Arquivos mensuais: Maio 2021

ESCRITORES HISPÂNOS (JUAN JOSÉ ARREOLA)

Arreola, Juan José (Zapotlán, 1918). Contista e actor mexicano. Os seus primeiros contos aparecerom em Guadalajara em revistas estudantís dos anos quarenta. Editou, xunto com Juan Rulfo, a revista “Pan”. Foi actor de “La Comédie Française” baixo a direçón de Jean Louis Barrault. O seu libro “Varia invención” apareceu em 1949. “Confabulario” apareceu em 1952 e unha ediçón mais âmpla dos seus “Contos reunidos” apareceu em 1955. Em 1958 publicou “Punta de plata”, bestiário de fábulas satíricas que mais tarde forom incluídas, xunto com os dous libros anteriores, em “Confabulario total 1941-1961” (1962). Com a obra teatral “La feria” ganhou o “Primeiro Prémio de Teatro en Bellas Artes” (1963), nela conxura textos bíblicos de Isaías, Ezequiel e os Apócrifos, com dactos extraídos dos arquivos de “La Colonia” e parte das memórias da sua infância, por outro lado sempre pressentes no resto das suas obras. Em “Palindroma” (1971) percébe-se unha correspondência de inquietudes estécticas com Borges, com quem a miúdo se o compara inxustamente. Arreola é um dos criadores mais orixinais do seu continente.

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ESCRITORES HISPÂNOS (ANTONIO ARRAÍZ)

Arraíz, Antonio (Barquisimeto, 1903-1962). Poeta e novelista venezolano que iniciou a sua produçón com os poemas vanguardistas reunidos em “Áspero” (1924). Despois dedicou-se à novela, a miúdo poderosamente autobiográfica, como quando escrebe “Puros hombres” (1938), obra na que narra a vida dos presos políticos durante a dictadura de Gómez (1908-1935). “Dámaso Velázquez” (1943), também chamada “El mar es como un potro”, é unha novela brutal e vigorosa situada no Caribe. “Todos iban desorientados” (1951) é unha sátira social cheia de intelixência, na qual se analiza a caída de algunhas famílias venezolanas. Também escrebeu unha fábula, “Tío tigre y tío conejo” (1945), na qual reflexa actitudes tipicamente venezolanas.

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ESCRITORES HISPÂNOS (FERNANDO ARRABAL)

Arrabal, Fernando (Melilla, 1932). Dramaturgo espanhol. Estudou dereito em Madrid, mas reside em Frânça desde 1954 e nesse país escrebeu a maior parte da sua obra. As suas peças teatrais reflexam a crueldade e a inocência, a violência e o mal, num intento por mostrar os vários tipos de moral que existem simultâneamente na sociedade. Arrabal reconhece a dívida que tem contraída com Beckett, mas Esslin (no seu “teatro do absurdo”, 1962) mostrou até que ponto o influênciou Dalí. Julliard publicou vários volûmes do seu “Théàtre”. O volûme I (1958) inclúie “Oraison”, “Les deux bourreaux”, “Fando et Lis” e “Le cimetière des voitures”; o volûme II (1961) “Guernica”, “Le labyrinthe”, “Le tricycle”, “Pique-nique en campagne” e “La bicyclette du condamné”; e o volûme III (1965), “le couronnement”, “Le grand cérémonial”, “Concert dans un oeuf” e “Cérémonie pour un noir assassiné”. Em “Orchestration théâtrale”, estreada em 1959, Arrabal intentou fazer unha obra sem diálogo, usando como vehículo expressivo as formas abstractas dos universos de Calders ou Miró. O seu gosto polo xadrez e outros xogos, levárom-no a escreber várias séries de obras dramáticas rituais como “L’architecte et L’Empereur d’Assyrie” (1967), para duas personáxes, brilhantemente representada por Jorge Lavelli em 1967. Também escrebeu “Baal Babylone” (París, 1959) e “L’enterrement de la sardine” (París, 1961). Em 1982 obtívo o Prémio Nadal, com a novela “La torre herida por el rayo”.

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ESCRITORES HISPÂNOS (PADRE JUAN AROLAS)

Arolas, Padre Juan (Barcelona, 1805- 1849). Poeta e xornalista. Foi ordenado sacerdote ós dezaseis anos e ingressou na ordem dos ensinantes das escolas pías. Trabalhou em Valencia de 1835 a 1842. Com unha excessiva emotividade, acabou por morrer louco. Incapacitado antes, para exercer a sua vocaçón. Os seus poemas amorosos, influídos por Víctor Hugo, resultam mais eróticos do que sería de esperar no período romântico espanhol. Nos seus versos relixiosos encontraremos unha pegada de Lamartine, mentras que Rivas e Zorrilla, influíron nas suas “Leyendas” e em “Romances históricos”. Em 1840 forom editadas as suas “Poesías caballerescas y orientales” e as suas “Poesías religiosas, orientales, caballerescas y amatorias” (1842). L. L. Roselló e j. Olea, editarom baixo o nome de “Poesías escogidas” em (1921).

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ESCRITORES HISPÂNOS (CARLOS ARNICHES Y BARRERA)

Arniches y Barrera, Carlos (Alicante, 1866-1943). Foi um dos mais prolíficos e importantes autores de sainetes xunto com os irmáns Álvarez Quintero. Escrebeu mais de duzentos sainetes ( que entón eram acompanhados com música como as zarzuelas), cuxos temas principais eram a vida e as costûmes madrilénas. Muitos deles forom escritos com a colaboraçón de Abati, García Álvarez, López Silva, Fernández Shaw e outros. Os que escrebeu em solitário forom reunidos por E. M. del Portillo em “Obras completas” (1948). Entre os seus sainetes mais populares podemos mencionar “Alma de Dios”, “El senhor Badanas”, “Don Quintín el amargao” e “La señorita de Trevélez.” Dedicou-se-lhe um número especial em “Cuadernos de Literatura Contemporânea” (1943), que inclúie unha bibliografía de Arregui. Nas suas obras esaxéra a nota sentimental e a miúdo descuida aspectos gramaticais e léxicos, ainda que o seu sentido teatral sexa innegábel e os seus neoloxismos foram incorporados ao castelán de Madrid. Em carta a Julio Cejador, afirmou: “Aspiro somente com os meus sainetes e farsas a estimular as condiçóns xenerosas do povo e fazer-lhe odiosos os malos instintos. Nada mais”.

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ESCRITORES HISPÂNOS (ARNAU DE VILANOVA)

Arnau de vilanova (Valencia, c. 1240 – 1311). Escritor espiritual contemporâneo de Ramon Llull. Estudou línguas orientais, medicina e teoloxía; servíu como médico real em diferêntes côrtes, dedicando-se também ó ensino, época que marcou um câmbio importânte no seu pensamento. Foi influído polas doutrinas espirituais da época – o misticismo visionário de Joaquín de Fiore, o cabalismo xudaico, etc… – , as suas preocupaçóns de ordem relixioso passarom a um primeiro plano: nas suas predicaçóns advertía da inminente chegada do Anticristo e do fim do mundo (que datou em diferêntes ocasións), ao mesmo tempo que propugnaba a reforma da Igrexa e das ordens relixiosas. A sua produçón consta de numerosas obras médicas – perto de setenta – , escritas em latím, e de um bom número de obras de carácter relixioso, escritas em latím e em catalán. Debído a unha sentênça condenatória de 1316, somente se conservaron em catalán cinco opúsculos relixiosos: “Confessió de Barcelona” (defesa do seu ideário lída no palácio real de Barcelona em 1305), a “Lliçó de Narbona”, a “Informació als beguins”, o “Raonament d’Avinyó” e a “Informació espiritual”, dirixida a Federico de Sicília.

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ESCRITORES HISPÂNOS (ANTONIO ARNAO)

Arnao, Antonio (Murcia, 1828 – 1889). Poeta e autor de libretos de zarzuela. Com o seu paisano murciano José Selgas, Arnao representa a tradiçón antiromântica da época. Os seus dramas históricos sobre figuras nacionais como o rei Rodrigo e Garcilaso non tiverom demasiado êxito e os seus versos non soportárom o passo do tempo, ainda que Menéndez y Pelayo, indulxentemente, tenha apuntado que tinham pureza no vocabulário e unha cuidada construçón. Estes versos están reunidos em “Himnos y quejas” (1851), “Melancolías” (1857), “La campaña de África” (1860), “El caudillo de los ciento” (1866), “Poesías religiosas” (1872) e o libro póstumo “Soñar despierto” (1891), entre outros.

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ESCRITORES HISPÂNOS (JOSÉ DE ARMAS Y CÁRDENAS)

Armas y Cárdenas, José de (1866 – 1919). Crítico cubano que escrebia baixo o pseudónimo de “Justo de Lara”. O seu melhor libro foi “Cervantes y el Quijote” (La Habana, 1905), que foi superado em quanto a biografía polo de Astrana Marín, mas que continua vixente enquanto aos métodos que Cervantes utilizou para satirizar a Felipe III e ao duque de Lerma, que estabam empobrecendo o país ainda mais com as guerras contra os infieis. “El Quijote y su época” (1915) continuou as investigaçóns anteriores. Armas publicou os seus ensaios em dous volûmes, “Ensayos críticos de literatura inglesa y española” (1910) e “Estudios y retratos” (1911).

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ESCRITORES HISPÂNOS (ROBERTO ARLT)

Arlt, Roberto (Buenos Aires, 1900 – 1942). Novelista, contista e autor arxentino. As suas quatro novelas som: “El juguete rabioso” (1926), “Los siete locos” (1929) e a sua secuela, “Los lanzallamas” (1931), que trata das aventuras de uns homes que planeabam colapsar o mundo capitalista, e “El amor brujo” (1932). Reuníu os seus contos em “El jorobadito” (1933). “Aguafuertes porteñas” som escenas da vida bonaerense. Há algo dos “Sueños de Quevedo” no mundo grotesco e pessimista de Arlt, para quem os seres humanos som monstruos que se movem nas sombras, ou autómatas que vivem nas cidades. Arlt, a diferênça de Larreta, escrebia rápidamente, pois também era um xornalista activo. As suas ficçóns carecem pois, da elaboraçón cuidadosa de outros dos seus contemporâneos, e algunhas incongruências argumentais e falta de planificaçón. Non obstânte, o seu poderío imaxinativo e a sua intensa visón da urbe, convertirom-no num dos novelistas mais interessantes da sua época. As suas obras teatrais som “África, trescientos millones” (1932), “La isla desierta” e “El fabricante de fantasmas” (1936). As suas “Novelas completas y cuentos” (3 volûmes) aparecerom em 1963. Existem ediçóns mais recentes.

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ESCRITORES HISPÂNOS (MANUEL MARÍA DE ARJONA Y DE CUBAS)

Arjona y de Cubas, Manuel María de (Osuna, 1771 – 1820). Poeta. Foi canónigo da catedral de Córdoba. Fundou a Academia Horaciana e revitalizou a Academia de Buenas Letras em Sevilla (1793). O seu poema mais conhecido é o neoclássico “Las ruínas de Roma” (1808), inspirado nunha visita que fixo a aquela cidade. Também escrebeu as odas “A la memoria” e “La ninfa del bosque”. As suas “Poesías” aparecerom no volûme LXIII (1871) da BAE.

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ESCRITORES HISPÂNOS (JUAN DE ARJONA)

Arjona, Juan de (Granada, c. 1560 – 1603). Sacerdote de Puente de Pinos que traduziu a “Thebaida de Estacio em oitavas”, com tanto acerto que Lope de Vega chamou-lhe o “Novo Apolo granadino, pluma heroica e soberana”. Morreu depois de haber traducido os primeiros nove libros. Os outros três que restabam forom traducidos por Gregorio Morillo em 1618. A versón completa apareceu no volûme XXXVI (1871) da BAE.

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ESCRITORES HISPÂNOS (JUAN ARIZA)

Ariza, Juan (Motril,1816 – Cuba, 1876). Autor de obras teatrais românticas de temática fundamentalmente patriótica e nacionalista. Entre elas podemos citar “Alonso de Ercilla” (1848), “Hernando del Pulgar” (1849) e “El primer Girón” (1850). As suas novelas receberom a influênça de Dumas pai e também nelas utilizou os temas históricos em abundância. Talvez a melhor delas sexa “El dos de mayo” (1846). Também destaca na sátira política e novelesca “Viaje al infierno” (1848).

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¡¡QUE NADA SE SABE!! (44)

Nas cousas que carecem de alma, há tovavía maior câmbio, maior diversidade, tanto na xeraçón como na corrupçón. Mais ainda: na variedade, abundância, e inclúso na contrariedade dos efeitos de unha mesma cousa. Assím como, à inversa, a variedade, abundância e inclúso a contrariedade das causas, de um mesmo efeito, nos privam da ocasión de saber. Sirva-te como único exemplo (non vaia a ser demasiádo demorado, xá que estas cousas tenhem que ser debatidas mais ampliamente em “Examen rerum”) o calor, que, sendo el mesmo, enxendra, corrompe; branqueia, enegréce; quênta, enfría; adelgaza, engorda; separa, reúne; derrete, solidifica; seca, humedece; enrarece, condensa; alarga, acurta; ensancha, estreita; adoça, amarga; agrava, alixeira; abranda, endurece; atraie, repêle; impulsa, retém; alégra, entristece. ¿Que non fará, em suma, o calor? El é o “numen sub-lunar”, mán dereita da natureza, axente dos axentes, motor dos motores, princípio de princípios, causa das causas sub-lunares, instrumento de instrumentos, alma do Mundo. Non sem motivo, muitos dos antigos, nos começos da filosofia, acreditarom que o fogo era o primeiro princípio. Com razón Trimegisto chamou Deus ao fogo. E com muitíssima razón pudo Aristóteles chamar a Deus calor do céu (ainda que non acreditásse que o calor do céu fora Deus), polo qual nesse ponto a Cicerón, lhe pareceu mal. Em efeito. ¿Que pode suxerir melhor que o fogo, o poder e a força de Deus, “Optimo e Máximo”, assím como proporcionar unha certa imaxem da sua inefábel divindade? O mesmo lhe deu a entender, ó mostrar-se por primeira vez ao seu servo nunha zarza ardente, para guiar o seu povo amado através do deserto, mediante unha columna de fogo e descender em línguas de fogo sobre a assambleia dos seus elexidos. Xá vés, quantas cousas fai o calor! Non obstânte, non é mais que um accidente cuxa natureza, como as demais cousas, nos resultam desconhecidas.

FRANCISCO SÁNCHEZ

AS MEMÓRIAS DE MANUEL DA CANLE (112)

Agora, nos nossos tempos a experiência parece confirmar, que todo sonho é suxerido, porque ainda que falte a animosidade pessoal, contudo, sabe-se que há Spíritos que os suxérem, pola sua própria vontade expontânea. De todas maneiras, os sonhos podem sub-dividir-se em quatro categorías: Claros, Confusos, Suxerídos e Naturais. O Sonho Claro (é suxerído polos Spíritos bons que habitam as rexións etéreas e celestiais). O Sonho Confuso (suxerído polos Spíritos pouco elevados, supercheros, falsos, e algunhas vezes malígnos). O Sonho Suxerído (todos os sonhos som suxerídos), quando afecta imáxes, em virtude de algunha cousa, ou de algúm exceso desconhecido (ou conhecido), e às vezes perigoso, sem a pessoa saber, ou em virtude de algúm obxecto animado, acabam suxerindo o sonho com conhecimento de causa, de maneira que a pessoa dorminte, mira, pensa, passeia, fala, goza, disfruta, e parece-lhe realmente estar desperto. Neste caso, a vida parece retirar-se, abandonar o corpo e reconcentrar-se toda ela na alma, refuxiar-se na atmosfera, divagar polo mundo, sentir os obxectos sonhados como cargados de realidade. O Sonho Natural (este é o sonho natural da nossa alma), non afecta imáxens nem pensamentos, tem-se como um leve recordo, este sonho non sendo afectado por imáxes nem excesos, non molesta o corpo, e a pessoa acorda, sem lembrar-se del, somente com unha leve intuiçón. A pessoa non sonha, senón em virtude de um estado apropriado à natureza dos mundos, que voam no espaço infinito, e desde alí poderá vir um Spírito misturar-se no nosso sonho natural, activándo-o ou neutralizándo-o, bom ou malo, etc… Segundo os nossos pecados, assím será a natureza do Spírito, mas neste mundo nosso tán atrasado, está mais cheio de Spíritos malos que bons. Dos quais nos libre Deus. Amén!

MANUEL CALVIÑO SOUTO

DESCARTES (A DESCOBERTA DO MUNDO)

A pensón herdada da nái, apesar de tudo, non podía cobrir tantos anos de deslocaçóns e comodidades. Sexa como for, Descartes conta no Discurso que ao acabar os seus estudos se preparou para “ir conhecer o mundo” e, sabemos hoxe, que cumpriu à risca o seu plano. Vexamos as etapas dessa intensa “volta europeia”. A sua primeira paraxem foi a cidade holandesa de Breda, na fronteira entre os Países Baixos espanhóis (católicos) e as Províncias Unidas (protestantes), onde se alistou na guarniçón militar do príncipe calvinista Maurício de Nassau para se formar em enxenharia e técnica militar. Em Breda, enquanto resolvia um problema matemático num anúncio de rua, teve um feliz encontro com o xovem Isaac Beeckman. Este brilhante cientista holandês, seguidor de Copérnico e do novo atomismo mecanicista, ficou instantaneamente maravilhado com os dotes matemáticos do misterioso estranxeiro. Durante os anos de amizade que se seguiram, Beeckman estimulou a intelixência do filósofo apresentando-lhe problemas científicos de tipo práctico, em cuxa resoluçón Descartes tomou consciência das suas capacidades. Embora apenas dez anos depois se tivesse decidido a passar à escrita as suas ideias, ficou em dívida sincera para com o seu novo amigo: “Sois a única pessoa que me tirou da indolência e me fez recordar o que eu tinha aprendido e xá quase habia esquecido”. Mas a chegada a Breda deu-se no delicado momento em que unha discussón teolóxica acerca da predestinaçón no seio do protestantismo tinha provocado um início de guerra civil nas prósperas Províncias Unidas. A discussón xiraba à volta da questón de Deus ter escolhido de antemán as almas daqueles que se salvariam. Como para os calvinistas ortodoxos negar a dita tese implicava questionar a omnisciência divina e, para cúmulo, aproximar-se da doutrina católica do libre arbítrio, arremeteram furiosamente contra os seus defensores, congregados em torno do teólogo Jacob Armínio. Finalmente, o príncipe Maurício decidiu convocar unha assembleia internacional de teólogos calvinistas (o Sínodo de Dort), que condenou todos os arminianos à destituiçón imediata e ao exílio. Descartes seguiu os factos muito de perto. Entretanto, os poderosos espanhóis (e a casa de Áustria, que ocupava o seu trono e urdia ambiciosos planos de conquista) aproveitarom a desordem holandesa para tomar a iniciativa em política exterior, orientando-a para a eclosón de unha guerra que. pensavam, lhes devolvería o controlo do Sacro Império Romano (formado polos estados xermânicos, onde os católicos tinham perdido boa parte do seu poder depois da Reforma). Em Septembro de 1619, deu-se um acontecimento importante para o desenvolvimento da trama: a coroaçón do novo imperador do Sacro Império Romano, Fernando II, cuxo conselheiro pessoal era o xesuíta Guilherme Lamormaini. A figura de Fernando era fulcral para os interesses católicos: a primeira cousa que fixo foi declarar nulas as possessóns do palatinado protestante da Boémia e oferecer unha parte à Espanha e outra ao católico Maximiliano da Baviera. Adivinham quem estaba em Frankfurt no dia da coroaçón, à qual assistiu em primeiríssima pessoa? O nosso filósofo disfarçado. Descartes tinha abandonado Breda pouco antes, em Maio de 1619.

ANTONIO DOPAZO GALLEGO