Arquivo por autores: fontedopazo

ESCRITORES HISPÂNOS (LUIS DE CARRILLO Y SOTOMAYOR)

ESCRITORES HISPÂNOS (FRANCISCO CARRILLO E.)

ESCRITORES HISPÂNOS (EVARISTO CARRIEGO)

ESCRITORES HISPÂNOS (EMILIO CARRERE MORENO)

ESCRITORES HISPÂNOS (JORGE CARRERA ANDRADE)

ESCRITORES HISPÂNOS (TOMÁS CARRASQUILLA)

CARRASQUILLA, Tomás (Santo Domingo, Antioquia, 1853-1940). Novelista colombiano. Estudou leis em Antioquia, mas interrompeu os estudos a causa da guerra civil e nunca regressou. É o romancista mais interessante e popular da rexión. Tinha um verdadeiro talento para recrear a lenguáxe coloquial. “Frutos de mi tierra” (1896), é um românce expontâneo, cheio de humor e talento despregado na narraçón da anécdota. O seu obxectivo de trabalho é xeralmente a exploraçón dos habitantes dos povoádos, por parte dos habitantes da cidade. As suas personáxes centrais som um avarento par de irmáns. O tratamento de Carrasquilla animaliza as suas personáxes como forma da sátira, assim que em certo nível a novela converte-se nunha fábula. Outras obras som “Salve Regina” (1903), “Grandeza” (1910), “El Padre Casafús” (Madrid, 1914), “Entrañas de niño” (Madrid, 1914), “Ligia Cruz, superhombre” (1926), “El Zarco” (1925) e “La marquesa de Y olombó” (Medellín, 1928), novela histórica sobre unha mulher que se enriquece com as minas no século XVIII. Em 1928, o autor sofreu unha caída que o confinou nunha cadeira de rodas. Dictou assim unha das suas melhores obras, “Hace tiempos” (1935-1936, três volûmes). Também é autor de unha colecçón de contos populares, “En la diestra de Dios Padre” (1897), na qual um campesino burla ó diábo; está escrípta num estilo que recorda o das “Tradiciones peruanas” de Ricardo Palma. “Dominicales” (Medellín, 1934) contem quadros de costûmes nos que se descrebe a vida que se leva os Sábados e Domingos no povoádo. Os seus contos forom publicados em Medellín em 1956 e as suas “Obras completas” em 1964.

OXFORD

ESCRITORES HISPÂNOS (EDUARDO CARRANZA)

CARRANZA, Eduardo (1913). Poeta colombiano, cabeça vissíbel do grupo “Piedra y Cielo”, chamado assim pola revista que os deu a conhecer ao redor de 1935. O grupo reaccionaba contra a estéctica do poeta nacional oficial Guillermo Valencia e chamarom assim à sua revista e a sí mesmos, para homenaxear ao poeta Juan Ramón Jimenez, que publicou um libro com esse título. A sua aspiraçón era criar unha poesía de atrevidas metáforas, de amor à terra nativa e de veneraçón a Cristo. A poesía de Carranza publicou-se em “Azul de ti: sonetos sentimentales” (Salamanca, 1952), escrito entre 1937 e 1943; “Los pasos contados” (Madrid, 1970), escrito entre 1935 e 1968; “Canciones para iniciar una fiesta” (Madrid, 1953), escrito entre 1935 e 1950. Traducíu a Tagore e a Rémy de Gourmont.

OXFORD

ESCRITORES HISPÂNOS (ALEJO CARPENTIER)

CARPENTIER, Alejo (La Habana, 1904-1980). Novelista cubano de orixem francorusso. Em 1924 foi editor da revista mais importânte de Cuba, “Carteles”, e colaborou na fundaçón do grupo “Minorista”. Foi encarcerado em 1927 por firmar o manifesto desse grupo contra o dictador Machado. Carpentier escapou de Cuba com um passaporte falso e trabalhou como xornalista em París até ao seu regreso à ilha em 1939. Saíu de novo para a Venezuela, exiliádo em 1945, primeiro como colaborador de unha estaçón radiofónica em Caracas e depois como professor da universidade. Alí radicou até ao triunfo da Revolución cubana em 1959, ano no qual se reincorpora ao seu país. A sua melhor novela, “Los pasos perdidos” (México, 1953), é, segundo J. B. Priestley, unha das obras fundamentais do nosso tempo. Também escrebeu “¡Ecué – Y amba-O!” (Madrid, 1933), sobre os elementos africanos da vida e a arte cubanas. “El reino de este mundo” (México, 1949); “El acoso” (1956); “Guerra del tiempo” (México, 1958), novela em três narraçóns sobre o tempo; “El siglo de las luces” (México, 1962), situada durante a Revolución francesa na Guadalupe e outros lugares das Indias Occidentais, é unha das suas melhores obras; “Tientos y diferencias” (México, 1964); “Tres relatos” (Montevideo, 1967); “Literatura y conciencia política en América Latina” (Madrid, 1969); “La ciudad de las columnas” (Barcelona, 1970); “El derecho de asilo” (Barcelona, 1972); “El recurso del método” (México, 1974), que é unha irónica e amarga denuncia da dictadura de Gerardo Machado escrípta no melhor estilo de Carpentier, digna de formar parte da tradiçón das novelas sobre dictadores, ao lado de Asturias, García Márquez e Roa Bastos. “Concierto barroco” (México, 1974), é unha ambiciosa novela curta que conta a disparatada história de um criollo mexicano que deixa a seu país, recruta a um criádo negro e viáxa por Espanha e Itália, durante o século XVIII. O estilo volta-se gradualmente mais ornamental e barroco à medida que as personáxes retroceden ao XVII. Durante o carnaval de Venécia, o criolho, disfarzado de Moctezuma, conhece a Haendel, Vivaldi e Scarlatti. Com eles e a música do criádo negro improvisasse unha espécie de orxía musical, que culmina com a inspiraçón de Vivaldi de escreber unha ópera diferênte às que están de moda, e que terá como personáxe central a figura do imperador Moctezuma. O divertimento que leva a cabo Carpentier nesta obra está subtilmente apuntalado pelos seus conhecimentos musicais, vertidos em parte no seu estudo “La música en Cuba” (México, 1946). Mais tarde, publicou “El arpa y la sombra” (1979), novela que trata do amor impossíbel entre Cristóbal Colón e a Reina Católica, num marco de confidências pensadas polo almirante, desde o momento da sua morte, até ao momento da sua condenaçón-salvaçón. Segue um pouco o estilo entre fantástico-delirante e romântico-histórico de “Concierto barroco”. Finalmente, a novela da Revolución Cubana, contada a través da longa vida de unha apolítica dançarina russa, “La consagración de la primavera” (1978). Um ano antes aparecerom os seus artígos xornalísticos reunidos em “Crónicas” (dous volûmes), que recolhem as suas aportaçóns a revistas e diários a partir de 1922.

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ESCRITORES HISPÂNOS (JULIO CARO BAROJA)

CARO BAROJA, Julio (Madrid, 1914). Etnólogo e historiador. Foi director do Museo del Pueblo Español de Madrid (1944-1955) e professor de etnoloxía em Coimbra (1957-1960). Entre os seus muitos e importântes estudos destacam “Los pueblos del norte de la península ibérica” (1943), “Los pueblos de España” (1946), “Los vascos” (1949; 3ª ed. 1971), “Las brujas y su mundo” (1968), “El señor inquisidor y otras vidas por oficio” (1968), “Teatro popular y magia” (1974) e “De la superstición al ateísmo” (1975). A sua contribuçón mais importânte para o estudo da história literária foi o “Ensayo sobre la literatura de cordel” (1969), mas a sua melhor obra foi sem dúvida “Los judíos en la España moderna y contemporánea” (1962, três volûmes). As suas “Obras completas” publicarom-se em 1973; “Vidas poco paralelas” (1981).

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ESCRITORES HISPÂNOS (RODRIGO CARO)

CARO, Rodrigo (Utrera, 1573-1647). Arqueólogo, antiquário e poeta menor. Foi um dos primeiros espanhois que investigaron os monumentos históricos e as ruínas em Espanha, com métodos que se relacionam xá com os utilizados modernamente. Depois do breve estudo “Santuario de Nuestra Señora de la Consolación, y antigüedad de la villa de Utrera” (Osuna, 1622), publicou “Antigüedades y principado de la ilustrísima ciudad de Sevilla y corografía de su convento jurídico, o antigua cancillería” (Sevilla, 1634), obra muito importânte no seu tempo. Escrebeu também “Varones insignes en letras naturales de la ilustrísima ciudad de Sevilla” (Sevilla, 1915) e um volûme de correspondência (ed. S. Montoto). Em quanto à sua poesía, seguíu o modelo de Fernando de Herrera, mas non o seu gongorismo. Entre os seus poemas destacamos “A la villa de Carmona”, em silva; “Silva a Sevilla antigua y moderna”, primeiro publicada em 1634 e editada depois por M. R. Martínez em 1947. É recordado polo seu tán citado “Canción a las ruinas de Itálica”, num princípio atribuída a Francisco de Rioja, que trata das reflesóns que essas ruinas, situadas tán perto da cidade de Sevilla, suscitárom no poeta. Os versos resultam sem dúvida impecábeis, no referênte à técnica, mas falta forza e inspiraçón poética. As suas “Obras” (1883-1884, dous volûmes) inspiráron a Menéndez y Pelayo um interesante ensaio.

OXFORD

¡¡QUE NADA SE SABE!! (59)

E, no referído à côr, a dúvida resulta ainda maior todavía. ¿Quando há que fiar-se del? Quando esté mais próximo da sua natureza e menos afectado por algo extranho. Mas ¿quem conhece a natureza do ar? ¿Quem o víu puro? Esta submetído a um câmbio continuádo, por obra, desde arriba, do Sol, da Lúa e de outras cousas, assim como, desde baixo, por obra da terra, da água e dos corpos mixtos. O mesmo há que pensar do vidro e da água, mas incluso a soluçón resulta mais difícil, pois na visón que se leva a cabo através do vidro ou da água existem dous meios externos: o ar e um deles. Pôn unha moeda num recipiente largo e deixa-o no chán; alonxate del até que xa non vexas a moeda. Manda entón encher de água o recipiente: pronto verás a moeda, e a verás mais grande que antes. ¿Por qué non se podía vêr antes através do ar, sendo assim que, segundo tú, é o meio óptimo? ¿Por qué a moeda aparece agora mais grande? Non o sabemos. Só nos cabe manifestar algunha opinión, e nós a manifestaremos quando cheguemos ao “Examen rerum”.

FRANCISCO SÁNCHEZ

GALIZA DE CONTO (O CAZADOR E O LAGARTO)

Iba certo cazador de caza e descobrindo un lagarto arnal muy grande, párase e monta a escopeta; mais ó tempo de arrimala á cara pra tirarlle, érgue a cabeza o lagarto e dille: – Si me tiras non me matas e, si non me matas, cómote. Sorprendeuse o home, baixou de pronto a escopeta e, ó ver que o lagarto se lle achegaba, tomou medo, volveu a arma á cara, tratou de fixar ben a puntería e, conecéndoo o lagarto, díxolle outra vez, alborotado: -Si me tiras non me matas e, si non me matas, cómote. Entonces o cazador baixou de novo a escopeta, perdeu os ánemos e, medio tembrando, dixo tamén ó lagarto: -Pois ¿que hei de facer pra que non me comas? -Eu cho direi, escoita. Tes tres fillas; déixame casar con calquera delas e líbraste de que te coma. -Falareino alá na casa, e se algunha das tres consinte, eiquí cha traguerei mañá. -Está ben; pro mira que, si me enganas, xa sabes o que che espera e da miña boca non te escapas. Foise o home pra súa casa pesaroso; xuntou nun cuarto as fillas, contoulles o que pasaba, e dixo: -Sodes tres; algunha ten que casar por forza co lagarto, i así vexamos cal é a que se arresga. -¡Ai! Eu non. ¡Fo! ¡Que porquería!, respondeu a máis vella. -Nin eu tampouco, dixo a que lle seguía. -Pois eu si, contestou a máis moza. Marcharon pai e filla direitos ó sitio onde o lagarto aparecera; aviscounos este e, saíndolles ó encontro, dixo ó pai: -¿Conque esa que vén contigo é a miña noiva? -Si, a máis nova das miñas fillas. -Parece lista. E dirixíndose a ela, añadeu: -Acércate, rapaza, non teñas medo, inda non casamos hoxe; pro quero que seas panadeira. Toma esta cunquiña que, con soilo que lle digas “cunquiña, pola gracia que Dios che dou, dame esto, ou aquelo”, darache canto lle pidas. Colleu a moza a cunquiña, volveuse con seu pai á casa, amasou de noite dous pas, coceunos e foise con eles a unha feira que había cerca. Como era bonita i espabilada, pronto acudiron mozos ó seu lado; tres, sobre todo, que con aquela de mercarlle pan, metérona en conversa e ousequiárona con rosquillas. Un deles acompañouna, de volta, hastra á casa, e nesta xa, vendo a rapaza que o acompañante non se despedía, bota man á cunquiña do lagarto e di “cunquiña, pola gracia que Dios che dou, fai que este mozo estea peneirando en fariña toda a noite”. E, sin máis nada, por arte de birlique birloque, púxose o mozo a peneirar e peneirando estivo hastra o día. Chasqueado así foise, e co rabo entre pernas, onde ós outros dous mozos que, deseosos de saber como a rapaza o tratara, perguntáronlle ó instante: -E ¿que tal, que tal? -Dígovos que noite máis alegre que a de onte nunca a pasei: a rapaza non é de perda: ide á súa casa e xa verés; pro un primeiro e dempois o outro, que, se ides xuntos, non dá entrada. O acompañante falaba así para que se levaran chasco como el e ningún tivera de que gabarse. Socedeu, pois, que ó escurecer daquel mesmo día vaise alá un dos que se quedaran. Chamou á porta, axexou a rapaza pola pechadura, e vendo quen era el colle a cunquiña e di: “Cunquiña, pola gracia que Dios che dou, fai que este mozo estea abrindo e cerrando toda a noite a porta da nosa casa”. E, sin máis nada, por arte de birlique birloque, púxose o mozo a abrir e cerrar na porta, e abrindo e cerrando estivo hastra o día. Foise tamén co rabo entre pernas onde o outro mozo que a casa da rapaza inda non fora, e percurando enganalo, como a entrambos enganara o primeiro, díxolle: -Chico, véñoche prendado da rapaza ¡Que atenta! ¡Que cariñosa! Faladeira, como ela sola. Adivirtida, ¡nai que me pareu! Dígoche que si ti non vas a vela hoxe, eu vólvoche. -Hoxe tócame a min e teño de ir. -Vai, pois, e xa verás si minto. Corre alá o galán terceiro, mui confiado no que xa oíra ós dous primeiros. Chamou á porta, axexou a rapaza pola pechadura, e vendo que era el, colle a cunquiña e di: “Cunquiña, pola gracia que Dios che dou, fai que este mozo coide de que nosos porquiños mamen toda a noite na porca que temos aí no cortello”. E sin máis nada, por arte de birlique birloque, abreuse a porta do cortello, púxose o mozo a chamar nos porquiños e, agarra un deixa outro, fixo que na porca mamaran toda a noite. Chasqueados os tres mozos e cada un de diferente modo, sumáronse certo día; tratan de vengarse, de armarlle unha zancadilla á noiva do lagarto, e demándana ante o xuez. Ela, que se ve citada e obrigada a decrarar en xuício, colle a cunquiña e marcha direita ó xuzgado. Aberta a audencia, chama un alguacil pra decrarar; pro, antes que o xuez a xuramentase i o escribao empezase á escribir prumada, tira de cunquiña con disimulo e di en voz baixa: “Cunquiña, pola gracia que Dios che dou, fai que estes señores se pelexen hastra que os mande eu parar”. E, sin máis nin menos, por arte de birlique birloque, póñense xuez, escribao e alguacil a bofetadas de tal maneira que era cousa pra un morrerse de risa, porque non se vían desengarrados e o que menos forza tiña máis bofetadas e trompicós levaba. A rapaza ría que partía e, logo que se fartou de rir, berroulles: -Señores, non sean tolos; asoséguense, ou ¿queren que haxa aquí unha morte? Cesou estonces a pelexa. Acupou cada un o seu lugar, e acercándose ó xuez un dos demandantes, o mozo que peneirando estivera en fariña toda a noite, faloulle ó oído: -Señor, ouservando estiven os movementos todos desa rapaza e, ou está encantada, ou trai consigo un encanto. Sírvase usía mandala volver mañá, e ó tempo de entrar na audiencia que o aguacil, sin que a rapaza se aperciba, lle tape o bico mentras eu a rexistro. -¿Y si nada se consigue? -Señor, ¿quen sabe? -Lo pensaré. Saíu o mozo pra fóra e dixo enseguida o xuez: – Se suspende la audiencia de este día; retírese la demandada y mañana, a la hora de hoy, comparezca de nuevo ante el Juzgado. Pois amigo ó outro día, a penas se abriu a porta da sala da audiencia e cando a muller iba a entrar, bótalle unha mán polo lombo o aguacil, tápalle coa outra a boca, bótalle o mozo tamén man á faltriqueira de lenzo que levaba por riba do refaixo e, vendo dentro unha cunquiña, tanto quixo apreta-la faltriqueira, que, como a cunquiña era de barro mal cocido, toda se esfarelou i adios encanto. Estonces o aguacil tiroulle a man da boca, levouna a decrarar e decrarou a verdá do caso, hastra o sitio en que o lagarto aparecera. Vaise alá o xuez, e o escribao i os aguacís, vanse tamén os demandantes, xúntase alí un fato de mocedá, e postos todos en busca do lagarto, que tomando estaba o sol ó pé dun valo, mátano en seguida, cólgano alí nun pau e cada un dá volta pra a súa casa, menos o mozo que a cunca esfarelara. Este veuse á da rapaza, fala com ela, pídella a seu pai por muller, i a noiva do lagarto, a máis nova das tres hirmás, casou primeiro que as outras dúas.

HÉRCULES DE EDICIONES -GALICIA DE CONTO (VALLADARES, M. (REC.), 1888: Galicia humorística, t. I, núm. 7, Santiago de Compostela.)

DAVID HUME (DIÁLOGOS SOBRE A RELIXIÓN NATURAL)

A COMPLEXIDADE IRREDUCTÍBEL

Enquanto os defensores do argumento “antrópico-teleolóxico” chamam a atençón para certas características extraordinárias do universo, os apoiantes da “complexidade irreductíbel” procuram mostrar que existem sistemas biolóxicos a nível molecular que só podem ser explicados se postular-mos a existência de desígnio intelixente. O melhor e mais conhecido representante desta nova versón do “argumento do desígnio” é o bioquímico Michael Behe. No libro Darwin’s Black Box, Behe define “complexidade irreductíbel” como um “sistema único composto de várias partes, bem axustadas e em interaçón, que contribuiem para unha funçón básica, no qual a remoçón de qualquer unha das partes, faz que o sistema deixe de funcionar”. Como um sistema biolóxico deste tipo tem, por definiçón, de surxir de unha só vez e non pode ser o resultado da selecçón natural, Behe, afirma que a melhor explicaçón para a sua existência é o desígnio intelixente. Um exemplo de “complexidade irreductíbel” artificial som as armadilhas para ratos que, segundo Behe, só funcionam com todos os componentes presentes. Mas há também sistemas biolóxicos irreductibelmente complexos na natureza. É esse o caso dos cílios e dos flaxélos, dispositivos que permitem a alguns tipos de células movimentarem-se. Se esses sistemas fossem lixeiramente alterados, xá non funcinariam, polo que non podem ser o resultado da selecçón natural e tiverom que surxir de unha só vez. Som, por conseguinte, o resultado da actividade do desígnio intelixente. O debate em torno do desígnio e do “argumento do desígnio”, como se vê, non é algo que tenha interessado os filósofos e teólogos num momento particular da história e que depois disso tenha desaparecido para sempre. Este debate continua vivo e caloroso, eventualmente mais vivo e caloroso do que no tempo de Hume. Há naturalmente diferenças que resultam, em parte, do progresso científico que entretanto ocorreu e, em parte, da evoluçón das ideias relixiosas. Mas há um aspecto de grande importância que debe ser realçado. Trata-se do facto de as versóns modernas do “argumento do desígnio”, como as que acabámos de ver, xá non terem, polo menos explicitamente, por base os “argumentos por analoxia”. Mesmo que sexa possíbel recuperar esse argumento, como pretendem os defensores destas novas versóns, e com ele probar a existência de Deus, unha cousa é certa: esse argumento non procurará probar a existência de unha Divindade semelhante ao home a partir da analoxia entre os artefactos humanos e os obxectos naturais. E isto é em parte resultado da crítica de Hume.

DAVID HUME (7O TEXTOS FILOSÓFICOS)

AS MEMÓRIAS DE MANUEL DA CANLE (127)

O mal de quem a causa non se sabe, milágre é acertar na medicina. Don Quixote, dixo isto. Concebido da pena de amor, etc… Os seus amores forom: Dorotea, Lucinda, Anxélica, Dulcinea del Toboso. Xunto à porta, o dia quatro de Xulho de 1920. Domingo, em que estívem com María Rosa da Costa, na sua casa, xá algo diferente. E, polas expressóns que me deu, o amor estaba totalmente disminuído. Quase se pode dizer, que agora só existía um recordo. E, era ou non, unha aparente inclinaçón de bondade. Lembro-me, que antes do dia quatro, no lugar da Minada da Portela, falei com ela, e na sua maneira de quadrar dixo, que me había de botar dalí a baixo (entenda-se do átrio). Isto parece que foi o trinta de Xunho de 1920, no tempo das cereixas maduras.

MANUEL CALVIÑO SOUTO

AURELIUS AGUSTINUS (O FIM DO MUNDO)

Em 409 d. C., tinham xá decorrido mais de vinte anos desde o regresso de Santo Agostinho ao Norte de África e quase quinze desde a sua ordenaçón como bispo de Hipona. Durante este período, Santo Agostinho centrou todo o seu esforço em assegurar a, até entón, fráxil posiçón da Igrexa católica no Norte de África, eliminando todos os inimigos que lhe apareceram no caminho. Com a sua aliança com o poder civil do Império, conseguiu que o cisma donatista fosse proscrípto (Édito da Unidade, do ano 405) e condenado a sobreviver nunha situaçón de semiclandestinidade graças às políticas repressoras que se seguirom ao édito. O maniqueísmo non teve melhor sorte, entrando em franca regressón perante o arranque do trabalho pastoral e de propaganda levado a cabo por Santo Agostinho e polos seus fiéis discípulos. É verdade que, no plano doutrinário, a ambicionada unidade do cristianismo sob a direcçón única da Igrexa católica estava lonxe de ser unha realidade, como era demonstrado pela vitalidade da heresía arriana (em particular, entre as populaçóns bárbaras) e a plena efervescência em que se encontravam as teses de Pelágio e de que falaremos mais tarde. Mas, no plano político, non há dúvida de que as lutas e o esforço de todos esses anos tinham resultado num enorme êxito: o bispo de Hipona tornara-se um dos principais poderes fácticos da rexión, e da Igrexa que liderava, na instituiçón que obstentava unha indisputada hexemonia no Norte de África. Porém, do recém-baptizado que sonhava com unha vida de contemplaçón e aperfeiçoamento espiritual e que via o mundo como a bela criaçón da bondade divina, xá quase non habia sinal. Os anos dedicados à conduçón de um rebanho de pecadores, ao exercício do poder e às intrigas (a que se entregou sem grandes perturbaçóns) tiveram o seu preço. O pensamento de Santo Agostinho tinxiu-se, entón, de forma lenta mas inexorábel, de tons cada vez mais pessimistas e sombrios. Para isto contribuiu ainda, de forma decisiva, um acontecimento de enorme envergadura que fez tremer os alicerces da história. O vintiquatro de Agosto do 410, as hostes godas, dirixidas por Alarico, conseguirom entrar em Roma e saqueárom-na, após oitocentos anos de inexpugnabilidade (o último saque, fora o dos gauleses de Breno, no 390 a. C.).

E. A. DAL MASCHIO