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POETAS DA TERRA (ALFONSO PEXEGUEIRO GONZÁLEZ)

Nasceu na aldeia de Angoares, no bairro do Cabalón, o 19 de Abril de 1948, no seio dunha família de populares. Os seus primeiros quinze anos, discorrem nas rivas do rio Tea, baixo severas condiçóns de vida, tanto no que diz respeito às necessidades económicas, como no indixente ambiente sociocultural, fruto do ríxido control exercido na vila polas forças políticas. Estas condicionantes conformam a dependência das clases populares, especialmente o campesinado, conformará o nó desse território poético que é Seraogna: “Seraogna,/ brazos de nulher mouca / que abrancas / terras de silencio”. Este mesmo território orixinário aínda o habería de recuperar o autor em obras posteriores, se bem baixo claves míticas menos referênciais, como a infância, a mulher, o rio ou as ilhas. Até aos dous anos, viveu na casa dos avôs maternos, labregos âmbos, passando logo a viver com os seus páis (Alfonso, de profissón zapateiro e Herminia, empregada dunha alfaiataría) para o bairro da Castinheira, adxunto ao casco hurbano de Pontareas. Alí passou toda a infância, segundo as suas palabras “xogando na rúa e percorrendo os caminhos e as veigas de Angoares e dos seus arredores”. Vencelhados coas suas vivências, habería que reconhecer muitos dos motivos e símbolos da obra de Pexegueiro, desde os animais como as curuxas, que aninhabam num coberto da casa dos avôs e que, presentes em “Seraogna”, cobram unha importância connoctativa maior em “Desatinos dun maldito”, até aos productos do campo, tais como o pán de milho e o de centeio, que a família cozía e vendía nas feiras. Ós quatro anos começa os estudos no Coléxio das Teresianas, para passar cinco anos depois ó Coléxio Santiago Apóstol, âmbos os dous pontareáns e privados. E, seríam as aulas, tinxídas na lembrança, de fortes dosses de negatividade. O único lugar no qual entra em contácto coa cultura escrípta, o que espelha a pobreza do entorno a esse respeito. Mas também a falta de qualquer outra perspectiva, que non sexam os vencelhos subordinados urdídos polos poderes fácticos, fronte aos quais, non habería de permanecer neutral.

SERAOGNA I

Ninguén pode ollar a cidade do Ceo, do Sol…

¿Quen se atreveu a dicir que a farna leva mensaxe de eternidade?

¿Quen te enganou con viño na hora de amar?

Herba, fillo da gavela e do arado,

¡como che mentiron ano tras ano!

Déronche imaxes, máis carros de silencio e sorrisos de nenas brancas.

Déronche o marelo polo verde

E fóronche cantando con viola dunha corda o Réquiem e a Eternidade

(Brancas naves de cristal nos teus eidos) ¡falso! ¡falso!

Enganáronte; ó preguntar polo pan déronche refugallos de anxo

Enganáronte cando descalzo ías á procura das túas zocas…

Enganáronte xa ó nacer, lúa vella, sempre nova, eterna,

a túa eternidade está nos teus brazos, no teu cerebro

que tronzaron con rorrós de igrexa e mantelas falsas

Non che pregunto pola túa vida

porque xa sei que vives no máis fondo da noite

Non che pregunto polos teus fillos

porque xa sei que loitas, esperto o día,

por arrincalos da neve sucia

e facer que os seus soños sexan carne ceibe

nesta terra de tempo que nos rouban os traficantes do trabalho…

Non chores, mulher de suco; eu sei que dos teus ollos abrota o bronce

que haberá de forxar, co lume dos homes,

ese Himno á Liberdade e ó Traballo.

Muller de fábula, raiola, irmá do trono, achégome ó teu camiño

e bebo das túas mans

o sangue que me ergue e me fai redemuiña de loita.

¡Enruga e cárcere, polo bronce do teu pranto!

ALFONSO PEXEGUEIRO GONZÁLEZ

MONTAIGNE (CHEGADA A ROMA)

A 20 de Março do mesmo ano (1581), na noite seguinte ao Domingo de Ramos, Sisto Fabri, mestre do Sacro Palazzo (a Congregatio pro indice librorum prohibitorum), entrega-lhe, xuntamente com unha censura verbal, a cópia dos Ensaios aprehendida com outros libros no dia da sua chegada a Roma. Depois de três meses e vinte dias de inspeçón, os Ensaios eram “castigados segundo a opinión dos doutores monxes”. Montaigne ficou muito surprehendido por aquela inesperada aprehensón e, sobretudo, polo escrúpulo frenético com que todas as caixas da sua bagaxem tinham sido inspecionadas. A descripçón de Roma, sepulcral e enterrada sobre si mesma, no entanto, parece fazer alusón a outra cousa diferente e estender-se à dimensón político-relixiosa da cidade, até acariciar aquele conceito de “fortuna” que os censores tinham criticado tanto. Montaigne insiste na inoportunidade daquela confusón e agradece à sorte, porque non lhe encontrarom nenhum libro prohibido, tendo em conta a sua curiosidade e a sua passaxem pola Alemanha. No “Diário de Viaxem” dá conta daquela “Roma bastarda” em que se colavam os edifícios “às ruínas antigas”, recordando, ao mesmo tempo, os ninhos “que pardais e gralhas ván suspendendo em França nas abóbadas e nas igrexas demolidas polos huguenotes”, As reflexóns sobre a capital constituem a sua resposta “a quem comparava a liberdade de Roma com a de Veneza”. O bordalês continua a considerar a cidade lagunar como o “estado da liberdade” face à corrupçón dos tempos modernos e da moderna Roma. As restantes observaçóns non eram menos incisivas: na cidade/sepulcro, casas pouco seguras e non protexidas face aos ladróns (aconselhava-se a quem levasse consideráveis somas de dinheiro que deixasse a carteira sob a custódia de banqueiros da cidade) e, à noite, pouca segurança pessoal. Montaigne aponta um aspecto ulterior, que avalia ainda com maior severidade, no episódio referente ao (superior) xeral dos (frades) Menores, que, xustamente a um de Dezembro, tinha sido destituído do seu cargo e encerrado na prisón, devido a um sermón no qual, perante o papa e os cardeais, tinha atacado o ócio e o luxo dos prelados da Igrexa; tinha-o feito de um modo “xenérico”, sem entrar em detalhes, apenas recorrendo, com um tom algo áspero, aos habituais lugares comuns sobre o tema. Mas isso tinha sido suficiente para dar a entender que a Roma papal, com violência, estava disposta a censurar também os membros do próprio corpo “doente” no momento em que estigmatizassem a gangrena curial do ócio e do luxo, para poder libertar-se. Doença e cura ao contrário.

NICOLA PANICHI

PASSEIOS PARA UNHA TARDE DE SÁBADO (AMARANTE)

Graças aos alcaides democráticos modernos, e às suas arquitecturas do analfabetismo, a beleza de Amarante está muito limitada ao centro histórico da cidade.

A sua dívida para com Felipe II é grande. Resulta um lugar cheio de romântismo, que tem que ser admirada desde certos ângulos determinados, mas sempre por perto da ponte.

Só com unha parsimónia, lenta, silênciosa, de demorado fluir, se pode disfrutar o concentrado encanto deste lugar.

Um certo abandono morno, quase um “Nirwana” de carácter literário, paira sobre estes lugares fermosos.

A “Confeitaria da Ponte”. é gastronómicamente falando, um dos encantos da cidade.

Comer no “Zé da Calçada”, é unha longa tradiçón nacional. O estabelecimento é bom, mas necessita unha intervençón guiáda por organismos competentes nesta matéria.

Primeiro, unha respeitosa intervençón arquitectónica do edifício, sobre tudo na marquíse sobre o rio Tâmega.

Segundo, as instalaçóns sanitárias, non estám à altura da categoría que deberia ter o estabelecimento.

A “Crême de Camarao”, foi o prato mais perfeito, e o seu sabor característico é excelente.

O “Bacalhau à Zé da Calçada”, estava bem feito, ainda que a matéria prima talvez non fosse a melhor do mercado.

O “Tornedó de Vitela”, non era muito bom, a carne era dura e difícil de mastigar. Eu, pessoalmente, non gosto de comer carne nos restaurantes portuguêses, pois, desconfio que poida ser carne brasileira, e que non cumpra as normas alimentárias europeias.

A sobremesa estava deliciosa, era um “Abáde de Príscos” camuflado de “Pudim-Caseiro”.

Pedimos às auroridades turísticas portuguêsas, que non deixem o património nas máns de empresários modernos, e salvem o “Zé da Calçada”, e também este magnífico café, para que fiquem polo menos à altura da “Confeitaria da Ponte”.

Com eses três estabelecimentos em boas condiçóns, quase estaría solucionada a situaçón turísticas da cidade. Sempre pensando que o accéso dos populares sexa viábel a estes luxos.

Amarante pouco mais necessitaría, para satisfazer os seus amântes.

E, Felipe II, deitado na sua tumba, esboçaría um leve e impercéptíbel sorriso de satisfaçón.

LÉRIA CULTURAL

LOCKE (OLIVER CROMWELL)

A guerra trouxe tempos duros para os ingleses até que, após sete anos de hostilidades, cessou o derramamento de sangue. O responsável máximo polo triunfo dos parlamentaristas sobre os realistas foi Oliver Cromwell, um apaixonado deputado puritano, que se encarregou de organizar o lado antimonárquico durante a contenda. Vencido o rei, Cromwell ainda tivo de tentar resolver outro confronto, desta vez no seio dos próprios vencedores, pois as distintas façóns reclamabam a sua porçón de poder. Se habia algunha cousa em que Cromwell se destacaba era na xestón de conflictos; militar implacábel e astuto, foi unha das figuras-chave da história inglesa. Com a decapitaçón de Carlos I, em 1649, inicia-se o seu mandato e instaura-se a República Inglesa (Commonwealth). O governo de Cromwell inaugurou unha época de puritanismo extremo que levou ao encerramento non só de bordéis e casas de xogo, como de teatros e tabernas. Acabou por prohibir mesmo o natal, visto que tudo quanto tivesse um certo ar católico ou festivo, era visto com desconfiança. O terror e a disciplina puritana manietarom e submeterom a alegria inglesa. No entanto, ninguém desafiava Cromwell, e os que ousavam experimentar fracassavam. Carlos II, filho do anterior monarca, tentou-o, introduzindo-se em Inglaterra a partir dos seus domínios escoceses, mas o exército inglês venceu os realistas, anexou o seu território e o rei tivo de se exilar. Em 1651, pola primeira vez, Inglaterra, Irlanda e Escócia partilhavam as mesmas leis. Talvez por Cromwell ter sido o artífice dessa grande república, a história inglesa o xulgue de forma bastante simpática e o apresente como um patriota que expandiu os territórios de influênça da naçón. Mas non podemos esquecer as atrocidades que cometeu para o conseguir. Precisamente unha das liçóns que encontramos em Locke é que o terror e a morte non se podem xustificar com o bem de um país.

OXFORD

ESCRITORES HISPÂNOS (CARLOS GERMÁN BELLI)

BELLI, Carlos Germán (1927). Poeta e xornalista peruano que trabalhou como empregado do goberno desde 1946 e foi professor da Universidad de San Marcos em Lima e em universidades estadounidenses. Publicou “Poemas” (1958), “¡Oh hada cibernética!” , “El pie sobre el cuello” (1964) e “Por el monte abajo” (1966). Mais tarde estes quatro libros forom editados reunidos em “El pie sobre el cuello” (Montevideo, 1967). Um dos seus últimos libros é “Sextinas y otros poemas” (1970), no que utiliza formas poéticas do século XVII num contexto burocrático e tecnolóxico actual. Mantém unha visón entre irónica e resignada do “progresso” e esta ironía surxe quando entrelaza a forma poética tradicional com imáxes contemporâneas e linguáxe surrealista. Publicou também “Elogio del bolo alimentício” (1979).

OXFORD

ESCRITORES HISPÂNOS (AUBREY-FITZ GERALD BELL)

BELL, Aubrey-Fitz Gerald (1881-1950). Hispanista britânico que viveu em Portugal e Canadá durante muitos anos. Os seus estudos sobre o Renascimento espanhol, levárom-no a soster teses polémicas, como por exemplo que o Renascimento se iniciou em Espanha no 1400 e durou três séculos. O seu libro de viáxes, “The magic of Spain” (1912), foi o resultado de anos de peregrináxe polos poboádos mais remotos da Espanha, especialmente em Castela. Outros títulos sobre Espanha e Portugal som: “Gil Vicente” (Oxford, 1921), “Portuguese bibliography” (1922) e a sua larga “Selective Bibliography of Portuguese Literature” (1932-1937), compilada por Melissa A. Cilley em “Hispania”, volûme 22 (1939), “Benito Arias Montano” (1922), “Spanish Galicia” (1922), “Studies in Portuguese Literature” (Oxford, 1922), “The Oxford book of Portuguese verse” (1925), “Luis de León: a study of the Spanish Renaissance” (Oxford, 1925), Contemporary Spanish Literature (Nova York, 1925 e 1933) e “Castilian Literature” (Oxford, 1938), no qual expón a sua teoría sobre o domínio do espíritu castelán na literatura hispâna.

OXFORD

ESCRITORES HISPÂNOS (LUIS DE BELMONTE Y BERMÚDEZ)

BELMONTE Y BERMÚDEZ, Luis de (Sevilla, 1587?-1650?). Autor teatral, poeta e biógrafo. Escrebeu a “Vida del padre maestro Ignacio de Loyola” (México, 1609) e poemas, dos quais somênte dous chegarom até nós, “La aurora de Cristo” (1616) e “La Hispálica”, editada por S. Montoto (Sevilla, 1921). A pesar das dificuldades da taréfa, unhas vinticinco obras de teatro podem ser-lhe atribuídas, algunhas escrítas em colaboraçón com outros autores, como “La renegada de Valladolid” (atribuida a Belmonte, Moreto e Martínez de Meneses), aparecida por primeira vez em “Primera parte de comedias escogidas” (1652). Outras obras suas som “El diablo predicador y mayor contrario amigo”, publicada por primeira vez em “Parte sexta de comedias de los mejores ingenios de España” (Zaragoza, 1653); “Darles con la entretenida”, aparecida na “Parte 31 de las mejores comedias” (Barcelona, 1638) e “El mejor tutor es Dios” em “Parte 28 de comedias nuevas” (1667).

OXFORD

ESCRITORES HISPÂNOS (JOAQUÍN BELEÑO)

BELEÑO, Joaquín (Panamá, 1921). Româncista. A sua amarga e em parte autobiográfica “Luna verde” (1950) procurou-lhe um grande reconhecimento a nível internacional, pola valente denûncia que fai da discriminaçón racial, a miséria e o esquecimento em que vive o seu país. Especialmente, na zona do canal. O seu românce “Gamboa road gang” (1960) está baseada nas experiências vividas polo panamenho León Greaves.

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ESCRITORES HISPÂNOS (JOAQUÍN BELDA)

BELDA, Joaquín (Madrid, 1880-1937). Româncista erótico e humorista. A maioría dos críticos despreçarom os valores das suas novelas, mas Cansinos Assens asinala que “com dedos unxídos de óleo báquico escrebeu o seu epitáfio burlesco”. Escrebeu “La suegra de Tarquino” (1909), “La Coquito” (1915); varios libros de contos e unha biografía, “Máiquez, actor, guerrillero y hombre de amor” e as novelas “Memorias de un suicida” e “Saldo de almas” (ambas de 1910), “La Piara y La farándula” (1911), “Alcibíades-Club” (1912), “El pícaro oficio” (1914), “Una mancha de sangre” (1915), “De aquellos polvos…” (1916), “Más chulo que un ocho”, “Las noches del Botánico” e “Las chicas de Terpsícore” (todas de 1917), “La diosa Razón” (1918), “El compadrito” (1920), “Carmina y su novio” (1921), “El faro de Biarritz” (1924), “Se ha perdido una cabeza” (1929) e “Me acuesto a las ocho” (1930).

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ESCRITORES HISPÂNOS (LÁZARO DE BEJARANO)

BEJARANO, Lázaro de (Sevilla, c. 1501- c. 1575). Poeta membro do círculo de Gutierre de Cetina, Bejarano foi à América em 1535 e está documentada a sua estância em Santo Domingo em 1541. Giuseppe Bellini em “La letteratura ispano-americana” (1970) atribuíu-lhe a introduçón na América dos metros italianos. Foi xulgado pola Inquisición em 1558 a causa das suas crueis sátiras contra o clero e as autoridades. Como exemplo podemos citar a que escrebeu contra Alonso de Maldonado, presidente da Côrte Suprema de Santo Domingo em 1552. No seu “Diálogo apologético” (hoxe perdido), defendia os dereitos dos indios na administraçón da xustiça tanto no burocrático como no social.

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ESCRITORES HISPÂNOS (JUAN FRANCISCO BEDREGAL)

BEDREGAL, Juan Francisco (La Paz, 1883- 1944). Poeta, contista e crítico boliviano. Franciscano, reitor da Universidade de San Andrés em La Paz. As suas sátiras eram amábeis e com elas pretendía correxir mais que ofender. Publicou somente dous libros, “La máscara de estuco” (1926) e “Figuras animadas”, que contêm o seu conto mais famoso: “Don Quijote en la ciudad de La Paz”. A sua prosa resulta extremadamente limpa e suave, em contraste com o que acostuma acontecer na literatura boliviana, que se caracteriza por ser amarga e acre. Os seus contos non som tais, senón “pseudocontos” no sentido que lhe dá Miguel Serrano na sua “Antología del verdadero cuento en Chile” (1938), xa que agrupam unha série de elementos fictícios, mas que non usan a fantasía.

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ESCRITORES HISPÂNOS (GUSTAVO ADOLFO BÉCQUER)

BÉCQUER, Gustavo Adolfo (Sevilla, 1836-1870). Um dos maiores poetas do romântismo espanhol, quase solitário na sua luta contra os convencionalismos e a pedantería. O seu nome verdadeiro foi Gustavo Adolfo Domínguez Bastida. Horfán desde neno, estudou na “Escuela Naval de San Telmo”, até que foi pechada em 1850. Depois converteu-se em aprendís do pintor Antonio Cabral. Impulsivamente marchou para Madrid em 1854, com o sonho de convertir-se nunha figura literária, mas forzado pola realidade económica tivo de escreber libretos para zarzuelas, hoxe completamente esquecidos. Vivéu na pobreza, padecéu tuberculose. Trabalhou como censor de novelas, ocupaçón que desempenhou de 1864 a 1865 e de 1866 a 1868. Colaborou a miúdo no “El Contemporáneo” de José Luis Albareda. Algunhas das suas “Rimas” forom inspiradas pela lembrança de Julia Espín, filha de um professor do Conservatório de Sevilla, a quem tinha amado desde 1858. Non obstânte. Bécquer nunca se aproximou dela, consciente da barreira social e económica que os separaba. Em 1861 casou-se com Casta Esteban Navarro. O seu irmán, o pintor Valeriano Domínguez, contribuíu ao fracasso do matrimónio ao sentir ciúmes de Casta. Os irmáns colaboram xuntos em “La Ilustraçión de Madrid” (1870). Em 1863, Bécquer passou unha temporada em Novierca (Soria), mas a sua saúde empiorou despois de unha estância em Sevilla em 1864 estivo no mosteiro de Veruela, ao norte do país, onde escrebeu as famosas “Cartas desde mi celda” para “El Contemporáneo”. A maioría das “Rimas” forom compostas entre 1867 e 1868, mas o manuscrípto perdeu-se durante “La Gloriosa”. As ediçóns recolhen unicamente as rimas que el recordaba de memória. Em Septembro de 1870, morreu Valeriano. Bécquer, que se tinha separado da sua mulher a causa dos ciúmes de Valeriano, continuou escrebendo-se com ela durante esse lapso e, quando o seu irmán morreu, voltou a viver com ela; permanecendo xuntos até à morte do poeta. O único libro que publicou em vida foi “História de los templos de España” (1857, vol. I), em colaboraçón com Juan de la Puerta. Despois da sua morte um grupo de amigos financiou a publicaçón das suas “Obras” (1871, 2 vols.) e donarom os lucros à sua viúva e filhos. A segunda ediçón contêm o mesmo número de “Rimas” (79), mas a terceira, de 1889, enriqueceu-se com as “Cartas a una mujer”. A fama de Bécquer non só non disminuíu ao longo do tempo, senón que se incrementou, apesar de que utiliza com frequência um tôm confessional e que non som asequíbeis os seus versos à maioría dos leitores. Os seus temas som o amor e a esperança, a miséria e a solidón, a desesperança que vem como consequência, e a busca constânte do mistério da vida humana, da arte e da poesía. A sua obra acusa a influênça do xá esquecido F. Rodríguez Zapata, e também a de Byron e Heine, aos quais conhecía. As suas rimas som a miúdo mecânicas; dixo-se que o melhor da sua obra foi a sua prosa, especialmente as sua “Leyendas”. “Los ojos verdes” está tomada de um tema de Hoffmann; “Es raro” pertence ao xénero costumbrista. Tal vez a impressón de ensonhaçóns e mistério dos escrítos de Bécquer, xunto com a sua falta de rectórica e a sua forma coloquial de expressar-se, sexam as razóns do seu êxito.

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PASSEIOS PARA UNHA TARDE DE SÁBADO (MONZÓN-ARBO-MELGAÇO)

Este é um passeio bastante acessíbel, pode-se fazer tranquilamente, sem grandes sobresaltos, e gastronomicamente resulta de elevada alcurnia. Pois, se falamos de sável, lampreia e vinhos albarinhos, xá podemos albergar unha ideia da magnitude do lugar.

Ainda que o casco urbano de Arbo é muito limitado, é a capital galega da lampreia, e também unha das do bom vinho.

O caldo com grelos, estaba muito bom e até tinha um lixeiro sabor a unto.

A lampreia, apesar de estar um pouco dura, a carne abría-se bastante bem, non estaba elástica.

Depois de comer como uns padres, fomos passear até Melgaço, unha fermosa vila do Alto Minho, que conserva unha beleza e unha história fora do comúm.

Aquí, foi onde a virxem Inés Negra, desatou à bofetada nunha pobre moça castelán e logrou vençer o torneio medieval.

Resulta unha viaxe tranquila, saudábel e cheia de gratificaçóns.

LÉRIA CULTURAL

ESCRITORES HISPÂNOS (CIRO BAYO Y SEGUROLA)

BAYO Y SEGUROLA, Ciro (Madrid, 1859-1939). Escritor de viáxes e novelista. Aos deçaseis anos, Bayo, carlista, xá era preso político na ilha de Menorca. De alí passou para Cuba e logo regressou a Espanha para estudar dereito, mas fracassou, xá que a sua incansábel actividade o levava por toda Europa e América Hispana. Trabalhou como mêstre na Arxentina, Bolivia e outros países. Na cidade de Sucre fundou “El Fígaro”. As suas obras mais conhecidas som: “El peregrino entretenido: viaje romancesco” (1910) e “Lazarillo español: guía de vagos en tierras de España por un peregrino industrioso” (1911), publicada o mesmo ano que o seu “Vocabulario criollo: español suramericano”. Da sua abundante producçón, os títulos mais importântes som: “El peregrino en Indias: en el corazón de América del Sur” (1912), “Bolívar y sus tenientes” e “La Colombiada” (ambos de 1912), “Romancerillo del Plata” e “Orfeo en el infierno” (1913) e “Por la América desconocida” (1920, quatro volûmes).

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ESCRITORES HISPÂNOS (FRANCISCO BAUZÁ)

BAUZÁ, Francisco (Montevideo, 1849-1899). Crítico e historiador uruguayo. Foi também diplomático e político e apoiou num princípio a dictadura de Santos. Bauzá abandonou a dictadura, quando esta iniciou unha perseguiçón relixiosa. Depois do fracasso das suas inmaduras “Poesías” (1869), entregou-se ao estudo da história e escrebeu unha excelente “Historia de la dominación española en el Uruguay” (1882). Som trabalhos menores “Estudios literarios” (1885) e “Estudios constitucionales” (1887).

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