Arquivos diarios: 28/02/2018

A DERIVA COMO MÉTODO (X)

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               A deriva marxista pon em causa alguns dos elementos mais reconhecíveis  do filósofo alemán.  Assim, e dito de forma suscinta, questiona-se a nozón de suxeito, que em Marx ainda se entende nunha perspectiva “moderna”, o que dá aço á revisón da categoría de proletário, enquanto ideal do suxeito revolucionário.  Em segundo lugar, desconfia-se da concepçón segundo a qual o socialismo apareceria por causa das contradiçóns inerentes ao sistema capitalista, e que constitui a alternativa obxectiva que supera o capitalismo actualizando a Revoluçón.  Esta crítica oculta  outra de maior importância, aquela que duvida da validade de um esquema dialéctico da história, que a entende como unha progresón, onde formas melhores ou mais avanzadas van subxugando e incorporando outras inferiores das quais procedem.  Esta noçón uniforme da história está directamente vinculada a unha concepçón linear do tempo.  Segundo esta perspectiva, a história da humanidade é homoxénea, um relato único que se desenrola no tempo e em que o Occidente, a cultura occidental, ocupa a posiçón mais avanzada.  Lyotard xulga necessário desmontar a filosofía da história marxista, que entendia o comunismo como unha sociedade idealizada que superava as contradiçóns capitalistas.  O socialismo deixará de ser visto como um rexíme “perfeito”,  reconciliado, que, por fim, emancipa o ser humano das correntes que o oprimiram.  A perspectiva do pensador françês opon-se á escatoloxia, á teleoloxía e ao determinismo.

teresa oñate e brais g. arribas

DISCURSO ÓS NENOS DE CELEIROS COM MOTIVO DO DÍA DA ÁRBORE (2018)

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               ¡¡Irmans, miles de anos vos contemplan!!  Desde este povoado mineiro da “Idade do Bronze”, chamado da Bela Vista, antes rodeado de empalizadas de troncos pontiagudos, de casas de madeira e de pedras pequenas, com tectos de colmo ou de pedras. Á mán dereita as minas a céu aberto, ó sul o Río Uma farturento. Vou-vos falar de algo, que possívelmente nunca ninguém vos falou.  Este é um lugar de “Pedras Falantes”.  Pedras, que nos falan, e que guardan as marcas de unha Pátria antiga, unha civilizaçón, que apesar dos tempos transcorridos, permanece latente ainda hoxe, nas memórias das nossas xentes.  Debruçado sobre estas “Pedras que Falan” o Druída, com os seus corninhos de metal, atentos, para entender a linguaxe segreda.  ¿E, porque é capaz o Druída de falar com as pedras?  ¡porque foi preparado para isso!  O “Circulo” grabado sobre a pedra, representa, sobre todas as cousas a “Igualdade”.  Todas as xentes son iguais!  É o simbolo dunha “Civilizaçón Circular”, ou sexa, “Comunal”, contraposta a outro tipo de  civilizaçón chamada “Piramidal” ou “Triangular”, cuxa é caracterizada pela “Xerarquía”, em guerra permanente, entre xefes e oprimidos, entre amos e escrávos.  Com unha demêncial e obssessíva vontade por apropriar o inapropriável, e que xera um medo, e unha violência irracionais.  Todos os “Multiversos Quânticos”, xiran em “Circulo”, as espirais galácticas xiran em “Circulo”, as estrelas da noite xiran, os planetas xiran, e as nossas vidas também xiran, morrem uns seres, e aparecem outros novos para a vida.  Tudo xira em maneira circular.  Apercebemo-nos, que dentro deste “Circulo”, há um animal totémico (um Cervo, Cernunus), um animal amigo, tutelar, que nos dá couros, carnes, e sangre. A sua carne, é a nossa carne, o seu sangre é o nosso sangre. Mas sobre tudo, dá-nos alegria, quando o vemos correr e brincar libre polos montes. O “Circulo”, grabado na dura pedra, tamém representa a “Irmandade”.  “Tudo é de todos, e non é de ninguém”  ¿Que quere isto decir?  Pois, que non temos o dereito de apropriar-nos do que é de todos!  Porque, quando marchemos, outros virán que o necessitaram para viver.  Os velhos cuidaram e ensinaram os pequenos, os nenos transmiten ós velhos alegria e ganas de viver, que é o que mais necesitan.  Despois, serán os nenos que cuidaram dos velhos, quando o necesiten.  Así é a roda do mundo, e así xiran as nossas vidas.  O “Circulo” representa a “Rotaçón dos Trabalhos”.  Todas as xentes, tenhem que trabalhar em tudo!  ¿Para que é así?  É, por variados motivos de ordem vital!  Primeiro: é para que o trabalho non embruteza a alma das xentes.  Segundo: para que quando alguém morra, na guerra ou na doença, axa outras xentes xá preparadas para ocupar o seu lugar.  Terceiro: fai-se menos penoso trabalhar em tudo, que nunha só cousa, mas principalmente, porque as xentes tornan-se mais completas, e com um forte sentido de conxunto.  A “Irmandade Circular Comunal”, obriga a que as xentes trabalhen em “Comum”, e para o “Bem Comum”.  Entón, xuntos, a eficácia aumenta grandemente. O trabalho resulta mais levadeiro, e acaba por convertir-se nunha fésta colectiva, e num absolucto disfrute mútuo das presenças.  Vou-vos por um exemplo, com um dos últimos testemunhos da eficácia do mundo “Circular Comunal”, que foi o “Rebanho Comunal” de Uma:  logrou chegar até ós nossos días, acordo-me, como ó romper da aurora, os animais desde os seus cortelhos, se ian incorporando a unha riáda de centenares de cabras e ovelhas, que percorrian a rua central da aldeia, caminho do “Monte Comunal”.  Em vez de cada vecinho, andar todos os días, com as suas quatro ovelhas, só tinha que ocupar-se destas  um día por mes, quedando os demais liberado para outras tarefas.  Normalmente, só ia unha pessoa maior, acompanhada por dous ou três pequenos, pertencentes a duas casas, por día de pastoreo. Esta laboura, insignificante, proporcionava ás xentes unha enorme riqueza, em leite, em carnes, lán e couros, e incluso era um seguro contra a fame, porque á noite, comias unhas sopas de pan com leite de cabra recén munxidas, que te deixava pancho.  Ó cair da tardinha, o rebanho voltava do monte a galope, e eran os próprios animais que se separavam do rebanho comum, e entravam polos cortelhos a dentro desfrechados, para tomar o “mimo”, que costumava ser, espigas de milho, cereais (Corn-Floques), farinha, ou pondons.  Lamentavelmente, acabaron por ser prohibidos, contra toda razón, pois a independênca das xentes, era mal vista, pela “Civilizaçón da Pirâmide”, que tinha outros negócios em vista.  Non obstante, tal como esta “Pedra Parideira” da Bela Vista, o mundo seguiu alumbrando xentes, que guardan escondidos nas suas memórias o segredo das “Pedras que falan”  

a irmandade circular comunal

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