
Durante meio milénio, o libro impreso foi o principal instrumento de comunicaçón de ideias no mundo occidental. Agora, com o desarrolho do cinema, da rádio e da televisón, xunto com outros meios alternativos de recuperar e comunicar informaçón, o velho império da palabra escrita está ameazado e sofreu xá certa erosón. Non obstânte, para o home occidental contemporâneo permanece todavía firme no centro da sua cultura científica e literária, na medida em que o conheceu ó longo dos séculos. Esta forma resulta tán familiar, que requere um esforço considerábel da imaxinaçón compreender as diferênças essenciais entre o libro tal como é agora e como era na Antiguidade Clássica. Nas páxinas seguintes intentaremos esbozar as condiçóns em que os libros se escrebían, se copiabam, circulabam, se conservabam, e estudabam e usabam durante o período que comprende este artígo. Neste sentido, esperamos que o leitor moderno, que inevitabelmente se acerca a este tema com conceitos prévios sobre o aspecto que um “libro” tería e como se lería, poida receber axuda para formar-se unha ideia das diferenças fundamentais entre a cultura literária moderna e antíga, e partindo de ahí alcanzar unha apreciaçón mais clara dos libros e autores dos que vamos a tratar. Nalgúns aspectos, como veremos, a vida literária da Grecia e de Roma conservaba as características de unha cultura oral, feito reflexado em grande parte da literatura que chegou até nós. O leitor moderno, acostumado a receber a literatura máis polos olhos que polos ouvidos, a miúdo non pode ter presente que quase todos os libros tratados nesta história da literatura se escribirom para ser escuitados. Qualquer intento de discutir este tema há de começar com certo número de advertências que surxem da extensón e o carácter do testemunho disponíbel para nós. Em primeiro lugar, mentras que os restos dos libros gregos escritos na Antiguidade Clássica (sobre tudo do século I ó III despois de Crísto) son bastante abundantes, quedan poucos papiros latinos e algúns deles non son literários. Aínda que inevitábeis em algúns , as inferências do libro grego para o latino tenhem que fazer-se com sumo cuidado. Em segundo lugar, dentro do período de tempo que abarca a expresón “o mundo romano” – tomado aquí para abarcar o tempo que vai do século III a. C. até a princípios do século V d. C. – só se conhecem algunhas épocas, pessoas e tipos seleccionados de actividade literária que forom iluminados polos testemunhos que lograron pervivir. Esta limitaçón ha de aceitar-se resignadamente e resistir-nos à tentaçón de xeneralizar.
C. U.