A teoría da arquitectura e as investigaçóns arquitectónicas de Loos têm um carácter moral similar. O seu funcionalismo arquitectónico aspiraba a aplicar a navalha de Kraus com a precisón que Wittgenstein alcançou no âmbito da filosofia. Este é um triângulo interessante. Vimos até que ponto Wittgenstein se sentia em dívida com Loos e Kraus. A impressón que Wittgenstein causou em Loos non foi menor. Wittgenstein conheceu Loos em 1914, com vinticinco anos. Loos quase vinte anos mais velho, identificou-se de tal forma com ele que afirmou, depois de o conhecer, que Wittgenstein era ele próprio. Por seu lado, Kraus afirmou que partilhava a mesma luta que Loos, que a única cousa que ambos tinham feito até entón (de forma gramatical e literal, respectivamente) era mostrar que existe unha diferença entre uma urna e um urinol e que essa distinçón sustenta a cultura. Até essa altura era necessário atender ao uso, pois essa forma de olhar era um pilar da civilizaçón. Non menos interessante é a observaçón do arquitecto Paul Engelmann sobre Kraus, Loos e Wittgenstein serem “separadores criativos”, que coincidiam sobretudo no seu esforço por separar e dividir – limitar! – correctamente, com a intençón especial de descobrir a mediocridade vestida de gala. A separaçón de Loos entre arte e utilidade, entre fantasia e funcionalidade, tem muito que ver com a crítica de Wittgenstein à gramática superficial da linguaxem. Ficar-se polo ornamento seria equivalente a permanecer nesse nível superficial da linguaxem; a aposta pola utilidade, pelo contrário, acarretaria a compreensón da ideia de que o significado de unha cousa está no seu uso, que caracteriza a segunda fase da sua filosofia. Loos non procurava unha arquitectura “artística”. Tal como Wittgenstein, consideraba que debía levar a cabo a sua tarefa sem se recrear com ela. Arquitectura e filosofia eram, antes de mais, unha habilidade. Por isso, Wittgenstein via-se a si próprio como um artesón desexando, com a sua caixa de ferramentas, pôr fim às ilusóns gramaticais. Em 1908, Loos publicou um importânte texto com o título “Ornamento e delito” que consistia nunha radical crítica moral à ornamentaçón. Loos defendia que o grau de desenvolvimento de um pobo era directamente proporcional à sua libertaçón do adereço. A sua crítica dirixia-se sobretudo ao arquitecto e, em muitas ocasións, instou os seus pares a aprender com as regras do constructor humilde. Em concreto, Loos odiaba a arquitectura da Ringstrasse, essa reconstruçón do anel que rodeava a cidade velha de Viena que o imperador pôs em marcha em 1867 nunha tentativa desesperada para maquilhar a inevitábel derrocada do Império. O que lhe parecia mal? Que cada edifício copiasse os princípios arquitectónicos de outra época e estivesse engalanado com os seus ornamentos. Nessa impressionante avenida circular é possíbel encontrar hoxe todos os “neo” imaxináveis. A universidade é de estilo neorrenascentista, o Parlamento neoclássico, a câmara municipal neogótica… Ao contrário também do movimento secessionista, desexoso de encontrar o autenticamente austríaco, Loos pensava que o que debía caracterizar o home moderno – em xeral, e non o austríaco, a quem instaba a aprender com o norte-americano e com o inglês – era a falta de ornamentaçón, e era isso que a sua arquitectura pretendia conseguir. Parece que, em parte, pelo menos aos olhos de muitos dos seus contemporâneos, o conseguiu, pois inclusive o imperador falou da falta de decoro da nudez da fachada do seu edifício em Michaelerplatz. Non menos nuas están as proposiçóns do “Tractatus” de Wittgenstein.
A Cabernet-Sauvignon é a variedade tinta que mais êxito tivo em todo o mundo. Esta videira desarrolou-se em Burdeos e o seu nome começou a ser conhecido a finais do século XVIII e princípios do XIX. Mas, debído ao seu baixo rendimento, só é cultivada onde se pretende obter um vinho de qualidade. Os seus frutos som muito escuros, pequenos e com unha pel grossa. Produce um vinho austero, tânico e muito colorado, que se mistura a miúdo com o de outras variedades, particularmente com Cabernet-Franc e Merlot. A Cabernet-Sauvignon tem unha maduraçón tardía, o qual limita o seu cultivo a zonas temperadas com Outonos suáves. Num clima muito cálido e em cháns férteis, o vinho pode resultar “confitado” e falto de acidez; em climas frescos pode apresentar, aromas a herbas. Apesar de tudo, os cháns pobres e gravosos do Médoc parecem ter as condiçóns ideais para o seu cultivo. Um grande Burdeos tinto, de unha boa colheita, continuará melhorando durante décadas.
LUGARES ONDE SE PODE ENCONTRAR
A única propriedade que em 1855 recebeu o “status supremo de cultivo de primeiro nível” foi Haut-Brion. A história acabou por confirmar aquele xuízo. Xá era famosa no século XVII, quando os seus proprietários, a família Pontac, puxérom com êxito o vinho no mercado de Londres. Na actualidade, rodeada polo extrarradio da cidade de Burdeos, este maravilhoso vinhedo conservou-se de maneira impecábel. Haut-Brion beneficiou-se de unha apacíbel continuidade desde 1935, quando o banqueiro estadounidense Clarence Dillon adquiríu a propriedade. A sua neta e o filho desta, dirixem agora as adegas. Os vinhedos están a maior altitude do que parece, e enraizados sobre cháns profundos de gravas, algunhas parcelas tenhem elevados contídos de argila. A de 1989 é unha colheita clássica de Haut-Brion: voluptuosamente aromática, com esências de cedro, grosselha negra e chocolate, inclúso trás quase vinte anos de maduraçón retem unha robusta ainda que aveludada força e unha extraordinária permanência de sabor. Este lexendário vinho aguantará ainda durante décadas.
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A elaboraçón sistemática deste vinho, começou em Lafite no século XVII, e foi levada a cabo polo seu proprietário, Jacques de Ségur. Sessenta anos depois gozaba de tal reputaçón, que o primeiro ministro britânico, Robert Walpole, determinou um pedido fixo deste vinho cada três meses, durante todo o seu mandato. Lafite atravessou tempos difíceis no século XX. Foi transformado em guarniçón militar nazí, e durante os anos sessenta e princípios dos setenta, muitos acreditárom que a sua qualidade baixára. Jean Crété voltou ubicar este vinho no caminho da recuperaçón em 1976 e, em 1983, Gilbert Rokvam sucedeu-lhe com grande habilidade. O Lafite de 1996 é um vinho imponente, equipado com a força, o perfume e o refinamento que um busca nos vinhos deste calibre. Especiarías doces e complexas notas de frutos em conserva abrem-se no buqué, mentras que o paladar mostra um vinho redondo, sinuoso e de grande força, com um toque tânico impressionante, mas também com lixeireza e axilidade. Este vinho continuará percorrendo serenamente o seu caminho através das seguintes décadas, até (2050).
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A torre que dá nome a estas adegas foi construída a finais do século XIV, como fortaleza durante a guerra dos Cem Anos (1337-1453). A torre orixinal desapareceu fai muito tempo, mas foi substituída a princípios do século XVII, pola torre que se levanta na actualidade, unha construçón circular e abovedada que na realidade foi levantada para fazer as vezes de pombal. Incluído entre os primeiros na classificaçón de 1855, o Latour mantívo um nível de coherência que beneficiou este vinho de fama mundial. As vinhas de raízes profundas, aferradas a cháns com alto contído em gravas. A elevada porcentáxe de Cabernet-Sauvignon (mais do oitenta por cento), fán prever que os vinhos non deberíam degustar-se até bem entrada a sua terceira década. Dito isto, o de 2003 resulta um vinho inusualmente maduro, como resultado da intensa madurés da colheita. Producido durante unha furiosa onda de calor, que causou numerosos desástres por toda Europa. O vinho é negro como os meus pecados e resulta ao menos o dobro de tentador. Apresenta unha naríz maravilhosamente floral com grossellas negras, ameixas negras e carbalho afumado e, a pesar dos seus fortes taninos, conta com suave acidez e doce sabor a frutas no paladar, polo que é probábel que os amantes da fruta primária sexan tentados a degustá-lo demasiádo cedo. Também é um vinho superventas e, a pesar disto, a grande potência encerrada está perfeitamente integrada baixo a sua concentraçón de fruta. Consumir entre 2020 e 2075
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Margaux, o único “cru classé” epónimo entre os distritos que se criárom baixo o chuvasqueiro de 1855, era antigamente conhecido como La Mothe de Margaux. Mothe, significa em galego “Mouta” (non vexo mouta, onde cho lobo sáia), como diría Maria do Pazo. Ou sexa, “Montículo”. E por aqueles tempos, os montículos tinham um preço muito elevado, pola sua exposiçón dentro das terras cháns do Médoc. Em 1977 André Mentzelopoulos, filho de um hosteleiro grego, adquiríu Margaux. Mentzelopoulos faleceu e, apenas puido tomar posse do seu vinhedo, mas as melhoras que tinha dirixído situarom a Margaux de novo no caminho para recuperar a sua antiga reputaçón. A colheita de 1978 marcou um ponto de inflexón e, desde entón o vinho voa alto, encadenando um êxito detrás doutro. A colheita de 2004, situada entre as impressionantes de 2003 e 2005, quedou ensombrecída. Mas, non foi unha mala colheita: tería sido considerada sólida e fiábel em momentos de maior normalidade climática. O Margaux de 2004, em parte vindimádo baixo a chuva, resulta mais parco que o normal em quanto a corpo e taninos, non carece de certo explendor aromático opulentamente fluído, nem de unha deslumbrante complexidade no paladar. Apresenta notas florais que dançam entorno à groselha negra de núcleo especiádo dentro de um retrogosto redondeádo pola xusta medida de carbalho. Consumir entre 2010-2030.
CHÂTEAU MOUTON ROTHSCHILD 1945
Em 1945, por toda a França, vinhas non enxertadas e maduras, deron uvas da melhor qualidade. Em Burdeos, Mouton Rothschild, a pesar de ter unhas adegas pobremente equipadas, elaborou um vinho especialmente brilhante, hoxe em dia aclamado como um dos mais grandes vinhos de todos os tempos. Broadbent descrebeu-o com a célebre frase: “É o Churchill dos vinhos”, mas non se refería únicamente ao vinho em sí. Para conmemorar o final da guerra, esta foi, a primeira colheita de Mouton que levou unha etiqueta com a “V” da victória, realizada polo xovem artísta françês Philippe Jullian. Desde entón, Mouton encarga a um artísta para que desenhe a etiqueta em todas as colheitas. Em Junho de 1993 o proprietário do “Château”, organizou unha ceia na qual servíu o vinho de 1945. A ideia era servir garrafas “mágnum”, das que só tinham producído 1.475 unidades. Non obstânte, quando se abríu unha dessas garrafas para a sua inspecçón, o “maître de chai” decidíu que o vinho ainda non estaba pronto e no seu lugar servírom-se garrafas normais. Trata-se certamente de um vinho feito para durar. Consumir até 2050.
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As anomalias sufrídas tanto na história como na ubicaçón destas vinhas, levárom durante algúm tempo a que se elaboraram dous vinhos de denominaçóns diferentes. Finalmente, acordou-se que a finca em questón, pertencéra à denominaçón “Pauillac”, e non à de “St. Julien”. O chán é de grava sobre unha capa argilosa. Segue-se unha vinificaçón moderna, o vinho está dezoito meses envelhecendo em barricas, das que se renova em cada colheita aproximadamente a metade da madeira. Trata-se de um vinho mais suáve e mais “femenino” que a maioría dos “Pauillac”, e há quem afirma que isto se debe à maior porcentáxe de Merlot, mentras que outros defendem o factor “St. Julien”. O de 1982 é um dos vinhos mais singulares dunha colheita, em têrmos xenéricos, heroica. Desde o princípio, a fruta sufría um exceso de maduraçón, que recordaba as ameixas passas. Ofertaba unha cautivadora nota floral predominante com aromas terciários terrosos e de agaricos silvestres. Os taninos están fusionados com o vinho, mas a cereixa e os amorodos autênticos permanecem intáctos nele.
Como dizíamos, a obra de Jansenius, o seu Augustinus, tinha como pano de fundo a disputa entre dominicanos e xesuítas, e com ela tentaba encerrar a polémica demonstrando que a opinión dos dominicanos, a interpretaçón dramática do pecado orixinal, era a correcta. Para isso dividiu a obra em três partes. Na primeira aborda o pelaxianismo, unha doutrina condenada pola Igrexa como heréctica. O seu fundador foi Peláxio (IV e V depois de Cristo), que afirmou que o pecado de Adán e Eva non tivo consequências históricas, pois non feriu nem enfraqueceu a natureza humana; esta é radicalmente boa por natureza e pode fazer o bem, inclusivamente sem a axuda da graça. Peláxio foi duramente atacado polo seu contemporâneo Santo Agostinho. Nesta primeira parte, Jansenius avisava os xesuítas de que caminhavam por unha linha muito fina e de que a qualquer momento podiam cair para o lado do pelaxianismo. A segunda parte do libro centra-se na ideia do pecado orixinal e na interpretaçón dramática feita por Santo Agostinho. Assim, segundo Jansenius, o pecado orixinal deixou-nos nunha situaçón de absolucta corrupçón: a nossa liberdade non é suficiente, precisamos da graça divina para conseguirmos a nossa salvaçón. A terceira e última parte do “Augustinus” aborda essa graça indispensábel para atinxir a salvaçón. Em suma, o que Jansenius afirmaba na sua obra é que Santo Agostinho estaba tocado pola inspiraçón divina e que tudo o que fosse contra o seu maxistério ia contra o próprio Deus. Quando o “Augustinus” foi publicado, a Inquisiçón leu-o atentamente e condenou-o como herético em 1641. Um ano mais tarde, em 1642, o papa Urbano VIII ractificou essa condenaçón. Entretanto, o amigo e colega de estudos teolóxicos de Jansenius, Duvergier, xá conhecido como o abade de Saint-Cyran, decidiu, com os irmáns Arnauld, que dirixiam a abadia de Port-Royal, estabelecer aí a doutrina jansenista, ignorando os ataques da Igrexa de Roma ao movimento. A reaçón dos teólogos xesuítas, que controlavam naquela altura a Sorbonne, non se fixo esperar. Nicolas Cornet, síndico da universidade, lançou um duro ataque contra o “Augustinus”, e considerou cinco das suas propostas heréticas por serem próprias do protestantismo. De Paris esixirom ao novo papa, Inocêncio X, que tomasse unha posiçón clara e categórica, e foi isso que fez ao emitir unha nova condenaçón em 1643. Desta vez, os jansenistas responderam argumentando que as proposiçóns tinham sido mal interpretadas, xá que tinham sido intencionadamente tiradas do conxunto do texto e lhes tinha sido dado um sentido diferente do que albergam na realidade.
O concilio de Ilíberis, foi o primeiro dos celebrados na península, cuxas actas forom conservadas. Merece por vários títulos veneraçón assinalada e estúdo minucioso. Reuniu-se nos primeiros anos do século IV, a começos do império de Constantino, uns vintiquatro anos antes do sínodo Niceno. Assistirom a el dezanove bispos de diversas províncias hispânas, enumerados assim na subscripçón final: Accitano, Hispalense, Evagrense, Mentesano, Urcitano, Cesaraugustano, Toledano, Ossonobense, Eliocrocense, Malacitano, Cordubense (éra-o o insigne Osio), Castulonense, Tuccitano, Iliberitano, Emeritense, Legionense ou Asturicense, Salariense, Elborense e Bastetano. Ademais de Osio, só um destes bispos tem nome conhecido: Valerio o de Zaragoza, pertencente à casa mitrada, “domus infulata”, de que falou Prudencio. Com oitenta e um cánones, deron os Padres de Ilíberis a sua primeira constituiçón à sociedade cristán peninsular, fixándose. mais que no dogma, que entón non padecía contrariedade, nas costûmes e na disciplina. Condenarom, non obstânte, algunhas prácticas herécticas ou supersticiosas e vestíxios de paganismo: de tudo o qual importa dar notícia, sem perxuíço de insistir em dous ou três pontos quando falêmos das artes máxicas. Tratarom, ante tudo, os bispos de separar claramente o pobo cristán do xentío para evitar novas apostasías, caídas escandalosas e simuladas conversóns. Non estaba bastante apagado o fogo das perseguiçóns, para que puidéra xulgar-se inútil unha disciplina severa, que fortificá.se contra os perigos. Para condenar os apóstatas, escrebeu-se o canon numero um, que excluía da comunhón, inclúso na hora da morte, ao cristán adulto que se achegue aos templos pagáns e idolátre. Igual pena se impón aos “flámines” ou sacerdotes xentís que, depois de ter recebído o bautismo, tornen a sacrificar, ou se manchem com homicídio e fornicaçón; mas aos que non sacrifiquem com obras de carne nem de sangre, senón que se limitem a oferecer dons, outorga-se o perdón final, feita a debída penitência.
É preciso ir além da liberdade natural – como Rawls chama à mera igualdade formal de oportunidades em combinaçón com o princípio de eficiência – através da igualdade equitativa de oportunidades que, combinada com o princípio de eficiência, dá lugar à igualdade liberal. A ideia aqui é que os cargos ou posiçóns devam ser acessíbeis non só num sentido formal, mas favorecendo que todos tenham oportunidades equitativas de os obter. O obxectivo da igualdade equitativa de oportunidades é eliminar as barreiras sociais na competiçón polos cargos e polas posiçóns relevantes. Nas palabras do próprio Rawls, trata-se de que “em todos os sectores da sociedade deviam existir, em termos xerais, as mesmas perspectivas de cultura e de sucesso para todos os que estexam igualmente motivados e dotados. As expectativas daqueles com as mesmas capacidades e aspiraçóns non deviam ser afectadas pola classe social à qual pertençam”. As duas medidas políticas que respondem melhor a este desexo som a igualdade de oportunidades educativas, ou sexa, a garantia de unha educaçón de qualidade para todos os que non a receberiam por iniciativa privada das suas famílias, por razóns económicas ou de outra índole, e a eliminaçón das acumulaçóns excessivas de propriedades e de riqueza, entendendo-se que unha grande desigualdade económica torna inúteis os esforços da igualdade equitativa de oportunidades, incluindo a sua aplicaçón na educaçón.
O relativismo pode caracterizar-se, de um modo xeral, como unha concepçón que afirma que o valor de um xuízo qualquer depende do ponto de vista de quem mantém esse xuízo, e que, portanto, non há verdades absoluctas. Alguns versos populares expressam bem esta posiçón: “Neste mundo traidor, nada é verdade nem é mentira; tudo é da cor do cristal com que se mira”. O primeiro relativista de que se tem notícia foi o filósofo grego Protágoras (século V a. C.), que expôs o seu princípio fundamental com as palabras “O home é a medida de todas as cousas, das que som enquanto som e das que non som enquanto non som”. É costume interpretar-se este princípio como significando que cada ser humano, segundo as suas circunstâncias e o seu ponto de vista, aplicará a sua própria “medida”, ou sexa, o seu próprio critério para decidir o que há e o que non há, o que é de unha maneira ou de outra. Há diversas formas ou versóns do relativismo. Algunhas som inóquas, polo menos para os critérios actuais. É o caso dos xuízos estécticos: parece evidente que dependem da tradiçón cultural e do gosto de cada um; um rostro que parecia belo aos antigos maias pode parecer-nos repugnante a nós, se o Xoán gosta mais dos quadros de Rembrandt que dos de Van Gogh, e o Pedro o contrário, non fai muito sentido que se ponham a discutir qual foi o melhor pintor. Nem o relativismo gastronómico deberia ser matéria de discussón: há quem goste mais de esparguete que de omelete e outros o contrário – qual é o problema? No entanto, há outros âmbitos em que o relativismo parece muito mais problemático, polo menos para a maioria das pessoas. Um deles seria o âmbito dos valores morais. Estaremos realmente dispostos a aceitar que a validade ou non validade do xuízo “É bom discriminar as mulheres” depende do ponto de vista de cada um? Que cada um decida o que está ou non de acordo com as suas convicçóns, e acabou-se a discussón? Outra versón problemática do relativismo é precisamente a epistemolóxica. Esta afirma que o que é conhecimento xenuíno dependerá do ponto de vista de cada um, ou da comunidade a que pertence, e que non há nenhuma instância superior que possa questionar a alguém a pretensón de conhecimento. Suponhamos, por exemplo, que o Xoán é um fundamentalista cristán, que está convencido da verdade literal de tudo o que se afirma na Bíblia. Se nos diz que sabe que a Terra foi criada há pouco mais de 6.400 anos, porque isto se deduz do que está escrito na Bíblia, entón nós, apesar de termos outra opinión, debemos limitar-nos a tomar nota da afirmaçón do Xoán e non tentar convencê-lo de outra cousa. A proposiçón “A Terra só existe há 6.400 anos” é verdadeira (porque é afirmada polo Xoán), e o mesmo se pode dizer da proposiçón “A Terra existe há milhares de milhóns de anos” (porque é afirmada pos nós). E non há mais discussón. Isto é relativismo epistemolóxico. Non há unha verdade universal, independente do suxeito. No entanto, debería ficar claro que esta posiçón conduz, em última instância, à dissoluçón das noçóns de verdade e conhecimento. É precisamente o que muitos críticos de Kuhn lhe apontam.
Polo tanto, as leis da “teoría M” permitem diferentes universos com leis aparentes diferentes, segundo como está curvado o espaço interno. A “teoría M” tem soluçóns que permitem muitos tipos de espaços internos, talvés unha imensidóm de universos, cada um com as suas próprias leis. Para termos unha ideia do que representa esse número pensemos o seguinte: se alguém pudéra analisar as leis predíctas para tais universos em tán só um milisegundo por universo e houbera começado a trabalhar no instânte do “Big Bang”, no momento presente só podería ter analisado as leis de 20 de 500 universos, e isso sem pausas para o café. Fai séculos, Newton demonstrou que equaçóns matemáticas podiam proporcionar unha descripçón asombrosamente precisa da maneira como interaccionam os obxectos tanto na terra como nos céus. Os científicos passarom a acreditar que o futuro de todo o universo podería ser contemplado com tán só conhecer a teoría adequada e tivéramos suficiente poder de cálculo. Depois chegou a incertidume quântica, o espaço curvado, os quarks, as dimensóns adicionais, e o resultado das diversas contribuiçóns foi inmensos universos, cada um com leis diferêntes e só um dos quais corresponde ao universo tal como o conhecemos. Pode que debamos abandonar a esperança orixinal dos físicos de descubrir unha só teoría que explique as leis aparentes do nosso universo como única consequência possíbel de unhas poucas hipóteses sinxélas. ¿A onde nos leva tudo isto? Se a teoría M permite enormes conxuntos de leis aparentes, ¿como é que nos atopamos em esse universo, com as leis aparentes que conhecemos? E ¿que acontece com os outros possíbeis universos?
A Induçón, como método científico xenuíno que amplia os nossos conhecimentos sobre o mundo, recebeu um primeiro golpe de David Hume a meados do século XVIII. Segundo ele, o raciocínio inductivo, apesar de o aplicarmos em todo momento na nossa vida quotidiana, resulta de um mero hábito, psicoloxicamente compreensíbel, mas racionalmente inxustificado. Acontece apenas que nós, os seres humanos, estamos mentalmente constituídos de tal forma que esperamos que as nossas experiências futuras sexam iguais ou semelhantes às experiências passadas. Non há, contudo,nenhuma xustificaçón racional para tais expectativas, e a qualquer momento podemos ter unha surpresa ingrata. O “quid” do assunto foi exposto dous séculos mais tarde por Bertrand Russell com unha parábola xocosa sobre a razón de a induçón non ser boa conselheira: na granxa, o pito está habituado a que todas as manháns o agricultor o venha alimentar, e daí infere que na manhám seguinte isso continuará a ser assim. Até ao dia em que o agricultor chega e, em vez de lhe dar de comer, para grande surpresa da ave, lhe retorce o pescoço. Confiar na “induçón” pode ter funéstas consequências… Embora Popper non concorde com todos os aspectos da posiçón filosófica de Hume (em especial, com o seu empirismo radical), sente por ele unha grande admiraçón; considera que Hume resolveu de unha vez por todas o “problema da induçón”, e que o resolveu de forma negativa: o raciocínio inductivo non é racionalmente xustificábel, e todas as tentativas posteriores a Hume para fundamentar, de algunha forma, algum tipo de método inductivo (tentativas que prosseguiam xá bem avançado o século XX) están inexorabelmente condenadas ao fracasso.
BUXÓ, José Pascual (Sant Feliu de Guíxols, 1931). Poeta e semiótico hispâno transterrado a México a raíz da guerra civil espanhola. Foi professor da Universidad Nacional Autónoma de México e director do Seminario de Poética y Semiología da mesma universidade. Doutorou-se na de Urbino. Itália. Dirixíu a revista “Acta Poética”. Poesía: “Tiempo de soledad” (México, 1954), “Elegías” (México, 1955), “Memoria y deseo” (Maracaibo, 1963), libro no qual recolhe os poemas anteriores; “Boca del solitario” (Maracaibo, 1964), “Materia de la muerte” (México, 1966) e “Lugar del tiempo” (México, 1974). Dos seus estudos literarios destacam “Muerte y desengaño en la poesía novohispana, siglos XVI y XVII” (México, 1975), “Ungaretti y Góngora. Ensayo de literatura comparada” (México, 1978), “Introducción a la poética de Roman Jakobson” (México, 1978) e “César Vallejo: crítica y contracrítica” (México, 1982). Se como crítico Buxó prefere servir-se das tendências mais modernas, na sua poesía, em câmbio, prevalece a influênça da poesía tradicional espanhola. Os poemas de “Materia de la muerte” inscrébem-se sem dúvida na tradiçón da melhor poesía espanhola de tipo elexíaco.
BUSTINZA, Evaristo “kirikiño” (Mañaria, Vizcaya, 1866-1929). Escritor vasco. Foi professor de ciências físico-matemáticas. Colaborou com Azkue na preparaçón do seu magno diccionário. Publicou numerosos contos e narraçóns breves em revistas, que logo recopilou em dous volúmes com o título de “Abarrak” (Raminhas); caracterizam-se polo seu pintoresquísmo e humor, e a lenguáxe popular.
BUSTILLO ORO, Juan (México, 1904-1982). Autor e cineasta de profisón adbogado. Bustillo Oro estaba convencido da necessidade da revoluçón em México, mas as suas obras teatrais reflexam mais bem unha visón pessimista sobre os logros alcanzados. Colaborou com Mauricio Magdaleno no grupo de teatro “Ahora”. As suas melhores obras tratam os problemas do campo, da corrupçón xudicial e da dificuldade para que o home humilde poida enfrentar-se à nossa sociedade moderna. “Masas: reportaje dramático en tres tiempos y un final” descrebe o asasinato de um home íntegro cuxo cuñado passou a ser o títere do xeneral que goberna tras bambalinas. “Los que vuelven” é unha amarga visón do problema dos braseros, trabalhadores mexicanos que emigran a Estados Unidos em busca de unha melhóra económica. “Justicia S. A”. mostra a venalidade de um xuíz, “Santos Gálvez”, que trabalha para o cacique do poboado e que condena à morte a um home a sabendas de que é inocente, para compracer o cacique. Escrebeu muitos outros dramas, incluíndo um que depois se convertirá num excelente filme, “Tiburón”, onde descrebe a vida infrahumana dos pescadores mexicanos. A sua melhor obra é “San Miguel de las Espinas” (publicada em “Teatro mexicano del siglo XX”), situada no norte de México, na qual xeraçón trás xeraçón lutam por unha presa sem que ninguém a utilice, sem que haxa o mais mínimo desexo de arranxar o problema ou tratar de compreender ao outro.
BUSTAMANTE, José Rafael (Quito, 1881-1961). Narrador costumbrista e ensaísta equatoriano. A sua única novela foi publicada por entregas em “Letras” (1915) e só até 1935 como libro, baixo o título de “Para matar el gusano”. É um fino retrato do conflícto social que se estabelece entre o pobre mas honrado Roberto e o rico e pedante Jorge, que se converte em dipsómano depois de um fracaso amoroso. Escrita num estilo sinxélo e directo, a novela oferece unha bela descripçón da paisaxe equatoriana. Escrebeu também um libro de ensaios, ” Consideraciones sobre la libertad” (1938).
BURGOS, Francisco Javier de (Motril, Granada, 1778-1849). Poeta neoclássico, autor teatral e traductor de Horacio, das “Geórgicas” de Virgilio e de “De rerum natura” de Lucrecio. Ingressou no seminário, mas nunca chegou a ordenar-se sacerdote. Foi advogado. Durante a invasón francesa foi nomeado subperfeito de Almería e em 1812 emigrou para París. A partir de 1822 foi director de “El Imparcial” e foi elexido membro da Real Academia Española em 1827. A sua poesía, de corte neoclássico, foi reunida em BAE (1875). Os seus melhores poemas som “La primavera”, “El porvenir” e “A la constancia”. Das suas obras teatrais a melhor é “El baile de máscaras” (1832).
BURGOS, Fausto (Tucumán, 1885-1951). Contista e româncista arxentino cuxo impulso criador foi parado a causa da sua profissón de xornalista. As suas melhores novelas som parcialmente autobiográficas: “Los regionales” (1939), influída por Pereda, e “Aire de mar” (1943).