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Arquivos diarios: 26/12/2017
AS MEMÓRIAS DE MANUEL DA CANLE (11)
Eu Salvaxe em Vigo. O dia 27 de Março de 1905, saín de Guillade ás duas da tarde (estaba a Teixucha a berregar com a minha nái) dormin em Ponte e pola manhán fún dereito a Porrinho, cheguei ás duas da tarde a Vigo, ás 5.15 da tarde, partin para Cangas, o outro dia pola manhán regressei para Vigo, e no outro partín de Vigo para Guillade, gastei 40 reais. Pelexa. Os de Cumiar. O dia 30 de Abril de 1905 ó vir da festa das Angustias, eran as dez da noite, e os de Cumiar, pois as raparigas no serán, tinham-lhe posto alcunhas a todos, e por isto implicaron comigo, botando-me as culpas a mim. O 12 de Maio de 1905 eu fún ás vispras de Vila Coba na companhia do Inocêncio do Fadista, e ó vir de volta destruimos a ponte de madeira, cheguei á casa ás duas da noite, e encontrei Avelino Carraceda a dormir no meu quinteiro, e assustei-me quando vin um home tirado alí no chan, e por pouco non lhe dei com um pau na cabeça, dormiu comigo e pola manhán levou-me enganado a Trancoso e dalí a Ponte, por via d’unha máquina de solfatar que tinha alí a gobernar. Desde Ponte fún a Vilacoba com dous rapazes de San Lourenzo, ó chegar á festa vin que tinha os pantalóns descosidos no cú, porque estaban muito apertados (traxe branco) feito pola mulher de José Rey Fernandes (lavativa), eu cheguei á festa e marchei acto seguido…
manuel calviño souto
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O MUNDO COMO VONTADE: A METAFÍSICA SEM CÉU (45)
Schopenhauer entende, imediata ou intuitivamente, que a sua essência numénica, sua em si, é o querer, o desexar, a vontade. Latente, palpitante em todas as manifestaçóns dos fenómenos do seu ser no nível da representaçón (sexam estas acçóns ou pensamentos) está a vontade. A sua descoberta decisiva non se deveu a nenhum conhecimento obxectivo ou abstracto, nem a um sentimento relixioso, mas, sim, à experiência interior ou autoconsciência, que o colocou em contacto com o mais particular, individual e íntimo. A sua metafísica non excede o âmbito da experiência, mas a experiência xá non se limita à representaçón: segundo Schopenhauer, pode ir para além dos seus limites. Outro filósofo tinha procurado, através da introspecçón, o fundamento de todo o conhecimento no seu próprio interior. René Descartes acreditou econtrar dentro de si unha certeza incontestável: posso duvidar de tudo menos do facto de estar a duvidar. “penso, logo existo”, a minha essência, o meu dado e feito básico e orixinal, é pensar. Schopenhauer opôn-se a esta abordaxem racionalista a partir da que se recebe pela experiência intuitiva interior: a essência do suxeito, sentida com honestidade na autoconsciência, non é racional, mas, sim, um querer permanente, a vontade; querer é o mais natural ao homem. O querer, e non o pensar, é o feito fundamental, o dado básico. A vontade actua a partir dos motivos que lhe mostra a mente, mas é prévia ao aparecimento destes na consciência. Non há nada que possamos experimentar de mais imediato do que a vontade, non há nada que permita explicá-la (conhecê-la) além de um puro querer. Precisamente porque o suxeito do querer se dá imediatamente na autoconsciência, non se pode definir nem descrever melhor o que é o querer; bem pelo contrário, este conhecimento é o mais imediato de todos, é, inclusivamente, o que, pelo seu imediatismo, lança a luz sobre todos os outros, que son muito mediáticos. (RS. 43)
JOAN SOLÉ
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