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Fai alguns anos o Concelho de Monza, em Italia, prohibíu que os proprietários de animais domésticos tenham peixinhos de cores em aquários redondeados. O promotor desta medida xustificou-se dicendo que era cruel ter a um peixe dentro dum recipiente com paredes curvas, porque, ó mirar para fora, tería unha imaxe distorsionada da realidade. Mas ¿como sabemos que nós temos unha visón verdadeira, non distorsionada, da realidade? ¿Non podería ser que nós mesmos estivéramos no interior de unha espécie de aquário curvado e a nossa visón da realidade estivera distorsionada por unha enorme lente? A visón da realidade dos peixes é diferente da nossa, mas ¿podemos assegurar que é menos real? A visón dos peixes non é como a nossa mas, aínda assím, poderíam formular léis ciêntificas que descreberam o movimento dos obxectos que observan no exterior da sua peixeira. Por exemplo, a causa da distorsón, os obxectos que se moveram libremente, e que nós observaríamos nunha traxectória rectilínea, seríam observados polos peixes como movendo-se em traxectória curvada. Non obstânte, os peixes poderíam formular léis científicas que sempre se cumpriríam no seu sistema de referência distorsionado e que lhes permitiríam fazer prediçóns sobre o movimento futuro dos obxectos fora do aquário. As suas léis seríam mais complicadas que as formuladas no nosso sistema de referência, mas a simplicidade é unha questón de gosto. Se os peixinhos formularam tal teoría, deberíamos admitir que tenhem unha imaxe válida da realidade.
stephen hawking e leonard mlodinow
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