Este debe ser un dos pratos máis coñecidos da gastronomía galega, aínda que non exclusivamente. É raro rapaz pasado, presente e futuro a quen non lle encanten os ovos fritidos.
INGREDIENTES:
Ovos, azeite e sal.
RECEITA:
O truco deste sinxelo prato consiste en poñer ó lume unha tixola con abundante azeite. Cando estea moi quente, hai que depositar os ovos e un chisco de sal, botándolle constantemente ese mesmo azeite porriba da clara cunha escumadeira: a clara debe quedar crocante, pero a xema líquida, xa que a gracia está en mollar pan na xema no momento de comelos.
GALICIA PARA COMELA (VOLUME I) -GALICIA PARA SOÑAR (HÉRCULES DE EDICIONES S. A.)
Em data discutíbel, mas provavelmente a meio caminho entre o final da última era e o primeiro século da nossa, Arístocles de Messina (pensador classificado como peripatético, mas em todo o caso defensor de Aristóteles contra os cépticos) escreveu unha espécie de história do pensamento em dez libros, agrupados baixo o título “Sobre a Sabedoria (De Philosophia), coincidente com o nome de unha obra perdida de Aristóteles, da qual teria efectuado unha espécie de síntese. O trabalho de Arístocles também se perdeu, mas restam ecos do que lá se trataba, em textos de autores posteriores, mais concretamente o teólogo, físico, matemático, gramático e astronomo Xoán Filópono (também chamado Filópono, simplesmente) que viveu em Alexandria no século VI. O texto encontra-se num comentário seu sobre os trabalhos matemáticos do neopitagórico Nicómaco de Gerasa (autor, no início da nossa era, de unha “Introduçón à Aritmética” que foi referência durante séculos) e narra os acontecimentos da humanidade a partir de um dilúvio mítico. Depois de apresentar as etapas da evoluçón da cultura humana análogas “grosso modo” às que acabei de expor, Filópono faz referência a unha posterior que constituiria, por assim dizer, o saber arquitetónico. O texto de Filópono resulta obviamente obscuro: tanto no que diz respeito a quem encarnaria este conhecimento, como ao próprio obxecto de conhecimento; trata-se de unha inspeçón do que de mais habería entre os seus traços: a imutabilidade. Pode pensar-se no “Primeiro Motor Imóvel” de Aristóteles e, inclusive, dado que Filópono era criacionista, no Deus bíblico. Mas há na atmosfera desse texto unha cousa indiscutíbel: qualquer que sexa o conteúdo da filosofia, a meditaçón pola razón e as suas escalonadas etapas constituem unha esixência absolucta. A filosofia é unha disciplina final, unha prova de que a razón humana percorreu as etapas que ván desde forxar o necessário à subsistência até ao conhecimento desinteressado pola natureza, desde a técnica elemental até à física teórica, poder-se-ia dizer. Segundo os textos acima citados do início da “Metafísica de Aristóteles”, muito úteis para a compreensón do que trata o de Filópono, na última etapa o saber descobre que, na verdade, non está debruçado sobre nada alheio, que o saber aspira apenas a si mesmo.
A fotografía data dunha época desaparecida fai muito tempo; unha rapariga com o uniforme castanho pechado no pescoço, o cabelo escuro recolhido cara atrás; o rostro ovalado e suave, de lábios carnosos, nariz grande e sobrancelhas arqueadas. ¿É esta unha das mulheres mais importantes da história europeia? ¿A mais importante do nosso século, ao menos? ¿Quém foi esta rapariga? Trata-se de Rozalia Luksenburg, unha teórica na tradiçón de Karl Marx, e como política e revolucionária, do mesmo calado que Lenin e Trotski; Esta fotografía foi tomada quando tinha dezasete anos, e estudaba num instituto de Varsovia. A cara serena non é particularmente bonita, mas, irradia intelixência, orgulho e um certo rigor. No reverso da fotografía, Rozalia escrebe a unha amiga: “O meu ideal é unha ordem social, na qual me sexa dado amar a todo o mundo. Esforzándome neste ideal, talvés um dia sexa capaz de odiar”. Resulta unha confissón algo insólita nessa época e nessas circunstâncias: trás acabar a secundária, no vrán de 1887, quando as companheiras de clásse tomam cada unha o seu rumo e intercambiam fotografías e lembrânças, com as dedicatórias emotivas que se levavam naquel tempo. Logo se casaríam, serían esposas de funcionários, homes de negócios ou académicos, depois náis e finalmente matronas. Rozalia, non. Ela buscou e lanzou-se a unha vida completamente diferente. A dedicatória da fotografía mostra como se aferraba a um grande sonho; de unha vida diferente e melhor. Mas, xá sabia que para o fazer realidade, non bastabam as boas intençóns. Tinha a perfeita consciência de quem e qué se opunha às suas ideias, contra quem e contra que había que lutar. Essa imáxe precoz do enemigo, tinha surxido com a leitura de um librinho ilegal e prohibido que circulaba entre os alumnos e estudantes de Varsovia, o “Manifesto comunista” de Karl Marx e Friedrich Engels. Numerosas eram as xeraçóns de xóvens sonhadores, idealistas e buscadores que tinham sucumbido ao encanto de unha sociedade futura, “na qual o libre desarrolho do indivíduo sexa a condiçón para o libre desarrolho de todos”. Mas, para unha mulher de dezasete anos, aquela visón converteu-se no seu programa de vida. Se um se deixa levar polo estilo conmovedor do manifesto, se se pensa que foi o primeiro análise comprehenssíbel da sociedade burguesa para um vasto público, o primeiro que ademais esboçaba a utopía de como superar dita sociedade, e se temos em conta quais eram as condiçóns em que eram lídos esses textos durante e século XIX em unha Polonia submetida à ocupaçón rusa, poderá entender-se entón a suxestiva fascinaçón que se desprendía de aquel librinho, o entusiasmo e a entrega com que se había estudado e aprehendido de memória, até que o seguinte leitor o recebera em segredo. Certamente, Karl Marx non era um bem cultural da família Luksenburg. Non obstânte, pode dar-se por feito que Rozalia conhecia a primeira edicçón polaca do “Manifesto comunista”.
A primeira questón que debemos ter em conta para evitar possíbeis enganos é que “condiçón humana”, non é o mesmo que “natureza humana”. O seu obxectivo non é em caso algum desenvolver unha teoria sobre a “natureza humana”, xá que para ela toda a tentativa deste tipo conduz a unha naturalizaçón da política ou a unha teoloxia: A política tem pouco a ver com a “natureza humana”, sobre a qual non se podem fazer afirmaçóns válidas (…) e tem muito a ver com a “condiçón humana”, isto é, com o facto de non importar como ou o que debe ser a “natureza humana”, mas, sim, que muitos homes vivam xuntos e habitem a Terra. Sem a pluralidade humana non haberá política, e essa pluralidade non é unha qualidade da sua “natureza”, mas a autêntica quinta-essência da sua condiçón terrena. Essas condiçóns da própria existência humana som a vida, a natalidade, a mortalidade, a mundanidade, a pluralidade e a Terra. Todas elas som condiçóns dadas à espécie humana como próprias da nossa existência, que nos condicionam, e permanecem relativamente constantes, embora algunhas, como a mundanidade, também possam, em parte, ser criadas –ou destruídas– polos indivíduos. Com elas, o que Arendt destaca é que os seres humanos som seres condicionados e, portanto, todas as actividades que desenvolvem, sexa a labor, a acçón, o trabalho ou o pensamento, dependeram da existência dessas condicionantes, e sem elas as diferentes actividades non fariam sentido tal como as conhecemos. Estas condicionantes permitem-nos responder à pergunta “¿o que somos?”, aparecendo como seres plurais, que nascem e morrem, reúnem-se e vivem com outros e partilham um mundo e um “habitat” comum, a Terra. Todas essas condiçóns se encontram, por sua vez, relacionadas com as diferentes actividades que fazem parte da “vida activa”. Esta expressón “vida activa”, desempenha um papel importante na sua teoria: por um lado, permite-lhe estabelecer una diferenciaçón entre “vida activa” e “vida contemplativa”, e, por outro, identificar onde se situa a política como actividade e em que condiçóns tem lugar. Para isso, pede emprestada a ideia da vida activa ao mundo clássico grego, à vida da “polis” grega, onde imperaba o ideal de vida dedicada à comunidade política, à participaçón nas questóns da “polis” e ao autogoverno. Perante este tipo de vida, identificada com a acçón dos cidadáns, desde a Idade Média vai ganhando terreno o ideal da “vida contemplativa”, representado xá non no cidadán, mas no filósofo afastado do mundo, e que mostra um desinteresse acentuado polo público. O obxecto de Arendt é, portanto, mostrar (e recuperar) esse significado orixinário da “vida activa”, e analisar as causas que fixérom este conceito mudar radicalmente, até perder o seu significado e o seu sentido. Desta forma, propôn-se recuperar a acçón política como unha ocupaçón especificamente humana, entendida como fim em si mesma e non como meio para outros fins. Em suma, recuperar a antiga dignidade da política.
Menos probábel parece que se construíram dólmens com o só propósito de habitá-los. Que os dólmens, xá despoxados da terra tivéram servido em certos momentos para vivendas é possíbel, e xá Nilsson tinha suspeitado referindo-se a alguns da Dinamarca: foi o único, e non, como querem alguns, tivessem servido de habitaçón primeiro e sepulcros mais tarde. A mesma referência da “Carta-puebla” de Lugo por Afonso V, é a proba. Ademais, non sempre a “Arca” dos documentos medievais é um dólmen: mas apresenta paridade de destino com estes, pois serve à sua hora para encerrar despoxos humanos; porém a “arca sculta in pedra”, e a verdadeira “arca”, som duas cousas farto diferentes. Poderíam os ladróns e homicidas e ainda os extranhados da sociedade por causa pública, guarecer-se baixo as pedras dos dolmens, o anacoreta e o leproso, que labrabam a própria tumba na rocha que se alzaba à beira do caminho, e nela dormía o sono diário, mentras non chegaba a hora de dormir o sono eterno, non abríam nas pedras mais que o mísero e estreito tugurio, igual aos que todavía pode ver o curioso em Portomouro (Santiago) pertencente ao século XIII, e outros mais que sería fácil assinalar. Négase por último, ainda que non tán rotundamente, que os “tumulos” com dólmen cuxa pedra superior aparece em mais de unha ocasión a flor de terra, tenham servido de “aras”. É opinión que se comparte com importantes arqueólogos, e na qual perseveramos. Estes monumentos fúnebres, unidos por lazos que eram caros ao home de entón, bem claramente se apresentam à nossa consideraçón, baixo um dobre aspecto de sepulcro e ara. Pois que! ¿acaso os nossos celtas desconheciam o culto dos antepassados? A história e a tradiçón afirmam que non. Pervivem através das idades as nossas velhas crênças e até mesmo os velhos ritos fúnebres que deles derivárom. Encontram-se viváces em pleno século VI, em que San Martinho Dumiense, os perségue, e os cánones conciliáres de Braga os condenan (Punitione Rusticorum). Podemos afirmar que as superstiçóns às que esses ritos se reférem, están adherídas ao chán da patria galega por raízes que brotarom há mais de vinticinco séculos.
Nos “Segundos Analíticos”, vai um pouco mais lonxe e dedica-se a um tipo concreto de “siloxismos”, que podemos denominar “siloxismos científicos” ou “demonstraçóns”, nos quais o conteúdo dos “enunciados” é relevante. A validade formal nas “demonstraçóns” é assumida à partida e, além disso, será esixido às “premissas” um conteúdo verdadeiro. Tal como afirma Aristóteles: “(…) de momento diremos que ter ciência é saber mediante demonstraçón. Chamo demonstraçón ao siloxismo científico; entendo como científico o siloxismo em virtude do qual, polo mero facto de possuí-lo, temos ciência.” Para Aristóteles, a ciência baseia-se na “demonstraçón”, ou sexa, naqueles “siloxismos” cuxas “premissas” som verdadeiras e, portanto, o consequente também o será. O problema radica em como podemos saber se as “premissas” som verdadeiras. Como xá se indicou, o “siloxismo” é um procedimento “deductivo”: parte-se de “verdades universais” ou “xeneralizaçóns” para obter “verdades particulares”. ¿Mas de que forma chegamos a conhecer o valor real das “premissas”? Proceder até ao infinito seguindo unha sucessón de “siloxismos” non é unha boa opçón para Aristóteles. Na realidade, o caminho adequado é o oposto ao que acabamos de descrever para o “processo deductivo”; neste caso, começar polo “particular” para chegar ao “universal”. Esta via abre duas portas a da “inducçón”, o processo de abstraçón a partir da experiência de múltiplos casos particulares, e a da “intuiçón”, que é, segundo Aristóteles, a que nos revela, entre outras cousas, o conhecimento de “primeiros princípios” — como o “da non contradiçón” — que non admitem nem precisam de “demonstraçón”; tal como afirma David Ross, “Aristóteles acerta ao non tentar fazer “demonstraçón” algunha do princípio.” Contudo, abrir estas portas supôn, de certo modo, deixar de pisar terra firme; o que é problemático para o nosso filósofo, pois implica admitir que, seguramente, non é possíbel um conhecimento que provenha apenas dos sentidos, mas que é necessário aceitar unha certa dose de conhecimento imediato, isto é, intuitivo. E este é um ponto que, aparentemente, Aristóteles non consegue resolver de forma satisfactória, ou polo menos isso é o que pensa G. Reale, porque “corrobora o princípio básico do platonismo; (que) o conhecimento discursivo pressupôn um conhecimento non discursivo, a possibilidade do conhecimento mediato pressupôn necessariamente um conhecimento imediato”. Apesar de non dispormos de nenhuma obra de Aristóteles dedicada explicitamente a elaborar unha teoria do conhecimento, sabemos em boa medida o que pensava a esse respeito, graças aos fragmentos encontrados. A epistemoloxia aristotélica é empirista, pois estabelece que o conhecimento procede dos dados recebidos polos sentidos, dados esses que só constituem um conhecimento sensitivo fugaz, também presente nos animais. Mas, no caso dos homes, é necessário que a memória e a imaxinaçón fixem esses dados em imáxes, para dar lugar às experiências; a partir delas, o entendimento poderá abstrair as formas e chegar assim ao conhecimento das substâncias particulares, para, finalmente, deduzir o universal. Aristóteles considera que, quando nascemos, a nossa mente é como unha “tabula rasa”, similar às tábuas de cera que se utilizavam na Antiguidade para gravar as letras e nas quais, no início, non há nada escrito. A perspectiva epistemolóxica de Aristóteles nega, portanto, a teoria platónica da reminiscência e a existência de qualquer tipo de ideias inatas, deixando como única fonte possíbel de conhecimento a aprendizaxem mediada polos sentidos e pola experiência. Neste contexto, é problemático para Aristóteles introduzir, na engrenaxem da ciência, o elemento imediato (non mediado) representado pola intuiçón.
Dez de Xulho de 1952, voámos à Geórxia. Descida em Kharkov, em Rostov, ainda non curadas inteiramente dos estragos feitos polos invasores. Observaçóns dos intérpretes, a confundir-se com factos vagos, apanhados anos antes nos xornais; unha curiosidade inútil, provisória, a soltar-nos a língua: — ¿O ucraniano é muito diferente do russo, non é verdade, Madame Nikolskaya? — Non, é parecido. Entende-se. Bem, unha indicaçón, perfeitamente desnecessária. ¿Que plantas seriam aquelas? Cereixeiras. Muito bem. Non me sendo possíbel dizer qualquer cousa sobre a literatura da Ucrânia, referir-me-ia, quando falasse na viaxem, às cereixeiras floridas que adornam o xardím do aeródromo, em Kharkov. — ¿Aquele rio é o Don? — Talvés sexa, respondeu Tchugunov. Outra noçón razoábel. O casario enorme era com certeza Rostov. Cócegas arranhavam-me a garganta — o desexo de mencionar um daqueles xenerais mozos que ali abtiveram fama rápida aniquilando o inimigo. Infelizmente essa matéria exacerbava os meus novos amigos. Dias atrás, esquecendo experiências goras, desacautelara-me em conversas no hotel, bulira no assunto desagradábel, casa de maribondos. A Senhora Nikolskaya, tán amábel, tán boa, exaltara-se: “Perdemos dezassete milhóns de homes. ¡Isto, foi o que os nossos aliádos nos déron, camións velhos e ovos podres!”. Quedou muito vermelha e com a voz entrecortada; afinal deixou a mesa, enxugando os olhos. Pessoas estranhas! Nem permitem que aludamos aos seus heróis. De novo no ar, afastava-me deles, nunha corrida louca, avizinhava-me de um herói diverso, muito velho, amarrado ali à esquerda, o figado roído por um abutre, na montanha clássica envolta em nuvens, coberta de neves perpétuas. A venerábel antiguidade arregalava-me os olhos. Buscando, entre rasgóns de nevoeiro, o ponto onde se debate a hepatite milenária, espantáva-me de unha extravagância dos nossos hospedeiros: non queriam admitir que voássemos sobre terra asiática. — Mas o Cáucaso é limite da Europa, Kaluguin. Sempre foi. ¿Entón? Deixámos o Elbruz e o resto. Estamos na Ásia! O redactor de “Tempos Novos” non se convencia. Diante da minha insistência, falou baixo a um suxeito de propósitos conciliábeis: xeograficamente a Geórxia estaba na Ásia; politicamente, na Europa. Non me conformei, resmunguei. — Desse xeito, acabam pondo a Sibéria na Europa. A minha xeografia do princípio do século tinha para mim grande valor: non debiam mexer nela. Descida em Sukhumi, capital da Abkhasia. Esses nomes entravam-me nas orelhas duras — e confessei humilhado que os meus conhecimentos non chegavam aí. Outra vez no ar, outra vez em terra. Tbilissi. Como? Isso mesmo, Tbilissi, a famosa Tíflis, a cidade mais notábel da Transcaucásia no meu tempo de criânça. Ainda hoxe é assim. Mudaram-lhe o nome, ou antes, derom-lhe o nome antigo. Tíflis é a traduçón russa de Tbilissi, explicarom-me. Ouvim distraído. O que tinha importância era achar-me nunha rexión inconfundíbel, isenta de mudanças: ao norte, Prometeu seguro à pedra, um bico a lacerá-lo, e à direita, num ramo do Cáucaso, no monte Ararat, a barca de Noé encalhada, esperando que os nossos avôs saíssem dela, Sem, Cam e Jafet, orixem de brancos e negros, etc…, até de americanos, filhos de Deus talvez, possíbelmente. Erudiçóns pegadas na aula primária. Enfim estaba alí, ao alcance da nossa vista, a xente mais bela do mundo, raça caucasiana, tipos perfeitos. De um lado, a xeraçón de Jafet; do outro, resíduos dos navegantes que aqui vieram buscar o “Velocino de Ouro”, uns ladróns, está claro. Mas isto non me inquietava. Na troca de moedas, hoxe — quantos furtos! Ia lá pensar nas ladroáxens, nas patifarias dos gregos épicos? Esses productos das lendas, canalizados pola arte, davam-nos prazer e non nos furtavam nada. Alí perto, na vizinhança do hotel, as criaturas mais belas da humanidade. Necessário ver essas estátuas de carne e osso, procurar algunha cousa dentro delas. Se non tivéssemos êxito, na semana exígua que nos concediam, xulgaríamos de mármore as figuras vistas na rua — e o nosso respeito às imaxens admiradas em libros permaneceria. Um rapaz narigudo e unha senhora idosa, levaram-me, explicando-se em francês, a esquecer por instantes que desembarcara num museo de preciosidades humanas. Larguei a tradiçón, fixeime na realidade e nas bagaxens. A mulher grisalha, magra, rápida em excesso, fêz-me subir escadas e entrar num apartamento no segundo andar; voltou, levou-me ao bufete, onde bebi um copo de vinho, que xustificaba bem a carraspana do pau-d’água bíblico. — Non é preciso pagar. Á saída, tirei do bolso um cigarro. Nesse ponto dei de cara com o moço de nariz grande, alto, lixeiramente curvo, os olhos miúdos e vivos. Deteve-me, ofereceu-me um cigarro. — Obrigado, xá tenho. — Faga o favor de aceitar este, disse o home. Non habia meio de recusar. Com vinho e tabaco esses dous xeorxianos peitaram-me, logo à chegada (12 de Xulho de 1952).
“Se os políticos estivessem menos cegos pola sua ambiçón, veriam como é impossíbel que qualquer estabelecimento possa seguir no espírito da sua instituiçón, se esta non estiver dirixida polo deber; sentiriam que a maior fonte de autoridade pública está no coraçón dos cidadáns, e que nada pode substituir as costumes para a manutençón do governo. Non só non há xente de bem que saiba administrar as leis, como, no fundo, só há xente honesta que lhes sabe obedecer. Quem eventualmente desafiar a culpa, em breve desafiará a tortura, e por muitas precauçóns que se tomem, àqueles que aguardam a impunidade pela culpa, non lhes faltaram meios para fuxir à lei ou ao castigo. Entón, como todos os intereses privados se unem contra o interesse público que xá non é o de ninguém, os vícios públicos têm mais força para enfraquecer as leis do que as leis para reprimir os vícios; e, no final, a corrupçón do povo e dos xefes estende-se até ao governo, por mais sábio que sexa. O pior dos abusos é aparentemente obedecer às leis para as minar com mais eficácia. Em breve, as melhores leis tornam-se as mais desastrosas: sería cem vezes melhor que non existissem!”
JEAN-JACQUES ROUSSEAU (DISCURSO SOBRE A ECONOMIA POLÍTICA)
Dias mais tarde, Rubens visitou novamente Planck e disse-lhe que a sua fórmula se axustava perfeitamente às medidas experimentais. Planck lançou-se imediatamente à tarefa de fundamentar a sua lei. Forom dous meses de trabalho árduo, que culminarom com a apresentaçón de um comunicado na reunión da Sociedade de Física de Berlim do 14 de Dezembro de 1900, data considerada por muitos como a do nascimento da física quântica. Na sua exposiçón, Planck comentou que tinha encontrado duas formas alternativas, embora parecidas, de demonstrar a sua lei. Em ambas introduzia a hipótese quântica. Seguidamente, apresentaremos as ideias fundamentais de unha das deduçóns que Planck efectuou da sua lei da radiaçón de corpo negro e que apareceu publicada nos “Annalen der Physik”, no ano de 1901. O ponto de partida é a relaçón entre enerxia de um oscilador e a densidade de enerxia do campo electromagnético, com o qual está em equilíbrio. (…) O segundo princípio da termodinâmica permite obter a relaçón entre a enerxia e a temperatura a partir da expressón da entropia. E, por fim, a interpretaçón probabilística de Boltzmann permite calcular a entropia do conxunto de osciladores. A estes factores, Planck xuntou unha hipótese adicional, a hipótese quântica, que era necessária para obter a lei que se habia revelado correcta de forma empírica. Convém salientar aqui que cada oscilador pode absorver ou emitir enerxia da radiaçón nunha quantidade proporcional. Quando um oscilador absorve ou emite radiaçón electromagnética, a sua enerxia aumenta ou diminui nunha quantidade. Além disso, a enerxia dos osciladores está quantizada. A enerxia de um oscilador de frequência só pode ter determinados valores. De todos estes elementos, o mais notábel, aos olhos de Planck, non era a hipótese quântica, mas a necessidade de recorrer à interpretaçón probabilística de Boltzmann. Há que ter em conta que tanto a electrodinâmica como a termodinâmica estavam bem estabelecidas a finais do século, mas as ideias de Boltzmann forom muito discutidas, especialmente na Alemanha. Planck foi, na verdade, o primeiro dos físicos, ademais do próprio Boltzmann, a aplicar estes métodos. Que tenham chegado a bom porto foi, sem dúvida, unha agradábel surpresa para Planck. Comparativamente, a hipótese quântica ficava em segundo plano. Como vimos, Planck viu-se forçado a introduzi-la para obter o resultado desexado, que non era outro senón a lei que xá tinha encontrado meses antes e cuxa validade experimental o seu amigo Rubens tinha comprobado com minúcia. Somente a hipótese quântica permitia que o cálculo de probabilidades dos diferentes estados do sistema de osciladores desse o resultado esperado.
Esta dupla relaçón, esta dupla dependência do home com relaçón à natureza é importantíssima. Nela tem as suas raízes a “possibilidade” do trabalho alienado, pois o trabalho assalariado como “vínculo social” aparece quando se rompe a relaçón directa do trabalhador com os instrumentos de trabalho, como é o caso em que, para sobreviver, tem de trabalhar ao serviço de outro. Portanto, há que procurar aí a chave do “trabalho alienado”, na ruptura e na separaçón do home com a natureza; há que procurar nessas relaçóns técnicas, obxectivas, a base do “trabalho assalariado”, que é unha relaçón social. O trabalho assalariado, e as diversas formas de alienaçón que contém, tenhem as suas raízes na ruptura da relaçón do trabalhador com a natureza, com os meios de produçón; esta ruptura separa-o da sua fonte de mantimentos e do seu meio de autorrealizaçón. Daí resulta que o producto do trabalho non sexa seu, se volte contra ele, passe a ser seu inimigo e o submeta à sua lei; neste momento decide-se que a sua actividade produtora deixe de ser a realizaçón da sua essência para ser desrealizaçón: “A alienaçón do trabalhador no seu obxecto expressa-se, segundo as leis económicas, da seguinte forma: quanto mais o trabalhador produz, menos tem para consumir; quanto mais valores cria, mais sem valor, mais indigno resulta; quanto mais elaborado o seu producto, mais deforma o trabalhador; quanto mais civilizado o seu obxecto, mais bárbaro o trabalhador; quanto mais rico espiritualmente se faz o trabalho, mais sem espírito e unido à natureza fica o trabalhador”. Portanto, se o segredo da propriedade privada reside no “trabalho alienado”, o deste, o enigma da produçón capitalista, reside na relaçón entre o “trabalhador” e o “obxecto” do trabalho. Esta é a relaçón essêncial do trabalho e nela, e apenas nela, se decifra o enigma do “trabalho alienado”, sob o qual o trabalhador se empobrece quanto mais produz e se degrada quanto mais domina o obxecto. E essa relaçón entre o trabalhador e o obxecto non só determina a relaçón entre o trabalho e o producto (do trabalhador com o producto do trabalho, com a mercadoria), como igualmente determina a do proprietário com a produçón (tanto com o producto do trabalho como com o processo). O enigma da produçón capitalista non se decifra, pois, nas vontades dos actores, mas na relaçón técnica da produçón.
Trump. Instalou-se a má dixestao, assumiu a governaçao da cabeça imperial. E, nós abusamos das carnes vermelhas e das gorduras. Gostamos de comer toucinho; entremeada; chouriços e bifes altos e mal passados. Depois, queixámo-nos das azias e flactulências. Zumbimos ao ouvido do amigo ou amiga, para saber se tem “sal de frutas” Eno, ou talvez unha fatiazinha de abacaxi. Os amigos, como sempre, nesse momento nunca apresentam remédio milagroso. Nem um advogado que nos salve dos arrotos. Entramos em crise social. Escondemo-nos; metemo-nos na cama, se somos solteiros ou no sofá solitário, se somos casados ou vivemos amigádos. A má dixestao é unha epidemia tao grande, como o loiro que se instalou na Casa Branca. A má dixestao é mais grave que a crise arbitral de Bruno de Carbalho. É tao grave e levanta muros tao altos como Donald desexa levantar entre U.S.A. e México. É tao perigosa, como a presença do espanhol na Web da Casa Branca… A má dixestao, é má, porque o mesmo nome assim o indica; mas, sem querer ser faccioso, o Donald Pato, resulta num grande arroto, producto todo da má dixestao e de um ardor de estômago de quem bebeu unha garrafa de Tequila, com ou sem muros. Agora só podemos confiar na C. I. A., ou que qualquer outra empresa priváda de espionáxem, venha salvar o “Mundo Libre”, carregada de “Sal de frutas Eno”. ¿Qual será a maneira mais romântica e altruísta, de salvar o mundo gringo das garras de Lucifer? Até aqui, as botas militares dos “gringos”, tenhem esmagado nos desertos, através de selváxens bombardeamentos massivos. Agora, serám as sibilinas e humanistas, axências da “intelixência”, que nos librarám da má dixestao dos telexornais! Pato Donald, homem de gosto surreal, no que se refere ao penteado, tornou-se unha espécie de propulsao cosmopolita, para unha nova era. Os poetas fariam sonetos inspirados nesta galopante “intelixência”, patriotismo, aversao e prevençao perante o outro! Xenofobia, muros, separaçao, esta é unha acçao que nos diz, ¡¡o outro, nem vê.lo!! No ano de 1968 a Universidade de Berkeley lançou ao mundo Marcuse. París descobríu que debaixo das calçadas estava a praia. Madrid começou a fazer cocegas nos cascos da “dentadura”. Os “canábis” alimentabam os grandes “gurus” da música “pop e rock”. Através da leitura ou do fumo, ultrapassavam-se fronteiras; muitos mundos que cabiam num só mundo. Choravam pelo Vietname. Em Cincinatti, odiávam a Franco e a Salazar. Na Ameixoeira, combatia-se a Nixon. O futebol, xurábam os mestres trabalhadores da contestaçón, era embrutecedor. E, hoxe temos muros, dos mais malditos, que se erguem para separar xentes contíguas, temos futebol, árbitros e Brunos do Caralho, em tamanha abundância, como temos letras nunha sopa de letras.
Num alarde de pensamento pragmático, Machiavelli adverte-nos ainda que, como as consequências da indecisón demonstram, é pior quedar parado do que enganar-se. Na sua opinión, a necessidade de dilaçón é atribuída à neglixência do príncipe, porque o que a necessidade esixe é unha acçón decidida e rápida, tanto na guerra, como na política. A audácia e a determinaçón som duas das principais “virtudes” do príncipe maquiaveliano. Por exemplo, Lourenço de Medici, “o Magnífico”, apresentou-se na corte do rei de Nápoles para negociar pessoalmente a paz, quando a sua situaçón era pouco menos que desesperada. Perante aquele infortúnio, soube ultrapassar a adversidade com determinaçón e enfrentar a tempestade “virtuosamente”. Ora bem, apesar da sua adversón à perda de tempo, Machiavelli teve de inventar formas de passar um semestre inteiro a ganhar tempo ao rei da França e a conversar com os seus privados à espera de algunha decisón da parte de Florença. Pouco a pouco, a saturaçón foi-se instalando no espírito de ambas as partes. O próprio secretário relata-nos unha discussón com o cardeal de Rouen, Georges d’Amboise, que lhe obxectou que os italianos non sabiam guerrear. A punxente resposta de Machiavelli foi que, em contrapartida, os franceses non entendiam nada de política, porque estavam a permitir que a Igrexa aumentasse o seu poder na rexión da Romanha (até entón pequenos principados controlados polo monarca gaulês), deixando que passassem para as máns do novo home forte de Roma, que non tardaria a tornar-se na maior dor de cabeça de todos os príncipes italianos.
“Os Anais de Volusio…” Este drástico verso, o primeiro e o último do poema, define o seu tema: a poesía, o antigo e passado de moda, oposto implicitamente ao elegante e novo: a poesía de Catulo, Cina e os seus amigos, dos quais se supôn que é um elemento especíme. Lesbia tinha feito um ridículo voto a Venus e Cupido: se Catulo voltaba para ela e cesaba de dedicar-lhe os seus féros “yambos”, ofertaría os versos mais escolhidos do pior dos poetas (referíndose a Catulo) ao lento deus do fogo. Catulo, dá o seu consentimento: que se cumpra o seu xentil voto e ¡ao fogo com os Anais de Volusio! Lesbia, como a namorada de Cecilio no poema precedente, é unha “docta puella”, unha mulher intelixente, seductora, cuxo gosto respeito da poesía e dos poetas resulta impecábel. Este peculiar enredo de poesía (ou pedantería, como chega a sê-lo às vezes) apaixonádo, non é fácil de entender, nem sequer com a axuda da “explicaçón” de Catulo. A divertida farsa do voto de Lesbia, serve de pretexto à pregária de Catulo à deusa do amor e do mar, um pasáxe exquisito da xeografía literária e pessoal: “agora tú, filha do mar azul, que habitas o sagrado Idalio e a chán de Urios, Ancona e Gnido fértil em canas e Amatunte e Golgos e Dirraquio, taberna do Adriático…” Hadriae taberna: ¿Xerga marinheira adquirida por Catulo na sua viáxe por Bitinia? Aquí serve para rebaixar o tôn elevado da invocaçón até ao nível conversacional do resto do poema. Idalio, Urios, Ancona, Gnido, Amatunte, Golgos, Dirraquio (nomes todos de lugares onde a deusa do amor era venerada, com escasa cerimónia, como pode supôr-se, em Dirraquio). Um verso em “Peliaco quondam: quaeque regis Golgos quaeque Idalium frondosum “que reinas em Golgos e no frondoso Idalio”. Indica que Catulo leu e recordou a Teócrito: “Senhora, que amas Golgos e Idalio”. Catulo tería lído sobre Gnido e probabelmente também a tería visitado durante a sua viáxe em barco pola costa de Asia Menor, xá que era unha atracçón turística e parece que chegou polo Sul até Rodas. Golgos, Idalio e Amatunte eram cidades de Chipre (cidades que Catulo non tinha visto nunca), relacionadas as três com o mito de Adonis. E Amatunte, de acordo com Pausanias, era um antigo santuário de Adonis e Afrodita. Mas Amatunte non pode encontrar-se nem em prosa nem em poesía, com anterioridade a Catulo. ¿Onde encontrou Catulo um nome tán desconhecído? Com a maior probabilidade na “Zmyrna” de Cina; emprega-o aquí, como emprega Sátraco no noventa e cinco: para homenaxear um poeta amigo e mostrar o contraste entre a poesía nova e a velha. Quedan três nomes: Dirraquio, Urios, Ancona, nomes dos três lugares de escala da viáxe de Catulo a través do Adriático, na primavera ou verán do cinquenta e seis a. C. Desde Dirraquio cruzou a Urios, um pequeno porto no lado norte do Monte Gargano, depois percorreu a costa até Ancona seguindo um vento favorábel, e mais tarde até ó Po (¿perto da desembocadura de Padua?), e finalmente arribou a Sirmión, sua casa.
¿Porque decidimos viver em comunidade? ¿Porque nos entregamos a unha série de normas e renunciamos a rexer-nos unicamente pola nossa própria vontade? Estas e outras perguntas do xénero, que remetiam para a questón da orixem do governo civil e da sociedade, adquiriram um súbito protagonismo na reflexón dos pensadores do século XVII, a que a obra do nosso filósofo non ficou alheia. Este interesse xeneralizado manifesta que algunha cousa estaba a mudar, e que, nunha altura de grandes convulsóns, se começavam a questionar os fundamentos da sociedade e as normas de governo tradicionais. Neste sentido, o contexto histórico em que Locke escrebeu a sua principal obra política, “Dous Tratados do Governo”, resulta fundamental para entender os problemas que aborda e as soluçóns que propôn. Como vimos no capítulo inicial, Locke nasceu sob a dinastia dos Stuart, que se caracterizou por unha concentraçón absoluctista do poder no rei, tal como estaba a acontecer nos emerxentes reinos nacionais do continente, encabeçados por França. Mais tarde, teve de suportar a guerra civil e conheceu o puritanismo da República de Cromwell para, pouco depois, assistir à restauraçón monárquica dos Stuart que, após a morte de Carlos II, trouxo consigo unha nova concentraçón de poder sob a figura de Jaime II. Só em 1688, com a Revoluçón Gloriosa e a coroaçón de Guilherme de Orange, é que a corrente parlamentarista a que Locke se xuntou conseguiu, por fim, impor-se de forma estábel. O século XVII inglês foi, definitivamente, cenário de grandes e sangrentos confrontos: entre o absoluctismo monárquico e o parlamentarismo; entre o catolicismo, o anglicanismo e o protestantismo de raiz puritana; e, por fim, entre os interesses económicos da puxante burguesia, que reivindicaba mais liberdade económica e mais comércio, e o protecionismo e os monopólios da coroa e da nobreza latifundiária. Estes confrontos determinaram os temas sobre os quais Locke vai escreber: as relaçóns entre monarquia e parlamento, a limitaçón da relixión à esfera privada, os fundamentos da obrigaçón política, os limites na obediência dos cidadáns ao governo, e a defesa da propriedade privada como um direito natural dos homes. O apego ao devir político do seu tempo faz de Locke um autor que rompe com o estereótipo do filósofo como um ser separado da sociedade onde vive, mas também dificulta, em certas ocasións, a separaçón entre as ideias políticas que apoia (as da Revoluçón Gloriosa) e as explicaçóns teóricas com que tenta chegar até elas. Algunhas partes da sua obra podem ler-se como unha xustificaçón quase apriorística das formas de governo de unha revoluçón que, no final, se mostraria triunfante.
A VIDEIRA BARBERA (Muito extendida em Itália, dotada de unha boa acidez e empregada para tintos de qualidade.)
Andrea Oberto montou esta fazenda em 1978, continuando a tradiçón vitivinícola da família. Quando começou a trabalhar, muitos productores estabam a vender unha caixa de “barolo” por cada dez ou quinze caixas de “barbera”. O “barolo” é talvés o vinho emblemático do Piamonte, mas a “barbera” é a variedade de uva (e de vinho) mais apreçada polos piamonteses. O Barbera Giada de Oberto, elaborado por primeira vez em 1988, foi um dos primeiros vinhos de uva barbera do qual puderon disfrutar os amantes deste vinho piamontês. As vinhas utilizadas na producçón do Giada, forom prantádas em 1951 e garantizam unha elevada qualidade de uva. O rendimento das vinhas é mantído a um nível bastânte baixo. As uvas fermentam a temperatura controlada e o mosto é remontado muitas vezes para que alcance a debída riqueza e concentraçón. Trata-se de um barbera, que fará mudar de opinión sobre esta uva a muita xente. O de 2004 é a encarnaçón líquida de aromas frutais elegantes e suculentos. Ideial para unha perna de cordeiro assada com abundante alho e alecrim.
.
Antes de que o xá falecído Giacomo Bologna deixára boquiabertos a críticos e entendidos por igual com o seu Bricco dell’Uccellone, repousado em barricas e de unha só vinha, o Barbera d’Asti era um vinho de mesa normal. A finais da década de 1970, Bologna aprendeu que a fermentaçón maloláctica em madeira podia suavizar a estridente acidez da barbera e dotá-la de taninos. Bologna também se deu conta de que, empregadas com intelixência, as barricas conferíam sabores subtís à barbera e limabam os seus matices mais toscos. Na ediçón de Vinitaly de 1985, o maior acontecimento enolóxico anual do pais, Bologna lançou o Bricco dell’Uccellone 1982, e em apenas cinco dias as 9.800 garrafas, estabam comprometidas. Trás este rotundo êxito, outros viticultores iniciárom unha verdadeira revoluçón enolóxica. Pesse a que a maioria dos barbera d’Asti som consumidos entre os três e os cinco primeiros anos, o Bricco dell’Uccellone goza de um potencial de envelhecimento magnífico. A Colheita de 1997, unha das mais soberbas do século passado, mantém unha frescura digna de remarcar, com taninos untuosos e sedosos e excelentes matíces de fruta com regaliz.
.
Situada nas colinas onduladas de Monferrato, entre as províncias de Asti e Alessandria, a DOC Monferrato imbrícasse âmplamente na de Asti, e muitos productores podem escolher entre elaborar “Barbera d’Asti”, dunha zona mais restríctiva, ou “Barbera del Monferrato”, nome da zona de cultivo mais extensa. A família Accornero, optou por “,Barbera de Monferrato”, xá que se sentem mais vinculados às colinas circundantes que à denominaçón Asti. O dono da propriedade, que tem vinte hectáreas e foi comprada em 1897 por Bartolomeo Accornero e o seu filho Giuseppe, é na actualidade dirixída por Giulio Accornero, xunto aos seus filhos Ermanno e Massimo. O seu Barbera Superiore Bricco Battista, bem estructurado, procedente de três parcelas de terra que abarcam três hectáreas da colina Battista, a 308 metros de altitude sobre o nível do mar, com vinhas de mais de quarenta anos. Visto que ao barbera lhe falta esencialmente tanino, a fermentaçón maloláctica e o envelhecimento tem lugar em barricas de madeira, oitenta por cento das quais, som enormes “tonneaux” feitos de carbalho françês, mentras que o resto som barris mais pequenos. 2004, foi unha colheita clássica no Piamonte, depois da catastrófica de 2002 e da tórrida de 2003. 2004, com fruta negra madura e toques de especiarías equilibradas pola fresca acidez e os taninos compactos, este vinho todavia debería ser unha delícia aos quinze anos.