E se daquela, en 1998, botaron ao lixo e desprezaron a un alcalde que xa non lles valía electoralmente, agora repiten o “modus operandi” humillando aos que enarbolaron durante anos a bandeira dun “PP” supostamente liberado da sombra e da herdanza de José Castro e do resto de satélites que orbitaban ao seu redor, dende a nova lideresa popular até o seu lugartenente dende 1995, o incombustíbel Juan Carlos González. Dende 1998 o “PP” botou vintecinco anos querendo fazer crer a Ponteareas que existían dúas dereitas encarnadas en dúas candidaturas: a súa, segundo eles, civilizada e cultivada, e a da “UCPA” (agora “ACIP”), supostamente incivilizada e inculta. Entre o 2000 e 2003 Nava Castro e Juan Carlos González foron, respectivamente, alcaldesa e tenente de alcaldesa da “UCPA”. Ambos os dous encabezaron xuntos a lista desta forza política nas eleccións de 2003 e voltaron facelo en 2007. Nese ano, para impedir que eu, como candidato mais votado nas urnas, fora Alcalde de Ponteareas, Nava Castro e Juan Carlos González, en nome da “UCPA”, chegaron a un pacto salomónico co “PP” de Salvador González Solla repartindo a alcaldía, coma se dun botín de pguerra se tratara, en quendas de dous anos. A primeira correspondeulle ao “PP”. Pero un ano despois, o Partido Popular de Feijoo convenceu sen gran esforzo a Nava Castro de que non pagaba a pena reclamar a súa quenda nin ser alcaldesa de Ponteareas. A filla pródiga do “PP” aceptou de bo grao unha acta de deputada en Madrid e, pouco despois, un carguiño na xunta, seica unha Dirección Xeral, e a cambio dese xeneroso favor persoal disolveu a “UCPA” e volveu ao seu fogar: o Partido Popular. A Juan Carlos non lle deron nada, así que non lle quedou outra que montar un novo tinglado que chamou “ACIP”. Hoxe, Nava Castro e Juan Carlos González, a unha e a carne daquela dereita vituperada polo “PP” por castrista, encabezan as dúas candidaturas da dereita nas vindeiras eleccións municipais. E o electorado conservador de Ponteareas pregúntase atónito: pero que circo é este? Porque efectivamente, a veciñanza conservadora de Ponteareas é a primeira e principal vítima dos manexos, por arriba, dos dirixentes da dereita galega e ponteareán; uns manexos que son unha falta de respecto a eses votantes que se merecen un partido serio e un líder ou lideresa solvente. Non vale dicir que ninguèn quería poñerse á fronte, que outros declinaron ofertas e convites e que houbo que obrigar a alguén que nunca morderá a man que lle dá de comer, como xá acontecera en 1998, cando Fraga forzou a González Solla a devolverlle o favor debido e a confrontar con Castro.
No início de 1679, Leibniz propôs ao duque de Hanóver financiar o seu grande proxecto da “Característica Universal” (ao qual me referirei no quarto capítulo deste libro), em que era pedida a colaboraçón de vários cientistas para o levar a cabo com sucesso, mas non obteve a sua aprovaçón. Pelo contrário, o duque ordenou-lhe que se encarregasse de escreber diferentes memorandos sobre a forma de melhorar a administraçón pública, a organizaçón de arquivos, a práctica da agricultura, o trabalho nas quintas e a exploraçón das minas. Foi precisamente durante unha viaxem de inspecçón aos trabalhos de extraçón de carvón em Harz, no início de Xaneiro de 1680, que Leibniz recebeu a notícia da morte do duque, a quem sucederia o seu irmán Ernesto Augusto (1680-1698). Este sería um dos mais importantes senhores da Casa de Hanóver, que porá à proba a perícia de Leibniz como enxenheiro nos montes de Harz (1680- 1684) e o incumbirá de fazer um estudo histórico sobre as orixens da sua família (Brunsvique-Luneburgo), trabalho que o nosso autor aceitará em 1685 em troca de um salário vitalício (em vez da quantia mensal de 600 táleres que recebía até entón). Assim, a partir de Agosto desse ano, estabeleceu-se um contracto através do qual Leibniz atinxía a sua desexada estabilidade económica, mas que também o condenaba a um trabalho longo e pesado do qual se lamentou durante o resto da sua vida, pois impedia-o de dedicar mais tempo às investigaçóns filosóficas e científicas, bem como às actividades político-relixiosas. Só o início do trabalho como historiador o apaixonou verdadeiramente, visto que teve de recuar até à pré-história, incluindo estudos xeolóxicos (o seu “Protogaea” é desta dacta), à orixem da língua alemán, às relaçóns entre os povos primitivos, etc. No entanto, é impossíbel resumir em poucas páxinas a grande quantidade de proxectos e escritos sobre os mais diversos assuntos que apareceram neste período, no qual Leibniz se ocupou também intensamente de questóns políticas, visando, por um lado, a reunificaçón das igrexas na Alemanha e, por outro, a prosperidade do ducado de Hanóver. O primeiro dos seus propósitos fracassou, como veremos no penúltimo capítulo; porém, conseguíu alguns êxitos significativos na sua xestón diplomática próxima do imperador, como, por exemplo, que o ducado de Hanóver passasse a ser eleitorado, o que implicou unha mudança significativa na Côrte da Baixa Saxónia. Convencido de que o equilíbrio e a prosperidade dos “Länder” alemáns eram necessários para criar unha potência cultural e cientificamente relevante na Europa, Leibniz também se dedicou a promover a criaçón de revistas académicas, onde investigadores e pensadores pudessem dar a conhecer as suas reflexóns e descobertas; neste sentido, incentivou Otto Mencke a fundar em 1682 a “Acta Eruditorum”, revista mensal interdisciplinar que debia seguir os passos do “Journal des Savants” francês e que, efectivamente, em pouco tempo ficou ao seu nível, e da revista inglesa “Transactions”, promovida pola Royal Society. Na verdade, o que Leibniz ambicionava era o apoio dos governantes para a criaçón de academias de ciências na Alemanha.
Álvaro, nessa noite, viu-se só à mesa da cozinha. Era frequente. A nai non estava. Tinha, porém, o cuidado de lhe deixar o comer xá pronto. Como de costûme, o xantar estava frio, nos tachos de barro. As comoçóns violentas do dia estancaram-lhe a fame. O manto negro da noite descía sobre a cidade, envolvendo-o na cozinha triste. Insensivelmente, deixou-se ficar sentado no banco, braço fincado no tampo, costas em curvatura, olhar perdido na penumbra. Pouco a pouco, o sentido das realidades despertara-o da apatia xeral. A que horas chegaría a nai? Non o sabía. Nai e filho eram dous estranhos. Raramente se viam, frente a frente; só pela manhám, quando o rapaz saía para o escritório, ela lhe falava da cama, onde continuava até tarde. Ao xantar, quando chegava, encontrava a casa deserta. Em cima da mesa os dous tachos de barro com o comer. Quando de inverno, riscava um fósforo, acendia a vela, e mastigava aquilo que encontrava. De verán, comia à claridade fosca dos derradeiros raios solares. Xamais fizera unha observaçón acerca da vida que a nai levava. A complexidade e o angustioso do seu drama de homem era suficiente para lhe ocupar o pensamento. Com o sentido das realidades começaram as perguntas a aflorar-lhe ao cérebro: “Que farei amanhá?” Um dia inteiro à sua frente! E nos seguintes? E Aida? Ao lembrar-se da rapariga invadía-lhe o peito unha onda de desespero. “Nunca mais a verei!” E unha interrogaçón nascía-lhe no espírito: “Ela vai esquecer-se de mím?” Non tocou no xantar. A noite caíra completamente. Sufocado, desceu os dous curtos e estreitos lanços da escada. O ar fresco da noite fustigara-lhe o rosto. Estava na rua -rua de aspecto desolador, mergulhada na noite, aclarada aqui e ali por um ou outro candeeiro público. Casitas velhas constituíam a pobre artéria; dentro, famílias numerosas viviam, aos três ou quatro num só quarto. “Desempregado!” Que antagonismo entre estes dous aspectos da vida de um indivíduo: empregado – desempregado. O empregado recebe ao fim do mês o ordenado, magro embora. Em contra-partida vê no prato da balança os dias preenchidos por essa obrigaçón. Levanta-se da cama, come apressadamente, mete ao caminho mais curto, pois vai xá na hora do patrón. Polo dia fora, se sai, leva os passos contados, do escritório ou da loxa ao destino e volta. E o desempregado? Este, máns nos bolsos, non tem assalariadas as pernas. Caminham ao acaso, em todos os sentidos, consoante o capricho do momento; non procuram as travessas que encurtam distâncias; metem-se, polo contrário, às ruas longas que se afastam sempre do ponto de partida, no prazer de alargar a roda da caminhada, de tomar conta, o pobre diabo, de toda a cidade. Tem um dia inteiro ao seu dispor para essa conquista -um dia, um mês, um ano, quase toda a vida. O desempregado goza a liberdade, aspira a pulmóns cheios o ar das manhás, disfruta as sombras das tardinhas. Passa fame e non ganha salário. Álvaro caminhava sem rumo. Por ele passavam outros seres, indiferentes; tal como ele para com os outros. Em que rua estava? Porque ruas passara? Non sabía. Estas interrogaçóns tán pouco afloravam ao mar revolto do seu pensamento. As duas interrogaçóns que brilhavam à frente de seus passos, como letreiros luminosos em noite escura, eram as seguintes: “E Áida? E o outro?” O outro!
Do fervor imediato polos acontecimentos revolucionários, Hegel passa a extrair a medula desses factos, e daí a convicçón propriamente filosófica (isto é, exposta como resultado de unha necessidade conceptual) de que o proxecto profundo da Revoluçón, a verdade escondida após a tomada da Bastilha, a “Declaraçón dos Direitos do Homem”, a execuçón de um soberano… só se podem tornar efectivos no cenário da restauraçón institucional daquilo contra o qual se erguerom esta verdade e este proxecto, ou sexa, na síntese obsolucta que constituiria um Estado de homes libres presidido pola instituiçón monárquica. Assim, unha cousa é afirmar que a monarquia debe significar a verdadeira conciliaçón (que seria sempre reconciliaçón, ou sexa, um acordo posterior ao inevitábel combate) e outra cousa é que tal convicçón surxa como inevitábel corolário da obediência à própria razón. Certamente, dirá talvez o leitor, unha terceira cousa é que tenha de tomar por palabra evanxélica a tese política derivada da filosofia hegeliana… Mas non há apenas reflexón política nesses anos dedicados à modesta profissón de preceptor. É precisamente quando o kantismo abre caminho -e cada vez som mais aqueles que se ván afastando da ortodoxia representada por Wolff- que Hegel se vai introduzindo nas teorias do autor das três críticas com um olhar progressivamente distante. Entre outras razóns, porque Hegel se sente incomodado com as contemporizaçóns de Kant com os adversários da filosofia idealista. De seguida, avanço um pouco a este respeito. Kant defende o papel central do suxeito na constituçón dos obxectos. Se reconheço unha cadeira naquilo que tenho à minha frente, é porque o conceito “cadeira” faz parte da minha bagaxem e legisla sobre os restantes ingredientes da minha percepçón, diz Kant. Contudo, para non ser acusado de idealista dogmático. Kant acrescenta que por trás da cadeira que vemos há unha cadeira “em si”, unha incógnita “x” que, ao contrário das incógnitas da álgebra, é irresolúbel, pois escapa totalmente às nossas faculdades, tanto sensíbeis como intelectivas. Neste sentido, Hegel considerará isso como unha espécie de pusilânime temor a ser tachado como idealista, e vem defender que se de determinado “x” non há nada a dizer, o melhor é prescindir dele. Também nesses anos Hegel vai-se afastando do seu antigo condiscípulo Schelling, cuxa filosofia lhe parece ecléctica, unha espécie de espinosismo passado polo filtro kantiano. E agora um pouco de reflexón importante: vimos que Hegel tinha abandonado o seminário de Tubinga porque non sentía vocaçón pastoral. Mas, precisamente por se encontrar liberto de semelhante destino, vê-se na posiçón de reflectir sobre a essência do cristianismo, o que o leva a escreber, em 1795, unha “Vida de Jesus”. O cristianismo representa algo verdadeiramente singular que chamou a sua atençón e a de Nietzsche. Se para este último representava unha espécie de perversa inversón de valores, para Hegel constituía a expressón imaxinária de unha necessidade inherente ao absolucto, a forma de a ele se vincular um indivíduo extraviado dos interesses empíricos. Veremos que a figura de Cristo perde, para Hegel, o carácter de continxência com que se apresenta à consciência comum (Deus fez-se homem mas podía perfeitamente non ter tomado tal decisón) para se transformar nunha necessidade de ordem racional, e isto ao preço, certamente, de que o cristianismo passe a ser um assunto de conceitos, perdendo todo o aspecto representativo e iconográfico que faz parte da sua eficácia. Mais adiante deter-me-ei com certo detalhe neste assunto da significaçón do cristianismo na filosofia hegeliana.
Aínda que o pareza, non é un “déjà vu”, non. É real como a vida mesma. A dereita em Ponteareas regresa ao seu pasado, non sabemos se por convicción nostálxica ou, como parece máis evidente, por non atopar nada mellor que ofrecer. Se cadra, en realidade non hai tal regreso a un pasado que esa dereita nunca abandonou, por máis que durante os últimos anos algúns quixeran convencer a Ponteareas, pleno tras pleno e eleccións tras eleccións, de que aquel negro pasado nada tiña que ver con eles nin cun Partido Popular que, reescribindo a nosa historia política, tería nacido en 1998 coa chegada a Ponteareas dun Salvador chamado para redimir, como novo candidato popular, os imperdonabeis pecados orixinais da dereita ponteareán encarnada até ese momento por un alcaide orgulloso do seu pasado franquista. Despois daquel desplante de Manuel Fraga e Xosé Cuiña a Pepe Castro en 1998, en forma de humillante expulsión do partido, hoxe, vintecinco anos despois, o Partido Popular, como se nada tivera acontecido, volve á “casilla” de saída nesta sorte de xogo de mesa no que Ponteareas é simplemente o seu taboleiro. Vintecinco anos dunha partida na que os seus xogadores -chámense Pepe, Nava, Juan Carlos, Salvador, Belén ou Mingos- cambiaron según conviñese de equipo -chámese PP, UCAP ou ACIP- e protagonizaron traizóns, reconciliacións, enganos, filías e fóbias, pactos para gobernar e rupturas para desgobernar, prebendas para asegurar alcaldías a cambio de actas de deputada e Direccións Xerais e denuncias falsas para frear mocións de censura. En definitiva, un verdadeiro Xogo de Tronos á ponteareán que durante case vinte anos fixo languidecer o noso Concello nun longo e escuro inverno de parálise e estancamento. Ponteareas era o que menos lles importaba, agás para vivir ben á conta dela.
A este propósito, é muito importante analisarmos a ideia de causalidade. Supomos comummente que há unha relaçón de conexón necesária entre as causas e os efeitos e que a causa possui algum poder, força ou enerxia que é responsábel polo efeito. Pois bem, pergunta-se Hume, o que observamos realmente nunha relaçón causal? O seu exemplo mais famoso é o do movimento de unha bola de bilhar que choca com outra que estaba em repouso, que, por sua vez, se começa a mover por causa do impacto. Como observador deste acontecimento, só posso descobrir duas cousas: 1º -A “prioridade” temporal da causa. 2º -A “contiguidade” no tempo e no espaço da causa e do efeito. Isto é, percebo que o movimento a que chamo “causa” é anterior ao movimento que denomino como “efeito”, percebo o contacto entre as bolas e que non hoube intervalo algum entre o choque e o movimento da segunda bola. Enquanto considerar um único exemplo de relaçón causal – como este do choque das bolas de bilhar – , non posso ir além destas duas circunstâncias. Mas se repetir o acontecimento com as mesmas bolas ou outras do mesmo xénero, em circunstâncias similares, observarei sempre que o movimento da segunda bola se segue ao da primeira. Em suma, descobrirei que há unha conxunçón constante entre as causas e os efeitos. Dito coloquialmente, que em circunstâncias idênticas ocorre sempre o mesmo. De acordo com isto – isto é, quando percebemos unha relaçón causal repetida -, Hume proporá a seguinte definiçón de causa: “Um obxecto precedente e contíguo a outro e onde todos os obxectos semelhantes ao primeiro están situados nunha relaçón parecida de precedência e contiguidade com os obxectos semelhantes ao último. Mas constatamos, entón, que non observamos qualquer poder no obxecto a que chamamos “causa” que provoque necessariamente o efeito em questón, non entendemos a “conexón necessária” entre as causas e os efeitos. Em conclusón, non vivemos num mundo onde a necessidade sexa entendida como unha propriedade das relaçóns entre os obxectos, onde possamos saber que as cousas têm certos poderes que, de maneira necessária, os levam a produzir determinados efeitos. É apenas a experiência que nos ensina a saber como se comportam as cousas. Antes de se tirar à água, unha criança non pode saber se fluctuará ou se irá ao fundo.
É unha das variedades mais antigas das cultivadas na península, concretamente no Campo de Cariñena, de onde recebe o seu nome. Segundo Alain Huets de Lemps, tem-se constância de que esta variedade também chamada “mazuela” ou “Mazuelo” na Rioja, xá se cultivaba em Nájera em 1562. A história sitúa-a principalmente na zona de Aragón, Tarragona, o Priorato e a Rioja, ainda que na actualidade a maior extensón de prantaçón está concentrada em Tarragona. Passou a França, extendendo-se polos Pirineos Orientais e o Aude, onde se asentou baixo o nome de “carignan” ou “carignane”, até convertirse na cepa mais característica dos vinhos do “Midi”, em companhía da “cinsaut” e a “garnacha”. Chamada na América “a uva do agricultor”, debído ao seu vigor e altos rendimentos. Os vinhos mais característicos e com maior carácter elaborados com esta variedade, están localizados em terrenos pizarrosos do Priorato, xeralmente misturados com a “garnacha”. Som os característicos vinhos de mesa tintos xovens, que facilmente podem alcançar os 13 gráus. Vinificados em monovarietal oferecem vinhos de aroma bastante lixeiro, com leves predomínios florais de violeta, mas em contrapartida tenhem côr e abundância de taninos, o que os fai idóneos para reforzar outros tintos.
LUGARES ONDE SE PODEM COMPRAR
Carlos Pastrana e a sua mulher Mariona Jarque, que forman o grupo dos cinco pioneiros responsábeis polo retorno dos vinhos do Priorat, som proprietários da adega Costers del Siurana, cuxo nome significa “costas do rio Siurana”. Costers del Siurana foi fundada em 1987, a primeira colheita foi em 1989. Mas os Pastrana, desde a década de 1970, xá recuperaram velhos vinhedos, prantaram novas variedades de uva e restaurarom propriedades históricas como o Mas d’en Bruno. Utilizan só uvas dos seus vinhedos em seco. Nunca usam pesticídas nem productos químicos e sempre elaboram os seus vinhos com as mesmas variedades de uva. O “Clos de l’Obac” é diferente do resto dos Priorat, com unha maior tendência para o refinamento e menos côr e concentraçón, um Priorat mais elegante. O de 1995 segue sendo o melhor exemplo. Oferece unha abundância de notas balsâmicas, minerais e garrigas, com muito corpo mas bem equilibrado e elegante com cedro e eucalípto no longo e satisfactório final.
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A família de adegueiros de Mas Doix decidíu elaborar e engarrafar o seu próprio vinho, e convertíu-se no melhor da sua zona e foi aclamado em todo o mundo. As adegas, som o proxecto das famílias Doix e Llagostera, viticultores durante cinco xeraçóns, que começou em 1998 quando Ramón Llagostera se fixo cargo do negócio. Vinte hectáreas de vinha em Poboleda, Priorat, prantádas com as variedades de uva tradicionais: cariñena e garnacha, ademais de algo de syrah, cabernet sauvignon e merlot. O “Costers de Vinyes Velles”, procede das vinhas mais antigas, de entre setenta e cem anos de idade, nunha proporçón aproximada de cinquenta por cento de cariñena e outro tanto de garnacha, seguída de unha pequena quantidade de merlot. O vinho da colheita de 2004, tem unha côr muito escura. O aroma, de boa intensidade, mostra grande quantidade de frutos do bosque maduros, com carbalho tostádo muito bem integrádo no fundo. Em boca apresenta muita extructura, boa acidez e intensidade frutal. Resulta bastânte tânico na sua xuventude, mas os quinze gráus están bastânte dissimulados em densa fruta, glicerina e acidez.
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Lluís Llach é um dos cantautores mais importântes em fala catalán, assim como um autor comprometido politicamente e, desde mediádos da década de 1990, um productor vinícola de Porrera, pobo de veraneo durante a sua infância. Depois da revitalizaçón da cooperativa local com a Adega Cims de Porrera, fundou xunto com o seu amigo da infância, Enric Costa, a sua própria adega: Celler Vall Llach. Tanto Cims de Porrera como Vall Llach elaboran os seus tintos maioritariamente com uva cariñena, procedente de costers de licorella que rodeiam o poboádo. Actualmente, a adega saca três vinhos. Por encima de Embruix e de Idus, a xóia da coroa é o próprio Vall Llach, dous terços do qual se elabora com vinhas centenárias de cariñeña e um terço de merlot e cabernet sauvignon. O Vall Llach 2004 foi unha colheita excepcional do Priorat. Com a sua côr xinxa intenso, nariz de baias negras, grafito e tostados. Impresiona pola sua boca perfeita, com enorme amplitude, potente, elegante, armonioso e persistente. É um dos grandes vinhos do Priorat.
Na década de 1980 René Barbier era director de vendas da adega Palacios Remondo da Rioja. Xunto com o xóvem Álvaro Palacios expandíam os vinhos da família por todo o mundo. Ambos tivérom a ideia de fazer um vinho próprio de talla mundial, nunha rexión nova: o Priorat. Alí criárom, respectivamente, Clos Mogador e Clos Dofí (posteriormente , Finca Dofí, pois estrictamente non é um clos). Mas Álvaro quería dar um paso mais. Explorou a zona, até que encontrou o vinhedo adequado: L’Ermita, prantado principalmente com cepas velhas de garnacha que crecem libremente, complementadas com algo de cariñena e um pouco de cabernet sauvignon. É unha ladeira aterrazada de pizarra em descomposiçón, conhecida no lugar como “llicorella”, que confere ao vinho um carácter mineral. Palacios conseguíu em 2000 que L’Ermita adquiríra um equilíbrio magnífico. O vinho tem unha côr granáte escuro, um aroma complexo e intenso com notas florais e minerais (grafito), e abundam nele as frutas escuras e maduras. Rico e carnoso em boca, nítido e preciso, áxil e pleno, com um retrogusto muito longo. É com xustiza o vinho mais caro do país.
A dous de Xulho de 1586, recebe Pierre Charron (1541-1603) no seu castelo a quem oferece unha cópia do “Catecismo” de Bernardino Ochino, como atesta o ex-líbris. A cópia (no exemplar aparece a mençón “liber prohibitus”) contém unha dedicatória explícita ao bordalês (Charron ex dono dicti domini de Montaigne 2 Julii anno 1586). Presente importante e, de algunha forma, heterodoxo, de compreensón. Hoube quem o definisse como um piscar de olhos entre espíritos libres. Charron é um leitor ávido de Montaigne. O seu biógrafo Rochemaillet ( Elóxio de Pierre Charron) atesta um “afecto recíproco” de ambos os filósofos, assim como a oferta do “Catecismo”. Na obra de Charron – sobretudo o “Tratado da Sabedoria” (1601 e 1604) -, a presença dos “Ensaios” acaba por ser de unha evidência omnipresente, ao ponto de Marie de Gournay considerar Charron como “o eterno copista” de Montaigne (mais de 300 empréstimos). “A Sabedoria” terá unha fortuna póstuma, mas imediata: 39 ediçóns entre 1618 e 1634, apesar da censura de 1605 devido à leitura materialista do eloxio de Montaigne dos animais e à tese sobre a mortalidade da alma. Desempenhará um papel de primeira linha na difusón do pensamento de Montaigne no século XVII e nos ambientes libertinos. Charron ligará o cepticismo montaigniano e a epistemoloxia que dele deriva, a unha decidida perspectiva moral, integrando a recuperaçón da crítica céptica ao antropomorfismo teolóxico e a ideia da inacessibilidade da essência divina por parte do intelecto humano com a teoloxia negativa do Pseudo-Dionísio. Entretanto, ia-se formando unha retícula inesperada de complexos parentescos e legados espirituais que deixaram a sua marca: se La Boétie tinha legado a sua própria biblioteca a Montaigne, e Leonor a do seu pai ao cónego de Auch, Charron fará testamento a favor de unha das irmáns do bordalês, enquanto Marie de Gournay deixará a sua a La Mothe le Vayer. A 24 de Outubro de 1587, o rei de Navarra acode pela segunda vez a Montaigne. Quase no final do ano, enquanto o bordalês está em Paris, foi assaltado no bosque de Villebois, nos arredores de Orleans, por parte de “Ligueurs” mascarados. O episódio proporcionará unha ocasión para o fazer reflectir sobre o valor significativo da fisionomia: o seu rosto velou por ele; perante a sua cara franca e aberta, os assaltantes renunciam ao seu propósito, e axudam-no até a apanhar as suas cousas, dispersas durante a emboscada.
Passou-se tudo num minuto. E foi o bastante. O motorista bem meteu o pé a fundo no travón com quanta gana tinha; mas era tarde. A mulher estaba por terra, feita unha boneca de trapos que a birra dunha criança tivesse esventrado. Sería difícil imaxinar posiçón mais macabra e esquisita. A perna decepada, com os tendóns à mostra, apresentava a biqueira para o lado do calcanhar, as máns estendiam-se ao todo o comprido, afogadas na poça de sangue que cada vez alastrava mais. E a cabeça quase se enfiava pelos seios dentro. Parecia querer esconder, na posiçón em que estava, um grande segredo. Espalladas ao redor, como duas notas trístes de desalinho e de traxédia, via-se a malinha de mán, melancólica, e unha luva preta, abandonada. Muitas pessoas que nessa tarde de Natal iam a caminho das “matinées” presenciárom a cena. Chegou o polícia, deu unha ordem gritada ao dono do automóvel que ocasionara o desastre e estava parado mais adiante. Ràpidamente o corpo mutilado e exangue foi colocado à “trouxe-mouxe” sobre os assentos da rectaguarda. Alguns curiosos axudaram à manobra. E o carro abalou a grande velocidade para o hospital. Chegou lá morta. Encontraram-lhe na carteira um librete de tolerada com outras buxigangas. Uns papéis, algum dinheiro e unhas chaves. Mais nada. As pessoas que presenciárom o desástre, tríste para um dia de Natal, seguiram impressionadas para as “matinées”. Quando a noite chegou, na Avenida non habia lembrança do acidente. Só a “Cidade” do Diário relataría o acontecimento. O Diário e aquela mancha de sangue que a primeira chuvada se encarregaría de eliminar. A mancha de sangue e a macabra e esquisita posiçón em que o corpo ficara – posiçón de quem mesmo da morte tem um segredo a guardar. A luva estava lá, esquecida, sem vida e sem significado. Filha de xente pobre, desde garota Maria Isabel estivéra em contacto com a crueza da vida, non tendo desta, portanto, unha visón romântica de menina bem criada. A despeito dessa experiência ficara-lhe o xeito de sonhar. A entrada na adolescência, xá em si um reino maravilhoso, foi um sonho. Todos os dias axudava a nái a lavar e a engomar a roupa para fora. A vida na artéria pobre da cidade continuava a mesma – dura e implacábel. O pai non abandonava a velha costûme de, à noitinha, bater na nái. Contudo, dentro dela, lá bem no fundo, habia o desexo de unha existência diferente, o anseio de unha vida risonha e feliz, unha sede de realizar unha cousa que nem ela sabia explicar o que fosse. Mas um dia soube. Namorava há tempos o Artur. E há dias que ele lhe falava nunha vida nova, os dous felizes, num quartinho pequeno, mas só deles, onde iriam arrumando as cousinhas que fossem aos poucos comprando. Faría o comer para ambos. Gostou tanto do Artur, a partir dessa data, que lhe fez a vontade – fuxir de casa. Como foi feliz, francamente feliz. Dizer o contrário era mentir. Acabado o trabalho na fábrica ele metia-se logo no quarto e non saía mais. Só tinha um desgosto – o seu Artur non gostava que lhe falasse nos desexos que sentia em ter um filho. Quando tivesse um menino, sería entón completamente feliz. Assim, habia na sua vida aquele vazio. Mas durou pouco tempo este estado de cousas. O Artur acabou por desaparecer. Deixou-a só e sem dinheiro. E verificou que a experiência ganha na sua infância non valera para nada. Muito tinha ainda que aprender. Soube depois, quando baixou ao hospital, que o seu Artur lhe tinha pegádo unha doença mala. Non o odiou. Estava-lhe grata pola felicidade daqueles dias. Se ao menos lhe tivesse deixado um menino! Saiu do hospital. Desde esse dia até aquele em que passou a chamar-se Xulieta, foi toda unha vida que esqueceu. Depois foram as patroas, as companheiras, os clientes. O contacto foi mais profundo com a tríste realidade da vida. Porém, a Xulieta de agora, tinha guardadas no peito, lá bem no fundo escondidas, as ilusóns da moça Maria Isabel. Nada lhes fazía perder o viço. Queria ter a sua casinha. Ela non nascera para aquilo. Sem o manifestar, alimentava a esperança de que, a dada altura, o seu home lhe aparecesse, e os sentimentos que trazía recalcados dentro dela saissem para a luz do dia. Ainda que fosse um outro Artur. Era tan ardente o desexo e tán firme a convicçón que, muitas vezes, o home acabava e ela ficava à espera de ouvir: “Passas a viver comigo, sim, amor? Alugamos um quarto modesto. Dás-me depois um filhinho louro, de grandes canudos sobre a blusa”. Mas non. Xeralmente, sem dizer mais nada, o cliente abotoava o último botón, afivelava o cinto, deixava a placa em cima da mesa de cabeceira e saía. Pela porta aberta ouvia o barulho ensurdecedor da sala. Ficava com um peso em cima de sí, como se o home ainda ali estivesse. A um berro mais alto, levantáva-se, vestia-se, escondia lá mais para o fundo as ilusóns de Maria Isabel, e vinha para xunto das outras, aturar as grosserías dos homes. O quarto alugou-o ela. Non para fuxir à exploraçón das patroas ou ao convívio das companheiras. Queria fazer-lhe unha surpresa. Quando ele viesse xá tinham casinha. Nunca se servíu dele para as esixências do seu ofício. Continuava com a mesma vida. Aquele quarto, porém, era o seu segredo. Guardava dentro dele as suas mais gratas ilusóns. Sempre que deixava de ouvir as botas do home na escada, o barulho da porta a fechar-se, ficava momentos pensativa e, por fim, convencía-se que non era ainda “Aquele”. Mas ele viría. Disso tinha a certeza. Tanto que amealhava, com um alvoroço de menina, todos os escudos. Pensava comprar mais unhas cousinhas. Naquele Natal, Xulieta sentíu o peito abrir-se-lhe nunha alvorada para deixar passar tudo que lá estaba dentro. Pressentia que era chegada a hora de realizar-se a seu sonho. Estreára o casaco de abafo, a malinha de mán, unhas luvas. Abonecara-se mais. Non ía aos homes, ía ter com Ele. Tán feliz caminhava que, ao atravessar a Avenida, nem reparara no automóbel rodando a grande velocidade. Coitada! Mesmo da morte, ela ainda escondera lá para o fundo do peito as ilusóns de Maria Isabel. ¡¡Pobre Xulieta!!