IMMANUEL KANT (VIDA)
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Immanuel Kant nasceu em 1724 nunha cidade da Prússia Oriental chamada Königsberg (hoxe é russa e chama-se Caliningrado), de 50 000 habitantes, à beira do mar Báltico, um centro portuário pelo qual circulaba unha intensa actividade comercial, o que explica a abundante presença de comerciantes holandeses, ingleses e russos. Nessa altura, era unha cidade luterana normal, um meio social rexido polos princípios da honestidade, do trabalho árduo e da corresponsabilidade, nos quais assentaba unha sólida coesón da sociedade civil e um sentimento de pertença por parte dos seus membros. Kant herdou esse sentimento e amou a sua cidade: na idade madura, quando era um filósofo reconhecido e célebre, rexeitou várias ofertas para ocupar cátedras em universidades de prestíxio e preferiu permanecer na da sua cidade natal, bastante provinciana e apenas famosa pela sua presença. Nasceu no seio de unha família humilde, que vivia dos parcos rendimentos que o pai obtinha na sua oficina a trabalhar couro. Foi o quarto de nove irmáns, dos quais apenas cinco alcançariam a idade adulta. A família Kant era, para além de pobre e trabalhadora, devota. Practicaba o pietismo, um movimento reformista dentro da Igrexa Luterana, muito enraizado nas classes médias e baixa alemáns, que inculcaba a sacralidade do trabalho e do deber, e incentivaba à práctica do autoexame, da oraçón e da relaçón pessoal e directa com Deus; por isso, daba a máxima importância à consciência individual, unha visón determinante na filosofía moral kantiana. O filósofo adulto conservaría unha grata recordaçón do lar e dos seus pais, de quem recordaba, acima de tudo, o afecto, bem como o facto de lhe terem transmitido o sentido da honestidade, da dignidade pessoal e unha segurança deveras necessária para a vida. A sua nái, que o ensinara a abservar e a reconhecer as estrelas e as suas constelaçóns (recorde-se a citaçón inicial deste libro) e a amar as flores do campo, e que marcou o carácter do filho com a sua bondade e a sua intelixência naturais, morreu quando Immanuel tinha apenas doze anos. O pai morreria dez anos mais tarde, depois de unha prolongada doença durante a qual Immanuel cuidou dele com grande dedicaçón, ao ponto de adiar, durante esse último período, as suas actividades académicas e os seus interesses profissionais. Desaparecidos os pais, Kant interrompeu todo o contacto pessoal com os irmáns , porque non lhe interessabam nada as relaçóns meramente sentimentais; apenas cuidaba das que lhe ofereciam um estímulo intelectual; foi, no entanto, xeneroso com eles e axudou-os economicamente sempre que pôde (mandando dinheiro por correio ou através de um criado).
joan solé
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