
Desde as suas orixens, a literatura da América hispâna indepedente foi política. É dizer, esteve comprometida com a circunstância específica de cada nacionalidade e com as alternativas de unha história que pronto habería de demostrar que a liberaçón da tiranía espanhola non significaba a liberdade. Caudilhos locais, oligarquías reaccionárias, unha Igrexa retrógrada e um imperialismo indisimulábel das naçóns americanas mais poderosas (Arxentina no sul, por exemplo) haberiam de demostrar muito pronto que os sonhos utópicos dos próceres se traduciríam num largo século de disparates, guerras civiles e até conflíctos internacionas. Nesse contexto, a literatura hispanoamericana (e em particular a narrativa) só podería ser política. Muitas vezes (Bello, Sarmiento, Montalvo, Palma, Acevedo Díaz), os mesmos homes que facíam a pátria facíam a literatura. De feito, a primeira declaraçón poética da independência da América hispânica é obra de um exilado venezolano que em 1823, baixo as brumas de Londres, publica unha Alocuçón à poesía, invitándo-a a abandonar a velha Europa monárquica do Congreso de Viena e a vir residir na América Libre e independênte. O que tinha de convencional o poema de Andrés Bello (1781-1865) era compensado pola sua oportunidade poética e política. Mais tarde, Bello habería de abandonar Londres em 1829 para residir em Santiago de Chile, onde contribuiría a fundar a nova naçón e a deitar as bases de unha cultura que serviria de modelo a toda a América hispâna. Bello inicia oficialmente um movimento, o americanismo literário, que baixo diversas formas e membrêtes orienta toda a literatura do século XIX, na América hispâna. Este movimento tem um duplo sentido: inventário da América, inquisiçón do ser americano. Por um lado, ao afirmar a realidade da América, ao fazer o catálogo poético e prosaico das suas terras e homes, da sua flora e fauna (o segundo grande poema de Bello, “Oda a la agricultura de la zona tórrida”, 1826, é um modelo do xénero), cumpre a funçón didáctica de poetizar um mundo. Xunto a Bello, outros poetas realizarom na mesma década a fundaçón do americanismo literário. O colombiano José Joaquín de Olmedo (1780-1847) escrebeu em 1825 um poema “A la victoria de Junín”, para celebrar a victória que liberou o Perú e marcou o colápso da Espanha em grande parte do território de América do Sul. O poema foi escrito por indicaçón do xeneral Simón Bolívar, mas Olmedo intentou evitar a adulaçón do herói, dándo-lhe o marco da história incaica. Com as Poesías de José María Heredia (1803-1839), publicadas em Nova York em 1825, o cantar da natureza americana esbozado por Bello alcanza novas expressóns. Xá em Heredia, o que em Bello e Olmedo eram só atisbos românticos convertem-se em notas de unha melancolía que quase linda com a misantropía (segundo observou o mesmo Bello nunha temperám resenha do libro). “La Oda al Niágara”, que rexistra unha visita às famosas cataratas no ano de 1824, enlaza a poesía descriptiva com a nostalxía do exilio, no meio de um clima marcadamente romântico. O americanismo literário haberá de ser codificado mais tarde e antoloxizado, polo arxentino Juan María Gutiérrez (1809-1878). A partir de Gutiérrez, e do uruguayo José Enrique Rodó (1871-1917), que habería de extender a sua inquisiçón até à pergunta sobre o ser e a identidade de América no seu “Ariel” (1900), o americanismo encontrará o caminho de unha literatura ensaística que produciria a obra do peruanoJosé Carlos Mariátegui (1895-1930), o arxentino Ezequiel Martínez Estrada (1895-1965), ou o cubano José Lezama Lima (1910-1977).
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