
Assim como a “novela picaresca” apareceu como um anacronismo diante dos críticos que usavam patróns europeus, as metamorfoses da “novela sentimental” da América Hispâna, haberíam de despistar a mais de um catalogador. Producto do seminal século XVIII, a “novela sentimental” contaminou na Europa inclúso aqueles que deberíam haber tido a mente mais lúcida. Nón somente Samuel Richardson producíu algunha das obras mêstras do xénero (e Sterne a sua magnífica paródia em “Tristram Shandy); Rousseau, Goethe e Chateaubriand encontrarom formas de ventilar o seu sentimentalismo em libros que hoxe parecem mais lacrimóxenos que verdadeiros. A epidemía desatada por estes mêstres, e polos românticos mais novos que os seguem, habería de chegar à América com toda a sua força a partir de 1830. Mas a melhor producçón do xénero, María, 1867, do colombiano Jorge Isaacs (1837- 1895), non se publicaría até passado o meio século. Nésta novela quintaesência-se o elemento idílico (de égloga clássica e renascentista) no qual se basa o xénero, mas como a data de redacçón resulta tardía, Isaacs tivo tempo de depurar a sentimentalidade até torná-la contída e elegante. Em lugar de lacrimóxena, María resulta tríste e sombría, com o peso da fatalidade em cada unha das suas páxinas. A pesar dos anos, e dos câmbios das modas, está considerada a mais lexíbel (ou a única lexíbel) das novelas sentimentais do século XIX na América Hispâna. Unha matizaçón do sentimentalismo que conheceu um êxito extraordinário foi a “indianista”. Como em outros xéneros, a variante tinha sido também anticipada na Europa por Bernardin de Saint-Pierre com a sua “Paul et Virginie” e polo ubicuo Chateaubriand com “Atala”. Parecia inevitábel que ao intentar resgatar o passado indíxena, como xá tinham apontado os precursores do americanismo literário, os româncista hispânoamericanos acudirom ao modelo sentimental da “novela indianista”. Nas máns da peruana Clorinda Matto de Turner (1854 – 1909), autora de “Aves sin nido” (1889), a novela sentimental dexenéra no panflecto indixenista com um vigor que non exclúie o melodrama, de forte presênça na cultura popular. Mas, talvés a mais ambiciosa das novelas “indianistas” sexa “Cumandá” (1879), do peruano Juan León Mera (1832 – 1894). Situada nos começos do século XIX, e com um vago contexto histórico de rebelión de indios que na realidade correspondia ao século anterior, Mera usa outra vez o recurso favorito da novela sentimental de fazer que os namorados sexam irmáns (o “deus ex machina” deste xénero parece ser o incesto), mas o melhor da novela non reside no seu socorrido esquema sentimental, senón no vigor com que se denuncíam os atropelos contra os indíxenas.
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