Arquivos mensuais: Abril 2023

AS IDADES DO TEMPO (FI-65)

Segundo o Antigo Testamento, Deus fixo a Adán e a Eva, tán só seis días depois da criaçón. O bispo Ussher, primado de toda a Irlanda desde 1625 até 1656, situou a orixe do mundo com maior precisón todavía, às nove da manhám do 27 de Outubro do ano 4004 a. C. Na actualidade adoptamos um ponto de vista diferênte, a saber, que os humanos som unha criaçón recente mas o universo começou muito antes, fai uns treze mil setecentos millóns de anos. A primeira evidência científica actual de que o universo teve um inicio, procede da década de 1920. Tal como afirmamos no capítulo terceiro, nessa época a maioria dos científicos, acreditava num universo estáctico que tinha existido sempre. A evidência do contrario era indirecta, apoiada nas observaçóns que Edwin Hubble tinha realizado com o telescópio de cem pulgadas do observatório de Monte Wilson, nas colinas de Pasadena, na California. Analizando o espectro da luz que emitían as galáxias, Hubble determinou que prácticamente todas elas se estában alonxando de nós, e que quanto mais lonxe están, com maior velocidade se afastam. Em 1929, publicou unha lei que relacionaba a taxa de alonxamento das galáxias com a sua distância de nós e chegou à conclusón que o universo se estába expandindo. Se efectivamente fora assím, o universo debería de ter sído mais pequeno num passado. De feito, se extrapolamos o passado lonxáno, toda a matéria e a enerxía do universo teríam estádo concentradas nunha rexión minúscula de temperatura e densidade inimaxinábeis e, se retrocedemos o suficiênte, debería haber habido um instânte em que tudo começou, o sucéso que conhecemos actualmente como “Big Bang” ou grande explosón primordial. A ideia de que o universo se está expandindo implica diversas subtilezas. Por exemplo, non queremos afirmar que se esté expandíndo da maneira em que, por exemplo, expandiríamos unha casa, empuxando as paredes para fora e situando unha nova sala de baño onde antes houbo um maxestuoso carbalho. Mas que “extender-se” o proprio espaço, o que está crescendo é a distância entre dous pontos qualquera “dentro” do universo. Esta ideia emerxéu na década de 1930, rodeada de controvérsias, e unha das melhores maneiras de visualizá-la segue sendo todavía unha metáfora proposta em 1931 polo astrónomo da Universidade de Cambridge, Arthur Eddington. Eddington visualizou o universo como a superfície de um “globo” que se está expandíndo e as galáxias como pontos sobre a dita superfície. Essa imaxem ilustra claramente por qué as galáxias lonxanas se separam más rápidamente que as mais próximas. Por exemplo, se o rádio do “globo” se duplicara cada hora, a distância entre duas galáxias qualquera sobre o “globo” se duplicaría a cada hora. Se num certo instânte duas galáxias estivéram separadas um centímetro, unha hora depois estaríam separadas dous centímetros e pareceriam que se están separando a unha da outra com um rítmo de um centímetro por hora. Mas se inicialmente tivéram estado separadas dous centímetros, unha hora depois estaríam separadas quatro centímetros e parecería que se están separando entre sí a um rítmo de dous centímetros por hora. Isto é precisamente o que Hubble descubríu: quanto mais lonxe se encontra unha galáxia, mais velozmente se alonxa de nós.

STEPHEN HAWKING E LEONARD MLODINOW

AURELIUS AGUSTINUS (AMBIÇÓN DE HEXEMONIA)

A situaçón da Igrexa católica nas províncias africanas, era ainda mais vulnerábel e fráxil, se isso fosse possíbel. O catolicismo competia ali, pelo mercado das almas com dous poderosos adversários: os xá mencionados “maniqueístas” e o cristianismo resultante do “cisma donatista”. Ainda que tenhamos oportunidade para falar detalhadamente sobre estes últimos mais à frente, basta dizer que a sua presença e difusón na Numídia era igual (ou superior) à do catolicismo oficial, representando, assim, a principal ameaça à sua ambiçón de hexemonia. Ao elenco de exércitos inimigos xuntaram-se, com os anos, os seguidores de “Pelágio” e os pagáns da cidade terrena. Perante um tal contexto, Santo Agostinho dedicou todas as suas enerxías a combater os inimigos da única e autêntica fé. Unha luta na qual se revelou um rival implacábel, capaz de recorrer a obscuras intrigas palacianas, e a impressionantes técnicas de propaganda ou mesmo a lexitimar a violência física se precisa fora para aniquilar os opositores. A polémica actividade que envolve toda a vida do bispo, até aos seus últimos anos, é determinante no desenvolvimento da sua obra, de tal forma que quase se poderia dizer que, de unha forma ou outra, toda ela nasce e evolui como resposta a um ou outro adversário. Por último, e intimamente relacionado com as controvérsias relixiosas da época, Santo Agostinho ergueu à sua volta unha comunidade ascéptica de “servi Dei”. Impôs que os sacerdotes da sua diocese convivessem com ele na casa do bispo, na ríxida observância de um rigoroso código monástico e sob a éxide intelectual do bispo. Quando o império começou a desmoronar-se, sob pressón das populaçóns bárbaras, a remota Numídia converteu-se num dos últimos bastións do catolicismo (unha autêntica reserva espiritual do Ocidente, para utilizar unha expressón de triste memória). Com o tempo, muitos dos discípulos de Santo Agostinho tornarom-se bispos de outras dioceses, deixando unha indelébel impressón agostiniana na futura configuraçón da Igrexa.

E. A. DAL MASCHIO

O TEMPO E A ALMA (A INÊS NEGRA)

O Castelo tem algunha história. A mais popular é a de Inês Negra, heroína que ficou na lenda. Duarte Nunes de León conta as cousas desta maneira, na sua “Descriçao do Reino de Portugal”, composta no século XVI: “No tempo que el-rei D. Joao o I de Portugal trazia guerras com el-rei de Castela sobre sucessao do reino de Portugal, estando o de Portugal sobre a vila de Melgaço que tinha em cerco, uma portuguesa que com os cercados estaba, mulher corajenta e mui desenvolta para unha briga, sabendo que no arraial estava uma mulher também portuguesa que tinha fama de valente e de non levar duas em capelo, querendo mostrar sua pessoa a mandou desafiar, e com licença do capitao saiu fora dos muros para escaramuças com ela, e vindo às maos, e perdidas ou gastadas as armas que traziam, andaram na luta tanto que deram grande prazer aos de dentro e aos de fora, que as viam, e por fim, aproveitando-se das maos, das unhas e dos dentes quanto puderam, a de dentro, que tinha por Castela, foi desbaratada, e com muitos apupos e gritos de todo o arraial se tornou para os de dentro, corrida e escabelada, e com muitas nódoas nos focinhos dos punhados de que foi servida da de fora, que ficou triunfando.” Fernao Lopes refere-se a esse duelo de mulheres, sem tantos pormenores, mas dá-nos muitas outras notícias sobre o cerco, que se arrastou perto de dois meses. Um outro duelo ocupou todo esse tempo: uma competiçao entre a antiga artilharia, de balestras e catapultas, e a moderna, de trons a que a pólvora dava força. Os cercados tinham trons, e durante o cerco deram cento e vinte tiros; o rei de Portugal mandou fazer uma enorme catapulta, que atirou trezentos e trinta seis penedos sobre a vila; mas a catapulta revelava-se muito superior a boca de fogo, nao só por dar mais tiros, mas por ser mais certeira. Ao passo que as pedras do trom “nenhum nojo fizeram”, os tiros do engenho acertam nos alvos, derrubando muros e telhados. Na minúcia com que regista as pedradas atiradas por cada um dos adversários, a simpatia do cronista vai evidente para a velha arma, ou porque fosse portuguesa ou porque representasse a tradiçao. O cerco acabou com a rendiçao dos Melgacenses, que conseguiram salvar as vidas, saindo apenas com seus giboes. O garotio juntou-se à porta do castelo e, por escárnio, metia nas maos de cada um unha cana. Os vencidos fingiam nao entender a injúria e brincadeira com os cachopos: Aconteceu isto em 1388. Melgaço entra na nova monarquia, mas a sua liberdade pouco mais havia de durar. Uma família local, os Castros, tinha de avoenga o exercício da alcaidaria e esmagou os moradores com exigências e alcavalas a torto e a direito.

JOSÉ HERMANO SARAIVA E JORGE BARROS

WITTGENSTEIN (OS SUICIDAS DE VIENA)

“Como posso ser um lóxico se ainda non som um home?”, perguntaba Wittgenstein nunha carta a Russell. Que a lóxica e a ética eram a mesma cousa, o deber em relaçón a si próprio, tinha-o aprendido com Weininger. O ponto de partida certeiro na vida e na filosofia consistía em axustar contas consigo mesmo, em batalhar contra o próprio modo de ver a realidade. Wittgenstein também admirava a autenticidade com que Weininger enfrentou os seus problemas, a sua franqueza e falta de afectaçón, a sua disposiçón para ir directamente ao essencial, embora non estivesse de acordo com grande parte dos conteúdos da sua filosofia. É mais do que perceptíbel no trabalho de Wittgenstein a marca de unha obra de Weininger que aquele tinha lido na sua adolescência, “Sexo e Carácter”, publicada em 1903. O libro tinha sido um êxito enorme em Viena, e o posterior suicídio de Weininger -com apenas vintitrês anos, na casa onde tinha morto Ludwig van Beethoven!- fora interpretado como a consequência lóxica, ética inclusive, como o único desenlace coherente para essa luta espiritual. Naquela Viena de suicidas, forom muitos os que seguirom o seu exemplo. Resulta esclarecedor que Wittgenstein quisesse que fosse o editor de “Sexo e Carácter” a publicar o “Tractatus”, que esperasse encontrar um interlocutor válido em quem tinha sido capaz de apreciar o texto de Weininger. Tanto Wittgenstein como Weininger viveram com amargura a decadência que vislumbravam nos tempos modernos, caracterizados polo declínio das artes e pola preponderância da palabra “progresso”. Tal como Kraus, Weininger interpretou, nunha perspectiva xudaica, os aspectos da civilizaçón que considerava negativos e descreveu o que sucedia à sua volta em termos de unha polaridade sexual entre o masculino e o feminino. Mas Weininger foi mais além, aplicando ambas as cousas ao seu interior: sentia-se xudeu e mulher. Numa situaçón vital parecida, Wittgenstein leu com intensidade as páxinas deste xénio suicida. É necessário ter em conta que a homossexualidade masculina foi quase um terreno tabú para o próprio Freud (que também non estudou a fundo a feminina). De facto, entendeu a homossexualidade como um processo de inversón derivado de unha experiência infantil de certa forma traumática e referiu-se a tal inclinaçón como unha perversón e unha aberraçón.

CARLA CARMONA

ESCRITORES HISPÂNOS (MIGUEL CANÉ)

CANÉ, Miguel (Montevideo, 1851-1905). De orige argentino, o seu pai exiliou-se no Uruguay, onde nasceu Miguel. Xornalista e home de letras arxentino, cuxo diestro toque ilumina ainda as suas primeiras tentativas literarias: “Ensayos” (1877), “Charlas literarias” (1879), “Notas e impresiones” (1901) e “Prosa ligera” (1903). Cané está considerado o autor mais importânte da xeraçón de 1880. Recorda-se especialmente por unha autobiografía na qual relembra os seus anos escolares, “Juvenilia” (1884), publicada o mesmo ano que o seu importânte libro de viáxes “En viaje”.

OXFORD

ESCRITORES HISPÂNOS (JERÓNIMO DE CÁNCER Y VELASCO)

CÁNCER Y VELASCO, Jerónimo de (Barbastro, c. 1594-1654). Autor teatral e poeta. De família nobre vinda a menos, encontrou proteçón xunto dos condes de Luna e de Niebla. Foi amigo de algúns dos dramaturgos mais importântes do seu tempo: Moreto, Pedro Rosete Niño e Antonio de Huerta. Improvisador inxenioso e intelixente, que sobresaía nos xogos de palabras ao estilo conceptista e nas sátiras à maneira de Quevedo. Fray Andrés Ferro de Valdecebo no “El templo de la fama” afirmou que foi único na arte de retrucar e o primeiro em fazê-lo com a alma. As únicas obras teatrais que fixo sem colaboraçón alheia forom: “La muerte de Baldovinos” (prohibida pola Inquisición em 1790) e “Las mocedades del Cid”, âmbas em tôn burlesco. O resto das suas obras forom escritas em colaboraçón com outros autores, que non sempre eram os mesmos, como mais adiante veremos. Cada autor escrebía um acto. Entre outras, citaremos, com a colaboraçón de Matos e Moreto: “Caer para levantar”, “El bruto de Babilonia”, “Hacer remedio el dolor” e “La adúltera penitente”. Com Rosete e Martínez escrebeu: “El arca de Noé” e “El mejor representante san Ginés”. A maioría destas obras oscila entre a imitaçón de outras, e a inspiraçón, ainda que a maior parte delas caracterizam-se por ser pedestres, escritas únicamente para ganhar dinheiro de unha forma rápida. As suas “Obras varias” aparecerom em duas ediçóns, muito diferêntes em contído, âmbas em 1651. Outras obras forom recolhidas na “BAE” (1850, vol. XIV) e a sua poesía, em “BAE” (1857, vol. XLII),

OXFORD

ESCRITORES HISPÂNOS (ARTURO CANCELA)

CANCELA, Arturo (1892-1956). Contista arxentino e, segundo Carmelo M. Bonet, novelista “por accidente”, autor da “Historia funambulesca del profesor Landormy”, obra influída polo estilo de Anatole France. A sua obra mais importânte foi “Tres relatos norteños” (1922), na qual aparecem “El cocobacilo de Herrlin”, “Una semana en holgorio” (sobre a semana tráxica de Xaneiro de 1919) e “El culto de los héroes”. As duas primeiras narraçóns som amábelmente irónicas, mentras que a terceira é unha súbtil parábola que conta a história de um pobre emigrado asturiano na Arxentina, que se fai rico à forza de trabalhar duramente. A sua filha, criada como nena rica, avergonha-se del. Juan Martín e Juana María som figuras arquetípicas da sociedade arxentina. A profunda anglofília de Cancela, levou-o a ser influído por Chesterton. Escrebeu também “Babel” (1919) e “El suicida y el león de Persia”.

OXFORD

ESCRITORES HISPÂNOS (HÉRIB CAMPOS CERVERA)

CAMPOS CERVERA, Hérib (Asunción, 1908-1953). Poeta e crítico paraguayo. Foi um dos fundadores da revista de corte modernista “Juventud”, mas logo se tornou surrealista em 1926. Durante muitos anos residíu em Chaco, na parte oeste do Paraguay, e trabalhou também como xornalista em Buenos Aires. Conhecido como o escritor mais importânte da xeraçón dos 40, escrebeu os seus primeiros poemas transcendentes entre 1940-1942. Deixou únicamente um libro de poemas, “Ceniza redimida” (1950), mas a sua influência foi profunda, especialmente em Augusto Roa Bastos e Elvio Romero. Os seus temas som a morte, a nostalxía (em “Un puño de tierra”, por exemplo) e, com menor fortuna, a guerra, o trabalho e a política.

OXFORD

ESCRITORES HISPÂNOS (JOSÉ ANTONIO CAMPOS)

CAMPOS, José Antonio (Guayaquil, 1868-1939). Xornalista e crítico literário equatoriano. Os seus escritos humorísticos apareceron baixo o pseudónimo de “Jack el Destripador”. Varias das suas obras forom publicadas em Guayaquil; especialmente interesantes som “Cintas alegres” (1919) e “Cosas de mi tierra” (1929).

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ESCRITORES HISPÂNOS (RAMÓN DE CAMPOAMOR)

CAMPOAMOR, Ramón de (Navia, Asturias, 1817-1901). Poeta post-romântico. Primeiro acreditou sentir unha vocaçón relixiosa, que deixou para estudar medicina, mas finalmente decidíu-se pola política e pola literatura. O seu primeiro libro de versos foi “Ternezas y flores” (1840), ao qual o próprio autor negaba qualquer mérito. “Ayes del alma” e “Fábulas” (âmbos de 1842), que passarom desapercebidos para crítica e público, mas as suas “Doloras” (1845; ed. ampl., 1886) forom acolhidas como poesías de grande arte. Como Valera, Campoamor desdenhaba a adulaçón e non acreditaba merecer tamanhos eloxíos. Segundo Félix Ros, “quizá por temor a una emoción fuerte”. Este detalhe revéla-nos a debilidade do epígono de Espronceda, que se caracterizou precisamente pola expresón poética de fortes emoçóns. A través da sua traxectória poética, Campoamor tentou sem êxito o poema épico e filosófico: “Colón” (Valencia, 1853), “El drama universal” (1862) e “El licenciado Torralba” (1881) som mostras disto. Crítica e público gostavam dos seus poemas mais curtos, especialmente “Doloras”, “Los pequeños poemas” (1871) e “Humoradas” (1886). Foi home rico, com prestíxio e grandes influências. Foi membro do “Partido de los moderados” e obtívo, entre outros cargos, o de gobernador de Castellón, Alicante e Valencia sucesivamente. Os temas da sua poesía ponhem de manifesto unha filosofía pessoal e unha ideia do amor. Tratou de reconciliar as crênças relixiosas com o xiro intelectual europeio cara ao positivismo e ao escepticismo. Nesta linha escrebeu “El personalismo” (1835) e “Lo absurdo” (1865), que hoxe pecam pola sua inxénuidade, mas que podem interesar aos estudosos das ideias filosóficas. Também escrebeu unha valiosa “Poética” (1883). As ideias que expresa neste libro non coinciden com o seu próprio ideário como poéta. Teóricamente defende a claridade e a significaçón de ideias e estilo, a transformaçón destas ideias em imáxes viváces e a plasmaçón destas imáxes num linguáxe rítmico que evite a frase poética vácua. Com estes princípios reaccionava contra a extravagância e a pedantaría de algúns poetas românticos. Com o seu libro, influíu em Bécquer e Batrina na Espanha, e em Darío, Gutiérrez Nájera e José Asunción Silva em América. As suas “Poesías” forom editadas em 1956.

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ESCRITORES HISPÂNOS (ESTANISLAO DEL CAMPO)

CAMPO, Estanislao del (Buenos Aires, 1834-1880). Poeta do gaucho (vexa-se Literatura Gauchesca), xornalista e soldado arxentino. Usou os pseudónimos “Anastasio el Pollo” e menos frequentemente “El Pardo”. Foi discípulo declarado de Hilario Ascasubi. A sua obra mais importânte é “Fausto” (1866), diálogo poético para gauchos em seis episodios que foi inspirado pola representaçón do “Fausto” de Gounod em Buenos Aires. Um gaucho supersticioso e inxénuo que assiste à representaçón da ópera francesa, acredita que presenciou unha autêntica representaçón de maxía no teatro Colón. A tendência a ver no gaucho um suxeito cómico acabou com a publicaçón do “Martín Fierro” de Hernández. Editou-se em Buenos Aires em 1951 (3.ª ed.). Os primeiros poemas gauchos de Campo apareceron no diário bonaerense “Los Debates”. As suas “Poesías” (1870) forom reeditadas duas veces.

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ESCRITORES HISPÂNOS (ÁNGEL DEL CAMPO)

CAMPO, Ángel del (Ciudad de México, 1868-1908). Contista, novelista e humorista mexicano, que escrebeu baixo o pseudónimo de “Micrós”. Publicou três volûmes de subtís, a miúdo amábeis, contos: “Ocios y apuntes” (1890), “Cosas vistas” (1894) e “Cartones” (1897). Os seus quadros de costûmes forom considerados dos melhores, na linha de Fernández de Lizardi, “El Pensador Mexicano”, de Guillermo Prieto, “Fidel”, e de Cuéllar, “Facundo”. Forom escriptos baixo o pseudónimo de “Tic-Tac”, como colaboraçóns para diários. Algúns podem encontrar-se em “Obras” (1958). Escrebeu também duas novelas: “La sombra de Medrano”, que nunca foi publicada completa, e “La Rumba”, publicada primeiro por entregas no “El Nacional” (1890-1891), que leva o nome de unha “tenda” fictícia situada num bairro pobre da cidade. Na qual, unha pobre costureira é violada por um vendedor brutal, a quem ela mata despois. Campo, mostrou nesta novela o seu grande conhecimento das clásses média e proletária. Urbina escrebeu: “No ve en grande, pero ve en detalle y límpidamente. Su dibujo és asombroso; su color brillante y enérgico”.

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ESCRITORES HISPÂNOS (NARCISO DEL CAMPILLO)

CAMPILLO, Narciso del (Sevilla, 1835-1900). Poeta e contista, membro da tertulia de Valera e amigo de Bécquer, Campillo foi influído pola tradiçón clássica de Virgilio a través de fray Luis de León, e polo romântismo de Zorrilla e Espronceda. Foi professor de literatura em Cádiz e em Madrid, onde editou a importânte revista “El Museo Universal”. Nesta época escrebeu “Memoria y teoría del estilo” (Cádiz, 1865) e “Retórica y poética” (1871). Os poemas de Campillo eram espontâneos, eclécticos e bastânte medíocres. Forom publicados em “Poesías” (Sevilla, 1858) e “Nuevas poesías” (Cádiz, 1867), que forom complementados com a ediçón das suas “Cartas y poesías inéditas” (1923). Campillo escrebeu também contos: “Una docena de cuentos” (1879), “Nuevos cuentos” (1881) e “Cuentos y sucedidos” (1891).

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ESCRITORES HISPÂNOS (CARLOS CAMINO CALDERÓN)

CAMINO CALDERÓN, Carlos (Lima, 1884-1956). Novelista peruano autor de “tradiciones” basadas nas lendas populares do seu país. A sua obra mais conhecida é a novela “La cruz de Santiago: memorias de un limeño” (Trujillo, 1925), na qual narra feitos da Independência. Um ano antes escrebéra “Ildefonso” (1924). Também escrebeu “El caballero de Santiago” ” (1935), “Anecdotario de los libertadores” (1941), “El daño” (1942), novela sobre o Perú rural; “La ilusión de Oriente” (1943), “Tradiciones de Trujillo” (1944), “Tradiciones de Piura” (1944), “Diccionario folklórico de Perú” (1945), “Mi molino” (1947) e “Cuentos de la costa” (Trujillo, 1954).

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ESCRITORES HISPÂNOS (GIUSEPPE CAMERINO)

CAMERINO, Giuseppe (fl. 1624). Novelista italiano. As suas “Novelas amorosas” (1624), escritas em castelán, encaixam na corrente de narrativa amorosa que floreceu no “Siglo de Oro”. O seu trabalho foi alabádo por Lope de Vega. Ruiz de Alarcón, Vélez de Guevara e Guillén de Castro, a pesar de que Roca Franquesa e Díez Echarri as catalógam como as doze novelas “más insípidas que pueden darse en su género”. Forom reeditadas em 1736. Outras obras em castelán som: “Discurso político sobre estas palabras: a fe de hombre de bien (1631) e “La dama beata” (1624, mas na realidade em 1655).

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