DÍAZ CASANUEVA, Humberto (Santiago de Chile, 1905). Poeta. Estudou filosofía e ciências em Alemanha e depois passou para o corpo diplomático em Espanha, Estados Unidos, Argelia e outros países. Regresou e tomou parte na reforma educativa de Chile, que se iniciou esse mesmo ano. Por razóns políticas tivo que exiliarse. Radicou no Uruguay e foi depois professor na Universidade de Caracas. Trata-se de um poeta hermético, innovador, tanto na rima como nas metáforas que utiliza. Entre os seus libros citaremos “El aventurero de Sabá” (1926), “Vigilia por dentro” (1930), “El blasfemo coronado” (1941), “Réquiem” (1945), dedicado à sua nái, e “La estatua de sal” (1947).
DÍAZ CANEJA, Guillermo (Madrid, 1876-1933). Novelista. As suas últimas obras non están à altura do que prometíam as primeiras: “Escuela de humorismo” (1913), “La pecadora” (1914), “La deseada” (1915), “El sobre en blanco” (1918) e “Pilar Guerra” (1920). O seu estilo é medíocre, xá que carece de orixinalidade e de afán de experimentaçón. As suas personáxes tendem a ser morais e convencionais, especialmente nas últimas obras que escrebeu, “El vuelo de la dicha” (1921), “La virgen paleta” (1922), “La mujer que soñamos” (1924), “Garras blancas” (1925), “La novela sin título” e “El carpintero y los frailes” (ambas de 1927) e “El misterio del hotel” (1928).
DÍAZ CALLECERRADA, Marcelo (Madrid, século XVII). Poeta e reitor da Universidade de Salamanca, protexído de Rodríguez de Ledesma. Escrebeu Endimión (1627), poema narrativo em estilo culterano em oitavas reais. O poema (BAE, vol. XXIX, 1854) está dividido em três cantos: no primeiro, Venus é insultada pola lua e incita a Amor a enfeitiçála; no segundo, a fría deusa é queimada por Endimión; e no terceiro, fai-na dormir mentras o seu amor é satisfeito. Temáticamente, o poema de Díaz debe muito às Metamorfoses de Ovidio. Em quanto ao estilo, a obra rebosa elegância e atractivo. Lope eloxía-a no seu Laurel de Apolo.
DÍAZ ARRIETA, Hernán (Santiago de Chile, 1891). Crítico literário, historiador e autor de resenhas para “La Nación” e “El Mercurio”, os dous diários mais importântes do seu país. Firma os seus artígos baixo o pseudónimo de “Alone”. A sua semiautobiográfica novela “La sombra inquieta” (1915) é o diário de um cidadán de Santiago durante o ano de 1910. A sua aportaçón à história literária chilena começou com o seu muito útil “Panorama de la literatura chilena durante el siglo XX” (1931) e a antoloxía “Las cien mejores poesías chilenas” (1935; 3ª ed., 1957). Escrebeu também “Don Alberto Blest: biografía y crítica” (1941), “Reseña de historia cultural y literaria de Chile” (Buenos Aires, 1945), “Historia personal de la literatura chilena” (1954; 2ª ed., 1962), “Memorialistas chilenos: crónicas literarias” (1960), “Bello en Caracas” (Caracas, 1963) e “Los cuatro grandes de la literatura chilena del siglo XX: Augusto d’Halmar, Pedro Prado, Gabriela Mistral, Pablo Neruda” (1963). Reuníu alguns dos seus melhores escrítos em “Leer y escribir” (1962).
DÍAZ, Leopoldo (chivilcoy, Buenos Aires, 1862-1947). Poeta arxentino. Foi cónsul em Xinebra aos trinta e cinco anos. Logo foi embaixador do seu país em Noruega, Venezuela e Paraguay. O seu primeiro libro foi “Fuegos fatuos” (Mendoza, 1885), no qual percebe-se a influênça de Bécquer. Sonetos (1888) mostra xá a sua precisón e a sua maestría, mas mudou completamente o seu estilo, depois da chegada de Rubén Darío a Buenos Aires e sacou “Bajorrelieves” (1895). O seu libro “Traducciones” (1897) deu a conhecer na Arxentina os nomes de Edgar Allan Poe, Leconte de Lisle e D’Annunzio. O helenismo rectórico de Hérédia en “Les trophées” deixou a sua pegada nos sonetos de Díaz reunidos em “Las sombras de Hellas” (Xinebra, 1902), “Atlántida conquistada” (Xinebra, 1906) e “Las ánforas y las urnas” (1923). Em 1945 publicou-se unha “Antología”, na qual se sacan poemas inéditos de Díaz.
DÍAZ, Jorge (Rosario, Arxentina, 1930). Autor teatral chileno, cuxas primeiras obras forom estreádas em Santiago de Chile: “Un hombre llamado Isla” (1961), “El cepillo de dientes” (1961), “Réquiem por un girasol” (1961), “El velero en la botella” (1962), “El lugar donde mueren los mamíferos” (1963), “Variaciones para muertos de percusión” (1964) e “El nudo ciego” (1965), obras todas publicadas em Chile e no estranxeiro. “Teatro” (Madrid, 1967) contém a obra em um acto “La víspera del degüello”, comédia de humor negro sobre o fim do mundo, “El cepillo de dientes” e “Réquiem para un girasol”; nelas satiriza à burguesía seguindo a linha de Jarry e Genet. Díaz vive em Espanha desde 1965.
DIARIO DE LOS LITERATOS DE ESPAÑA. Revista fundada em 1737 por Francisco Manuel de Huerta y Vega, Juan Martínez Salafranca e Leopoldo Jerónimo Pug. O Diario tinha como modelo “Le Journal des Savants” (1655-1792 e de1816 até à data). Foi interrompida a sua publicaçón em 1742, principalmente porque non estaba suficientemente de acordo com as teorías de Luzán. O talânte da revista foi moderado e bastante ecléctico e daba muita importância aos temas científicos. A pesar de que quase nunca se emitían xuíços sobre os libros resenhados, muitos autores molestarom-se com os colaboradores da revista, que non temían emitir comentários adversos sobre as obras recentemente publicadas. José Gerardo de Hervás, foi um dos colaboradores da revista. Publicou unha “Sátira contra los malos escritores”, utilizando o pseudónimo de “Jorge Pitillas”. Também colaborarom Juan de Iriarte e Gregorio Mayans i Siscar, autor de unha crítica à “Poética” de Luzán, o qual contra atacou com unha demanda xudicial desfavorábel à obra de Mayans “Origenes de la lengua española” e unha “Conversación sobre el Diario de los Literatos en España” (1737) do mesmo Luzán, na qual atacava a revista.
DIAMANTE, Juan Bautista (Madrid, 1625-1687). Autor teatral muito prolífico que pertenceu à escola de Calderón. Durante a sua turbulenta xuventude assassinou um home, mas saíu em liberdade quando o seu pai pagou unha xenerosa indemnizaçón à viúva. A sua inquietude vital non acabou nem sequer ao tomar o hábito de San Juan de Jerusalén. Escrebeu numerosas zarzuelas e outras peças lixeiras para a corte dos reis Felipe IV e Carlos II, mas fai muito tempo que forom esquecidas. Forom-lhe atribuídas unhas cinquenta comédias e unha dozena de autos sacramentais, loas, entremeses e bailes. “El honrador de su padre”, escenificada por primeira vez em 1657, resulta quase unha traducçón literal de “Le Cid” de Corneille, excepto polo terceiro acto, que sim é orixinal de Diamante. Alguns críticos atribuirom-lhe a autoría de “La judía de Toledo”, mentras que outros pensam que é de Mira de Amescua. Outras obras suas som “El valor no tiene edad y Sansón de Extremadura” e “Cuánto mienten los indicios y el ganapán de desdichas”. No que respeita às obras relixiosas, podemos citar “La devoción del rosario”, que imita a obra de Calderón de la Barca “La devoción de la Cruz, y La Magdalena de Roma”, que trata da conversón de unha cortesana que supera as tentaçóns do démo com a intervençón divina. As obras teatrais de tipo histórico som as melhores da sua produçón: “María Estuarda” narra a vida da rainha católica desde a sua chegada a Inglaterra até à sua morte. As suas obras forom publicadas em 1670 e 1674, baixo os títulos de “Primera parte de las comédias” y “Segunda parte…”
¡DI, PANADERA! Coplas satíricas espanholas, escritas depois da batalha de Olmedo, na qual Juan II e Álvaro de Luna derrotarom aos nobres rebeldes, e na que só houbo que lamentar a morte de vintidous homes em total. Rincón suxére, que há mais crueldade nas coplas que a que houbo no campo de batalha. As coplas encontram-se em duas versóns: unha com o estribilho “¡Ay, panadera!”, no Cancioneiro de Gallardo (século XV) e a outra num manuscrípto da biblioteca de Marcelino Menéndez y Pelayo. Esta última foi atribuída a Juan de Mena. A versón que aparece no Gallardo é a que Rincón publica nas suas “Coplas satíricas y dramáticas de la Edad Media”.
DEÚSTUA, Alejandro (1849-1945). Filósofo positivista peruano que também escrebeu sobre temas de educaçón e estéctica. A sua obra mais famosa é “La cultura nacional” (1937), mas é mais recordado como mêstre. Entre os seus discípulos figurarom: Humberto Borja García (1890-1925) e Pedro S. Zulen (1889-1925).
DESNOES, Edmundo (La Habana, 1930). Novelista e contista cubano. Os seus primeiros contos e poemas aparecerom em “Todo está en juego” (1952). Depois escrebeu “No hay problema” (1961), unha violenta sátira dos anos da dictadura de Batista. “El cataclismo” (1965), descrebe os efeitos da revoluçón cubana em todos os extractos da sociedade. Julio E. Miranda, descrebe a este autor como um crítico implacábel e a miúdo com ternura, que também practica a autocrítica. O elemento autobiográfico ao qual alude Miranda, manifesta-se nas suas “Memórias del subdesarrollo” (1965), que é a historia de um fracasso, do abandono de familiares e amigos nunha narraçón feita em primeira pessoa. “Puntos de vista” (1967), recolhe os seus ensaios. Últimamente publicou “Los dispositivos de la flor” (1981).
DESCLOT, Bernat (século XIII). Cronista catalán, que escrebeu entre 1283 e 1288 e foi, por tanto, contemporâneo de Ramon Llull. É o cronista catalán mais antigo. O melhor dos seus manuscriptos é o “Llibre del rei en Pere d’Aragó e dels seus antecessors passats” (Barcelona, 1949-1951). A historia começa no reinado de Ramon Berenguer IV (1131-1162), mas passa rápidamente por esses anos até chegar ao reinado de Pere II (1276-1285), especialmente para narrar a conquista catalano-aragonesa do sul de Italia e a fracasada intentona francesa de invadir Catalunha. Desclot descrebe os erros de Pere e os desmáns que comete contra os franceses. Os feitos interesam-lhe mais que a sua interpretaçón. O seu sucesor, o aragonés Zurita, alaba a sua escolha de documentos, ainda que é bastânte discriminatória e partidista.
De momento, ao menos, a situaçón non é esta, pois no recem nascido dán-se duas cousas: non há nada impreso em acto e há em potência muitas cousas ou poucas, estas ou aquelas. Mas todas, em ningúm. Há unha potência meramente passiva, à qual se opôn unha impotência passiva por razón da qual um é totalmente inepto para muitas cousas ou para poucas, para éstas ou aquelas. De ambas participan também, xunto com nós, outros animais. Efectivamente: o papagaio, graças a aquela primeira potência, é capaz de imitar a fala humana, mentras que a macaca non é capaz de fazê-lo, em virtude da segunda impotência. A macaca, leva a cabo, pola primeira potência, muitas mais cousas a imitaçón do home que o papagaio, a causa da segunda impotência, non pode fazer. Da mesma maneira, entre os homes, um é totalmente inepto para a gramática, mas muito competente para a navegaçón, e outro ao revés. Mas nós temos unha potência activa da que carecen os brutos e à que se debe a invençón das ciências e as artes. Non obstânte, disto se tratará com maior amplitude em “De anima”. Baste por agora haber traído estas cousas para entender o que segue. ¡Que poucos, entre tantos miles de homes, som aptos para as ciências, incluso para unhas ciências como as que temos!
Também conhecida pola cidade das “pedras brancas”, assim bautizada polo grande escritor Julio Verne, no primeiro capítulo de “Miguel Strogof”. Apesar de tudo isto, Moscovo ganhou a pulso o título de capital das Russias. Durante muitos séculos, o centro político e social esteve dominado por Kiev e por Petrogrado, as duas grandes metrópoles competidoras de Moscovo. Os “Soviets”, voltarom a trasladar a administraçón do Estado para esta mastodôntica cidade de milhóns de habitântes, bosques de vidueiros dourados, acariciáda polas águas do rio Moscova que igualmente lhe oferta o seu nome. Alberga sete rasca-céus, estandartes da gloriosa Revoluçón Soviética, entre eles o Ministério de Asuntos Estranxeiros, e os grandes Hotel Ukraína e Hotel Leningrado e a Universidade Lomonosov. Como afirmou o escritor ruso Antón Chegov: “O que desexe comprehender o que é a Russia, debe vir aquí, a este miradouro sobre o rio Moscova e deitar unha olhadela sobre a cidade”.
No inverno, quando a neve acabada de cair, cobre a cidadela do “Kremlin”, tudo parece quase irreal como num conto de fadas. Um dos grandes inconvenientes desta cidade, som as grandes distâncias que há que percorrer, para ir de um lugar a outro, avenidas enormes e grandes ruas. Mas, afortunadamente está dotada de grandes transportes públicos.
O “Metro” é o mais rápido e barato do mundo, inaugurado em 1935, é um alto luxo, feito para o disfrute de todos os cidadáns do comúm, sem distinçón. Um palácio subterrâneo, que deixa entrar a luz solar através de fermosos vitrais. Alberga museos, decorados com ricos mármores, esculturas e mosaicos, flor e nata do realismo soviético. Preferíbel será, visitá-lo fora das horas de grande afluência de pasaxeiros, porque, pode ser arrastádo por unha multidón de xente, que se move a grandes velocidades.
Moscovo é unha das grandes capitais culturais: com unha enorme oferta teatral; um dos templos mundiais da dança (O Bolshoi); unha imensa colecçón de obras de arte, atesouradas ao longo dos séculos. Simbióse perfeita entre modernismo e história. Visitar os museos: Pushkin; Sala de Armas e Museo dos Diamantes, âmbos no interior do “Kremlin”; Museo VDNJA, no qual se mostra os logros da agricultura através da história; Catedral de San Basilio; “Ruta do Anel de Ouro”, que som pequenos poboádos que rodeiam a cidade, com setecentos ou oitocentos anos de história, mantendo o aspecto orixinal da época em que forom construídos.
Os Hoteis da capital, também merecem ser visitados: O Hotel Rossia, mostra como eram as cousas na época comunista, é um dos favoritos dos turistas; O Hotel Moscovo, mantém a mesma arquitectura na qual foi construído o século passado, e que tem como especial atractivo a diferente decoraçón de cada unha das suas habitaçóns.
Para “comer bem”, é a melhor cidade da Russia: podería ser mesmo, no próprio Hotel Savoy. Recomendaria também, algum dos restaurantes xeorxianos da cidade, por exemplo o “Aragvi” na rua Gorki.
No vrán, é preferíbel o “Russkaya Izbar”, xunto de um lago, no qual se pode tomar banho e o sol, antes de comer. O Russ, um local situado no meio dum bosque, no qual había antes unha espécie de “Tropicana” ao ar libre. Outro dos seus grandes atractivos som os “cafés”, e todos eles tenhem unha peculiaridade e unha graça especial, motiváda por um âmbiente de penumbra. O Café Taganka, é dos melhores, com actuaçóns em directo de grande qualidade artística. Para os amantes da noite, resulta bastânte fácil alternar com as moscovitas, porque a imáxe de repressón e falta de ócio, que se tenta dar desta cidade é falsa, posto que os seus habitantes gostam muito de sair para disfrutar da vida.
De um elemento primordial xeram-se as cousas, começando polo resto dos elementos, diz-nos Tales. No entanto, a certeza desta hierarquia entre os elementos non se impôn. Pode perguntar-se: porquê a água, e non o fogo, o ar ou a terra? E, de facto, a discussón, como veremos, non está encerrada a esse respeito (Anaxímenes preferirá o ar e, mais tarde, Heraclito decidir-se-á polo fogo). Ora bem, em vez de privilexiar um dos elementos, non se pode supor que têm orixem em algo que difere de todos eles? As cousas que nos rodeiam mostram-se como unha determinada composiçón de água, terra, fogo e ar. A diferença entre estes é a diferença última. Non confundir os elementos constitui o acto mais elementar de diferenciaçón. Mas entón aquilo ao qual os elementos se reduzem non pode ser “diferenciado”, carece de limite, térmo ou fim (peras) que o separe, é non-limitado ou in-finito (apeiros). A hipótese de que o fundamento tem de ser non-limitado, non finito, é a consequência directa da insatisfaçón que procura a tese de que um elemento concreto (a água, no caso de Tales) é a orixem dos restantes. De algunha maneira, trata-se do questionamento da hipótese do mestre que se pode esperar de um discípulo digno. A razón que procura precisamente um fundamento para o identificado e determinado acabaria assim por postular unha espécie de caos em que tudo se encontraria confundido. Aristóteles, que, como xá disse, é a fonte principal de informaçón sobre estes autores e um dos pensadores da história mais radicalmente opostos à afirmaçón do infinito, fará a esta tese unha crítica radical. Aristóteles concorda com Anaximandro ao defender que o infinito, ou carece de termo ou de limite, é certamente inapreenssíbel aos sentidos, mas difere deste ao sustentar que também non pode ser aprehendido polo intelecto; “infinito” é, assim, unha palabra para designar o irracional, o que non tem “logos”, isto é, razón ou conceito (ton alogon).