Alcoçer, Pedro de (Toledo, s. XVI). Historiador. É autor de unha “Historia de la Imperial ciudad de Toledo” (1554), de grande interese pola enorme quantidade de feitos e lendas que recolhe. Também escrebeu unha “Relación de algunas cosas que pasaron en estos reinos desde que murió la reina católica Doña Isabel, hasta que acabaron las Comunidades en la ciudad de Toledo”, que permaneceu inédicta até 1872.
Alcázar, Baltasar del (Sevilla, 1530-1606). Foi soldado e poeta xocoso. Os seus versos som lixeiros e humorísticos e nunca considerou que a sua obra merecera ser publicada. O seu amigo Francisco Pacheco preservou algunhas mostras do seu trabalho, em que se combinam a fluidez com a graça e o rítmo. De carácter alegre, merece plenamente a frase de Jáuregui: “non só é superior a todos, senon entre todos singular”. Os seus muitos epígramas forom escritos baixo a influênça de Marcial. Som interessantes no aspecto estilístico, ademais de rebosar intelixência. Os seus sonetos tenhem qualidade e os seus poemas amorosos resultam com frequência exquisitos. Os seus versos mais característicos, som, non obstante, aqueles nos que canta a vida prazenteira, como: “La cena jocosa”. “En Tres cosas me tienen preso”, no qual o poeta eloxia com igual entusiasmo à sua amada, o pernil e as berenxenas recheias com queixo. Reunirom as suas obras, Espinosa (1605); López de Sedano (1776-1778); Estala (1797); De Castro (1854) e Rodríguez Marín (1910).
Alcántara, Francisco José (Haro, Logroño, 1922). Novelista. “La muerte le sienta bien a Villalobos” (Barcelona, 1955) ganhou o Premio Nadal de 1954. Em 1961, a sua “Historia de Esmeralda” (prohibida em Espanha) foi publicada em Alemanha.
Alcalá y Herrera, Alonso (Lisboa, 1599-1682). Poeta e mercader. É um contista de considerábel inxénuidade, cuxa principal contribuiçón ó Barroco foi o libro “Varios efectos de amor en cinco novelas ejemplares”. E “Nuevo artificio de escribir prosas, e versos, sin una de las cinco letras vocales, excluyendo vocal diferente en cada novela” (1641). Nesta raríssima obra, “Los dos soles de Toledo” está escrita sem usar a letra “a”; “La carroza con las damas”, sem a letra “e”; “La perla de Portugal”, sem “i”; “La peregrina ermitaña”, sem “o” e “La serrana de Cintia”, sem “u”. Este “novo artifício” xá era conhecido na literatura espanhola a través de um românce que recolhe “La vida de Estebanilho González (1646). Também é autor de “Iardim anagrammatico” (1654), cuxa segunda parte recolhe versos relixiosos em espanhol e o resto está escrito em português e latim; ademais escrebeu “Corona, y ramillete de flores salutíferas; antídoto del alma, consuelo de afligidos y desengaño del mundo” (1682).