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Esta dupla relaçón, esta dupla dependência do home com relaçón à natureza é importantíssima. Nela tem as suas raízes a “possibilidade” do trabalho alienado, pois o trabalho assalariado como “vínculo social” aparece quando se rompe a relaçón directa do trabalhador com os instrumentos de trabalho, como é o caso em que, para sobreviver, tem de trabalhar ao serviço de outro. Portanto, há que procurar aí a chave do “trabalho alienado”, na ruptura e na separaçón do home com a natureza; há que procurar nessas relaçóns técnicas, obxectivas, a base do “trabalho assalariado”, que é unha relaçón social. O trabalho assalariado, e as diversas formas de alienaçón que contém, tenhem as suas raízes na ruptura da relaçón do trabalhador com a natureza, com os meios de produçón; esta ruptura separa-o da sua fonte de mantimentos e do seu meio de autorrealizaçón. Daí resulta que o producto do trabalho non sexa seu, se volte contra ele, passe a ser seu inimigo e o submeta à sua lei; neste momento decide-se que a sua actividade produtora deixe de ser a realizaçón da sua essência para ser desrealizaçón: “A alienaçón do trabalhador no seu obxecto expressa-se, segundo as leis económicas, da seguinte forma: quanto mais o trabalhador produz, menos tem para consumir; quanto mais valores cria, mais sem valor, mais indigno resulta; quanto mais elaborado o seu producto, mais deforma o trabalhador; quanto mais civilizado o seu obxecto, mais bárbaro o trabalhador; quanto mais rico espiritualmente se faz o trabalho, mais sem espírito e unido à natureza fica o trabalhador”. Portanto, se o segredo da propriedade privada reside no “trabalho alienado”, o deste, o enigma da produçón capitalista, reside na relaçón entre o “trabalhador” e o “obxecto” do trabalho. Esta é a relaçón essêncial do trabalho e nela, e apenas nela, se decifra o enigma do “trabalho alienado”, sob o qual o trabalhador se empobrece quanto mais produz e se degrada quanto mais domina o obxecto. E essa relaçón entre o trabalhador e o obxecto non só determina a relaçón entre o trabalho e o producto (do trabalhador com o producto do trabalho, com a mercadoria), como igualmente determina a do proprietário com a produçón (tanto com o producto do trabalho como com o processo). O enigma da produçón capitalista non se decifra, pois, nas vontades dos actores, mas na relaçón técnica da produçón.
JOSÉ MANUEL BERMUDO