
A Lóxica da Pesquisa Científica, na sua essência, é dedicada à metodoloxía da física. Apesar de, nos seus textos posteriores (sobretudo em “Conhecimento Obxectivo”), Popper também se ter interessado pola bioloxia, e em particular pola teoria da evoluçón de Darwin, as teorias físicas sempre foram para ele o modelo de unha ciência de sucesso. E a pergunta central da filosofia popperiana da ciência é como funcionam realmente as teorias físicas, o que faz com que as possamos considerar um modelo de boa ciência, e por que razón conduzem a um aumento efectivo do nosso conhecimento da natureza. A resposta de Popper a esta pergunta é muito simples: as boas teorias científicas som as que resultam “falsificáveis”, e quanto mais o forem melhor. O verdadeiro cientista é aquele que tenta “falsificar” (ou, também o poderíamos dizer, “refutar”) as hipóteses que ele próprio ou outros conceberam. Trata-se de unha espécie de “masoquismo intelectual”: o bom cientista (ou, de forma mais xeral, qualquer pessoa intelectualmente honesta) é quem tenta constantemente averiguar o que está mal nas suas próprias convicçóns acerca do mundo, inclusive nas crenças mais enraizadas ou favoritas. Poderíamos dizer também que o bom cientista é um crítico, e sobretudo um autocrítico, constante e incorruptível. Esta posiçón metodolóxica costuma denominar-se “falsificabilidade”. O próprio Popper hesitou em usar este termo para classificar a própria posiçón; em xeral, preferia usar a expressón “racionalismo crítico” e, nos seus textos posteriores, chegou mesmo a defender que a “falsificabilidade” non era o essencial da sua filosofia da ciência. O racionalismo crítico representa, como veremos mais à frente, unha concepçón filosófica mais xeral, que engloba a falsificabilidade, mas non se esgota nela. Agora o que nos interessa é esta última.
C. ULISES MOULINES













