QUE NADA SE SABE (27)
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Dado que o home vê, e fai-no mediante a luz, é necessário perguntar-lhe acto seguído polas cores, o ar, as qualidades visuais, a luz e o luminoso; polo sol e os astros. Dado que é corpo e está num lugar, há que ocupar-se do corpo, a substância, o lugar, o vacío. Dado que o lugar disse finito, há que ocupar-se do finito e do infinito. Dado que enxendra e é enxendrado, despois há que tratar de todas as causas até á primeira. Dado que razoa, da alma intelectíva e suas faculdades, da ciência e do cientificamente cognoscíbel, da prudência e dos restantes hábitos, como os chaman. Dado que mata, que nunca vive contento, que pola pátria expón a sua vida á morte, que socorre os doentes e os necessitados, há que tratar do bem e do mal, do bem, último e supremo, da virtude e do vício, da inmortalidade da alma. Qualquer déstas cousas leva consigo todas as outras, cuxa enumeraçón sería enoxoso proseguir. O mesmo podes dicer de qualquer cousa, aínda que mínima. Darás-te conta de tudo pelo conhecidíssimo exemplo do relóxio comúm. Se queres saber como dá as horas é preciso que examines todas as rodas, da primeira á última, que é o que move a primeira, e como ésta move a outra, e ésta a outras duas, e assím até chegar á última. E se, ademais de dar as horas, o relóxio as assinála externamente na esfera mediante unhas manilhas, se tamém mostra os movimentos da lua, o seu crescimento, a sua devalante, assím como o curso completo do Sol polo Zodíaco, com a mesma traxectória que descrebe no céu (cousas todas elas, xuntas com muitas outras, que temos visto representar num relóxio portátil de acordo com o curso verdadeiro dos astros), entón porás a questón realmente mais difícil e nem sequer serás capaz de perceber como se leva a cabo a mais pequena déstas cousas, a non ser que desmontes completamente a maquinária enteira do relóxio, a examines e conheças cada unha das suas partes e o seu cometido.
francisco sánchez
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