A parte mais serrana da estrada começa a serenar em Valadares, burgo com pergaminhos medievais e belos solares. O caminho segue agora xá pouco acima do nível do rio e espraia-se entre campos amorosamente cultivados, onde a vinha de forquilha é a nota dominante. Os pilares de cantaria esculpida de unha moradia nobre advertem de que algum monumento está perto: é o grande Solar da Areosa, que entre outras curiosidades tem a daqueles dous milicianos do tempo da Patuleia, de chapéu braguês e clavina, a guardar o alvo do muro. Devem ter sido ali postos, como nota de contemporaneidade, quando se abriu a estrada real, em meados do século passado. O palácio é mais antigo, talvez do tempo de D. Joao V, e é um belo exemplo do equilíbrio de proporçóns e da nobreza de formas que caracterizou a arquitectura genuinamente portuguesa dessa época. Está habitado mas em iminente degradaçón: estores de plástico, madeiras a apodrecer, um barracón encostado à ala norte. Non é difícil prever que em breve será mais um pardieiro em ruinas. Informo-me na primeira aldeia e recebo a explicaçón habitual: morreram os donos, os herdeiros eram muitos e tiverom que vender, para fazer a partilha; os compradores som xente de trabalho a quem non se pode esixir que mantenham o esplendor senhorial da habitaçón. E portanto vai ser como eu penso: o Solar da Areosa, famoso na rexión, non vai durar muito mais.
Kant constrói um modelo de conhecimento que supera as duas linhas epistemolóxicas dominantes no seu tempo. “Superar” non significa aqui simplesmente combinar e sintetizar para obter um conxunto satisfactório; significa ir mais além, conservar aspectos destas duas linhas, mas acrescentando algo que non estaba contido em nenhuma delas. Kant conserva do empirismo o princípio de que todo o conhecimento real se orixina na experiência, na percepçón sensíbel, nos dados dos sentidos. E conserva do racionalismo o princípio de que a mente funciona aplicando conceitos próprios “a priori”, isto é, independentes da experiência e prévios a ela. Argumenta, assim, que o conhecimento real e obxectivo está baseádo na aplicaçón correcta desses conceitos às sensaçóns captadas polos sentidos. Nem a percepçón sensíbel nem o entendimento, por si só, podem dar conhecimento: a primeira fornece conteúdos sem forma (caos), e o segundo, formas sem conteúdo (ilusóns). Como nos diz Kant, “os pensamentos sem conteúdo som vazios: as intuiçóns sem conceitos som cegas. (…) O entendimento nada pode intuir e os sentidos nada podem pensar”. Pode imaxinar-se as intuiçóns non categorizadas polos conceitos como as manchas de cores da pintura impressionista, ou como as figuras delirantes de um caleidoscópio de magma ou (segundo dizem) como as alucinaçóns causadas polo LSD. Podemos imaxinar os conceitos sem intuiçóns como algo ainda mais abstracto do que a matemática, como ar dentro de ar. Só na acçón conxunta de ambos pode surxir o conhecimento. Cria-se assim um modelo epistemolóxico em que todo o conhecimento real se produz num ponto de vista subxectivo -que sintectiza o rexisto de dados sensoriais e aplica sobre eles os conceitos “a priori”- e, apesar dessa subxectividade, é lexítimo como descripçón precisa do mundo exterior, independente do suxeito. Assegura-se a obxectividade efectiva do que é dado aos sentidos, mas ancorando-a na percepçón do ponto de vista do suxeito. O mundo, que o suxeito absorve mediante as percepçóns sensíbeis, ordena-se e adquire sentido graças à acçón do entendimento e dos seus conceitos sobre elas. Há duas fontes (Kant chama-lhes faculdades, potências e espécies) do conhecimento, ambas igualmente imprescindíbeis.
A partir de certas hipóteses, Friedmann conseguíu obter unha soluçón às equaçóns de Einstein, na qual o universo expande-se à maneira que posteriormente observaría Hubble. Em particular, o modelo de universo de Friedmann começa com tamanho cero. vai expandíndo-se até que a atracçón gravitatória o para de todo, e depois volta a colapsar sobre sí mesmo por efeito da raferída atracçón. (Resulta que há, ademais, outros dous tipos de soluçóns para as equaçóns de Einstein que também satisfacen as hipóteses do modelo de Friedmann, unha das quais conrresponde a um universo em que a expansón prosegue indefinidamente, ainda que se para um pouco. e outra a um universo em que a taxa de expansón vai disminuíndo cara a cero, mas sem chegar a alcanzar dito valor.) Friedmann morreu poucos anos depois de haber levado a cabo o seu trabalho, e as suas ideias permanecerom prácticamente desconhecidas até ao descubrimento de Hubble. Mas em 1927, um professor de física e cura católico chamado Georges Lemaître (1894-1966) propuxo unha ideia semelhante: se retrotraemos a história do universo, à medida que vamos a passados mais lonxános o universo vai-se fazendo cada vez mais pequeno, até que chegamos a um sucésso de criaçón -o que chamamos na actualidade o “Big Bang”- .
CONTRA A VIOLÊNCIA ENTRE OS INDIVIDUOS E ENTRE OS ESTADOS
Os estados som unicamente ignorantes e extraviados, quando as suas crenças se opoiam em opinións antiquadas corrompidas. O que nós vemos é que os seres que podemos percepcionar ou de que somos testemunhas, som entre si contrários uns aos outros e que cada tenta destruir o seu contrário. (…) Estas e outras cousas semelhantes, som as que nos seres existentes vemos e reconhecemos. Dizem, segundo isto, que tal é a natureza dos seres e que essa é a sua tendência natural inacta. O que os corpos naturais fazem naturalmente, isso é o que debem fazer os animais libres, com o seu libre-arbítrio e a sua vontade, e isso é o que quem esta dotado de reflexón debe fazer com as suas reflexóns. Do mesmo modo, xulgam que os estados debem lutar e discutir uns contra os outros entre si. Cada home debe apropriar-se de todo o bem que existe, debe esforçar-se para superar os outros, para retirar deles todo o bem que possa ser-lhe útil. O mais violento em vencer tudo aquilo que lhe coloca obstáculos é o mais feliz. Destas ideias derivam muitas outras nos estados de opinións ignorantes. Alguns xulgam que entre os homes, non se debem procurar nem ligaçóns nem relaçóns, sexam estas naturais ou voluntárias. Cada home debe considerar como imperfeitos todos os outros e cada um debe singularizar-se entre todos os outros. Dous homes, non debem associar-se, senón quando forçados pola necessidade, nem xuntar-se um com o outro a non ser em cousas concretas. (…) Este é um enorme mal, entre as opinións sobre a humanidade.
Voltamos outra vez a encontrar o “phantasma” do nosso amigo Carlos “gafas”, o qual leva a suspeitar que pode haber meigalho. A bela cornisa da Costa Azul, foi desde finais do século passado, sinónimo de elegância e luxo. Pintorescos lugares que dominam desde os seus castelos as águas transparentes, praias tranquilas e outras animadas, cidades como Niza e Cannes sucedem-se ao longo da Riviera francêsa. Qualidade, elegância e perfeiçón! Três qualificativos, que também se podem aplicar a estes afortunados lugares. Afortunados, non só, polo elitismo exacerbádo, mas sobre tudo, por albergar um dos meus grandes amores infantís “Brigite Bardöt”. Que grande desgosto levei, quando se casou com outro cantante qualquer! A cidade de “Contos de Fada” como parece, com princípes e principésas, mas também com unha bruxa mala, para perdiçón das nossas vidas. Nos velhos contos de fadas sempre há unha bruxa mala, que aquí está representada por um dos vícios capitais da humanidade, como é o xogo. Pois é, nem tudo o que brilha é ouro! Os lugares de maior interesse som: a cidade velha, nos arredores do Paço; os xardíns de San Martín, xunto do Museo Oceanográfico; e como non, o Casino e as suas terrazas. Como unha grande representaçón, tudo está no lugar adequado, um luxuoso escaparate. O desgradábel do conxunto, aparece cuidadosamente oculto, em Mónaco nada parece artificial. Como emblemas da cidade, están o Ferrari testarrosa-roxo, o melhor caviar e o Moêt Chandon. Nem celulitis, nem arrugas no colarinho, somênte unha obsessón pola pulcritude. O Casino, é sem dúvida, o melhor edifício de Mónaco, e um dos melhores negócios. Construído em 1878, por Charles Garnier, o arquitecto da Ópera de París, cháns de mármore, columnas de ónix, baixo-relevos, frescos e esculturas, ricas madeiras, vitrais e pinturas alegóricas ademais de lâmpadas de bronce. Mas, sobre tudo, os cidadáns de Mónaco (Incluídos os príncipes), tenhem terminantemente prohibído por lei xogar no casino. A limpeza das águas marinas é um dos orgulhos do país (ainda, que dentro de um mar Mediterrâneo cheio de M.). Ós pés do Casino, em terrazas axardinádas, com vistas sobre o mar, está “Le Bar du Soleil” lugar de encontro dos famosos, para tomar algo. Em Mónaco, non existe unha cultura gastronómica importânte, mas está recheado de muito bons restaurantes. Para mim, as duas melhores cozinhas, som a Francêsa e a Chinêsa, pola variedade dos productos e das técnicas. Mas, toda a cozinha Mediterrânea, italiana, espanhola, grega e árabe podem resultar excelêntes. “La Galinette”, era um bom lugar na praia, para degustar uns salmonetes grelhados na brasa. Unha das cousas surprehendentes, é que os grandes restaurantes do principádo se abastecem também no mercado de San Sebastián. Na noite escura, mentras se contemplam as luzes de Mónaco danzando sobre as águas, um se pergunta para sí ¿Haberá alguém mais bela que tu?
Zaratustra sabe, como Espinosa, que “a liberdade é consciência da necessidade”. Somos libres quando comprehendemos que tudo o que encontramos neste mundo é “necessário”, isto é, non pode nem debe ser de outro modo. Quem sente “amor fati” comporta-se como um xogador que celebra de cada vez que atira os dados; ganhe ou perda, comprehende que o resultado da sua xogada tinha de ser esse e non outro. Afinal, o que o verdadeiro xogador ama non é ganhar, mas sim xogar, sentir-se ele mesmo parte do xogo. Por isso, pode dizer-se que fez as pazes com o azar. Nesta altura xá debe ser evidente por que razón é que Nietzsche considera que a “doutrina do eterno retorno” é “a mais alta fórmula de afirmaçón da vida que xamais se atinxíu”. O potencial da ideia cristaliza-se no final do capítulo chamado “Da visón e do enigma”, onde Zaratustra vê “um xovem pastor a contorcer-se, a afogar-se, em convulsón, com o rostro em agonia” por causa de “unha pesada serpe negra” que se introduziu na sua boca enquanto dormia. O xovem debate-se entre a vida e a morte, mas, seguindo as indicaçóns de Zaratustra, consegue dar unha grande dentada que arranca a cabeça à serpe. Nesse momento produz-se unha metamorfose. Xá non era “nem pastor, nem home -era um transfigurado, um iluminado, que “ria!” Nunca antes na terra tinha rido home algúm como ele riu!”. Ao matar a serpe, o pastor desactiva o paradoxo. A serpe negra simboliza o tempo circular, “o maior peso”, o pensamento mais obscuro. (O eterno retorno como um simulácro explicativo do universo que se torna asfixiante.) Ao cortar-lhe a cabeça, o pastor reconcilia-se com o destino cósmico. Embriagado polo “amor fati”, dele nasce “o riso que brota da verdade plena”. O “eterno retorno” como unha proposta ética emancipadora. Mas o pastor transfigurado ri-se de um modo estranho. Zaratustra repara que o seu riso “non é um riso de home”. É o riso do super-home.
CARVAJAL, Micael de (Plasencia, c. 1501-c. 1576). Escrebeu a importânte “Tragedia Josefina” em 1535 que, segundo unha nota de Fernando Colón no seu “Abecedarium”, publicou-se no mesmo ano na cidade de Salamanca. A ediçón sevilhana de 1545, recentemente descoberta, aproxima-se mais, seguramente, à ediçón príncipe; nas ediçóns modernas preferíu-se esta de Sevilha a outras mais temperáns (1540) publicadas em Plasencia. A obra de Carvajal consta de 4.256 versos em “redondillas duplas” nas quais se narra a historia bíblica das vicisitudes de José contadas no Xénese: o episódio em que os seus irmáns cegados polos ciúmes, o venden; a sua estância na côrte do faraó e a morte de Xacob. A personáxe de Zenobia resulta particularmente interesante. Também escrebeu a maior parte de um auto sacramental (em colaboraçón com Luis Hurtado de Toledo): “Las cortes de la muerte”, que, xunto com a “Farsa llamada danza de la muerte de Juan de Pedraza”, som unhas das mais extraordinárias mostras do seu xénero na Espanha do século XVI.
CARVAJAL, María Isabel (San José, 1888-México, 1949). Xornalista e poeta costarricense, que escrebeu baixo o pseudónimo de “Carmen Lyra”. Publicou unha série de interesantes libros para nenos, como a novela “En una silla de ruedas” (1918), “Las fantasías de Juan Silvestre” (1918) e os contos tradicionais “Los cuentos de mi tía Pachita” (1920), contados nunha linguáxe asequíbel aos nenos. A causa da sua militância comunista, tivo que escapar para México, onde morreu.
CARTAGENA, Teresa de (Cartagena, fl. 1450). Escritora de libros relixiosos que, como afirma Amador de los Ríos, puido ser a neta do converso Pablo de Santa María e sobrinha de Alfonso de Cartagena, ainda que M. Serrano y Sanz o considera improbábel. Fragmentos da sua obra forom publicados em “Apuntes para una biblioteca de escritoras españolas desde el año 1401 al 1833” (BAE, CCLXVIII, 1903). Na biblioteca de “El Escorial” existe um manuscrípto que contem duas das suas obras “Arboleda de los enfermos” e “Admiratio operum Dei” (BRAE, anejo XVI, 1967). No primeiro expressa a necessidade de substituir a fraqueza por fortaleza, mentras que no segundo demóstra os dons que dá Deus às almas e tanxencialmente defende com algo de aspereza a autoría da “Arboleda”, que tinha sido posta em dúvida por algúns escritores.
CARTAGENA, Alfonso de Santa María de (Burgos, 1384-1456). Humanista. Filho do grande rabino de Burgos Salomón Ha-Levi, quem escolheu ser baptizado em Xulho de 1390, baixo o nome de Pablo García de Santa María e foi feito bispo de Cartagena em 1401. Alfonso de Santa María foi bispo de Burgos em 1435, mas non tomou posessón do seu cargo até 1439, porque era representânte de Castela no Concilio de Basilea, onde pronunciou um famoso discurso em latím “Sobre la precedencia del Rey Católico sobre el de Inglaterra en el Concilio de Basilea” (reeditado na BAE, vol. CXVI, 1959). Também publicou unha demonstraçón de que as ilhas Canárias pertencíam a Castela e non a Portugal. O seu Palácio Episcopal em Burgos, foi escola de aprendizáxem para muitos, entre eles Rodrigo Sánchez Arévalo e Diego de Rodríguez Almela. A poesía de Alfonso perdeu-se: a que aparece baixo o seu nome nos Cancioneiros, parece ser do seu irmán Pedro. Compilou muitos materiais para “El Valerio de las historias”, cuxo modelo é a obra de Valerius Máximus; esta obra foi editada xunto com a “Compilación de las batallas campales” (que resenha as batalhas mais importântes desde os tempos bíblicos até aos seus dias), escripta por Diego de Rodríguez Almela (Murcia, 1487). Em esse mesmo ano apareceu o libro de Cartagena “Doctrinal de los caballeros” (Burgos), que debe muito às “Siete partidas” de Alfonso X o Sábio. A sua obra de temática cristán comprehende o “Tratado que se llama el oracional de Fernando Pérez porque contiene respuestas a algunas cuestiones que hizo” (Murcia, 1487)e a “Defensorium unitatis christianae” (CSIC, 1943). Foi traductor notábel e comentador em “Cinco libros de Séneca” (Sevilla, 1491) e Tullio “de Oficiis” e “de senectute en romance” (Sevilla, 1501), mas non foi, como se dixo nunha época, o autor do “Amadís de Gaula”.
CARRIZO, Juan Alfonso. Investigador e erudicto arxentino especializado no estudo da cançón popular folklórica. Logrou recolher mais de 22.000 cançóns com a axuda da sua mulher. Entre os seus libros citaremos “Antecedentes hispano-medievales de la poesía tradicional argentina” (1945) e cinco cancioneiros, “Antiguos cantos populares argentinos o Cancionero de Catamarca” (1926), “Cancionero popular de Salta” (1933), “Cancionero popular de Jujuy” (1935), “Cancionero popular de Tucumán” (Tucumán, 1937) e “Cancionero popular de La Rioja” (Tucumán, 1942).
CARRIÓN, Miguel de (1875-1929). Novelista, xornalista e médico cubano. A sua obra recebeu a influência de Vicente Blasco Ibáñez. Escrebeu novelas de realismo psicolóxico e de análisis social e ocupou-se fundamentalmente da hipocresía e dos falsos valores da sociedade caribenha. Como positivista que foi, atacou as falsas vocaçóns relixiosas e o fanatismo em “El milagro” (1903), escrita entre 1896 e 1897. Nas novelas “Las honradas” (1918) e “Las impuras” (1919) mantem que os principios da “honra” a miúdo están fundamentados em motivos bem mais mezquinhos. “La esfinge”, a sua última novela, ficou inconclusa, e non foi até 1961 que foi publicada. Os seus contos forom reunidos no volûme chamado “La última voluntad” (1903).
CARRIÓN, Benjamín (Loja, 1897). Filho do poeta romântico Manuel Alejandro Carrión. Ensaista e crítico literário equatoriano, que escrebeu unha novela sobre o desencanto intelectual, “El desencanto de Miguel García” (Madrid, 1929). Foi embaixador do Equador em México e transformou o Instituto Cultural Ecuatoriano na Casa de la Cultura Ecuatoriana. De tendências claramente esquerdistas, apoiou ao rexíme popular cubano de Castro. O seu primeiro libro foi o intelixente e comprehensivo estudo: “Los creadores de la nueva América” (Madrid, 1928) em colaboraçón com José Vasconcelos, Manuel Ugarte, F. García Calderón e Alcides Arguedas. “Mapa de América” (Madrid, 1930) trata dos seguintes escritores: Teresa de la Parra, Jaime Torres Bodet, Visconde de Lascano Tegui, Pablo Palacio e Carlos Sabat Ercasty. “Atahualpa” (México, 1934) trata da conquista do grande império inca. Os seus libros posteriores xa non tenhem a importância dos anteriormente mencionados, mas “El nuevo relato ecuatoriano” (1950-1951, dous volûmes) resulta um estudo útil com unha antoloxía de autores bastânte representativos.
CARRIÓN, Alejandro (Loja, 1915). Poeta, novelista e contista equatoriano. Foi fundador da importânte revista “Letras del Ecuador”, e editor durante alguns anos de “El tiempo” de Bogotá. Durante anos escrebeu a columna política do diário “El Universo”, baixo o pseudónimo de “Juan sin Cielo”. Em 1956 fundou a revista “La Calle”, que apareceu em Quito. Os seus primeiros escríptos aparecerom nas revistas do grupo “Elan”. “La manzana dañada” (1948) reúne unha série de contos basados em recordos da sua própria infância e adolescência. “La espina” (1959) é unha novela sobre a solidón do home. A sua “Poesía” (1961) reúne a maior parte de sua obra, caracterizada pola desilusón a miúdo de tinte metafísico e outras vezes romântico, movimentando-se nunha oscilaçón entre a natureza e os seres humanos, que acaba quase sempre em pessimismo, como no poema “Buen año”: “¡Nunca hace buen año para los labradores!”.
CARRIÓ DE LA VANDERA, Alonso (Gijón, c. 1715-d. de 1778). Foi administrador nas colónias e escritor de libros de viáxes. Chegou a Nueva España em 1735, mas preferíu residir em Lima, onde vivéu até a sua morte. Em 1746 foi correxidor e em 1771 inspector de Correos. Como “Concolocorvo” escrebeu a picante e a miúdo asombrosa novela “El lazarillo de ciegos caminantes… sacado de las memorias que hizo don Alonso Carrió de la Vandera, por Don Calixto Bustamante Carlos Inca, alias “Concolocorvo” (Gijón, 1773, mas em realidade Lima, 1775 ou 1776). A obra resulta algo assim como unha guía do caminho que vai de Buenos Aires a Lima e foi descrípta por Jean Franco como “unha bocanada de ar fresco num mundo colonial mal ventilado”. Os seus elementos picarescos, levarom a alguns críticos a catalogá-la como novela. As simpatías de Carrió están do lado dos criolhos, e em menor medida com os peninsulares e Espanha. Ao mesmo tempo, rechaza a emitaçón servíl de modelos europeios da sociedade colonial e algunhas instituiçóns da metrópole, causas polas quais se escudou detrás do pseudónimo.