AS MEMÓRIAS DE MANUEL DA CANLE (13)

CONVENTO

                Cousas invisíveis.  Conmunitaten.  A minha nái foi à Cañiza, e toda a manhán a passei na cozinha, ás cinco da manhán assomei-me à xanela, para ver as fermosas estrelas correndo de unha parte para a outra; e vexo enseguida unha luz na Ferreira, como parecendo ser xente com unha fachuqueira, até sentín ruído, como a queimar cascas de pinheiro, despois como a cortar milho, etc…  A luz sempre no mesmo sítio, despois de quinze minutos começan a separar-se unhas lucinhas muito pequenas da grande; unhas brancas, outras azuis, cardenas, roxas; unhas dirixiam-se ó norte outras ó poênte, oeste, leste, outras ó céu e outras parecia que se metian nas profundidades da terra, separabam-se vagarosamente e à distancia de três a quatro quartas da luz grande desaparecian, até que desapareceu tudo.  Consulta.  O día 25 de Agosto de 1905 fún a queimadelos (Adivinha), o 15 de Septembro de 1905, restregei-me com um alho ó deitarme, toda a noite andiven em convulsóns e sonhos malos, pois tivera que me levantar polas 10,20.  O 18 de Septembro de 1905 ó deitarme restregara-me com um alho e o Spírito inmundo inquietando-me com sonhos malos, mas non me molestou muito a consequência do alho, mas faciame vários inconvenientes, tais eran, quedar dormido até ás dez ou doze, levantar-me espantado, sem forças, impedido da minha sorte, etc…  Mala Sorte.  O dia 24 de Septembro, regressei a Guillade, escribín unha carta e pissei unha tinálha de uvas – P, comim figos e bebim vinho, e estaba inchado, mas non me fixeron mal, só que pola noite, vem o Spírito inquietarme, e logo, puxo-se sobre o telhado na figura de um cachorro que partiu unha telha, minha nái levantou-se e começou a rifar com el, pola manhán ainda que tarde partín para Ponte.

manuel calviño souto

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