ROUSSEAU (INVENÇÓN DE UNHA LINGUAXEM PRÓPRIA)

Nessa invençón de unha linguaxem própria, reside a verdadeira e orixinal exaltaçón rousseauniana do sentimento. Como diz logo no começo das suas “Confissóns”: “Senti antes de pensar; é o destino comum dos homens. Tenho-o experimentado mais do que qualquer outro”. Rousseau assegura non se recordar como aprendeu a ler, mas sim de quando, sendo muito menino, passava noites inteiras a ler com o pai os romances que a sua nai tinha deixado. “Em pouco tempo adquiri, dessa maneira perigosa, non somente unha extrema facilidade para ler e ouvir, mas unha comprehensón das paixóns na minha idade. Nón possuía nenhuma ideia sobre as coisas, mas todos os sentimentos me eram conhecidos. “Non tinha pensado nada e tinha sentido tudo”. Essas emoçóns confusas que eu experimentaba unha após a outra non alteravam a razón que ainda non tinha; mas elas formaram-me unha de outra têmpera.” Reconhecendo a dificuldade implícita em “dizer o que non foi dito, nem feito, nem sequer pensado, mas degustado e sentido”. Rousseau xulga ter à sua disposiçón algo melhor do que qualquer documento para narrar a sua vida. Xulga dispor de “um guia fiel com que pode contar, “a corrente de sentimentos que marcarom a sucessón da minha existência”, e por isso a de dous acontecimentos que foram a sua causa ou efeito”. Os factos som somente deduçóns do que nos teriam feito sentir e, por sua vez, as nossas acçóns poderiam deduzir-se como simples corolários do que sentimos num dado momento. “Non posso estar enganado sobre o que senti, nem sobre o que os meus sentimentos me levaram a fazer”, sentencia Rousseau no início do libro VII das “Confissóns”.

ROBERTO R. ARAMAYO

A EXPANSÓN DO ESPÁÇO (FI-66)

É importante assinalar que a expansón do espáço, non afecta ao tamanho dos obxectos materiais como as galáxias, estrelas, mazans, átomos ou outros obxectos cohesionados ou mantídos unidos por algún tipo de força. Por exemplo, se trazáramos um círculo à roda de um racimo de galáxias sobre o globo, o círculo non se expandiría à medida que o globo o faga, senón que, como as galáxias están ligadas entre sí por forças gravitatórias, o círculo e as galáxias do seu interior manterám o seu tamanho ou configuraçón ainda que o globo se expandíra. Isto é importante, porque, só podemos detectar a expansón se os nossos instrumentos de medida tenhem tamanhos fixos. Se tudo estivéra expandíndo-se, entón, tanto nós como as nossas varas de medir, os nossos laboratórios, etc…, tudo se expandiría proporcionalmente e non notaríamos ningunha diferênça no tamanho do universo em dous instântes diferêntes. Que o universo se estivéra expandíndo, resultou unha novidade para Einstein, mas a possibilidade de que as galáxias se estivéram alonxando unhas das outras, xá tinha sído proposta anos antes dos artígos de Hubble, a partir de fundamentos teóricos suministrados por equaçóns do próprio Einstein. En 1922, o físico e matemático ruso Alexander Friedmann (1888-1925) investigou que ocurriría num modelo de universo baseado em duas hipóteses que simplificabam muito as matemáticas: que o universo tem aspecto idêntico em todas as direcçóns, e que tem também o mesmo aspecto desde qualquer ponto de observaçón. Sabemos que a primeira hipótese de Friedmann non é exactamente verdadeira -afortunadamente, o universo non é uniforme por doquier!- . Se miramos para cima em duas direcçóns, podemos ver o Sol; noutra direcçón, a Lúa; noutra, unha colónia emigrante de morcêgos vampiros. Mas o universo em si, parece aproximadamente igual em qualquer direcçón, quando o considerar-mos a unha escala muito elevada -maior, incluso, que a distância entre as galáxias- . É, em certa maneira, como mirar um bosque desde um avión. Se voár-mos suficiêntemente baixo, podemos ver as folhas individuais, ou ao menos as árbores e os espaços entre elas. Mas se voá-mos tán alto que, alargando o braço o pulgar oculta a visón de um quilómetro quadrado de árbores, o bosque parecerá unha massa verde uniforme. Podríamos afirmar que, a dita escala, o bosque é uniforme.

STEPHEN HAWKING Y LEONARD MLODINOW

PLOTINO (AS ENÉADAS, OU 54 ILUMINAÇÓNS FILOSÓFICAS)

Toda a obra de Plotino está reunida nas Enéadas. A pedido do mêstre, Porfírio agrupou os textos por temas (seguindo o exemplo de Andrónico de Rodes com Aristóteles e Teofrasto). Fê-lo, indo do mais fácil ao mais difícil e do mais breve ao mais extenso, sem que com isso deixasse de nos transmitir a ordem cronolóxica (que agradecemos, embora non se note unha evoluçón real). Ennea em grego significa nove. Sendo 54 os tratados legados por Plotino (cada um com 15 a 40 páxinas), Porfírio dividiu-os em seis grupos, felicitando-se por “encontrar o producto do número perfeito, 6, pelo número 9”. Para isso, no entanto, teve de fazer algunha batota aqui e ali, dividindo os tratados mais longos em duas e três partes e reunindo noutro (Consideraçóns Diversas) algunhas notas soltas. Embora a classificaçón sexa um tanto artificial e Plotino flûa com desenvoltura de um extremo a outro do sistema, “grosso modo” dividem-se em: Ética, beleza e felicidade (1), Estructura do mundo sensíbel (2), Liberdade e temporalidade (3), a Alma (4), a Intelixência (5) e o Uno (6). A estructura dos tratados consta habitualmente de quatro partes: apresentaçón do problema, demonstraçón da soluçón, persuasón mediante imáxes e subída à verdade inefábel, citando algum mito ou poema.

ANTONIO DOPAZO GALLEGO

SOBRE A GUERRA E AS POBRES XENTES

PLANÍCIE

Eu me despí,

eu despedacei a arma que me puseram nas maos,

eu corri de braços desmesuradamente abertos

pela planície fora.

E havia cadáveres moços entre papoilas rubras

e flores de margaça.

E pragas na minha boca

de todos os homens.

E clamores no meu sangue

de todos os homens.

Corria de braços desmesuradamente abertos,

levava vendavais coléricos e os gritos de milhoes de escravos

quando tombei.

Eu estava nu,

e fiquei apodrecendo, de olhos e braços abertos

desmesuradamente,

esperando

entre as papoilas rubras da planície.

PAPINIANO CARLOS

LEIBNIZ (A REPÚBLICA IDEAL)

CARTA DE LEIBNIZ AO CZAR PEDRO I, O GRANDE, A 17 DE XANEIRO DE 1712.

“De facto, eu non som desses que están apaixonados pola sua pátria, ou por unha determinada naçón, unha vez que me oriento polo proveito de todo o xénero humano, pois tenho o céu como pátria e todo o home de boa vontade como cidadán… dado que a minha tendência e disposiçón están orientadas para o bem comúm.”

A DIFUSÓN DOS CONHECIMENTOS NA REPÚBLICA DAS LETRAS.

Os homes de letras do século XVII sentiam-se como cidadáns de um Estado ideal, mas nada utópico, que ultrapassava as fronteiras dos estados e das igrexas. Um Estado que possuía as suas próprias redes de comunicaçóns, os seus capitais, as suas autoridades, as suas instituiçóns e publicaçóns, e que aparecia unificado através da ideia de interdisciplinaridade e de trabalho comúm. Tratava-se de unha república ideal que pugnava por manter a sua independência em relaçón aos estados nacionais; composta por um grupo de homes de letras que tinham contactos próximos uns com os outros, trocando informaçóns, reflexóns e descobertas, e preocupados com a divulgaçón das suas ideias, que exerciam a sua influência à marxem das igrexas e das universidades.

CONCHA ROLDÁN

ESCRITORES HISPÂNOS (MIGUEL ANTONIO CARO)

CARO, Miguel Antonio (Bogotá, 1843-1909). Ensaista e crítico colombiano que foi presidente do seu país de 1892 a 1898. A sua poesía xuvenil, “Poesías” (1866), tivo pouca qualidade, mas as suas traduçóns das “Églogas” e das “Geórxicas” de Virgilio som probabelmente as melhores em castelán. O Instituto Caro y Cuervo de Bogotá reeditou as obras de este autor, entre elas as “Poesías latinas” e as “Versiones latinas” (1951), “Estudios de crítica literaria y gramatical” (1955, dous volûmes), unha nova ediçón da “Gramática de la lengua latina” que escrebeu em colaboraçón com Rufino J. Cuervo e unha nova ediçón das suas “Obras completas” (1962-1972, dous volûmes).

OXFORD

ESCRITORES HISPÂNOS (JOSÉ EUSEBIO CARO)

CARO, José Eusebio (Ocaña, 1817-1853) Poeta romântico de Colombia. Primeiro sentíu-se atraído polo racionalismo, mas ao final acabou sendo católico. Em 1836 fundou a revista literaria “La Estrella Nacional” e ao ano seguinte o xornal liberal “El Granadino”. A sua poesía cívica e filosófica clamaba abertamente pola liberdade de consciência de todos os homes, inspirada em Byron. “En alta mar” é um impresionante poema filosófico, talvés o melhor dos que escrebeu, ao lado de “La libertad y el socialismo”. Durante o goberno de José Hilario López, Caro exíliou-se nos Estados Unidos. Depois do seu regreso quatro anos mais tarde morreu de fébre amarela. O seu filho, Miguel Antonio Caro, foi também um conhecído literato. Publicaron-se várias antoloxías da sua obra: “Obras escogidas en prosa y verso” (1873), Poesías (Madrid, 1885) e “Antología: verso y prosa” (1951). O seu “Epistolario” apareceu em 1953.

OXFORD

ESCRITORES HISPÂNOS (JOSEP CARNER I PUIG-ORIOL)

CARNER I PUIG-ORIOL, Josep (Barcelona, 1884-1970) Poeta catalán que passou unha grande parte da sua vida no exílio e contribuíu para o engrandecimento da sua fala, ao igual que Guerau de Liost. Foi a figura mais alta do “Noucentisme” catalán, superando com muito ao célebre “Xènius” (Eugeni d’Ors). O seu primeiro libro foi “Llibre dels poetes” (1904). Contribuíu com artígos de subtil ironía a “La Veu de Catalunya”, em cuxa ediçón axudou durante muitos anos. A sua poesía primeira era a miúdo xoguetona, muito distânte da gravidade da sua obra posterior: “Primer llibre de sonets” (1905), “Els fruits sabrosos” (1906), “Segon llibre de sonets” (1907), “Verger de les galanies” (1911), “Les monjoies” (1912), “La paraula en el vent” (1914, ainda que sem data), “Auques i ventalls” (1914), “Bella terra, bella gent” (1918), “L’oreig entre les canyes” (1920), o último, publicado o mesmo ano em que fundou “Amics de la Poesia”. Começou a sua carreira diplomática em 1921 e viveu algum tempo em Costa Rica, França, Chile e México. Depois da guerra civil española exíliu-se em México e seguidamente em Bruxélas. Em México fundou a “Revista dels Catalans d’Amèrica” e colaborou como fundador em “España Peregrina”, editada pola Junta de Cultura Española. Publicou na colecçón “Séneca”, que dirixía José Bergamín, a traduçón ao castelán do seu poema “Nabí” (1942), assim como “Misterio de Quanaxhuata” (1943). Xá desde Bruxélas, colaborou com a orixinal revista Quaderns de L’Exili. Carner escrebeu sempre em catalán e com Carles Riba foi o poeta que mais influênça teve nos poetas xóvens de Catalunya. Os seus últimos libros oferecem unha visón riquíssima da profundidade simbólica e de imáxes da fala catalán: o exemplo mais alto desta poesía metafísica é “Nabí” (1941), no qual a história bem conhecida de Jonás se converte no eixo de discusón do problema da fé e do desacreditamento. Entre os libros que escrebeu fora da península, mencionaremos “La inútil ofrena” (1924), “El cor inquiet” (1925), “Sons de lira i flabiol” (1927), “El veire encantat” (1933), “La primavera al poblet” (1935), “Lluna i llanterna” (1935) e xá durante o exílio, “Paliers” (1950, com traduçón francesa), “Llunyania” (1952), “Arbres” (1954), “Obra completa I”: “Poesia” (1957), “Bestiari” (1964) e “El tomb de l’any” (1966). Entre os seu contos figuram “La creació d’Eva i altres contes” (1922) e “Les bonhomies” (1925). A sua labor de traduçón é exemplar pola sua fidelidade aos textos: Shakespeare, Hans Christian Andersen e Villiers de l’Isle Adam. Em 1974 apareceu “Escrits inèdits i dispersos, 1898-1903”.

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ESCRITORES HISPÂNOS (EFRAÍN CARDOZO)

CARDOZO, Efraín (1906-1981). Historiador do Paraguay cuxos libros “El Chaco en el régimen de las intendencias” (1930) e “El Chaco y los virreyes” (1934) contribuírom para as negociaçóns de paz com Bolivia em 1938, depois da guerra do chaco. Desde o ponto de vista de Cardozo, os factores mais determinantes da personalidade nacional de Paraguay non som de ordem económico, xeográfico ou racial, senón as ideias comuns sobre a Liberdade e Deus. Defende esta extravagante ideia em “El sentido de nuestra historia” (1953) e no seu libro “El Paraguay colonial” (1959). Em 1959 publicou unha importantíssima “Historiografía del Paraguay” (2 vols.).

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ESCRITORES HISPÂNOS (LUIS CARDOZA Y ARAGÓN)

CARDOZA Y ARAGÓN, Luis (Antigua, 1904). Poeta, ensaista e crítico de arte guatemalteco, afincado em México. Estudou literatura, filosofía e arte na Europa. Viveu vários anos da sua xuventude em París e outros lugares da Frânça, onde estudou literatura francesa e acabou interesando-se por García Lorca. Há unha certa influênça do subrrealismo na sua vasta e farto complexa produçón poética: “Luna Park” (París, 1923), “Maelstrom” (París, 1926), “La torre de Babel” (La Habana, 1930), “El sonámbulo” (México, 1937) e “Pequeña sinfonía del Nuevo Mundo (Guatemala, 1949), entre outras obras. Os seus melhores ensaios figuram em “Guatemala”: “Las líneas de su mano” (México, 1955), na qual Cardoza prantéxa a necessidade de unha revoluçón política, social, económica e cultural, para lograr que todos os guatemaltecos alcancem a igualdade. Escrebeu também numerosos estudos sobre arte, entre os que mencionaremos somênte “Pintura mexicana contemporánea” (México, 1953) e “México: pintura activa” (México, 1961). Actualmente desarrolha unha intensa actividade em favor dos direitos humanos em Guatemala. Tem pronunciádo infinitude de conferências, sobre a realidade do seu país.

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ESCRITORES HISPÂNOS (ONELIO JORGE CARDOSO)

CARDOSO, Onelio Jorge (Calabazar de Sagua, 1914). Contista cubano. Os seus temas e personáxes derivam da vida campesina do seu país, ainda que mostra igual conhecimento do mundo urbano. As suas obras mais representativas som “Taita, diga usted cómo” (México, 1945), “El cuentero” (1958), “Cuentos completos” (1960; ed. ampl., 1965), “Gente de pueblo” (1962), “La otra muerte del gato” (1964), “El perro” (1965) e “Iba caminando” (1966).

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ESCRITORES HISPÂNOS (ALFREDO CARDONA PEÑA)

CARDONA PEÑA, Alfredo (San José, 1917). Poeta e crítico costarricense. Exiliádo em México em 1928. Está considerádo o melhor poeta da xeraçón de 1940. Escrebeu “El mundo que tú eres” (México, 1944), “Poemas numerales (1944-1948)” (Guatemala, 1950) e “Zapata” (México,1954). O seu último estilo é mais libre em quanto à rima e ao metro; os seus temas som o passado histórico e lexendário dos pobos americanos e tínxe-se com o ténue chauvinismo tán típico de alguns poetas hispanoamericanos. Ganhou o Premio Centroamericano de Poesía (Guatemala, 1948) e o Premio Interamericano de Poesía (Washington, 1951). A sua crítica literária reuníu-se em “Pablo Neruda y otros ensayos” e “Semblanzas mexicanas” (ambos México, 1955).

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ESCRITORES HISPÂNOS (JENARO CARDONA)

CARDONA, Jenaro (San José, 1863-1930). Poeta e novelista costarricense. A sua novela “El primo” (1905) foi a primeira novela costarricense de costûmes que atacou a alta sociedade da Costa Rica ao final do século XIX e princípios do XX. O seu outro românce “La esfinge del sendero” (Buenos Aires, 1916; reed., San José, 1970), que afronta o problema do celibato dentro da Igrexa católica, com bastante penetraçón psicolóxica e unha boa dose de ironía. Os seus contos forom reunidos em “Del calor hogareño” (1929).

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ESCRITORES HISPÂNOS (ERNESTO CARDENAL)

CARDENAL, Ernesto (Granada, 1925). É um dos poetas mais importantes de Nicaragua. Depois de estudar na Universidade de Columbia, passou algúm tempo em Nicaragua e México. Cardenal voltou para os Estados Unidos em 1957, onde ingresou no mosteiro trapense do poeta Thomas Merton. Deixou constância do seu retiro naquel lugar em “Gethsemani”, Ky. (1961). Por esses anos publicou também “Hora 0” (México, 1960) e “Epigramas” (México, 1961) que, polo contrario, som agudas sátiras e agrias denuncias da corrupçón dos gobernos hispanoamericanos. Nestes dous libros figuram também alguns dos mais belos poemas de amor de Cardenal, escritos baixo a influênça dos poetas clássicos, especialmente de Catulo. A força expressiva de Cardenal reside no equilibrio que logra entre os elementos contemplativos e os activos dentro da sua poesía. A pesar de que se percebe a influênça de Pound, Eliot, William Carlos Williams e outros poetas, a sua é unha voz orixinal e autêntica que pode comparar-se com Neruda, ainda que muito diferênte deste noutros aspectos. Segundo J. M. Oviedo, a força da sua poesía reside em fazer-nos pensar que a história de América é unha profecía, que a sua utopía existíu unha vez e que signos recentes anûnciam que se encontra no meio da hecatombe. Cardenal levou a cabo unha experiência criativa a nível artesanal, e cultural em xeral, na ilha nicaragüense de Solentiname, onde organizou ao pobo em talheres que producíam artesanías, ao mesmo tempo que aprendíam a comprehender textos de Marx e da Biblia. A comunidade foi acabada pola polícia de Somoza e em grande parte foi masacrada. Cardenal exiliou-se novamente e ao rebentar a revoluçón sandinista solidarizou-se com ela. Actualmente forma parte do goberno do seu país, como ministro de Educaçón e Cultura. A sua “Antología” (Buenos Aires, 1971) reúne poemas novos e bastântes das primeiras épocas: “Salmos” (Medellín. 1964; ed. def., Buenos Aires, 1969); “Oración por Marilyn Monroe y outros poemas” (Medellín, 1965); “El estrecho dudoso” (Madrid, 1966) e “Vida en el amor” (Buenos Aires, 1970). Logo publicou o poema extenso “Homenaje a los indios americanos” (León, Nicarágua, 1969), o inspirado “En Cuba” (Buenos Aires, 1972), no qual Cardenal reconhece alguns erros do goberno cubano, mas acredita encontrar-se alí o novo home irmán do seu irmán; o “Canto nacional” (México, 1973), que continúa a tradiçón do nerudiano “Canto general”, e o “Oráculo sobre Managua” (1973). Em 1975 apareceu “El evangelio en Solentiname”.

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ESCRITORES HISPÂNOS (RICARDO CARBALLO CALERO)

CARBALLO CALERO, Ricardo (Ferrol, 1910). Poeta galego e professor de literatura galega da Universidade de Santiago de Compostela. Os seus estudos literários albergam “Sete poetas galegos” (1955), “Aportaciones a la literatura gallega contemporánea” (1955), “Contribución ao estudio das fontes literarias de Rosalía” (1959), “Historia da literatura galega contemporánea” (1963 e 1975) e “Gramática elemental del gallego común” (1968). A sua “novela rexional”, “A xente da barreira” (1963) está situada no século XX. As suas obras de teatro som: “Farsa das zocas” (1963) e “A arbre” (1965). Na sua poesía destacam: “Vieiros” (1931), “O silenzo axionllado” (1934), “Anxo de terra” (1950), “Poemas pendurados d’un cabelo” (1952) e “Salteiro de Fongoy” (1961).

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