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Arquivos diarios: 28/02/2018
DISCURSO ÓS NENOS DE CELEIROS COM MOTIVO DO DÍA DA ÁRBORE (2018)
¡¡Irmans, miles de anos vos contemplan!! Desde este povoado mineiro da “Idade do Bronze”, chamado da Bela Vista, antes rodeado de empalizadas de troncos pontiagudos, de casas de madeira e de pedras pequenas, com tectos de colmo ou de pedras. Á mán dereita as minas a céu aberto, ó sul o Río Uma farturento. Vou-vos falar de algo, que possívelmente nunca ninguém vos falou. Este é um lugar de “Pedras Falantes”. Pedras, que nos falan, e que guardan as marcas de unha Pátria antiga, unha civilizaçón, que apesar dos tempos transcorridos, permanece latente ainda hoxe, nas memórias das nossas xentes. Debruçado sobre estas “Pedras que Falan” o Druída, com os seus corninhos de metal, atentos, para entender a linguaxe segreda. ¿E, porque é capaz o Druída de falar com as pedras? ¡porque foi preparado para isso! O “Circulo” grabado sobre a pedra, representa, sobre todas as cousas a “Igualdade”. Todas as xentes son iguais! É o simbolo dunha “Civilizaçón Circular”, ou sexa, “Comunal”, contraposta a outro tipo de civilizaçón chamada “Piramidal” ou “Triangular”, cuxa é caracterizada pela “Xerarquía”, em guerra permanente, entre xefes e oprimidos, entre amos e escrávos. Com unha demêncial e obssessíva vontade por apropriar o inapropriável, e que xera um medo, e unha violência irracionais. Todos os “Multiversos Quânticos”, xiran em “Circulo”, as espirais galácticas xiran em “Circulo”, as estrelas da noite xiran, os planetas xiran, e as nossas vidas também xiran, morrem uns seres, e aparecem outros novos para a vida. Tudo xira em maneira circular. Apercebemo-nos, que dentro deste “Circulo”, há um animal totémico (um Cervo, Cernunus), um animal amigo, tutelar, que nos dá couros, carnes, e sangre. A sua carne, é a nossa carne, o seu sangre é o nosso sangre. Mas sobre tudo, dá-nos alegria, quando o vemos correr e brincar libre polos montes. O “Circulo”, grabado na dura pedra, tamém representa a “Irmandade”. “Tudo é de todos, e non é de ninguém” ¿Que quere isto decir? Pois, que non temos o dereito de apropriar-nos do que é de todos! Porque, quando marchemos, outros virán que o necessitaram para viver. Os velhos cuidaram e ensinaram os pequenos, os nenos transmiten ós velhos alegria e ganas de viver, que é o que mais necesitan. Despois, serán os nenos que cuidaram dos velhos, quando o necesiten. Así é a roda do mundo, e así xiran as nossas vidas. O “Circulo” representa a “Rotaçón dos Trabalhos”. Todas as xentes, tenhem que trabalhar em tudo! ¿Para que é así? É, por variados motivos de ordem vital! Primeiro: é para que o trabalho non embruteza a alma das xentes. Segundo: para que quando alguém morra, na guerra ou na doença, axa outras xentes xá preparadas para ocupar o seu lugar. Terceiro: fai-se menos penoso trabalhar em tudo, que nunha só cousa, mas principalmente, porque as xentes tornan-se mais completas, e com um forte sentido de conxunto. A “Irmandade Circular Comunal”, obriga a que as xentes trabalhen em “Comum”, e para o “Bem Comum”. Entón, xuntos, a eficácia aumenta grandemente. O trabalho resulta mais levadeiro, e acaba por convertir-se nunha fésta colectiva, e num absolucto disfrute mútuo das presenças. Vou-vos por um exemplo, com um dos últimos testemunhos da eficácia do mundo “Circular Comunal”, que foi o “Rebanho Comunal” de Uma: logrou chegar até ós nossos días, acordo-me, como ó romper da aurora, os animais desde os seus cortelhos, se ian incorporando a unha riáda de centenares de cabras e ovelhas, que percorrian a rua central da aldeia, caminho do “Monte Comunal”. Em vez de cada vecinho, andar todos os días, com as suas quatro ovelhas, só tinha que ocupar-se destas um día por mes, quedando os demais liberado para outras tarefas. Normalmente, só ia unha pessoa maior, acompanhada por dous ou três pequenos, pertencentes a duas casas, por día de pastoreo. Esta laboura, insignificante, proporcionava ás xentes unha enorme riqueza, em leite, em carnes, lán e couros, e incluso era um seguro contra a fame, porque á noite, comias unhas sopas de pan com leite de cabra recén munxidas, que te deixava pancho. Ó cair da tardinha, o rebanho voltava do monte a galope, e eran os próprios animais que se separavam do rebanho comum, e entravam polos cortelhos a dentro desfrechados, para tomar o “mimo”, que costumava ser, espigas de milho, cereais (Corn-Floques), farinha, ou pondons. Lamentavelmente, acabaron por ser prohibidos, contra toda razón, pois a independênca das xentes, era mal vista, pela “Civilizaçón da Pirâmide”, que tinha outros negócios em vista. Non obstante, tal como esta “Pedra Parideira” da Bela Vista, o mundo seguiu alumbrando xentes, que guardan escondidos nas suas memórias o segredo das “Pedras que falan”
a irmandade circular comunal
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