Arquivos diarios: 26/11/2019

O CALDO VERDE

É um prato para ésta altura do ano, quando as berzas están verdes e tenrrinhas das abundantes chuvas deste Novembro do 2019:

Para um litro e meio de àuga, esprugamos 600 gramos de patacas, unha cebola e dous dentes de alho. Despois de meia hora ó lume com 1,5 dl de aceite, trituramos tudo em purê. Seguidamente, cortamos em xuliana muito fina uns seiscentos gramos de berzas galegas, unhas rodelas de chourizo de carne e unha rabanada de broa de milho. Colocamos o purê ó lume, e quando comezar a ferver deitamos a couve fiada dentro, até que perca o sabor a crú, logo apagar o fogo e deitar porriba um chorro de azeite crú.

LÉRIA CULTURAL

LITERATURA CLÁSSICA LATINA (2)

“Graecia capta ferum victorem cepit”, “Grecia cautiva cautivou o seu fero vencedor”. A história da literatura romana efectivamente comeza com Ennio. Nas suas comêdias, Plauto tinha reproducido os seus modelos gregos em metros nos que a influência do seu latim materno é aparente. Ó naturalizar o hexámetro grego como metro da épica nacional, “os Annais”, Ennio estabeleceu um princípio que despois nunca mais se modificou. A dependência literária de modelos gregos era parte de unha aceitaçón xeneralizada, universal e inquestionada, da cultura contemporânea grega por parte dos romanos do século II a. C. De esta maneira, a nascente tradiçón literária romana encontrou-se, quase da noite para a manhám, herdeira non só dos caudais da literatura grega mesma, senon de um corpus abundante e altamente desarrolhado de teoría e práctica crítica, gramatical e reitórica. A asimilaçón de esta enorme quantidade de alimento intelectual foi unha prodixiosa tarefa nunca inteiramente completada. Tomemos dous exemplos dos extremos da época abarcada: parece duvidoso que incluso o conhecimento de primeira mán de Cicerón da poesía e da filosofía gregas tán considerábel como parecen suxerir as suas alusóns, tomadas no seu valor aparente; e Claudiano era evidentemente excepcional entre os seus contemporâneos pola sua erudiçón em ambas falas. Pode questionar-se se algunha vez existíu unha cultura literária grecorromana verdadeiramente unificada; se assím foi, a sua vida sería curta e precária. Juvenal e Luciano (especialmente no seu “De mercede conductis”) ilustram a mútua antipatía entre gregos e romanos e, mais especialmente, a natureza unilateral do intercambio cultural. Amiano Marcelino e Claudiano, cuxa fala materna era o grego, mas que escreberom em latim, som bastante atípicos. O que pode afirmar-se com seguridade é que os poetas latinos a partir de Catulo e Lucrécio supunham nos seus leitores unha familiaridade ou um conhecimento em todo o caso, de unha ampla esfera da poesía grega. A educaçón também subscrebía, na teoría, um ideal similar. Por outra parte, a crítica e esexése da literatura latina realizaba-se através “da aplicaçón e o abuso dos métodos alexandrinos”. Neste sentido, o consumidor literário romano pode dicer-se que era prisioneiro da cultura grega.

E. J. KENNEY W. v. CLAUSEN (eds.)