BLEST GANA, Alberto (Santiago, 1830-1920). Novelista chileno. Filho de um médico irlandês e de chilena, estudou na Academía Militar de Santiago e entre 1847 e 1852 continuou a sua educaçón militar em Françâ. Regressou como professor da Academía, cargp que desempenhou até 1855, quando se retirou da carreira para dedicar-se à literatura. Escrebeu as suas primeiras novelas antes de receber a influênça determinante de Balzac: “Una escena social” (1853), “Los desposados” (1855), “Engaños y desengaños” (1855), “El primer amor” (1858) e outras mais. Os temas eram românticos e a linguáxe estaba cheia de convençóns que encherom a obra de Blest durante toda a sua carreira. O seu tema mais importânte é o da inocência pisoteada, ou, em têrmos económicos, a explotaçón da mente e do corpo do home para conseguir ganhos. Foi o pai da novela social chilena, xá que elevou o tôm médio do costumbrismo a unha estatura de novela documental. O descuido e a pobreza do seu estilo impedírom-lhe chegar a ser um grande novelista. A sua primeira novela de êxito foi “La aritmética en el amor” (1860), onde intenta criar por vez primeira na literatura chilena, unha série de personáxes claramente representativas dessa sociedade. O seu modelo literário, Balzac, tinha pertencído a unha complexa e muito diversa sociedade à qual Blest quería retratar. A sociedade chilena era ríxida, muito menos elástica que a do escritor françês. Assím, as possibilidades de Blest frente a este tipo de literatura eram muito menores. Escrebeu também “El pago de las deudas” (1861), “Martín Rivas” (1862), “El ideal de una calavera” (1862) e “La flor de la higuera” (1864), esta última publicada durante o ano em que Blest proxectou “Durante la conquista”, novela histórica sobre a independência chilena. Blest rompeu o borrador e durante toda a sua larga carreira diplomática escrebeu pouco, publicando unha nova versón da sua novela em 1897; “El loco Estero” (1909) trata do Santiago da sua xuventude. “Los trasplantados” (1904) conta a história de unha rica chilena que é obrigada a casar-se por conveniência com um aristócrata europeio empobrecido e que termina suicidando-se.
BLECUA, José Manuel (Alcolea de Cinca, 1913). Crítico literario e professor de literatura espanhola em várias universidades espanholas. Escrebeu unha breve “Historia de la literatura española” (Zaragoza, 1942) e um “detallado estudo sobre o Cántico de Jorge Guillén”, assim como varias antoloxías. Delas, a mais importânte é “Floresta de lírica española” (1957; 2ª ed., 1968, 2 vols.). Blecua fixo ediçóns do “Libro infinido de don Juan Manuel” (Zaragoza, 1934), el “Laberinto de Fortuna de Juan de Mena” (Madrid, 1943), o “Cancionero de 1628” (Zaragoza, 1945), as “Poesías varias de grandes ingenios españoles de J. Alfay”, orixinalmente publicado em Zaragoza, 1654 (Zaragoza, 1946); as “Rimas inéditas de Fernando de Herrera” (1948); as “Rimas de Lupercio y Bartolomé Leonardo de Argensola” (Zaragoza, 1950-1951, 2 vols.); “La Dorotea de Lope de Vega”, “Las poesías de Quevedo” (1963) e, em 1981, “La vida como discurso”.
BLASCO IBÁÑEZ, Vicente (Valencia, 1867-Menton, 1928). Novelista e escritor de libros de viáxes. Deixou muito novo a sua casa, para trabalhar como secretário do popular novelista Fernández y González. Del aprendeu a rapidés na composiçón da novela, a vigorosa descripçón das personáxes e das suas costûmes e as têcnicas para interessar o leitor até ao final da obra. Carece do sentido do humor e rara vez é irónico, mas tem unha indubitábel forza expressiva. Todo o drama e a tensón criadora de Zola passarom para a pluma de Blasco Ibáñez sem esforço e sem perder ningunha das suas qualidades; novelas como a obra maestra “Cañas y barro” (1912) só podem ser comparadas com as do xénio françês. O seu ideal republicano ocasionou-lhe muitos problemas: foi preso e exiliado de 1890 a 1891. Ao voltar, fundou o xornal “El Pueblo”. Montou o partido “Blasquista” para opôr-se ao de Rodrigo Soriano, mas, abandonou tudo em 1909 para viaxar por América e dar conferências. Durante a primeira guerra mundial apoiou aos aliados e foi-lhe concedida a “Lexión de Honra” françêsa. Em 1920, a Universidade George Washington concedeu-lhe o gráu de “doutor honoris causa”. Quando Primo de Rivera assumíu o poder em 1923, Blasco exiliou-se em Menton, onde morreu. Consciente do valor dos seus heróis, usou como modelos a homes da política, axitadores e até pescadores valencianos, toureiros e simples campesinos. Os seus últimos libros resultam demasiado fáceis. O exceso de popularidade influênciou negativamente na sua obra, escrita, nos últimos tempos, com descuido e sem a amargura e o sufrimento pessoal que caracterizarom as suas primeiras novelas de xuventude. O seu primeiro período foi o melhor: o das novelas rexionais “Arroz y tartana” (1894), que trata sobre a classe média valenciana; “Flor de mayo” (1895), sobre os pescadores; “La barraca” (1898), sobre a usura; “Entre naranjos” (1900), das relaçóns entre um artista e um político; “Sónnica la cortesana” (1901), novela histórica sobre o saqueo de Sagunto levado a cabo por Aníbal, basada na história de Silus Italicus e inspirada pola novela de Flaubert “Salammbô” (1862), e a extraordinária “Cañas y barro” (1902), que trata sobre os amores de Tonet y Neleta na Albufera. Entre 1903 e 1905 escrebeu novelas de tese, entre as que se encontram “La catedral” (1903), na qual morre o revolucionário Gabriel Luna ao pretender salvar as xóias da virxem; “El intruso” (1904) é um ataque à falsa piedade dos xesuitas; “La bodega” (1905) conta a morte de um home a máns do irmán da mulher que violou. Na novela situada em Madrid, “La horda” (1905), Maltrana acredita na igualdade social, mas intriga para assegurar que o seu filho tenha todos os priviléxios. De 1906 a 1909, Blasco escrebeu unha série de novelas psicolóxicas: “La maja desnuda” (1906), sobre o pintor Mariano Renovales; “Sangre y arena” (1908), que conta a história do “torero” Juan Gallardo e que rebosa costumbrismo do mundo taurino e dos “aficionados” de todas as clásses sociais; “Los muertos mandan” (1908), duas novelas diferêntes sobre a personáxe Jaime Febrer, e Luna Benamor (1909), sobre um amor frustrado polo prexuíço antixudeu. Blasco Ibáñez escrebeu as suas novelas “europeias” ou cosmopolitas entre 1916 e 1919. A primeira delas, “Los cuatro jinetes del Apocalipsis (1916), non resulta demasiado boa, mas sim que foi muito popular. trata sobre a primeira guerra mundial e as suas sequelas na sociedade. “Mare nostrum” (1918), sobre submarinos de guerra, é decididamente antialemán. “Los enemigos de la mujer” (1919) é unha visón da guerra desde a perspectiva de uns ricos aristócratas em Montecarlo. As suas novelas históricas, escritas de 1925 a 1929, incluiem “El Papa del mar” (1925), defesa de Pedro Luna; “A los pies de Venus” (1926), sobre los Borgia; unha novela sobre Colón, “En busca del Gran Kan” (1928), e “El caballero de la Virgen” (1929), sobre o conquistador Alonso de Ojeda. Intentou escreber um ciclo balzaquiano sobre América, do que “Los argonautas” (1914) era somênte um prólogo, mas acabou por escreber nada mais que unha novela, “La tierra de todos” (1922), e renunciou à empresa. Escrebeu em câmbio três novelas de aventuras, “El paraíso de las mujeres” (1922), “La reina Calafia” (1923) e “El fantasma de las alas de oro” (1930). Os seus libros de viáxes som: “En el país del arte” (1896), sobre Itália; “Oriente” (1907), sobre cidades que están entre Xénova e a velha Constantinopla; “La Argentina y sus grandezas” (1910) e a muito interesante “La vuelta al mundo de un novelista” (1924-1925, 3 vols.). Entre os seus contos podemos anotar: “Cuentos valencianos” (1893), “La condenada e otros cuentos” (1896). Os seus contos largos aparecem em: “Préstamo de la difunta” (1921), “Las novelas de la Costa Azul” (1924), “Las novelas de amor e de la muerte” (1927) e o “Adiós a Schubert” (1927). As suas “Obras completas” editarom-se em quarenta volûmes, em Valencia de 1923 a 1934.
BLANCO WHITE, José María (Sevilla, 1775 – 1841). Poeta, xornalista e polemista em matéria de relixión. Quando a família de José María chegou a Espanha desde Irlanda mudarom o apelhido por Blanco y Crespo, que o autor utiliza indiferêntemente com o de Blanco White. Cresceu como católico-romano e foi ordenado sacerdote em 1800, mas depois da leitura de Feijoo e Fénelon fixo-se um escéptico em matéria de relixión e um liberal políticamente. Em 1810 exiliou-se em Inglaterra, onde fundou “El Español” (1810 – 1813) como plataforma para lutar contra o colonialismo espanhol e o conservadurismo gobernamental. O seu primeiro libro, “Letters from Spain, by don Leucadio Doblado” (Londres, 1822) deu-lhe certa fama em Inglaterra. Alí cultivou a amizade de Southey, lord Holland, J. S. Mill e a senhora Hemans. Depois de unha aguda crise, converteu-se ao anglicanismo nos anos vinte, viveu em Oxford e Dublín e finalmente estabeleceu-se em Liverpool, onde se converteu em unitário. Escrebeu o seu “Practical and internal evidence against catholicism” (2.ª ed., 1826) e “Second travels of an Irish gentleman in search for a religion” (Dublín, 1833, 2 vols.). Em 1824 – 1825 editou “Variedades, ó Mensajero de Londres”. Os seus sonetos em fala inglesa, non forom recolhidos num libro, mas o famoso “Mysterious night”, considerado por Coleridge o melhor soneto da literatura inglesa do seu tempo. A poesía de Blanco-White, teve influênça de Quintana y Arjona e foi editada na BAE (1875, vol. 67). Menéndez Pelayo incluíu-o nos seus “Heterodoxos”, mas a melhor informaçón sobre a sua vida é proporcionada pola sua autobiografía “Life of the reverend Joseph Blanco White written by himself” (1845, 3 vols.), na que narra muitas das suas experiências e ideias.
BLANCO-FOMBONA, Rufino (Caracas, 1874-1944). Escritor e político venezolano que foi encarcelado durante os primeiros anos da dictadura de Juan Vicente Gómez (1908-1935), mas que ao exilar-se na Europa fundou unha das editoriais mais importântes: Editorial América (Madrid, 1914). Regresou a Venezuela depois da morte do dictador. Começou a sua carreira literária escrebendo poemas modernistas no estilo de Rubén Darío em “Pequeña ópera lírica” (1904), mas o seu “Cancionero del amor infeliz” (1917) é xá unha obra madura e pessoal. Como contista resulta mediocre. Publicou: “Cuentos americanos” (París, 1903), que forom editados primeiro em Françês, e ao ano seguinte em castelán (Madrid). “El hombre de hierro” (Madrid, 1907) foi escríta na prisón. As suas novelas “Cantos de la prisión y del destierro” (Madrid, 1911) e “El hombre de oro” (Madrid, 1915) forom escrítas durante o exilio. O melhor da sua obra som os libros de ensaios e crítica literária, entre os que destacam “Letras y letrados de Hispanoamérica” (París, 1908), “La evolución política y social de Hispanoamérica” (Madrid, 1911), “Grandes escritores de América, siglo XIX” (Madrid, 1917), “El conquistador español del siglo XVI” (Madrid, 1922), “El modernismo y los poetas modernistas” (Madrid, 1929) e “El espejo de tres faces” (Santiago de Chile, 1937). Em 1958 forom editadas as suas “Obras selectas” em Madrid.
BLANCO-AMOR, Eduardo (Ourense, 1900-1979). Poeta e escritor galego. Foi professor de galego em Buenos Aires. Autor de “Românces galegos” (1928), “Poema en catro tempos” (1931), de tema marinheiro, e um “Cancioneiro” (1956). Na sua poesía as influênças vanguardistas misturam-se com unha profunda resonância modernista. Autor dum românce em galego “A esmorga” e de vários libros de prosa em castelán.
BLANCO, Tomás (1900). Historiador portorriquenho e ensaista. Escrebeu a novela curta “Los vates” (1949) e o libro de poesía “Los cinco sentidos” (1955), mas os seus libros importântes som de tipo histórico e de ensaio literario: “Prontuario histórico de Puerto Rico” (Madrid, 1935), “El prejuicio racial en Puerto Rico” (1942) e “Sobre Palés Matos” (1950), ensaio sobre um dos melhores poetas do seu país.
BLANCO, Andrés Eloy (Cumaná, 1897-1955). Poeta venezolano. O seu primeiro libro foi “Canto a la espiga y al arado” (1916), saltou à fama em 1923, quando a Real Academia Española premiou o seu “Canto a España”. Em 1928 foi encarcelado por opôr-se ao goberno do dictador Juan Vicente Gómez. Abandonou Venezuela e non regressou até 1935, depois da morte do dictador. Em 1946 foi elexído presidente da Asamblea Nacional. Quando Rómulo Gallegos foi elexído presidente da República nas primeiras eleiçóns libres, nombrou a Blanco ministro de Relaciones Exteriores. Depois do golpe de estado de 1948, Gallegos e Blanco exiliarom-se em Cuba e México. Os seus ensaios políticos están reunidos em “Navegación de altura” (1948). Publicou o ensaio biográfico “Vargas, albacea de la angustia” (1947). Escrebeu a prosa poética “Malvina recobrada” (1957) e unha obra de teatro, “Abigail”” (1931). A sua poesía foi crescendo em intensidade desde “Tierras que me oyeron” (1921) até à menos convencional “La aeroplana clueca” (1935), “Barco de piedra” (1937) e “Baedeker 2.000” (1938). O seu melhor libro é “Giraluna”, publicado em México o mesmo ano da sua morte.
BIZCARRONDO, Indalecio (San Sebastián, 1831-1876). Poeta romântico vasco, que escrebeu baixo o pseudónimo “Vilinch”. Na infância sofreu um accidente que lhe desfigurou a cara. A falta de unha educaçón escolar, non o privou de unha expressón fluída e vigorosa. Autor de obras cheias de encanto e xentilêça, nalgunhas ocasións escrebe também sátiras ou se deixa levar pola amargura. O seu vocabulário é limitado e bastânte provinciano, mas a sinceridade com que escrebe, fai esquecer esses defeitos. Os seus libros forom publicados despois da sua morte, “Neurtitzak eta neurri gabeko itzak” (San Sebastián, 1911) e “Bilintx’en bertsuak” (Rentería)
BIOY CASARES, Adolfo (Buenos Aires, 1914 – 1982). Contista e novelista arxentino. Os seus primeiros libros de contos forom: “Caos” (1934) e “Luis Greve muerto” (1937), mas fixo-se famoso com a sua novela curta “La invención de Morel” (1940), na qual unha máquina copia e reproduce a realidade no tempo e no espaço a través de um proxector. A esta novela curta seguirom outras histórias fantásticas similares: “Plan de evasión” (1945) e “La trama celeste”” (1948), nos que utiliza os recursos da doble identidade, os trucos da memória, mundos simultâneos, telepatía e máquinas fantásticas. Os últimos libros forom: “El sueño de los héroes” (1954), “Historia prodigiosa” (1956). Bioy estivo casado com unha interesante escritora arxentina, Silvina Ocampo, com quem escreveu a novela detectivesca “Los que aman, odian” (1946). Também colaborou activamente com Jorge Luis Borges; ambos editarom a “Poesía gauchesca” (México, 1955) e escreberom, utilizando o pseudónimo de “Honorio Bustos Domecq”, várias novelas de detectives como “Seis problemas para don Isidro Parodi (1942) e “Dos fantasías memorables, un modelo para la muerte” (1946). Com Silvina Ocampo e Borges compilou a excelente “Antología de la literatura fantástica” (1940) e unha “Antología poética argentina” (1941). Recentemente publicou “El gran serafín” (1967), “Diario de la guerra del cerdo” (1969) e “Dormir al sol” (1973). Também escrebeu a sua autobigrafía: “Años de mocedad: recuerdos” (1963).
BILBAO, Manuel (1827 – 1895). Escritor chileno de novelas históricas, o seu modelo foi Dumas pai, mas nunca logrou chegar a esse nível de qualidade. Escrebía as obras por entregas, e a pesar do seu mediano talento, chegou a ser muito famoso, sobre tudo com “El inquisidor mayor, o historia de unos amores” (1852), baseada no xuízo que a Inquisición fixo a François Moyen em Lima, durante a época colonial. O seu anticlericalismo manifésta-se também noutras obras suas como: “El pirata de Guayas” (1865) e “Vida de Francisco Bilbao” (1866).
BILBAO, José Antonio (Asunción, 1919). Poeta paraguaio. Obtívo o título de adbogado em 1946, mas non chegou a exercer. “El claro arrobo” (1946), “Verde de umbral” (1953), “La estrella y la espiga” (1957) e “Cuaderno de bitácora” (1961), todos eles publicados em Buenos Aires, reflexam a sua alegría de viver e as suas profundas convicçóns relixiosas, especialmente notábeis nas suas églogas, que som a parte mais conhecida da sua obra. A pesar de que se manteve alonxádo dos outros membros da sua xeraçón (a de 1940), recebeu a influênça de Herib Campos Cervera.
BIANCHI, Edmundo (1880 – 1965). Autor de obras teatrais naturalistas, nascido no Uruguai. As suas primeiras indagaçóns na degradaçón moral e física da sociedade em que viveu, forom recebidas com algúm interese. Pronto perdeu o favor do público, porque non encontrou novos temas nem explorou diferêntes estilos. Durante a última parte da sua vida, viveu prácticamente esquecido de todos. As suas obras som “Futuro” (1902), “La quiebra” (1910), “Orgullo de pobre” (1912), “Perdidos en la luz” (1913), às quais seguirom, no segundo e pior período, “La senda oscura” e “El hombre absurdo” (ambas de 1932); A sua obra mais conhecida, “Los sobrevivientes” (Buenos Aires, 1942), estreáda em 1939; “La sinfonía de los héroes” (1940) e “El oro de los mártires” (1941).
BETANCOURT, José Victoriano (1813 – 1875). Ensaista cubano. Adbogado. Escrebeu mais de cinquenta ensaios de costûmes em xornais e revistas do seu país. Foi um humorista em muitos dos seus artígos, mas tomou muito em sério a reforma política e em 1868, tivo que exilar-se em Mêxico a raiz da sua participaçón no movimento revolucionário. Um dos seus ensaios mais característicos é “Los curros de Manglai”, onde descrebe a precária condiçón em que se encontram os negros, forçados ao crime ou ao roubo pola própria sociedade que os rechaza. Outros títulos som “Me quiero casar”, “El día de los ingleses” e “El médico pedante e las viejas cuaranderas”.
BERTRANA, Prudenci (Tordera, 1867 – 1941). Novelista, xornalista e autor teatral catalán. Estudou o “bachillerato” em Gerona e em 1855, realizou um curso de enxenharia industrial em Barcelona. Por volta de 1890, retornou a Gerona, onde se casou e teve de dedicar-se à pintura – que tinha sido a sua grande paixón da infância – para ganhar a vida. Ali, entrou em contacto com os círculos literários da cidade e publicou as suas primeiras novelas: “Josafat” (1906), ambientada na catedral de Gerona e na qual aparecem elementos naturalista e também do decadentismo; “Nàufrags” (1907), na que descrebe a paixón que sente um sacerdote pola sua prima, e “Tieta Claudina” (publicada em castelán em 1910, baixo o título de “Ernestina”, e em catalán em 1929), novela de folhetín. Em 1911, instalou-se definitivamente em Barcelona, onde dirixíu “L’Esquella de la Torratxa” e “La Campana de Gràcia”. Também escrebeu libros de narraçóns, entre os que destacam: “Crisàlides” (1907) e “Proses bàrbares” (1911). Em 1925 publicou unha das suas obras mais ambiciosas, “Jo! Memòries d’un metge filòsof”, cuxo protagonista é um ser inadaptado, polas constântes frustraçóns de non ser um “superhome”. Escrebeu, ainda por cima unha triloxía autobiográfica: “Entre la terra i els núvols” (L’hereu, 1931); “El vagabund”, 1933; “L’impenitent” (1948). As suas obras teatrais resultam menos interesantes: “Enyorada solitud” (1917), “Les ales d’Ernestina” (1921), etc…