RUSSELL (ATOMISMO LÓXICO)

O filósofo analítico britânico Michael Dummett (1925 – 2011) defende que a oposiçón entre filosofia analítica e continental non faz sentido na sua orixem. Na realidade, o que aconteceu foi unha ruptura entre os métodos analíticos e os fenomenolóxicos (o método analítico centra-se nas definiçóns linguísticas, o fenomenolóxico na análise dos conteúdos da experiência), e ambos têm orixem em problemas que estabam a ser tratados “continentalmente” em particular, a crise da fundamentaçón das ciências (o mesmo debería ser dito sobre a mais recente divisón entre analíticos e hermenêuticos; ao contrário da fenomenoloxía, que situa a análise na primeira pessoa, a hermenêutica procura entender as intençóns do outro, sexa ele unha pessoa ou unha sociedade, as duas correntes ván beber a problemas semelhantes da interpretaçón, mas esta nova divisón vai além dos nossos obxectivos). De facto, apesar de serem personalidades muito diferentes, há um paralelismo suxestivo entre Edmund Husserl, fundador da fenomenoloxía, e Bertrand Russell. Ambos começam o seu trabalho com unha dupla inquietaçón perante o estado da ciência e da filosofia, que consideram cheias de incertezas e falta de bases. Ambos desenvolvem os seus próprios métodos de analise, que virám a ser constituintes da filosofia contemporânea e característicos das escolas mais influentes. Há que dizer também que ambos se verám rapidamente desafiádos, criticádos e, de certa forma, inxustamente tratados polos discípulos que terám igualmente unha presença importante no século XX: Heidegger no caso de Husserl, e Wittgenstein no de Russell. Até aos anos 20, Russell elaborou unha filosofia ou, talvez melhor um método filosófico, a que chamou “atomismo lóxico”. Na década sequinte, tentou salvar o que era possíbel das críticas, principalmente das que Wittgenstein lhe dirixira e das que apontavam os novos caminhos da lóxica, que em parte ele próprio iniciára (por exemplo, a obra de Godel sobre as limitaçóns dos formalismos que implica unha derrota dos sonhos do loxicismo russelliano). Talvez, entón, tenha descoberto também os seus próprios limites, e no resto da sua longa vida dedicou-se a outras tarefas, como a divulgaçón e sobretudo, o activismo político e a renovaçón educativa, que lhe trouxeram a fama e o reconhecimento popular.

FERNANDO BRONCANO

Deixar un comentario