, 1945), “Temas de Unamuno” (1952) e “Ensayos hispanosuecos” (Granada, 1954). Chegou a ser membro de número da Real Academia Española.
CLARIDAD. Revista literária arxentina, que apareceu por primeira vez em Xulho de 1926 e que continuou a linha dos “Los Pensadores” (1822), “Dínamo” (1924), “La Campana de Palo” (1925) e “La Revista del Pueblo” (1926). Foi fundada por J. P. Barreiro e por Gaspar Mortillaro para servir de portavoz à esquerda socialista a través da práctica do realismo como estéctica, defendendo às massas e oposta à estecticista e elitista “Martín Fierro”, sucesora de “Prisma y Proa”, e órgano principal do grupo “Florida”. Os do grupo “Boedo”, editores de “Claridad”, non cumprirom o prometído na sua revista, que tívo unha vida tán efímera como as suas predecesoras. Entre os seus colaboradores estabam: Enrique Amorim, González Tuñón, José Ingenieros, César Tiempo, Leónidas Barletta e Carlos Mastronardi.
CISNEROS, Luis Benjamín (Lima, 1837 – 1904). Româncista e poeta peruano que segundo Riva Agüero foi o melhor da sua xeraçón. Começou como poeta romântico, mas depois utilizou a silva neoclássica como vehículo expressivo, seguindo nisto os passos de Quintana, Bello e Olmedo. Considerado erróneamente o pai da novelística peruana, escrebeu duas novelas sentimentais de escasso valor literário, “Julia, o escenas de la vida en Lima” (1860) e “Edgardo, o un joven de mi generación” (1864). Escrebeu também duas novelas curtas, “Amor de nido” (1844) e “Cecilia” (1865). Outras obras som “El pabellón peruano” (1855); a obra de teatro “Alfredo el sevillano” (1856); ”Ensayo sobre varias cuestiones económicas del Perú” (1866); ”Memoria sobre ferrocarriles” (1868); ”El negociado Dreyfus” (1870); ”Que no hay otro remedio” (1874); ”Memoria y guía estadística de instrucción primaria” (1876); ”Aurora amor” (1885) e “De libres alas” (1912). As “Sus Obras completas” aparecerom em 1939.
CISNEROS, Antonio (Lima, 1942). Poeta peruano. Os seus primeiros libros, ”Destierro” (1961) e “David” (1962), obtuvérom unha inmediáta aceitaçón entre o público, mas foi com o seu libro “Comentarios reales” (1964) que conseguíu fama internacional. É unha obra cheia de ironía, percepcións e claridade. Também de alta qualidade é “Canto ceremonial contra un oso hormiguero” (La Habana, 1968). Com este último ganhou o Premio Casa de las Américas de 1968. Cisneros reacciona contra a excessiva poetizaçón do poema e utiliza imáxens duras e sátiras para achegar-se às figuras mais sagradas da história peruana ou para tratar dos feitos da vida diária. Os seus últimos libros forom “Agua que no has de beber” (Barcelona, 1971) e “Como higuera en un campo de golf” (1972), que xá non utiliza a ironía, senón que expresa unha série de vivencias e emoçóns do autor. Publicou “Crónica del Niño Jesús de Chilca” (1982), onde explora, com êxito, o tema popular.