DE SUBVERSIONS E SOBRINHAS FERMOSAS

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               Isto dos ricos e dos pobres; Cristo tinha-o muito claro, mas os curas, despois, passarom-no polo mesmíssimo forro.  É a parte de Cristo que menos lhes interessa.  Decían que isso tinha o perigo de que a Xesuscristo o chamasen comunista, pior aínda; que alguns o colheram como bandeira e quixéram facer dos cristianos primitivos  uns roxos de muito cuidado.  E por aquí os curas non podíam passar.  Alguns curas rasos, sem graduaçón digamos, non tanto.  Mas de canónigo para arriba, até ó mesmíssimo papa, todos preferíam os ricos ós pobres.  Xusto o contrário de Cristo, que andaba entre rameras, analfabetos e mendigos.  A Igrexa predicaba muito e punha a Cristo como exemplo, e logo os seus ministros facíam tudo o contrário.  Se tratabam com rameras os curas non o séi, nem nunca quixem sabê-lo; com analfabetos, que remédio, mas sempre em plán de superioridade.  A non ser que foram analfabetos ricos, que os había verdadeiramente brutos.  Mas com os pobres, pobres, com os pobres de solemnidade, nada de nada.  Isso notába-se.  E o padre espiritual que, pesse a tudo, era o nosso pano de lágrimas, refutaba como tentaçón do Malígno, que pensaramos nessas cousas contradictórias.  E, afirmaba, declarando essa de que Deus escrebe recto por linhas tortas, e que o reino de Deus se manifesta de muitas maneiras.  ¡Leches!  Tinham resposta para tudo.  Era o fundo, a verdade verdadeira o que decían as boas xentes das aldeias: que unha cousa é predicar e outra dar trigo.  De todas maneiras había curas com dous “bemoles”.  Como um que estaba desterrado ó norte da província de Pallantia, na zona mineira que, na guerra, tinha sido socialista e inclúso comunista.  Este cura era párroco nalgúm dos povoados da montanha e, ás vezes, aparecia pola abadía.  Antes, tinha-se dedicado ó apostolado nas barriadas mais pobres da capital e alguém o denúnciou por difundir doutrinas contrárias a léi de Deus.  Estas non eran outras que, predicar a xustiza e a dignidade obreira.  E practicar o consolo e a caridade repartindo com os mais necessitados quase todo o dinheiro que caía nas suas máns.  O bispo chamou-o á ordem; mas el seguíu nos seus treze, defendendo que o verdadeiro reino de Cristo, era o que el predicaba, e non meter a Franco nos templos baixo pâlio.  Estas prédicas eran claramente subversivas e, se non chega a ser pola sua condiçón sacerdotal, non o salvava da cadeia nem Cristo.  O bispo optou discretamente por mandá-lo para a zona mineira, alí non representaba perigo de que corrompera a ninguém, pois supunha-se que todos estabam corrompidos.  Polo que saquei a conclusón; que este cura era amigo ou polo menos companheiro de curso de algúm dos professores e por isso, de vez em quando, visitaba a abadía.  Sentava-se a comer com eles e inclúso um día o deixaron dirixir a leitura no refeitório, com que se distraíam os nossos silencios manducatórios.  Elixíu a passaxe do Evanxelho antes citado, o do rico que non quixo deixar as suas riquezas para seguir a Cristo, e meteu-lhe “caña dura”.  E logo o famoso Sermón da Montanha e das Bemaventuranzas.  E xuntou cousas da sua colheita que estavam bastante bem traídas, muito melhor que os sermóns do padre espiritual.  E logo passeava pola explanada com o reitor tán amigabelmente.  O assunto do desterro de algúns curas a zonas inóspitas e deixadas da mán de Deus, non obedecía só a causas políticas.  Por entón, había párrocos que vivían com unha “irmán” ou unha “sobrinha” que lhes facía de criáda.  Todas as criádas tinham que ser irmáns ou sobrinhas.  E, quando os feligreses comezavam a suspeitar que detrás dessa parentela había outras cousas, o bispo mandava o suspeitoso a um lugar onde ninguém o conhecera.  Ó meu povoado chegou um día um cura bastante xovem que non tinha estudado no Seminário Conciliar de Pallantia e que vinha com unha sobrinha que era unha fermosura.  Non creio que fora mais bonita que a irmán capelana, pesse a tudo.  Andava sempre com blusas um pouco desabotoadas porriba, saías um pouco por baixo do xoelho e um véu branco de encaixe, quando arranxava o altar.  A todos parecía lindíssima.  Sorte que tinham estes sacerdotes de ter sobrinhas tán boas.  E cachondas, que decían feligreses que nunca se  confesabam, e era palabra de mal pensamento.  A ver; se chegan a confesar-se e lhe dín ó cura que chamaron cachonda á sua sobrinha, vai este e os excomulga.  A sobrinha das blusas com o botón louco, desapareceu um día. E os mesmos contumaces de sempre, dixerón que tinha ido parir na maternidade e que do filho ninguém da aldeia tinha a culpa. O párroco foi trasladado ó pouco tempo.  Ó melhor andava, aqueles días de bandoleiros, nalgúm povoado de montanha com outra sobrinha.  

javier villán e david ouro

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