Ao exgobernador do Banco Exterior de España, Ramón López Barrantes, Viana coñéceo na tertulia que ambos os dous frecuentan nun café da praza de Saint-Lazare, na que participaban deputados, maxistrados e fiscais do Tribunal Supremo e altos cargos do Goberno republicano. Malia a súa condición de exgobernador dun banco do Estado, a súa situación económica no exilio é precaria, e Viana axúdao persoalmente aproveitando as súas relacións en Portugal. “Tivemos a sorte de callar unha operación de conservas de sardiñas portuguesas, de Leixóes, en Porto. Facilitouma o meu amigo e deputado a Cortes, Viana.” A finais de novembro, Alejandro Viana está de novo en Burdeos ocupándose do embarque de 771 refuxiados no vapor “La Salle” con destino a Santo Domingo. Nel abandona Francia outro dos seus amigos durante a Guerra Civil, José Echeverría Novoa. O barco sae o primeiro de decembro, e o día cinco Viana é designado oficialmente director xeral do SERE. A estrea do seu novo cargo non pode ser máis convulsa. Ese mesmo día a policía francesa, dirixida polo comisario Louit, intervén sen mandamento xudicial as oficinas do SERE na Rue Saint-Lazare baixo a acusación de estar controlado e dirixido polos comunistas. Os axentes deteñen dezasete traballadores e incáutanse de todos os arquivos. Os paquetes de papeis con correspondencia, expedientes, fichas, libros ou rexistros son lanzados dende as xanelas ao interior dun camión. As portas, arquivadores, armarios e caixas fortes son precintadas. A policía incáutase de pouco máis dun millón de francos porque o persoal logra camuflar cantidades moito maiores. Bloquéanse as contas da organización e de vinte e cinco persoas, incluído Osorio Tafall. As autoridades francesas descoñecen o seu relevo na Dirección Xeral por Viana, quen no rexistro se fai pasar por xefe da Sección de Emigración. Alegando indicios de delicto, os axentes rexistran o seu domicilio e os doutros membros do SERE. Entre os detidos na operación atópase Isabel Napal Mur. Viana, moi preocupado, pídelle axuda a Julio Jáuregui.
A “pragmática” para os linguistas, é unha componente da semiótica –a teoria dos signos– , xuntamente com a sintaxe e a semântica. Esta triple classificaçón remonta ao norte-americano Charles S. Peirce. Hoxe xá se refere a unha interdisciplina que inclui nas suas análises factores sociais, psicolóxicos, culturais, literários, etc… A “pragmática”, referente aos diferentes usos da linguaxem, determina a estructura da comunicaçón verbal e os seus efeitos e consequências. É muito relevante para este fundamento pragmático da racionalidade comunicativa a classificaçón dos actos de fala, porque Habermas detecta nos de tipo ilocutório (vexa-se a explicaçón nesta mesma caixa) unha motivaçón, unha força, a força ilocutória, imprescindíbel para fundamentar a sua racionalidade práctica. Um acto de fala é a unidade elementar da comunicaçón linguística, que, segundo J. R. Searle, non é um símbolo, mas antes a produçón ou emissón de unha “instância” de unha oraçón sob certas condiçóns. O acto de fala é a realizaçón de um determinado tipo de acçón (informar, cumprimentar, convidar, aconselhar, desculpar-se…) através da linguaxem. Non é unha unidade gramatical determinada e pode ser composto por unha palabra ou por estructuras muito mais complexas. Todo o enunciado, portanto, tem o carácter de unha acçón. Exemplo: “Cala-te!” implica a acçón de ordenar um comportamento, o silêncio, o de prohibir outro, o da fala. Tipoloxia dos actos de fala: –Acto locutório: É aquele que se leva a cabo ao emitir unha corrente de sons vinculada a um significado de acordo com as regras de unha língua. Consiste em dizer algo. É o aspecto proposicional: diz-se algo, um conteúdo. –Acto ilocutório: É aquele que se realiza quando se diz algo (informar, suxerir, solicitar…) com unha intençón concreta denominada “força ilocutória”. Realizamos um acto ao dizer algo: “Prometo-te que o farei”. –Acto perlocutório: É o efeito que se causa no destinatário da mensaxem (convencer, divertir, assustar, informar…). Posso convencer, seguindo o exemplo da promessa de que esta é verídica, ou polo contrário, posso causar incredulidade no destinatário.
Porque correría o Lete por aquí, entre estes campos risonhos é que non sei, mas acho que isso está ligado com a nossa condiçón de “terras do fim do mundo”. A mais remota aduana do planeta era, se non estou enganado, no lugar a que hoxe chamamos estreito de Gibraltar, columnas de Hércules para os antigos. Dali, só habia passaxem para a morte, mas algunhas desafiam o destino, e é preciso ter presente que ao litoral português, non se chegava só por mar, também había um caminho terrestre. Houbo sempre movimentos de barcos desde a fachada levantina até à orla atlântica. Os rios non eram navegábeis nos seus troços superiores, mas serviam para marcar os sulcos do caminho, e permitiam, por exemplo, vir de Valença a Lisboa subindo o vale de Jucar e descendo depois o do Texo; ou de Tortosa, na foz do Ebro, ao Porto, na foz do Douro, porque os dous sistemas hidrográficos, quase se tocam xunto dos montes Cantábricos. Essas viaxens duravam vidas, e quanto mais lonxe se ia mais debéis eram as possibilidades de voltar à pátria. E talvez por isso os xeógrafos dos mitos colocabam o Lete nos confins do mundo occidental, que para eles era o litoral português. Foi portanto aquí, nas marxens do rio, que os soldados do cônsul Décimo Júnio Bruto se recusavam a avançar mais, com medo de esquecerem as suas pátrias; o cônsul meteu-se à água com a águia da lexión nos dentes, nadou até à marxem de lá, e aí começou a chamar os soldados cada qual por seu nome, para mostrar que nada lhe tinha esquecido. O célebre episódio é contado por Tito Lívio e marca o início da conquista da Galiza polas armas romanas. A importância do Lima como via fluvial é tán grande que a xente quase se espanta de que a cidade sexa de fundaçón relativamente recente. É mais outra das coroas de glória para o “Bolonhês”. Foi ele quem fundou a povoaçón e tomou a peito fazê-la vingar. Talvez nos tempos que passou em França tivesse ganho essa visón estratéxica do desenvolvimento e tivesse aprendido quanto futuro estaba reservado a essas povoaçóns nascidas na foz dos rios que levavam e traziam os productos ao interior. Afonso III debía o cognome ao facto de, polo casamento, ter sido conde de unha cidade marítima, Bolonha do Mar, situada na foz de um rio que desemboca no Pas de Calais. Estes desertos à beira-mar têm sempre a mesma explicaçón: o medo dos ataques de mouriscos e nórdicos, que corriam os mares à caça de riquezas e escravaría. Por isso, logo na altura em que mandou passar o foral, o que aconteceu no ano de 1258, mandou também fazer um grande cercado de pedra, com quatro portas e unha torre no ponto mais elevado. O feitio do muro era aproximadamente oval, como ainda hoxe percebe quem olhar com atençón unha planta da cidade. A torre ficou no sítio da laxe, exactamente onde agora está a igrexa matriz. A muralha media, a toda a volta, quase setecentos metros. Lá dentro os primeiros povoadores puderam construir as suas casas, e o rei animava-os garantindo-lhes priviléxios e imunidades contra as prepotências dos ricos-homes e dos coutos monásticos que dominavam na rexión.
Encontramo-nos, pois, nos mesmos parâmetros de pensamento que na parte teórica. Houbo unha deslocaçón de foco do conhecimento científico e dos seus limites para o conhecimento práctico ou ético, mas a perspectiva é a mesma. Se o conhecimento teórico debia possuir, para existir, a forma de um xuízo sintéctico “a priori”, o mesmo se pode exigir à moral. Kant, que até este momento pôs todo o seu empenho na fundamentaçón epistemolóxica rigorosa, apaixona-se agora polo fundo ético do ser humano e propôn-se desentranhar a estructura interna da moralidade. Algo aconteceu no filósofo que produzíu esta deslocaçón. Non é que tenha esgotado a matéria epistemolóxico-metafísica na “Crítica da Razón Pura” e continue, nunha sequência linear e formal, a ocupar-se do capítulo seguinte. É, polo contrário, quase como se se desse unha comoçón no seu foro interno, um acesso a um âmbito novo, outrora pechado e insuspeito. Há um fragmento, de meados de 1760 (unha época em que um Kant quarentón estaba centrado na reflexón sobre a teoria do conhecimento), decisivo para entender este passo drástico ou salto quântico: “Sou investigador por natureza. Tenho unha sede insaciábel de conhecimento, unha inquietude que caminha com o desexo de nele progredir e unha satisfaçón em cada avanço do conhecimento. Hoube um tempo em que acreditei que isso constituía a honra da humanidade e desprezava as pessoas que non sabiam nada. Rousseau corrixíu-me nisso. (…) Aprendi a honrar os homes e sentir-me-ia mais inútil do que os trabalhadores comuns, se non acreditasse que esta minha actitude pode dar valor a todos para estabelecer os direitos da humanidade.” Eis, pois, um dos grandes pensadores do Ocidente a evocar um momento crucial da sua existência intelectual: a sua saída da torre de marfim, onde tinha estado ensimesmado a pensar nos fundamentos da ciência, alheio ao destino dos seus conxéneres. Como Paulo de Tarso, que cai do cavalo no caminho para Damasco, Kant sai para o mundo, interessa-se verdadeiramente polo destino da humanidade e apresenta como causa desse movimento decisivo um único home, o pensador suíço Jean-Jacques Rousseau. A data do fragmento citado indica-nos que Kant se interessou pola moralidade, num sentido filosófico, muitos anos antes de escrever a “Crítica da Razón Pura”. Xá neste texto se anuncia repetidamente que está a reservar um âmbito para a razón diferente do conhecimento teórico-científico.
Ao contrário de outras figuras centrais desta história, como Heisenberg ou Schrödinger, von Neumann é relativamente desconhecido do grande público. No entanto, as suas valiosas contribuiçóns nos vários domínios em que se interessou fazem dele um dos mais importântes matemáticos do século XX. John von Neumann mostrou desde cedo sinais de ter unha mente priviléxiada. Diz-se que possuía unha memória eidéctica, de tal forma que bastaba ler algo unha vez para o recordar com exactidón. Treinou com os melhores. Foi ensinado por Einstein em Berlim e por Hilbert em Göttingen, a escola de matemática mais prestixiáda do momento. Aos vintinove anos, conseguíu um lugar no Instituto de Estudos Avançados de Princeton, onde teve unha carreira impressionante. Para além de axiomatizar a “mecânica quântica”, realizou trabalhos notábeis em vários domínios da “matemática pura”, como a “análise funcional” e a “teoria dos conxuntos”. Definiu a “entropia de von Neumann”, um conceito central no domínio da “informaçón quântica”, e inventou a “arquitectura de von Neumann”, o que faz dele um dos pais da “computaçón moderna”. Foi o fundador da “teoria dos xogos”, que teve um grande impacto no domínio da economia. Participou também no “Proxecto Manhattan” para o desenvolvimento da primeira bomba nuclear e foi presidente da Sociedade Americana de Matemática em 1951 e 1952. Infelizmente para a ciência, morreu aos cinquenta e três anos de idade, possíbelmente como resultado das radiaçóns a que estebe exposto durante os seus anos de trabalho em Los Alamos.
Também foi assediado polos seus rivais com o ariete da impiedade: era um ateu por substituir as probas tradicionais da existência de Deus por outras mais fráxeis, que encoraxavam os seus leitores a repudiar o Ser Supremo. Tudo isso terminou por xerar distúrbios nas salas de aula, motivando a publicaçón de panfletos a favor de uns e de outros. Quando se prohibíu o ensino da física copernicana e qualquer noçón de cartesianismo em Utrecht, Descartes tentou usar essa condenaçón dos calvinistas, com o “louco, quezilento, invexoso, pedante, estúpido, hipócrita e inimigo da verdade” Voetius à cabeça, para ganhar o favor dos xesuítas. A cousa acabou por chegar aos tribunais por cruzamento de difamaçóns, e apenas os contactos de Descartes na embaixada francesa conseguiram tirá-lo de apuros. A segunda grande polémica teve lugar em Leiden. Em 1646, um professor de teoloxia discutiu a afirmaçón cartesiana de que “a dúvida é o princípio da filosofia indubitábel”. Segundo ele, isso confundia as mentes dos estudantes, levando-os ao cepticismo e ao ateísmo, xá para non falar da insinuaçón blasfema das “Meditaçóns de que Deus podia enganar-nos”. A filosofia cartesiana foi prohibida em Leiden e o aristotelismo restaurado como doutrina única. Para agravar as cousas, foi acusado também de pelagianismo: non acreditar na doutrina do pecado orixinal. Curiosamente, esta via tinha muito mais fundamento, e Descartes sabia-o, pois tinha defendido a bondade natural do ser humano e a ideia de que todas as almas se salvariam (algo relativamente aceite entre católicos, mas de forma algunha entre calvinistas ortodoxos). Por isso, tentou “sacudir a água do capote” e centrar-se nas acusaçóns de blasfémia incidindo sobre que Deus non nos engana. “Unha tropa de teólogos, seguidores da filosofia escolástica, parece ter formado unha liga para esmagar-me com as suas calúnias.” A hostilidade escalou desta vez até tal ponto, que o príncipe de Orange teve de intervir pessoalmente e prohibir a discussón sobre qualquer tipo de metafísica, fosse cartesiana ou aristotélica. O segundo non tinha precedentes, mas, além disso, a física cartesiana ficava exonerada e podia ser lecionada libremente em Leiden, para escândalo dos teólogos. ¡¡Descartes non perdía batalhas!!
O Cuvée Rosé é muito do estilo Dom Pérignon, sobre tudo pola sua intensidade, sem chegar a ser pesado ao paladar, e pola sua textura cremosa. Mas ao mesmo tempo, este Rosé é unha excelênte alternativa do famoso estilo. Sem viciar a estructura e a complexidade do Dom Pérignon, a composiçón e o equilibrio da mistura rosada som palpabelmente diferentes: a principal diferênça é a maior presença da variedade pinot noir. A temporada de 1990 foi quase perfeita. Trás um Inverno muito suave e unha floraçón temperán, o vrán foi caloroso e especialmente soleado. Para melhorar aínda mais as cousas, unhas oportunas chuvas xusto antes da vindima baixárom o exceso de calor, e axudarom a manter um respeitábel níbel de acidez nos racimos. A côr do Dom Pérignon Rosé é de ouro cobrizo, com refléxos alaranxádos. Os aromas de xenxíbre fresco e anacardos misturam-se com os das cascas da laranxa confitadas. O vinho resulta âmplo e acarícia o paladar; a textura sensitiva resulta à vez sólida e rica, mas com esse rasgo característico de flexibilidade e elegância que determina a essência de Dom Pérignon: sempre com algo em reserva e o longo e preciso retrogosto bem a ser impecábel.
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O Champagne R. D. (recentemente degolado) é um conceito exclusivo de Bollinger. Outras casas, muito de vez em quando, degolán um vinho especial estando a maduraçón muito avanzada, mas ningunha o fai com o entusiasmo que esta aristocrática casa tem posto desde 1952. Antes de se convertir em R. D., o vinho é um “Grande Année”, mas madurado durante mais tempo, de oito a vinte anos e às vezes mais. Durante este período, o R. D. desarrolha subtís aromas com muitas capas, ademais de xerar um estilo vinhoso único expressón dunha grande pinot noir, suavizada por unha elegante chardonnay, que representa pouco menos de um terço da mistura. Em 1996 fíxo um tempo extraordinário: um Inverno seco e fresco, com poucas xeládas; a formaçón de xemas baixo o calor de mediádos de Abril, a falta de chuvas e as altas temperaturas forom similares às de 1976; unha difícil floraçón da chardonnay em Xunho; com um vrán muito caloroso até meiádos de Agosto, e depois chuva; um Septembro variábel, com temperaturas nocturnas baixas; com unha vindima baixo um céu soleado e sem nubes. O resultado foi unha rara combinaçón com alto níbel de azúcar natural e acidez. Apressentado como Grande Année, o vinho de 1996 era vigoroso e saltarino, com profundos pozos afrutados com predomínio da pinot. Na sua encarnaçón como R. D., o vigor permanece, mas o aroma desarrolhou complexidades secundárias de chocolate negro e especiarías. Em boca, os sabores confirmam os aromas, com unha crescente vinosidade, textura sedosa e retrogosto muito longo.
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Esta pequena casa da Champagne, sempre transitou os caminhos da innovaçón, e a última adicçón à sua gama de champagnes, resulta unha das suas iniciativas mais apaixonantes. Os irmáns François e Antoine Rolland-Billecart están orgulhosos da fama de equilibrio, elegância e finura que tem a sua casa, mas querian demonstrar que também podíam produzir vinhos mais ricos e estructurados como este. A hectárea escasa de Clos St.-Hilaire, perto das adegas de Billecart-Salmon em Mareuil-sur-Aÿ, leva o nome de santo patrón do lugar e sempre foi considerádo um sitio especial. Prantou-se pinot noir em 1964 e durante vinticinco anos, utilizou-se para produzir vinho tinto para fazer rosé. Ainda que normalmente a sua exposiçón ao Este non se consideraba ideal, a sua proximidade ao poboádo, as tapias e unha terra nutrída e profunda dán lugar a vinhos ricos e maduros. A concentraçón logra-se limitando a producçón, e só se utiliza o “coeur de cuvée” (a melhor parte do prensado). 1995, foi um debut brilhante, mas o de 1996 é ainda mais espectacular. Degolado ao cabo de dez anos, recebeu um “dosage” de 4,5 g/l de extra brut para suavizar um pouco a dureza desta centelheante anada. Para François Billecart-Salmon é o melhor champagne que xamais produzíu a sua casa. Xunto com o “Vieilles Vignes Françaises” de Bollinger, o “Vauzelle Termes” de Jacquesson e o “Clos des Goisses” de Philiponnat, este “Blanc de noirs” pode-se celebrar como a expressón definitiva de um estilo raro e especial.
O pensamento tem de se concretizar finalmente na ideia de “proxecto”, unha vocaçón insubstituíbel para certos valores e actitudes que também depende da existência de um proxecto nacional comum: de modo parecido à ágora grega, os cidadáns têm de se unir (non só no sentido figurado, mas também realmente) para levarem a cabo um proxecto de maneira solidária. A solidariedade, por sua vez, baseia-se na esperança de realizar essas aspiraçóns. Ortega non pensa apenas no indivíduo, mas também, e sobretudo, no exercício conxunto de unha xeraçón, que se concretiza, afinal de contas, nunha rede comum de opinións que se encaminha para unha determinada direcçón. Ou sexa, que se traduza nunha atençón primária polo âmbito social. É por isso que a rexeneraçóm política passa polo necessário diagnóstico dos males existentes e por unha proposta concreta de soluçóns, em que Ortega insistirá em duas obras tán díspares como próximas: as “Meditaçóns do Quixote” e “A Rebelión das Massas. Como referia na primeira delas, “quando se reúnem alguns espanhóis sensibilizados com a miséria ideal do seu passado, a sordidez do seu presente e a acre hostilidade do seu porvir, desce entre eles Dom Quixote”, paradigmático modelo da coherência social espanhola. Comentando esta passaxem, um dos mais egréxios discípulos de Ortega, o professor e pensador Julián Marías (autor de unha conhecida e edificante “História da Filosofia” que escrebeu ainda muito novo), assegura que “Dom Quixote é o vínculo no qual os espanhóis coincidem e a chave do seu destino comum, aquela forma que, por transcender das amarguras pessoais, permite a compreensón da circunstância comum, ou sexa, saber a que suxeitar-se em relaçón a si próprios”.
Na véspera de me alistar na milícia vi, no Quartel Lénine, de Barcelona, um miliciano italiano, parado defronte da mesa do oficial. Era um xovem de vinte e cinco ou vintiseis anos, ar duro, cabelo louro-encarniçado e ombros possantes, com a pala do boné de couro arrogantemente puxada para um olho. Via-o de perfil, com o queixo encostado ao peito e a olhar, de cenho franzido, para o mapa que um dos oficiais abrira em cima da mesa. Había no seu rosto um non-sei-quê que me impressionou profundamente. Era a cara de um home que assassinaria e daria a vida por um amigo — o tipo de rosto que se esperaria ver num anarquista, embora o mais certo é que fosse comunista. Espelhaba sinceridade e ferocidade, assim como a patética reverência que os iletrados sentem polos seus supostos superiores. Era evidente que non entendia patavina de mapas e que consideraba unha extraordinária proeza intelectual ser capaz de ler um mapa. Non sei bem porquê, mas raramente conhecim alguém –algunha pessoa, quero dizer– que me tenha inspirado unha simpatia tán imediata. Enquanto conversavam à roda da mesa, unha observaçón qualquer revelou a minha qualidade de estranxeiro. O italiano levantou logo a cabeça e perguntou: –Italiano? –Non inglês (respondi, no meu deficiente castelán). –E tú? –Italiano. Ao sairmos, ele atravessou a sala e apertou a minha mán, com muita força. Resulta estranho o afecto que somos capazes de sentir por um desconhecido! Dir-se-ía que o seu espírito e o meu tinham conseguido colmatar momentaneamente o abismo das línguas e da tradiçón, para se encontrarem nunha intimidade absolucta. Desexei que el gostasse tanto de mim quanto eu gostava dele. Mas, também, que para reter aquela primeira impressón a seu respeito, non deberia voltar a vê-lo; e escusado será dizer que nunca mais o voltei a ver. Em Espanha, passávamos a vida a estabelecer contactos desta natureza. Menciono este miliciano italiano porque ele quedou fortemente grabádo na minha mente. Com o seu uniforme roçado e o seu rosto comovente e arrogante, tipifica, para mim, a atmôsfera especial daquele tempo. Esta’ ligado a todas as minhas recordaçóns deste período da guerra: as bandeiras vermelhas em Barcelona, os comboios sombríos que se arrastabam para a frente cheios de soldados mal vestidos, as cidades cinzentas e marcadas pola guerra, mais acima, e as trincheiras enlameadas e geladas nas montanhas. Isto aconteceu em finais de Dezembro de 1936, portanto a menos de sete meses da altura em que escrevo, mas parece ter xá recuado enormemente no tempo. Acontecimentos posteriores obliteraram esse período muito mais completamente do que o ano de 1935 –ou até o de 1905. Chegara a Espanha com unha certa intençón de escreber artígos para os xornais, mas, em vez disso alistei-me quase imediatamente na milícia, porque naquele momento e naquela atmôsfera, essa parecía a única cousa concebível a fazer. Os anarquistas aínda controlabam virtualmente a Catalunha e a revoluçón aínda estaba no apoxeu. A quem lá estivesse desde o princípio, é possíbel que xá em Dezembro ou Xaneiro parecesse que o período revolucionário chegara ao fim, mas, para quem acabava de chegar directamente de Inglaterra o aspecto de Barcelona constituía algo de surpreendente e avassalador. Era a primeira vez que me encontraba nunha cidade em que a classe trabalhadora estaba no poder.
De rerum natura de Lucrecio, representa um dos mais raros logros literários, um poema didáctico conseguido sobre tema científico. Poucos poetas grandes emprenderom unha obra assim e muitos críticos a partir de Aristóteles, tenhem afirmado que as contradiçóns implícitas no xénero, e certamente em toda a poesía didáctica, nunca podem conciliar-se totalmente. “Abomino a poesía didáctica”. escrebeu Shelley no prólogo ao “Prometheus Unbound”, nada pode expresar-se bem em prosa que non sexa tedioso e insoportábel em verso”, e Mommsen rexeitaba a maior parte de “De rerum natura”, como “matemática rimada”. ¿Qual é, pois, a relaçón entre Lucrecio o poeta e Lucrecio o filósofo? ¿Até que ponto coincidem para formar unha unidade lograda? Otto Regenbogen considerou-a a “questón central” na crítica de Lucrecio, e no seu famoso trabalho “Lukrez: seine Gestalt in seinem Gedicht” intentou resolvê-la por três caminhos: examinando o fundo do poema, a personalidade do poeta e a estructura e qualidade da obra mesma. A maior parte da crítica de Lucrecio, falha num ou noutro destes três aspectos, e combém considerar cada um deles consecutivamente. O fundo do poema: um pode imaxinar que unha obra didáctica e moralizante como é “De rerum natura”, tería raíces profundas na sociedade que a criou. Non obstânte, existe unha grande disparidade de opinións sobre o propósito do poema e o carácter do público para o qual foi composto. Evidentemente, tería sído escríto para o patrón aristócrata do poeta Memio, mas como a convençón literária requería que um poema didáctico fora dirixído a algunha pessoa em particular, podemos supôr que detrás dele estaba o leitor xeral. Ambos están vinculados, com certa torpeza, no famoso pasáxe programático sobre a missón do poeta. “…porque a miúdo / parece trato eu de assuntos trístes / para aqueles que xamais pensarom, / e que ao vulgo dos homes disgustam, / com o suave canto das Musas / quixem explicar o meu sistema todo e enmelarte com música pieria… )”. Este pasáxe non afirma explícitamente que o poema está dirixido ao home corrente, mas implica um público âmplo, que pode ter sído atraído para um tratado puramente técnico. Non obstânte, non deberíamos esaxerar a natureza popular do poema. No século I, non pode ter habído, como hoxe mesmo non o hai, um grande número de pessoas interessadas nas magnitudes indivissíbeis do átomo ou muito interessadas na teoría da “homoeomeria de Anaxágoras”. A pesar da referência de Lucrecio ao “vulgo”, claramente tinha em mente um público preparado para seguir unha argumentaçón longa e complexa. Admitá-mos que o poeta simplifica e que alguns dos seus argumentos estabam dirixidos mais para as emoçóns, que para o intelecto, “De rerum natura”, continua sendo um intento sério de explicar as principais doutrinas da física epicúrea e requere cooperaçón do leitor e concentraçón.
“Deus sabe quantas vezes, absorto no mais profundo desespero, pensei em abandonar os territórios da cristandade, e ir para terra de pagáns (“ir com os sarracenos”, na traduçón de Juan de Meung) para viver lá em paz, através do pagamento de algun tributo, viver como cristán entre os inimigos de Cristo. Pensaba que eles me receberíam melhor se me xulgassem menos cristán, atendendo às acusaçóns de que era víctima.” Reaparecem no diálogo alguns dos temas teolóxicos e éticos xá expostos por ele em obras anteriores. Assim, por exemplo, a concepçó de Deus como Sumo Bem, a sua rexeiçón da intolerância, a diferença entre a fé e a filosofia, a conveniência de non se esquecer que os debates teolóxicos têm lugar no terreno da linguaxem ou a semelhança entre a relixión cristán e a filosofía grega. O seu latente ecumenismo, o seu patente racionalismo e o seu cristianismo iluminado brilham neste último escrito. A subtileza do seu enxenho e a riqueza da sua memória, fértil em conhecimentos filosóficos e teolóxicos — que o filósofo eloxiava nele no início do diálogo –, ficam aqui novamente em evidência. Como escrebera Pedro o Venerábel, a Heloísa no seu elóxio póstumo, “com o pensamento, com a palabra, com todo o seu comportamênto, meditava, ensinaba e construía argumentos sempre divinos e sempre filosóficos”.
Por primeira vez en moitos anos –tantos que se xa non acorda– non bailaron “as penliñas”. Xa non quero falar doutras moitas cousas que desluciron as festas patronais de Redondela, que se poden calificar de auténtico desastre, empezando polo día de Xan Carallás até a confección das alfombras, pero insisto: que non sairan “as penlas”, algo úneco e distinto en toda Galicia, indica que non hai planificación, dan un certo aire de que algo anda a deriva no noso concello. Agardaremos tempos millores… Si veñen!
A primeira emanaçón do “Uno” corresponde ao “Nous”, o pensamento ou espírito, que apreende de forma imediata e simultânea todas as Ideias, contidas nele indivisivelmente. O “Nous” é, pois, eterno e atemporal, mas inclui xá, no seu seio, o princípio da multiplicidade. Do “Nous” procede a Alma, um princípio incorpôreo que constitui o vínculo entre o mundo suprassensíbel e o dos sentidos: a parte superior da Alma orienta-se para o “Nous”, enquanto a inferior se orienta para o exterior, produzindo o mundo fenoménico da mudança e da corruptibilidade a partir de unha imaxe ou reflexo das “Ideias do Nous”. Non há dúvida de que a “metafísica de Plotino” está lonxe de ser plenamente compreensíbel. Mas se a despirmos das suas roupaxens místicas e das diversas emanaçóns que a adornam, há unha série de pontos essenciais que convém reter. No essencial, os diferentes níveis do ser concebem-se como unha hierarquia única que, a partir de um único Princípio transcendente e indefiníbel, desce até à matéria. Esse processo de descida implica, em paralelo, unha perda de perfeiçón, de vigor no ser, mas que em nenhum caso é o resultado da acçón ou presença de um princípio diferente. Tudo provém de Deus. Recorrendo à analoxía entre Deus e a luz, tán apreciáda polos platónicos, poderíamos dizer que os níveis inferiores brilham com menor intensidade, som cada vez mais escuros, por estarem mais afastados do “Uno” e non porque exista algo como a “escuridón”; a escuridón non é um princípio ou substância independente, mas simplesmente a mera “privaçón” de luz. Vexamos agora que implicaçóns teria o pensamento de Plotino na evoluçón do pensamento cristán, em xeral, e agostiniano, em particular. Continuando com o aparente xogo de palabras com que abrimos esta parte, convém lembrar que Aurelius Agustinus (e o cristianismo) foi muito mais um “platónico plotiniano” do que um “platónico platónico”.
Em Febreiro de 1912, depois de ter fuxído de Vologda, chegou a Petrogrado, a capital do Império Russo, e tornou-se um dos fundadores do xornal Pravda, que viria a ser o orgán oficial do bolchevismo. O seu primeiro número, datado de cinco de Maio de 1912, contém um artigo do próprio Dzhugashvili entitulado “Os nossos obxectivos”. Foi por esta altura que começóu a firmar os artigos com a alcunha de “Stalín”, um nome formado a partir da palabra russa “stal” (feito de aço). No início do ano seguinte, escrebeu um longo artígo que viría a ser considerado o seu maior contributo intelectual para o debate ideolóxico: “O marxismo e a questón nacional”. O 23 de Febreiro de 1913, foi preso. Depois de alguns meses detído, foi enviádo para aquele que sería o seu último exílio, na aldeia de Kostimo, na província de Turujansk, no coraçón da Sibéria Central. Clima extremo, xelo a perder de vista. Logo foi enviádo mais para Norte, para Kureika, alí quedou em liberdade figurada, em casa de unha família local (a ausência de abrigo e comida, fazía que qualquer tentativa de fuga significaría a morte). Non era obrigado a trabalhar e podía manter correspondência, mas, estaba apartado dos cargos do partido. A Primeira Guerra Mundial, em Xulho de 1914, dificultou aínda mais a sua situaçón. Em 1916, foi chamado para um possíbel alistamento militar, felizmente para el foi declarado inápto, por lesóns da infância. Em 1917, a guerra estaba mais vissíbel para os russos. Além dos contratempos militares, había unha escassez premente de bens de primeira necessidade. Ninguém prevíu o que viria a acontecer em Febreiro. O impensábel aconteceu, unha série de greves e protestas de unha violência xeneralizada, obrigarom o Czar a abdicar, a dous de Março. Formou-se um “Governo Provisório”, baixo a direcçón dos chamados “Kadets” liberais, que em Maio se xuntarom aos “Mencheviques”. Unha das primeiras medidas adoptádas, foi a libertaçón de todos os presos políticos. Iosef Vizsarionovich, regressou da Sibéria em Março, xa deixara de ser membro do “Comité Central”, mas graças às suas protestas, em poucos dias foi nomeado membro do “Presidium do Comité Central” e retomou as suas funçóns de editor e columnista. O Goberno Provisório, chefiádo desde Xulho polo socialista Alexander Kerensky, enfrentaba muitos problemas, o principal era a incapacidade de acabar com a guerra e a oposiçón interna dos “bolcheviques”, que queríam unha “revoluçón comunista” e a “dictadura do proletariádo”. Iosef Vizsarionovich, acabou por alinhar com as “teses de Abril” de Lenine. Estas teses eram: o fim inmediáto da guerra, a recusa a colaborar com o Goberno Provisório e o estabelecimento de um goberno apoiádo polos “sovietes” (Concelhos de Operários e Camponeses).
A sua dedicaçón à causa deu frutos, em Novembro de 1901 foi eleito para o “Comité de Tiblissi do POSDR”. No início de 1902, houbo manifestaçóns por todo o país, e Iosef Vizsarionovich Dzhugashvili acabaría detído em Abril. No “Segundo Congresso do Partido”, realizado em Londres, em Agosto de 1903, surxirom duas correntes abertamente opostas, a “menchevique” sob a liderança de Yuli Martov, que defendia unha linha social-demócrata, e a linha “bolchevique”, liderada por Vladimir Ilyich Ulyanov (“Lenine”), que defendia unha dictadura do proletariádo, dirixída por um núcleo de revolucionários profissionais. Iosef Vizsarionovich passou um ano e meio detído sem xulgamento, nas prissóns de Batumi e Kutaisi, até ser enviádo para Novaya Uda, na Sibéria Central, em Agosto de 1903, chegando em Novembro. No início de 1904, escapou com êxito. Depois de várias semanas, regressou a Tiblissi. Começou a escreber artigos para o xornal clandestino “Proletariatis Brdzola”. Em 1905, aconteceu unha revolta popular espontânea por todo o Império Russo, a causa das derrotas da Russia contra o Xapón na “Guerra Russo-Xaponesa” (1904-1905). Em Outubro, o czar Nicolau II promulgou o “Manifesto de Outubro”, um documento em que concordava introduzir reformas liberais e democráticas no país, e em conceder poderes lexislativos à “Duma”, o parlamento russo. Este acto correspondeu às expectativas da maioría dos insurrectos, mas, non às dos “bolcheviques”, que teimarom em ván manter a revoluçón viva. Como delegado do “POSDR” (facçón bolchevique), participou na reunión que teve lugar em Dezembro de 1905 em Tampere, Finlândia, entón território do Império Russo, aí conheceu Lenine. A partir de entón, a sua carreira política no “POSDR” consolidou-se e foi eleito para participar num congresso do partido, o quarto, realizado em Estocolmo em Abril-Maio de 1906. O assalto ao Banco de Yerevan irritou profundamente aos “mencheviques”, que rapidamente descobriram que o organizador fora Iosef Vizsarionovich, e tentarom expulsá-lo do partido. Foi detído várias vezes, mas conseguíu fuxir outras tantas, e mudava de casa frequentemente. Em poucos anos, tornou-se um dos mais importantes líderes bolcheviques do Império Russo (o segundo Lenine). Em Xaneiro de 1912, atinxíu o auxe do “POSDR” quando, apesar de estar exiliádo em Vologda, foi eleito membro do primeiro “Comité Central da facçón bolchevique” do “POSDR”, um partido que na práctica estaba dividido em dous. Lenine consideraba a Iosef Vizsarionovich, unha peça-chave para convencer as nacionalidades non russas a aderirem ao movimento bolchevique. Durante a sua ascensón no partido, afirmou-se também como escritor e columnista.