Arquivos diarios: 03/03/2012

AS GRANDES DERRAPAGEMS NAS OBRAS PUBLICAS


Este fenómeno moderno, que se camufla dentro do pandemónio que son as economias capitalistas Neo-Liberais, tem como propósito oculto a financiacion fraudulenta dos partidos políticos, sobre tudo daqueles que fundamentan o sistema actual, pois desta maneira se manipula e atrapa nunha rede, toda a camarilha clientelar.
As arcas públicas, soportan constantemente obras faraónicas, que se dilatan no tempo e no espaço. Unha obra inicialmente orçamentada para vinte milhons de euros, pode incrementarse miraculosamente e vir alcanzar cumbres de oitenta milhons de euros, mas o mais grave, é que, certos angariadores de financiacion partidária, chegan a embolsar comisions do quarenta por cento do montante desviado.
Claro esta, que com estes políticos, e com este rexime, nada de bom se pode esperar, e que estas belas xentes som capaces de tudo. Por outra parte, o retraso mental da povoacion civil, continua alimentando unha maquinária, que mais tarde ou mais cedo se voltará contra todos nós.

Léria Cultural

O XAPON BANANERO

O estado de paralisía mental, na que se encontra súmido o Xapon, tanto o goberno como a sociedade nipónica, saíu totalmente á superfície nesta calamidade  natural e conseguinte catástrofe industrial, pois foi a segunda a que maior perigo representa, e a que atenazou os cerebelos.
A peticion de líquido para refrixerar o reactor, aos Norte Americanos, non facia prever nada de bom neste assunto. Todas estas manobras de combate ós incendios com helicópteros, semelhaban talmente a nossa triste realidade Galega, helicópteros, agua, bombeiros, incompetencia manífesta para facer frente a algo previsivel, que se sabia poderia acontecer.
Hoxe em dia, non recomendaria nem ó pior inimigo meu que se metera bombeiro, pois é unha das profissions mais perigosas que escolherse pudera. Alargado o seu aproveitamento para todas as tarefas imaxináveis, desde a intromision na sanidade pública, até á fúncion de “Martir-Kamikaze”, um homes que valen para tudo, e com a ventaxa super-competitiva de que muitos deles son voluntários, isto é que non se lhes paga nada ou quasi nada.
O estado Xapones navega á deriva, e non parece capaz de resolver nada, balbucea incongruencias carentes de sentido comun, posterga a solucion para a axuda internacional, como costuman tradicionalmente facer todos os “Bananeros”, e a morte acompanhada pela estúpides alastran como o hidroxénio, por todos os cantos do universo.

Léria Cultural

FOMENTO DA LITERATURA

     O BEM AMADO

Sob o título Odorico, o Bem-Amado e os Mistérios do Amor e da Morte, peça teatral representada pela primeira ves em 1969, em Recife, pelo teatro de Amadores de Pernambuco. Mas foi na pequena pantalha, em forma de novela, que o texto de Dias Gomes ganhou popularidade nacional e internacional, súceso que abríu á Televisao Brasileira as portas dos mercados além-fronteiras.
Esta maravilha, da que tivemos a fortuna de disfrutar durante meses, á hora da ceia em Guilhade, nos transportava para a nossa propria realidade quotidiana, toda a barafunda política dum cacíque de províncias, que semelhava talmente o Alcalde de nosso Concelho. Este personaxem, tan real como a vida mesma, tivo a xenial ídeia de construir um soberbo cemíterio novo. Mas verdadeiramente as dificuldades xúrdiron á hora da desexada inauguracion, pois por putadas cabronas do destino, que non permitia que ninguem morrese.
Esta sequia de difuntos, porem non desanimou o nosso Odorico, que decídiu dar um xeito no assunto. Despois de ter cabiladolargamente, pensou contratar um “Cangaçeiro” conhecido como “Zeca Diabo”, e ó mesmo tempo foi semeando inquina,para ver se algunha situacion explosiva, lhe fornecia o desexado fiambre. Vários tiroteios e rixa pancadaria, incompreensibelmente non dexeneraron nunha matanza colectiva, mas víctimas o que se dí víctimas,nada.
Mas a Xustiza, ainda que cega e coxa vinha chegando, que non sempre súcede así, o nosso bem amado Odorico, xá consideralvelmente irritado com o “Xagunzo”, perante  a sua inóperancia, acabou por recibir um tiro perdido que o fíniquitou defínitivamente, tendo graças á incompetencia xeral que ser el próprio a inaugurar a sua grande obra mestra.
O mais esperpêntico de toda esta história, foi, que o seu discurso funerário tivo que ser pronúnciado por unha oposicion política, que despois de haber padecido tantas canalhadas pela sua parte, por forzada solidariedade institucional o cognomizou como Odorico o Grande, o Bem-Amado. ¡¡ Cousas da Vida !!

Léria Cultural

(DOCUMENTACION REVISTA BREIXO MARZO-2011)