RORTY (A INVESTIGAÇÓN DEBE DAR LUGAR À CONVERSAÇÓN)

Em 1979, esse horizonte ainda non emerxe totalmente, e em boa parte de “A Filosofia e o Espelho da Natureza” prevalece unha retrospectiva de problemas que ainda som contemplados a partir do interior de unha tradiçón. Para muitos leitores, o libro parecia desmantelar a filosofia analítica, mas Rorty nunca o viu assim. Em 1982, afirmou: “xulgo que o erro do libro é que ainda levava muito a sério a empresa terapêutica de livrar-se de pseudoproblemas. Por momentos até esaxerei” O libro “non produziu nenhuma viraxem dramática nem nenhum escândalo”, nem sequer unha viraxem pragmática. Inclusivamente, o libro podería inspirar novos modos de fazer epistemoloxía. No entanto, Rorty ía mais lonxe na terceira parte do libro: “substituir” a epistemoloxía por outra cousa. Parecia antes um tubo por onde Rorty conseguia apanhar ar num ambiente fechado que cada vez se tornava mais irrespirábel. Antes de aparecer “A Filosofia e o Espelho da Natureza”, Rorty xá tinha escrito ensaios como “Superando a tradiçón: Heidegger e Dewey” (1974-1976), ou “A Metafísica de Dewey” (1975-1977), mas, surprehendentemente, a figura que acabou por emerxir nesse controverso terceiro capítulo do libro foi um epígono de Heidegger, Hans G. Gadamer. A sua obra “Verdade e Método”, publicada na Alemanha em 1960, foi traduzida para inglês em 1975 e foi bem recebida, em parte porque a filosofia europeia se lia mais em departamentos de literatura e crítica do que nos de filosofia. Pois bem, a ideia que Rorty lançou na terceira parte do libro foi que a epistemoloxía debería dar lugar à hermenêutica, ou como dizia Rorty, a “investigaçón” debe dar lugar à “conversaçón”.

RAMÓN DEL CASTILLO

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