A CONDIÇÓN PÓS-MODERNA (VII)

.

               “A Condiçón Pós-Moderna”, que tem unha continuaçón esclarecedora, publicada em 1986, “O Pós-Moderno Explicado ás Crianças”, serve de motivo áquela que talvez sexa a obra mais relevante (filosoficamente falando) de Lyotard, “Le Differend”, publicada em 1983, neste  texto, é unha realidade ver que foram definitivamente postos em causa os grandes relatos da modernidade e a ideia substancial que se esconde por trás deles (que existe unha razón única capaz de definir obxectivamente o que quer que sexa da realidade), a filosofía do pensador françês abre-se á defesa da heteroxeneidade,  da pluralidade das racionalidades, que se ponhem em xogo na diversidade de discursos linguísticos, que son incomensuráveis entre sí.  A abundância de xogos de linguaxem através dos quais o ser humano expressa o mundo e a variedade de racionalidades que estes mostram, fazem com que Lyotard defenda, face ás narrativas totalizantes, a atençón precisa aos acontecimentos singulares, aos mais íntimos e, aparentemente, triviais.  Com isso, aproxima-se de Kant quando este assinala que o xuízo reflexivo é a síntese que realizamos a partir de dados fortuítos sem a axuda de regras pré estabelecidas de ligaçón.  Trata-se de um renunciar a “saber” – ao esti-lo obxectivo – para se embrenhar na exuberância “dos pensamentos”.   Non há unha “Lei” do pensamento, um critério fixo que nos permita decidir entre os que son bons ou os que son maus.  A única lei do pensar e a que nos exorta a explorar a diversidade e a incomensurabilidade dos discursos.  Lyotard reclama non dominar o pensamento, non ser “seu dono”, pedindo antes que apenas o “habitemos”.  Para isso, é necessário guiar-se pelos sentimentos, que, por sua vez, son muito difíceis de xulgar.  Seguindo esta linha, o “último” Lyotard aproxima-se novamente da estéctica, e o “sublime” passa a ser o seu conceito capital.  Com esta categoria remete-nos para o sentimento simultâneo de prazer e de dor que se experimenta perante o infinito, perante a magnitude e o poder de obxectos que mostram a limitaçón da mente.  Esta vivência, que abala radicalmente o ser humano, permite desconfiar de todas as instituçóns da homoxeneidade.  Em contra partida, a estéctica do sublime experimenta a “diferença”, expressando-a enquanto desacordo e conflicto.  Nos seus últimos anos, sendo xá unha das figuras essenciais da filosofía contemporânea, mantém unha grande actividade literária, tal como testemunham as diversas obras que van aparecendo sucessivamente tanto nos finais dos oitenta como durante a década de noventa.  Nelas continua a destacar-se o seu espírito combativo, a sua grande capacidade crítica e a sua defesa das pequenas racionalidades, múltiplas e diverxentes entre sí.  Lyotard morre a 21 de Abril de 1998, aos setenta e três anos, e é sepultado no famossíssimo cemitério parisiense de Pére Lachaise.  O seu nome ficará para sempre ligado á história da filosofía.

teresa oñate e brais g arribas

Deixar un comentario