Aldana, Francisco de (Nápoles?, 1537-1578). Poeta, inxustificadamente ignorado até fái pouco. Escrebeu sonetos de amor sensual, a miúdo em marco pastoril. É autor de poemas relixiosos, como a “Canción a Cristo crucificado”, e mitolóxicos, como a “Fábula de Faetonte”. Atesoura um vigor intelectual atribuíbel à sua formaçón e às suas leituras italianas. A sua aficçón ao neoplatonismo, entón de moda (perceptíbel na sua “Carta para Arias Montano sobre la contemplación de Dios y los requisitos della”, (1577, ed. de Cossío de 1935), e a sua liberdade no tratamento do amor físico (como no soneto “¿Cuál es la causa, mi Damón?”) som também rasgos italianizantes. As suas imáxens e o seu vocabulário eram sorpreendentemente orixinais e moverom a Cervantes a aplicar-lhe o epítecto de “el Divino”. Morreu em Alcazarquivir durante a malograda campanha militar do rei Don Sebastián de Portugal em terras de Marrocos. O seu irmán Cosme editou em Milán, em 1589, “La Primera parte de las obras que hasta agora se han podido hallar del capitán Francisco de Aldana”, e em Madrid, em 1591, a “Segunda parte”. As suas poesías forom editadas por E. L. Rivers em “Clásicos Castellanos” (1957); o seu “Epistolario poético completo” por A. Rodríguez-Moñino (Badajoz, 1946); e as suas “Obras completas”, em dous volûmes, por M. Moragón Maestre (1953).
Aldana, Cosme de (Valência, s. XVI). Irmán do poeta Francisco de Aldana. Editou a obra do seu irmán despois da morte deste. O mesmo ano que morreu Francisco publicou em italiano um poema: Discorso contra il volgo, in cui con buone raggioni si riprovano molte sue false opinioni (Florencia, 1578), que mais tarde revisou e traducíu com o título de: “Invectiva contra el vulgo y su maledicencia”, reedictado em 1855. Deixou o serviço dos Médici em Florencia e uníu-se ao séquito do Grán Condestábel Velasco em Milán. Escrebeu tantos sonetos adulando ó seu amo que este o despediu despois de insultálo. Escrebeu entón a paródia épica: “Asneyda; obra irrisoria de las necedades más comunes de las gentes”, mas morreu antes de vê-la publicada e os axentes de Velasco a buscaron e destruíron. Hoxe, dá-se por perdida. A única notícia que temos dela, é dada por Suárez de Figueroa no seu “Passagero”. Também foi autor de “Sonetos y octavas… en lamentación de la muerte de su hermano el capitán Francisco de Aldana” (Florencia, 1587).
Alcover i Maspons, Joan (Palma de Maiorca, 1854-1926). Publicou em castelán as suas poesías (1887), às quais seguirom unha série de obras em catalán, entre as que se encontram algúns dos mais belos sonetos escritos nessa fala, como por exemplo “Desolació”. A obra em catalán foi editada como “Poesies completes”. Os seus melhores poemas non som populares, polo refinado estilo que tinha, mas merecia ser mais conhecido pela sua delicada xentil melancolía expressada particularmente nas elexías escritas à morte dos seus quatro filhos e na “La cançó de la balanguera”.
Alcoçer, Pedro de (Toledo, s. XVI). Historiador. É autor de unha “Historia de la Imperial ciudad de Toledo” (1554), de grande interese pola enorme quantidade de feitos e lendas que recolhe. Também escrebeu unha “Relación de algunas cosas que pasaron en estos reinos desde que murió la reina católica Doña Isabel, hasta que acabaron las Comunidades en la ciudad de Toledo”, que permaneceu inédicta até 1872.
Alcázar, Baltasar del (Sevilla, 1530-1606). Foi soldado e poeta xocoso. Os seus versos som lixeiros e humorísticos e nunca considerou que a sua obra merecera ser publicada. O seu amigo Francisco Pacheco preservou algunhas mostras do seu trabalho, em que se combinam a fluidez com a graça e o rítmo. De carácter alegre, merece plenamente a frase de Jáuregui: “non só é superior a todos, senon entre todos singular”. Os seus muitos epígramas forom escritos baixo a influênça de Marcial. Som interessantes no aspecto estilístico, ademais de rebosar intelixência. Os seus sonetos tenhem qualidade e os seus poemas amorosos resultam com frequência exquisitos. Os seus versos mais característicos, som, non obstante, aqueles nos que canta a vida prazenteira, como: “La cena jocosa”. “En Tres cosas me tienen preso”, no qual o poeta eloxia com igual entusiasmo à sua amada, o pernil e as berenxenas recheias com queixo. Reunirom as suas obras, Espinosa (1605); López de Sedano (1776-1778); Estala (1797); De Castro (1854) e Rodríguez Marín (1910).
Alcántara, Francisco José (Haro, Logroño, 1922). Novelista. “La muerte le sienta bien a Villalobos” (Barcelona, 1955) ganhou o Premio Nadal de 1954. Em 1961, a sua “Historia de Esmeralda” (prohibida em Espanha) foi publicada em Alemanha.
Alcalá y Herrera, Alonso (Lisboa, 1599-1682). Poeta e mercader. É um contista de considerábel inxénuidade, cuxa principal contribuiçón ó Barroco foi o libro “Varios efectos de amor en cinco novelas ejemplares”. E “Nuevo artificio de escribir prosas, e versos, sin una de las cinco letras vocales, excluyendo vocal diferente en cada novela” (1641). Nesta raríssima obra, “Los dos soles de Toledo” está escrita sem usar a letra “a”; “La carroza con las damas”, sem a letra “e”; “La perla de Portugal”, sem “i”; “La peregrina ermitaña”, sem “o” e “La serrana de Cintia”, sem “u”. Este “novo artifício” xá era conhecido na literatura espanhola a través de um românce que recolhe “La vida de Estebanilho González (1646). Também é autor de “Iardim anagrammatico” (1654), cuxa segunda parte recolhe versos relixiosos em espanhol e o resto está escrito em português e latim; ademais escrebeu “Corona, y ramillete de flores salutíferas; antídoto del alma, consuelo de afligidos y desengaño del mundo” (1682).
Alcalá Yáñez de Ribera, Jerónimo de (Segóvia, 1563-1632). Estudou medicina em Valência e exerceu em Segóvia. Escrebeu obras menores de devoçón, como Milagros de Nuestra Señora de la Fuecisla (1615) e Verdades para la vida cristiana (1632). Non obstante é conhecido pela sua novela picaresca Alonso, mozo de muchos amos (1624-1626), conhecida em posteriores ediçóns como: El donado hablador.
Esta é, na verdade, a obxeçón mais xusta e mais aceitábel contra unha parte considerábel da metafísica: que non constitui propriamente unha ciência, mas brota tanto dos esforços estéreis da vaidade humana que quer penetrar em recintos totalmente inacessíbeis à intelixência humana, como dos artifícios das superstiçóns populares que, incapazes de se defenderem lealmente, arquitectam essas sarças enmaranhadas, para cobrir e protexer as suas fraquezas. Afuxentados do campo aberto, estes bandidos refuxiam-se no bosque e esperam, emboscados para irromper em todas as vias desguarnecidas da mente e subxugá-la com temores e preconceitos relixiosos. Até o antagonista mais forte é manietado, se por um momento baixa a guarda. E muitos, por cobardia e desvario, abrem as portas aos seus inimigos e de boa vontade os acolhem com vénias e submissón, como se eles fossem os seus lexítimos soberanos. Um segundo fructo da tentativa de apresentar de outra maneira as ideias do “Tractado” apareceria em finais de 1751: a reformulaçón do libro III, “Da Moral”, sob o título “Investigaçón sobre os Princípios da Moral.” Quando Hume aborda esta obra na sua autobiografia, escrebe: “É, na minha opinión – que non deberia xulgar nesse assunto -, de lonxe, o melhor de todos os meus escriptos, sexam eles históricos, políticos ou literários”. Unha cousa é certa: poucas vezes na história da filosofia se soube unir tán bem a análise rigorosa e a profundidade com a clareza expositiva e a elegância estilística como Hume fez nesta obra, procurando conscientemente desembaraçar a ciência moral – as expressóns som suas – de especulaçóns supérfluas e pondo-a ao alcance de todos os leitores. Enquanto se iam publicando as suas obras e estas iam obtendo o reconhecimento que, sem dúvida, mereciam, também voltou a encontrar o fracasso nunha nova tentativa de obter unha cátedra na universidade, desta vez em Glasgow. Contudo, teve o consolo de obter em Edimburgo a vaga de bibliotecário da Faculdade de Adbogados, o que significava ter à sua disposiçón unha biblioteca magnificamente dotada. Foi assim que conseguiu escreber a sua História de Inglaterra, unha extensa obra cuxo primeiro volume, dedicado à casa dos Stuart, recebeu críticas de todos. Ingleses, escoceses e irlandeses, libres-pensadores e crentes, os dous partidos da época (aos quais poderíamos chamar liberais e conservadores), todos se uniram por unha vez nas suas críticas a Hume, que, no entanto, se considerava o único historiador a ter-se mostrado completamente independente dos poderes constituídos, das autoridades do momento e dos preconceitos populares. Reconhecerá que foi víctima do desânimo e escreverá que: “(…) se a guerra entre França e Inglaterra non tivesse rebentado, certamente ter-me-ia mudado para algunha cidade da província do primeiro destes reinos, teria mudado o meu nome, e nunca mais teria voltado ao meu país natal.