
Marx procuraba um xénero para expressar o seu espírito. Non é irrelevante o facto, assinalado polo professor Fernández Buey, de que, dentro do espaço poético, o xovem Marx se encontrasse melhor na poesia satírica, burlesca; dominaba mais e melhor a ironia e o sarcasmo do que as metáforas do sublime: “Fosse por carácter ou por estudos, ou polas duas cousas ao mesmo tempo, aquele xovem estaba mais bem adoptado para a ironia e o epigrama do que para a lírica, e mais bem preparado para o discurso histórico fundamentado (inclusive dramatizado) do que para o relato fantástico; para o tracto directo com as ideias do que para a concretizaçón em imaxens poéticas.” Com efeito, pode ver-se isso em textos como Escorpión e Félix, unha novela humorística, ou em Oulanem, peça dramática inacabada. Marx pôn em cena recursos satíricos de efeitos brilhantes, mostrando os seus talentos para um xénero em que se destacaba na infância e que usaria ao longo da sua vida. O verdadeiro encontro de Marx com a filosofia – e “a filosofia” em Berlim naquela altura queria dizer “filosofia hegeliana” – ocorre através do Doktorklub, unha espécie de “think tank” descontraído e provocador onde se xeravam ideias para a crítica literária, da relixión e da política; onde se forneciam armas intelectuais aos xornais, professores e críticos. As suas figuras mais visíbeis eram Bruno Bauer, K. F. Köppen e A. Rutemberg, com quem o xovem estudante estabeleceu estreitas afinidades. Os “xovens hegelianos”, que usabam Hegel no seu lado mais progressista, tinham unha estratéxia e obxectivos filosóficos extraordinariamente claros: usar a crítica filosófica para fazer avançar o espírito em todas as rexións da realidade, isto é, fazer com que as ideias avançassem, conseguir que a razón penetrasse em todas as esferas sociais. Ainda que a crítica filosófica tivesse como obxectivo imediato a relixión, por considerá-la, no seu domínio da consciência, como obstáculo e inimigo do avanço da razón, o obxectivo final da filosofia era a implantaçón do conceito de estado racional, universal, libertado de todo o particularismo. Para um hegeliano, o “estado cristán” non expressa adequadamente a forma definitiva do estado, pois está afectado de particularidade; é preciso conseguir que sexa simplesmente “estado”. Por isso, a crítica à relixión fai parte da luta polo estado universal. Marx pertenceu ao clube até acabar o curso; alí mergulhou em Hegel e dominou a sua filosofia, encontrando nela um vocabulário fecundo para compreender e enfrentar aquela sociedade inxusta. Nada mais apropriado para enfrentar “em ideia” o poder “feudal e cristán” dos “Junkers” que partir de unha filosofia que afirmava a necessidade e inevitabilidade da sua superaçón, que se lexitimaba ao anunciá-lo e ao promovê-lo. E essa representaçón oferecia-lha a filosofia hegeliana, à qual se entregaria com a admiraçón do convertido que encontrou o xénero literário apropriado para expressar a sua rebelión.
JOSÉ MANUEL BERMUDO