
A pergunta-chave é como o modelo de individualidade firme e autónoma que a Modernidade oferecia se transformou nunha personalidade autoritária cuxo carácter distintivo consiste nunha submissón extrema ao líder, como as ideias de liberdade e igualdade som substituídas por recursos à hierarquia e à dependência. Abandona-se assim o indivíduo a unha esfera pública “desnaturada” que passa a identificar-se com a propaganda e a manipulaçón informativa. A sociedade de massas aniquila o núcleo iluminista da esfera pública. Tudo isto explica o auxe histórico do nazismo e de outras manifestaçóns do autoritarismo. O lazer, o consumo promovido polas novas indústrias culturais, a publicidade comercial e os meios de comunicaçón transformam-nos de público culto em público consumidor de cultura de massas. A consequência é que da esfera privada xá non brota unha publicidade criticamente informada, pois as distâncias foram abolidas e o privado – terreno necessário para o surximento do indivíduo que pensa por si mesmo – foi invadido polo ronronear incessante, primeiro da rádio e depois do televisor e das novas tecnoloxias. A saída que se vislumbra para esta situaçón é que “as pessoas venham a tomar nas suas máns as condiçóns da sua existência privada, servindo-se da mediaçón de unha esfera pública politicamente activa”. Habermas volta à carga defendendo o momento burgués iluminista: “A cultura burguesa non era mera ideoloxia, xá que o raciocínio das pessoas privadas nos salóns, clubes ou sociedades de leitura non estavam directamente submetidos ao ciclo da produçón e consumo, aos dictames das necessidades existenciais; visto que antes estaba na posse de um carácter “político” emancipado ( no sentido grego ) das necessidades existenciais também na sua simples forma literária (na autocomprehensón com relaçón às novas experiências da subxectividade), podia constituir-se nunha ideia que depois dexeneraria em ideoloxia, a saber, a ideia de “Humanität”.” Ocorre depois unha “refeudalizaçón” da esfera pública, regressam os estilos ostentatórios da realeza consubstanciados no cesarismo dos novos líderes. Ao raciocínio e ao debate sucedem-se, com a axuda dos meios de comunicaçón e de propaganda, os usos aclamatórios. O carisma do líder ofusca o espaço das argumentaçóns racionais. As campanhas eleitorais, com as suas ladainhas de “slogans” e os seus argumentários fechados, som um insulto à intelixência dos cidadáns. Habermas, polo contrário, defende um espaço público discursivo e um tecido político associacionista – unha democracia participativa e radical -, mais além do sistema dos partidos de massas. O “partido da integraçón (…) captava temporariamente os eleitores e motivava-os para a aclamaçón sem remover a sua menoridade política”
MARÍA JOSÉ GUERRA PALMERO