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Nos “Segundos Analíticos”, vai um pouco mais lonxe e dedica-se a um tipo concreto de “siloxismos”, que podemos denominar “siloxismos científicos” ou “demonstraçóns”, nos quais o conteúdo dos “enunciados” é relevante. A validade formal nas “demonstraçóns” é assumida à partida e, além disso, será esixido às “premissas” um conteúdo verdadeiro. Tal como afirma Aristóteles: “(…) de momento diremos que ter ciência é saber mediante demonstraçón. Chamo demonstraçón ao siloxismo científico; entendo como científico o siloxismo em virtude do qual, polo mero facto de possuí-lo, temos ciência.” Para Aristóteles, a ciência baseia-se na “demonstraçón”, ou sexa, naqueles “siloxismos” cuxas “premissas” som verdadeiras e, portanto, o consequente também o será. O problema radica em como podemos saber se as “premissas” som verdadeiras. Como xá se indicou, o “siloxismo” é um procedimento “deductivo”: parte-se de “verdades universais” ou “xeneralizaçóns” para obter “verdades particulares”. ¿Mas de que forma chegamos a conhecer o valor real das “premissas”? Proceder até ao infinito seguindo unha sucessón de “siloxismos” non é unha boa opçón para Aristóteles. Na realidade, o caminho adequado é o oposto ao que acabamos de descrever para o “processo deductivo”; neste caso, começar polo “particular” para chegar ao “universal”. Esta via abre duas portas a da “inducçón”, o processo de abstraçón a partir da experiência de múltiplos casos particulares, e a da “intuiçón”, que é, segundo Aristóteles, a que nos revela, entre outras cousas, o conhecimento de “primeiros princípios” — como o “da non contradiçón” — que non admitem nem precisam de “demonstraçón”; tal como afirma David Ross, “Aristóteles acerta ao non tentar fazer “demonstraçón” algunha do princípio.” Contudo, abrir estas portas supôn, de certo modo, deixar de pisar terra firme; o que é problemático para o nosso filósofo, pois implica admitir que, seguramente, non é possíbel um conhecimento que provenha apenas dos sentidos, mas que é necessário aceitar unha certa dose de conhecimento imediato, isto é, intuitivo. E este é um ponto que, aparentemente, Aristóteles non consegue resolver de forma satisfactória, ou polo menos isso é o que pensa G. Reale, porque “corrobora o princípio básico do platonismo; (que) o conhecimento discursivo pressupôn um conhecimento non discursivo, a possibilidade do conhecimento mediato pressupôn necessariamente um conhecimento imediato”. Apesar de non dispormos de nenhuma obra de Aristóteles dedicada explicitamente a elaborar unha teoria do conhecimento, sabemos em boa medida o que pensava a esse respeito, graças aos fragmentos encontrados. A epistemoloxia aristotélica é empirista, pois estabelece que o conhecimento procede dos dados recebidos polos sentidos, dados esses que só constituem um conhecimento sensitivo fugaz, também presente nos animais. Mas, no caso dos homes, é necessário que a memória e a imaxinaçón fixem esses dados em imáxes, para dar lugar às experiências; a partir delas, o entendimento poderá abstrair as formas e chegar assim ao conhecimento das substâncias particulares, para, finalmente, deduzir o universal. Aristóteles considera que, quando nascemos, a nossa mente é como unha “tabula rasa”, similar às tábuas de cera que se utilizavam na Antiguidade para gravar as letras e nas quais, no início, non há nada escrito. A perspectiva epistemolóxica de Aristóteles nega, portanto, a teoria platónica da reminiscência e a existência de qualquer tipo de ideias inatas, deixando como única fonte possíbel de conhecimento a aprendizaxem mediada polos sentidos e pola experiência. Neste contexto, é problemático para Aristóteles introduzir, na engrenaxem da ciência, o elemento imediato (non mediado) representado pola intuiçón.
P. RUIZ TRUJILLO