
Anacreonte nasceu na cidade xónia de Teos, na Ásia Menor, e quando Harpagón, xeneral de Ciro, atacou as cidades costeiras gregas, navegou com o resto dos teanos para a Tracia, onde fundarom Abdera no 540 a. C. Logo o encontramos na côrte de Polícrates de Samos, cuxa tiranía está fechada nos anos 533-522, e trás o assessinato do seu patrón foi conducido a Atenas por Hiparco, filho de Pisístrato, o qual durante a tiranía do seu irmán Hipias, era o responsábel das questóns culturais. É possíbel que Anacreonte vinhera a Atenas trás o assessinato de Hipárco em 514, ou que marchara a Tesalia: som-lhe atribuídos epigramas escrítos para o dirixente tesalio Equecrátidas e a sua mulher Diseris. Parece verdadeiro que visitou Tesalia, e debeu voltar para Atenas, passando alí grande parte do resto da sua vida. Onde parece que entoou cantos a Crítias, avô do político ateniense do mesmo nome, e que disfrutou com a poesía de Esquilo. Nascería sobre o 570 e morrería no 485; também afirmam que viveu 85 anos. A maioría da sua poesía trataba do amor e do vinho: Máximo de Tiro falaba do “cabelo de Esmerdies e Cleóbulo, os caramilhos de Batilo e o canto xónico”, mas Cicerón esaxéra, quando diz que era toda erótica. Os banquetes dabam ocasión para que se representara; desde logo, Critias chamou-lhe “a provocaçón do banquete”. A política samia aparece duas vezes nos fragmentos; conservamos um poema satírico e há dactos sobre outros. Também sabemos que escrebeu poesía coral, aínda que non se conserva nada, excepto um fragmento duvidoso dos cantos de doncela. Anacreonte non escrebe com o estilo rico e sensual de Íbico, mas apoia-se para o seu efeito num trabalho cuidadoso, a elegância e o enxenho. Estas qualidades podem verse na sua invocaçón a unha xovem, escríta com um ritmo trocaico alegre, que contribuie muito para dar-lhe viveza: “Potrinha tracia, ¿por qué me miras de lado e despiadada escapas e pensas que non sei nada sábio? Pois tem por seguro que muito bem podería pôrte freio e brida e com as rendas na mán fazerte dar a volta ao estadio; pastas nos campos e xogas, brincando lixeiramente porque non teis um xinete hábil que te cabalgue.”
P. E. EASTERLING E B. M. W. KNOX (EDS.)