.

Menos probábel parece que se construíram dólmens com o só propósito de habitá-los. Que os dólmens, xá despoxados da terra tivéram servido em certos momentos para vivendas é possíbel, e xá Nilsson tinha suspeitado referindo-se a alguns da Dinamarca: foi o único, e non, como querem alguns, tivessem servido de habitaçón primeiro e sepulcros mais tarde. A mesma referência da “Carta-puebla” de Lugo por Afonso V, é a proba. Ademais, non sempre a “Arca” dos documentos medievais é um dólmen: mas apresenta paridade de destino com estes, pois serve à sua hora para encerrar despoxos humanos; porém a “arca sculta in pedra”, e a verdadeira “arca”, som duas cousas farto diferentes. Poderíam os ladróns e homicidas e ainda os extranhados da sociedade por causa pública, guarecer-se baixo as pedras dos dolmens, o anacoreta e o leproso, que labrabam a própria tumba na rocha que se alzaba à beira do caminho, e nela dormía o sono diário, mentras non chegaba a hora de dormir o sono eterno, non abríam nas pedras mais que o mísero e estreito tugurio, igual aos que todavía pode ver o curioso em Portomouro (Santiago) pertencente ao século XIII, e outros mais que sería fácil assinalar. Négase por último, ainda que non tán rotundamente, que os “tumulos” com dólmen cuxa pedra superior aparece em mais de unha ocasión a flor de terra, tenham servido de “aras”. É opinión que se comparte com importantes arqueólogos, e na qual perseveramos. Estes monumentos fúnebres, unidos por lazos que eram caros ao home de entón, bem claramente se apresentam à nossa consideraçón, baixo um dobre aspecto de sepulcro e ara. Pois que! ¿acaso os nossos celtas desconheciam o culto dos antepassados? A história e a tradiçón afirmam que non. Pervivem através das idades as nossas velhas crênças e até mesmo os velhos ritos fúnebres que deles derivárom. Encontram-se viváces em pleno século VI, em que San Martinho Dumiense, os perségue, e os cánones conciliáres de Braga os condenan (Punitione Rusticorum). Podemos afirmar que as superstiçóns às que esses ritos se reférem, están adherídas ao chán da patria galega por raízes que brotarom há mais de vinticinco séculos.
MANUEL MURGUÍA