CASTRO Y BELLVÍS, Guillén de (Valencia, 1569 – 1631). Dramaturgo da escola de Lope de Vega. Foi durante um tempo capitán de guardacostas e membro fundador da “Academia de los Nocturnos”, baixo o nome de “Secreto”. Em 1623 foi nomeado cabaleiro da Ordem de Santiago. Casou duas vezes: a primeira com a marquesa Gírón de Rebolledo em 1595 e a segunda com Ana Salgado em 1626. A sua aportaçón mais significativa foi a adaptaçón do tema do Romancero ao teatro do “Siglo de Oro”, que chegou à sua cumbre com “Las mocedades del Cid”, obra em duas partes publicada por primeira vez em 1618. Som também adaptaçóns “El conde de Irlos” e “El conde Alarcos”, temas da épica e da novela cabaleiresca. Acreditase que “Los mal casados de Valencia”, unha das suas comédias de capa e espada, sería em parte autobiográfica, na qual recorda certos aspectos do seu desafortunado primeiro matrimónio. “El Narciso en su opinión”, ao parecer exercéu influênça no “El lindo don Diego” de Moreto. Entre as suas obras de corte histórico figuram: “Pagar en propia moneda”, “La humildad soberbia”, “La justicia en la piedad” e “El amor constante”, esta última publicada primeiro baixo o nome “El caballero bobo” em “Doce comedias famosas, de cuatro poetas naturales de… Valencia” (Barcelona, 1609). Adaptou três obras de Cervantes para o teatro; a mais interesante delas é “Don Quijote de la Mancha, que se centra no episódio de Cardenio e Lucinda. As outras som “El curioso impertinente” e “La fuerza de la sangre. Também escrebeu obras de tema mitolóxico: “Progne y Filomena” e “Los amores de Dido y Eneas”. “As suas Obras” forom editadas em 1925-1927 (três volumes). Pode ser que a sua obra fora editada em 1613 ou 1614 clandestinamente, e que a primeira ediçón legal fosse publicada em Valencia em 1618, baixo o título de “Primera parte de las comedias”; a “segunda parte” apareceu na mesma cidade em 1625.
CASTRO, Óscar (Rancagua, 1910 -1947). Poeta, contista e novelista chileno. A característica mais destacada da sua poesía é a delicadeza na expressón do sentimento. O primeiro reconhecimento chegou-lhe ao publicar “Responso a García Lorca” (1936). Abandonou a estéctica de Huidobro e Lorca em “Camino en el alba” (1940) e “Viaje del alba a la noche” (1941). As suas narraçóns surxem também da visón da província: “Huellas en la tierra” (1940), “La sombra de las cumbres” (1944) e “Comarca del jardín” (1953). Castro cultivou a novela com bastânte êxito: “Llampo de sangre” (1950) está âmbientado nas minas de cobre e segue a veta fecunda do realismo máxico hispanoamericano; “La vida simplemente” (1951) mostra a vida de um neno num mundo de brutalidade; e “Lina y su sombra” (1958) retrata a vida e a época de mulher maltratáda polo seu home, um xogador.
Ao modificar a posiçón da cousa, também acostuma mudar a sensaçón. Com o meio acontece outro tanto, o qual se pôm de manifesto nas lentes; se as acercas ao olho, apresentam os obxectos de distinta maneira, que se as alonxas um pouco. O mesmo acontece com o ar. Unha lâmpara, cercana mostra-se uniforme, alargada, inmóvil, pequena, amarela; de lonxe, é redonda, com resplandores em todas as direcçóns, assím como variábel, centelleante e móvil (do qual tomou Aristóteles a sua demonstraçón para probar que os planetas están perto de nós, pois non centellean), grande, clara e sem color. As cousas que están lonxe aparecem escuras e pequenas; as que están demasiado perto, ou non se vêm ou se vêm diferentes de como som. ¿Que vás fazer? Há que manter um termo médio. ¿Onde está esse meio? ¿A dous passos, ou a qualquer outro número determinado? O que está lonxe de nós, aínda que corra muito velozmente, parece mover-se, non obstânte, com relativa lentidón, sobre tudo se o miras desde arriba para baixo ou ao contrario. O que acontece pouco a pouco escapa aos nossos sentidos, como o movimento da linha de sombra de um relóxio de sol. ¿Cómo poderás xulgar com certeza? Tu o ignoras. Eu aínda mais. Mas non é pouco o que este saber importa. Em efeito: de aquí nasce a dúvida perpectua acerca do tamanho das estrelas, para non falar da sua distância, da sua velocidade ou o seu lugar, questóns todas que parecem depender daquela. Pois que o que temos à mán cabe explorá-lo, com certa frequência e mediante diversos sentidos -se tratámos de sensaçóns comúns-, e conhecê-lo de perto com maior certeza. Mas ¿quem pode fazer isto mesmo com aquelas outras cousas? E non só com aquelas: se vés desde lonxe um pau submerxido pola metáde na água, aparecerá partido ou torcido. Dirás que, pesse a tudo, está enteiro, porque xá foi comprobado noutras ocasións. Mas, se estivéra partido, non deixaría em modo algúm de aparecer partido, porque aquí non vale o argumento dos contrários; afirmarás, pola razón anterior, que está enteiro, mas é falso. ¿Que vais fazer, se non podes sacálo da água? Seguirás na dúvida!!
Roma é a cidade “Loba”, “Caput Mundi” ou “Cittá quase-eterna”. O melhor sítio para viver, segundo afirmaba um gringo, mas recomendaba retirar antes todos os romanos. A lenda da fundaçón da cidade, resulta monstruosa para unha pessoa de bom gosto. Unha Vestal foi enterrada viva, e os seus dous filhos abandonados às feras. Na “História da Capital do Mundo”, os dous nenos forom criádos por unha loba maternal, melhor que muitos humanos, e um dos “enfants terríbles” nascidos neste âmbiente de violências, matou o outro em lutas polo poder, o bom e o mau, o belo e o feio, o agradábel e o funesto, unha cidade com duas caras. Unha explêndida e outra desordenada, ruidosa, contaminada e decadente. Roma non necessita recorrer a macábras exhibiçóns, porque tem tanto que ver e admirar, que fascina e cautiva. Os romanos, vivem e amam a vida com paixón, xesticulam constantemente, lançam acerados insultos e levam no seu sangue a arte de sacar proveito a tudo. A estéctica e a representaçón dramática, fán de cada italiano um Divo da Ópera ou do Belcanto, um actor, um poeta e um xénio em potência. James Joyce, afirmaba que os romanos, com tal de ganhar dinheiro, som capazes de ensinar aos turistas, prévio pago, até a mômia da sua avó. Um bom par de zapatos e pernas longas, esquecer o caos da circulaçón, a suxidade das ruas, os carteiristas, os transportes públicos, sempre dotados de um mixto de amor e contrastes. Esquecer os proberbiais maus gobernos, em Roma nada funciona, é como unha meretrix feliniana, maternal, abundante, carinhosa e possessiba.
Os romanos som muito supersticiosos, acreditam igual que os exípcios, que os gatos dán boa sorte e adoram-nos. Aparte disto, Roma está poboáda por fantasmas, espíritos, que deâmbulam polos lugares que habitárom, ou onde morrerom. O fantasma de Dona Olímpia, que muitos dos habitântes do bairro, aseguram habêla visto em noites de bebedeira. Também o phantasma de Lucrécia Borgia, terríbel dama devoradora de homes, non pola boca certamente, costûmaba aparecer xunto do pátio de San Damaso, onde tinha a censurábel manía de os atirar a unha cisterna. ¡¡Histórias de xente maluca!! A Roma clássica em torno ao Coliseo, o Foro, as Termas de Caracalla. Vila Borghesse, o Trastevere (é como um grande mercado), os xelados Fassi, unha das mais velhas casas, é tán fundamental como a mesma “La pasta”. A “Capela Sixtina”, a “Fontana de Trevi”, “Piazza del Popolo”, “Piazza de Spagna”. “La Dolce Vita”, a xente encontra-se na ceia, nunca no xantar, porque o madrugar senta mal. Sábe-se quando começa, mas, nunca quando termina, de feito, nunca acaba, sempre se apráza temporalmente o seu fím definitivo. Depende das ganas que haxa de falar.
O “enfant terrible” que afirmou em toda a sua dureza a suposta dicotomia entre o Uno e o múltiplo foi Parménides, o filósofo nascido no final do século V I a. C. em Eleia (unha das colónias gregas da antiga Magna Grécia). A filosofia de Parménides é extremamente fácil de resumir: o que é é, e o que non é non é, além disso, non pode ser, e o ser (o Ente) é eterno e indivissíbel. À primeira vista pode parecer um simples xogo de palabras, a divertida ideia de um grego acomodado que se entretinha com raciocínios ociosos entre as oliveiras da bela Magna Grécia. Mas infelizmente as teses de Parménides tinham muito mais conteúdo do que poderíamos supor. O ser é e é eterno, porque ou antes xá era, e portanto non veio a ser. Ou se surxíu, surxíu do non ser, o qual é impossíbel. É único e indivissíbel, porque se pudesse dividir-se habería algo distinto a ele, que o divide, mas algo distinto ao ser é o non ser, mas o non ser non pode dividir o ser, porque non é nada, e se nada divide o ser, entón o ser é único e sem divisóns. O corolário destas enviesadas reflexóns é a negaçón da pluralidade e do devir: a multiplicidade e a mutabilidade que se apresentam perante os nossos sentidos som, por conseguinte, enganosas, mera aparência. Assim, apenas existem dois caminhos para o home; o caminho da “verdade”, que aceita as aparentemente irrefutábeis conclusóns da razón parmenidiana, e o caminho da “opinión”, que confia nos sentidos e acredita na existência do mundo material, tal como se nos apresenta. Ninguém pode ficar surprehendido polo facto de a irrupçón do monismo parmenidiano ter deixado a recém-iluminada filosofia num profundo estado de choque, pois parecia que a impecábel racionalidade conduzia a conclusóns que chocavam frontalmente com a experiência quotidiana dos homes, aquilo que precisamente a filosofia se tinha proposto explicar. Em qualquer caso, o fundamental é que se abria um abismo entre razón e experiência, entre “verdade” e “doxa”, destinado a perdurar ao longo de toda a história da filosofia.
Ele foi unha vez un fillo dun rei, que cando voltaba de unha cazata, ouviu falas de muller que non entendia; quixo saber que era, e viu unha moura a partir unha cruz con unha macheta; ao fillo do siñor el rei pareceulle que aquelo non estaba ben feito, e dirixiuse á moura a lle tira-la cruz das mas; profiaron un pouco, mas, gañou o home, e daquela a muller, sulfúrea, comenzou de bradar na súa lingua estrana, pra logo, ollando ao rapás, botarlle unha maldición: -¡Inda ti vaias parare a albre das tres torondas! Dende aquela, o fillo do siñor el rei, debecía por saber o que era a albre das tres torondas, e como tiña de facer pra dar con ela, e foi tanto o que medrou o seu anceio, que un día dispuxo de a ire buscar, e montando no seu cabalo, Pensamento, botouse polo mundo na súa precura. Moito andivo, moito, non deixou porta sen perguntar nela, e dimpois de tanto andar, chegou ao cabo á casa das estrelas; cando petou na porta, aparecéuselle unha velliña enrugada, máis vella que o tempo, e demandoulle: -¿E logo, ti que é o que queres, rapaz? -Siñora -dixo o fillo do siñor el rei-, eu saín da casa na precura da arbre das tres torondas, e non dou con ela, non atopo quen me de razón. -É que está moi lonxe, moi lonxe, mas, non sei onde ele é. Se quixeres agardar un pouquecho, logo virá a miña filla máis vella, que esa si sabe onde é. O rapaz agardou, e de chega-la filla, entrou na casa decindo que traguía moita fame e que alí recendía a carne molar de home novo. A nai díxolle que era certo, que chegara un rapaz que andaba na precura da arbre das tres torondas, e que se poidera queríao axudar de boa gana; a filla máis vella quería comer e ao cabo díxolle á nai: -Mándeo á casa do sol, que alí o meu irmán, ele ha saber -e a vella mandou ao fillo do siñor el rei, que fose perguntar na casa do sol, e alá foi. O fillo do rei emprencipiou o novo viaxe, e de chegar á casa do sol, mandárano que fosse á casa da lúa, que como muller era sabedora de máis cousas; e na casa da lúa, tivo que agardar á súa volta, porque chegou cando era noite, e a lúa andaba fóra. A lúa tampouco sabía onde estaba a albre das tres torondas, mas, díxolle: -Vaite da miña parte á casa do ar, que ele corre toda a terra e amais de saber desa arbre da que ti andas na precura, ele mesmo guiarache se eres home a andar como ele anda. Chegou por fin o fillo do siñor el rei á casa do ar, e de lle dicir que o mandara a lúa, recibiuno moi ben, prometéndolle de o servir, non embargantes díxolle: -Eu levar, lévote, mas, ¿ti sabes que para ires tes que marchar de par de min? Mira, que si non corres ben, deixareiche no camiño. O rapaz brincou no seu cabalo, e coa mesma díxolle ao ar: Veña xa; vostede ande ben, siñor, que eu heino seguir. E partiron os dous, e daquela o ar, vendo correr o cabalo Pensamento, dixo ele: -Non coidei que foses tan lixeiro; sei que aínda corres máis que min. -Como non hei ser siñor, se ao meu cabalo chámolle Pensamento, porque corre tanto como corren os pensamentos. Ao cabo, o fillo do siñor el rei chegou a un lindo xardín onde se atopaba a arbre das tres torondas, e daquela o ar, asinalandolle pra ele díxolle: -Eis, ahí tes a arbre das tres torondas. O fillo do siñor el rei, decontado que as viu, pillounas sen perda de tempo, e brincando outra vez no cabalo, botouno aos catro pés, do po do camiño e de tanto correr de acabalo, gañou moita sede, quixo matala, e non atopou fonte, nen pinga de auga; lembrouse das tres torondas que levaba no farde, e cavilou que ben podía abrir unha pra se refrescar a gorxa, e abriuna; de o facer, apresentóuselle unha fermosa doncela que sen perda de tempo demandoulle: -¿E logo, ti tes auga pra me lavar, pieites pra me peitear, e un espello pra me mirar? -Non, dixo o fillo do siñor el rei, pois o rapaz non tiña ningunha de estas cousas, e daquela a moza decíndolle: -Non sabes canto é o que perdiches -voltouse á toronda. Quedou moi sentido o home e seguiu o seu camiño; máis adiante, xa esligaba coa sede, abriu outra toronda, e outra vez aparecéuselle unha fermosa doncela, máis linda e xangal que a de enantes, decíndolle como a primeira: -E logo, ti tes auga pra me lavar, pieites pra me peitear e un espello pra me mirar? -Non, -voltou a lle dicir o fillo do siñor el rei, pois o rapaz non tiña tampouco ningunha de estas tres cousas, e daquela a moza, dicíndolle tamén: -Non sabes canto é o que perdiches- voltouse á toronda. Quedou tan sentido o home como quedara a primeira vez, e prometeuse non abri-la terceira toronda, por mais sede que tiver, até se facer coas tres cousas que as rapazas pedían, e precurou pieites e mais espello, e en chegando diante de unha fonteliña, abriu a terceira toronda, e a doncela era ben máis belida que as devanceiras, e cando lle pediu a auga pra se lavar, os pieites para se peitear, e o espello pra se mirar, o fillo do siñor el rei foille dando cada cousa, non desaparecendo a muller que quedou onda ele, e casaron. O fillo do siñor el rei, mandoullo a decir ao seu pai, e agardou que chamara por ele. No seu tempo, a doncela trouxo un fillo, o siñor el rei mandounos a chamar aos tres, e tanta era a présa que o rapaz tiña por levar onde os seus pais os siñores reises a linda muller que tiña, e mais o pequeno, que de contado poñéronse en camiño. Chegados a unha fonte, ao pé dun carbalho, xa na raia do reino do pai, o mozo ordeou de se adiantar ele na precura de unha carroza e roupas de festa pra facer unha boa entrada no pazo reial, e deixou a muller, encargándolle moito de se non deixar vere de home nen de calesquer outro humán. Cando a nai na beira da fonte tiña o neno no colo, presentóuselle a moura sen que a vise, escomenzou por aloumiñar no pequeno e moito foi o que o louvaba pra gaña-la vontade da nai, e dimpois de parolar un pouco díxolle a ela de lle facer un lindo peiteado para cando o seu home viñer; confiouse a rapaza, e foi daquela cando a principesa deixouse gustante que a outra a peiteára, cando a malvadosa moura, aproveitando o conxeito de lle andar no cabelo, espetoulle unha agulla enmeigada na cabeza e de súpeto trocouse nunha pomba que voou ao carballo, pillando a moura o neno, e poñéndose no canto da nai. Non tardou en voltar o fillo do siñor el rei, e de ver unha muller tan feia e requeimada, fireuno tanto, que se non puido calar, e díxolle: -E ti, muller, ¿como foi pra te virares tan feia? -E, como había sere, tanto tradache, tanto tradache, que acabou por me toma-lo sol. O fillo do siñor el rei entrou avergoñado na casa do pai, facendo por non seren vistos; ao siñor el rei, lle non gustou cousa a nora, e tomoulle moito a mal ao fillo, que o enganara levando a aquela muller para o pazo reial; non embargante, a nora do siñor el rei quedou na casa, e víase moi satisfeita. Ao mesmo tempo que o cortexo do fillo do siñor el rei pasaba polas portas do pazo, o xardiñeiro do siñor el rei viu chegar unha pomba que dende aquela, deu en revoar polas arbres da horta, e de gañar fieza chegábase a ele a lle dicir: -Xardiñeiro, xardiñeiro, ¿como é que lle vai ao fillo do siñor el rei coa súa moura? E respondíalle o xardiñeiro: -Moi ben, siñora. Logo, e sempre o mesmo, voltaba a lle pergunta-la pomba: -¿E o filliño que fai? -Unhas veces ri, e outras veces chora. E despois de falar o xardiñeiro facía a pomba cal se chorar: -E, a probiña da súa nai por eiquí tan soia. O fillo do siñor el rei, cando soubo da pomba, deu orde de a apillar sen lle facer mal; e cañárona ben, que a pomba era moi manseliña, e levárona pra casa do fillo do siñor el rei; a moura, de que a viu, quixo que a mataran; o neno, tomoulle moita lei, e un día, o fillo do siñor el rei, acariñándoa, deu coa agulla da cabeza, e turrando por ela arringoulla; desfeito o encanto, trocouse outra vez na muller do fillo do siñor el rei, e de se descobrir a malvadez da moura, o siñor el rei, dispuxo que a botaran nunha caldeira de aceite fervendo.
GALICIA DE CONTO (HÉRCULES DE EDICIONES) CARRÉ ALVARELLOS, L. (S. A.): “CONTOS POPULARES DA GALIZA” (MUSEU DE ETNOGRAFIA E HISTÓRIA, PORTO)
A publicaçón de “Vixiar e Punir” abalou profundamente um panorama intelectual no qual as sequelas do Maio de 1968 ainda non se tinham esgotado. Neste contexto, o trabalho de Foucault é recebido como a proposta de unha nova modalidade de análise política e, simultaneamente, como um esforço por repensar o activismo em todo o seu radicalismo, lonxe da tutela até entón exercida polos dictames marxistas. Gilles Deleuze, em colaboraçón com o psicanalista Félix Guattari, publicou em 1972 o seu primeiro volume de “Capitalismo e Esquizofrenia, O Anti-Édipo” (onde o fascismo e o desexo revolucionário som contrastados a partir da polaridade entre paranoia e esquizofrenia), saúda a publicaçón do texto de Foucault dizendo: “Uma teoria diferênte, outra práctica de luta, outra organizaçón estratéxica, som o contributo do libro de Foucault”. A proposta de Foucault acabará por denominar-se “microfísica do poder”: porque o que conta nela é a descripçón do funcionamento das forças políticas, e “micro” porque privilexia na análise (e nas lutas) a multiplicidade de focos institucionais do poder em detrimento de qualquer unificaçón sob a figura do Estado. Surprehendentemente, quando ainda se estavam a ponderar e a debater as directrizes da teoria do poder que “Vixiar e Punir” propón, aparece, apenas um ano mais tarde, um novo libro de Foucault. O seu título é “A Vontade de Saber” e apresenta-se como o primeiro volûme de “História da Sexualidade” que Foucault programa em seis volûmes, cuxa publicaçón é anunciada à razón de um por ano. No Le Monde (5 de Novembro de 1976), afirma a suspeita, que sob a forma de hipótese há de guiar a sua indagaçón, com estas palabras: “O que non foi dito sobre esta sociedade burguesa, hipócrita, pudica, ávida dos seus prazeres, empenhada em non os reconhecer nem os nomear? O que non foi dito sobre a pesada herança que recebeu do cristianismo – o sexo-pecado? E sobre a forma como o século XIX utilizou esta herança com fins económicos: o trabalho acima do prazer, a reproduçón das forças acima do puro dispêndio de enerxias? E se tudo isto non fosse o essencial? E se no centro da política do desexo houbesse mecanismos muito diferentes, non de rexeiçón e ocultaçón, mas de incitaçón? E se o poder non tivesse como funçón essencial dizer non, prohibir e punir, mas unir segundo unha espiral indefinida a coherçón, o prazer e a verdade?”.
Voz estranha, o primeiro de Dezembro de 1919. Encontrando-me eu doente a causa de um grande mal. Pouco mais ou menos, sobre as duas da madrugada, depois de ter despertado duas vezes. Tán pronto como acordei, ouvim perto de mim, unha voz que me dixo: ¡Olá Manuel! A referída voz, non me era conhecída. E a terceira noite, voltou a aparecer-me e a repetir por terceira vez, mas desta non tán clara xá. Eu quedei com o pensamento sobresaltado, e o meu corpo estaba exânime. Passando escravidón e terríbeis disgrácias, que com a axuda da bendita misericordia de Deus, logrei superar. O dia vinte e oito de Agosto, fún ao Socorro de Oliveira, e o dia trinta a Vigo, para tomar os banhos. A primeira noite, vem o “Spírito malo”, para molestar-me. Pagaba eu daquéla seis pesetas por noite pola cama. A segunda noite, díxo-me unha mulher de Filgueira, que marcha-se sem pagar, a causa de unha zaragata que tivéra com a pousadeira, por culpa de uns cartos que faltarom. Mas, ao fim, os cartos acabarom por aparecer. De todas as maneiras eu marchei sem pagar. Cheguei ao Porrinho no tranvía, e aproveitei para visitar o “Spiritísta” do Porrinho (Mos), chamado Senhor Juan do Roxo (impostor). O dia dez de Septembro cheguei a Pontareas, e non houbo um cristiano, que me dera pousada pagando. Partín entón a pé, cara a Santiago de Oliveira, onde arrivei perto das dez e meia, pernoitando num coberto que tinha a Flora. Como poderám ver os meus leitores, nem as disgrácias, a falta de fortuna ou o azar, conseguírom acabar conmigo. A pousada de Vigo, era no 37, penso que rua de Santo Tomé, e a taberna onde comía José Guil, rua alta nº 9. O dia dezasseis de Septembro de 1920, fún a Matamá, e encontrei as ovelhas no milho, chegou depois a velha para as botar fora, e atirei-me a ela no meio do milho. Mas, marchou como veio, poque a potência cesou. Logo, chegou o neto e mordeu-me unha mán, polo qual tivem que dar-lhe dous lapotes. Entón, para rematar a faena, voltou a senhora e saltou a alarma xeral.
A crítica de Hume à noçón de existência necessária é muito breve e consiste apenas em mostrar que tal noçón non tem qualquer significado, porque em “questóns de facto” – e a existência é unha questón de facto – o contrário nunca implica contradiçón e é, por isso, sempre possíbel. Assim, sexa o que for que concebamos como existente também podemos conceber como non-existente. Daquí resulta que non há qualquer existência necessária (isto é, unha existência cuxo contrário non seria possíbel) e, por consequência, também non há qualquer prova “a priori” da sua existência. Além disso, admitindo, por hipótese, a possibilidade de seres necessariamente existentes, o próprio universo pode, tanto quanto Deus, ser o ser necessariamente existente. Afirma-se frequentemente que o universo non pode ser o ser necessariamente existente debido à continxência da matéria. Mas um argumento exactamente idêntico a este pode ser aplicado também a Deus. O que pode fazer a sua non-existência parecer impossíbel som certas qualidades que desconhecemos. No entanto, afirma Hume por intermédio de Cleantes, nada impede que essas qualidades pertençam à matéria. Como som desconhecidas, non é possíbel probar que som incompatíveis com a matéria e, portanto, non é possíbel probar que a matéria non pode ser necessariamente existente.
O señor Hermenexildo Rivero, máis coñecido no seu concello como Chicho, presentouse nas eleicións de hai case un ano por unha candidatura independente. Frente do, AP e PSOE. Hoxe que el está en AP, seguen frente do AP (que agora é independente) e PSOE. Son cousas raras de entender, pero hai que ter en conta que a sua candidatura chamábase UIA (FUXIA, dician alguns no povo). -Un entra en Arbo e sinte falar galego. Normal, pénsase. Pero no concello aínda non está normalizado o emprego do galego…? -Isto é porque os funcionários non están preparados para o bilingüismo e a nossa segredária é sevillana criada en Madrid pero eu xa estou en contacto coa Diputación para preparalo… -Non haberá falta de vontade política…? -Non, en absoluto. -A festa da lampreia xa leva moitos anos (24 anos). Redúcese a un día de verbena, unha carreira ciclista e unha papada para autoridades e convidados. O presuposto anda polo millón duascentas ou trescentas mil pesetas. Tiralle o povo algún proveito a este gasto? -Para os viciños, grácias á festa e a quen a criou (os señores Cubelas e Caldas), hai algo de benefício económico. De non terse feito a festa da Lampreia, os viños do Condado non terían o precio que teñen. Por certo, son dos que pensa que debería irse por un viño de calidade, non pola cantidade. -Non queriamos facer comentários após da entrevista pero iso de que para potenciar o viño haxa que festexar á lampreia, halle soar raro, bastante raro, aos das festas do viño de Amandi, Chantada, Ulla, Ribeiro e Albariño, entre outras? -Alá cada quen coa sua táctica propagandística… -E por qué non se fai nada cultural, nunca, en nengun ano? -É que habería que percurar un local axeitado e o ano que ven pode habelo. As persoalidades da cultura habería que metelas de xeito que a cousa fose digna para o povo de Arbo. -Para qué se convidaba a tanta autoridade? -Isto é un xeito de mostrarlle o noso agradecimento xa que as autoridades axudan a promocionar o povo e teñen que vir. -Cal foi, logo, o rendimento en 24 anos…? -Desde que eu son alcalde penso que se lle tirou bastante rendimento, en xeral, a esas persoas.
ENTREVISTA PUBLICADA EM “A PENEIRA” (ANO I – 1984)
Neste cenário idealista, que para Russell foi mais Kantiano que hegeliano ( pois Russell, tal como Kant, preferia construir os todos a partir das partes, contrariamente ao conceito hegeliano de que a parte só se explica no todo), escrebeu o “Ensaio sobre os Fundamentos da Geometria (An Essay on the Foundations of Geometry), como tese de licenciatura, no qual mantinha unha posiçón transcendental que ia para além do idealismo kantiano e defendia unha estructura espacial externa assente nos princípios da xeometria proxectiva e da xeometria métrica (Kant defendia que os princípios da xeometria se baseavam em estructuras internas da sensibilidade, sem referência a nenhuma realidade externa). Aqui aparece xá o que será a principal preocupaçón da sua obra epistemolóxica: como passar de descripçóns baseadas em perspectivas individuais a unha estructura obxectiva do espaço. As invariâncias e congruências da xeometria proxectiva e métrica forneciam-lhe, nesse momento, a ideia para resolver este problema, que é a passagem do conhecimento privado para o conhecimento público. O estilo transcendental que Russell adoptou nesta investigaçón pretendia estabelecer as condiçóns de possibilidade do conhecimento xeométrico e, por extensón, as da ciência. Para isso precisava de encontrar princípios para qualquer teoria de um campo que fosse experimentábel. Como costuma acontecer nos argumentos transcendentais, as condiçóns de possibilidade (princípios) que se postulam non podem estabelecer que som as únicas possíbeis para qualquer teoria. Um argumento transcendental explica que non podemos usar um conceito a menos que se verifiquem determinadas condiçóns, ou no nosso esquema conceptual (princípios) ou na própria realidade (realismo transcendental). Russell estaba convencido do pressuposto da unicidade e da unidade do conhecimento que o hegelianismo à moda inglesa prometia, embora, mais tarde, tenha sido esse o ponto central da sua crítica ao idealismo. O interessante desta etapa de formaçón é mostrar a sua preocupaçón, como muito depois a dos positivistas lóxicos influênciados por ele, com a unidade das ciências. Russell procuraba um sistema de abstraçao das qualidades sensoriais das ciências particulares para encontrar princípios xerais que posteriormente, nunha tarefa de síntese, fossem suficientes para dar conta das teorias particulares sobre cada campo. Este movimento de elevaçón analítica e descida sintéctica, com o obxectivo de constituir unha espécie de pirâmide do conhecimento humano, será unha das linhas centrais do pensamento de Russell e unha das que mais influenciariam a filosofia contemporânea.
Don Antonio, reprochaba-me a ingratitude. Aseguraba que eu era o que levaba a maior parte do ganho e para el era a mais pequena, pois, tinha que pagar ao falsificador e a outras pessoas mais. Estas razóns, aplacarom-me um pouco, mas a verdade é que me sentía enganado. Até ao momento em que Arsenio Puig, que ganhaba os cartos a exportas, me deu unhas seis mil pesetas, para compensar. Arsenio Puig começou a invitar-me a sítios de luxo. Eu só conhecia lupanares portuários e antros, nos quais se comiám bazófias por dous patacos o cuberto, e ainda por menos. Arsenio Puig, levába-me a restaurantes caros, non sabía com que intençón; a ver se resulta que este tipo é maricón, pensaba. Alí habia camareros que retirabam a cadeira, para que o cliente se sentara cómodamente, e estabam sempre pendentes de deitar vinho nas copas. Num aparador, cheio de cubos de àgua fresca, ou de xelo, se o vinho era branco, estabam colocadas as garrafas de cada mesa e os camareros nunca se confundíam. Iam e vinham avizorando as copas e outros detalhes. Eu trassegaba a tais velocidades, que non me dabam abasto. Quando lhes suxería que deixaram a garrafa ao meu albedrío sentiam-se aliviádos. Punham-me o cubo ao lado da mesa e xá está. O único que tinham que fazer era mudar a garrafa quando se acababa. O que ocurría com frequência. Um dia o “protésico” levou-me ao teatro, um que estaba nunha Rambla porriba da Praça de Catalunha, muito distinguido e bonito; vímos algo de um tal Casona, que a mim me era conhecido de algo, mas resultou um conhazo, “Los árboles mueren de pie”, penso. “Los árboles de pie, muriéndo-se”, vaia ocurrência. Mas aquilo, segundo me lembro, valía para dizer que o “Régimen de Franco”, xá se tinha transformado em demócrata e liberal, pois, até os exiliados podíam estrear nessa “nova” Espanha. O verdadeiro liberalismo, deixémo-nos de “coñas”, foi o que chegou com as suecas. Por aí, polos bikinis, o destape, o catre e o amor a braga sacáda, entrou a liberdade nesta terra. E, também pola economía, por suposto; “la pela, es la pela”, que decíam os cataláns. “Economía, Horacio, economía”, afirmaba o Hamlet de Shakespeare, que a este sí que o conhecía eu mais que ao Casona.
Na sua análise das “Declaraçóns”, enfatiza a divisón dos direitos em dous tipos, do home e do cidadán, cada um formulando e proporcionando um modo de vida diferente, os direitos do cidadán configuram a sua vida em comum, o seu ser comunitário; os do home, a sua vida privada, o seu princípio egoísta. Vida dividida em duas, unha real e sem valor ético e outra com substância ética e sem realidade. A divisón non é um erro do lexislador; as Declaraçóns de “Direitos” som a filosofia do estado, som o ideal (por outro lado, irrealizábel) de vida no capitalismo burguês. A divisón nos direitos expressa a divisón na forma de vida que consagram. Isto é, Marx vê nas “Declaraçóns” o reconhecimento explícito de unha dupla existência do home: a sua existência como cidadán, ficçón de universalidade, essência sem existência, sem realidade, e a sua realidade como indivíduo, como home privado, existência sem essência. A libertaçón política é, pois, puramente formal (figura do cidadán) e coexiste com o home privado submetido à particularidade. A conclusón de Marx, depois de unha análise dos quatro direitos do home – liberdade, igualdade, propriedade e segurança – presentes nas “Declaraçóns”, é que som direitos que definem um tipo de home para um tipo de vida isolado, protexido, separado dos outros e da sociedade, privado do seu ser xenérico; um ser confrontado com os outros, vendo neles unha ameaça, um inimigo; um ser que non se reconhece nos outros, que non se identifica com eles a non ser exteriormente, nas condiçóns iguais de luta de todos contra todos. Os direitos, portanto, expressam e consagram a existência individual (abstracta) de homes alienados (carentes de essência) obxectivamente confrontados, “indivíduos voltados sobre si próprios no seu interesse privado e na sua arbitrariedade privada”, indivíduos dissociados da comunidade, indiferentes à vida em comum. Os direitos “universais”, paradoxalmente, respondem a unha ideia de indivíduo separado da comunidade, que vê os outros alternativamente como instrumentos úteis e como inimigos: “Bem lonxe de conceber o home como ser xenérico, estes direitos fazem aparecer a própria vida xenérica, a sociedade, como um marco externo aos indivíduos, como unha limitaçón da sua autonomia orixinal”. Neste momento da sua reflexón xá non é possíbel a dupla ilusón: as chaves da história e, portanto da libertaçón, tinham de ser procuradas no terreno da sociedade civil, pola mán da economia política. Chegou a estas conclusóns questionando Hegel, mas usando a sua linguaxem, levando-o ao limite. As suas leituras de história social e economica pressionavam-no a rever Hegel, mas non contava com vocabulário próprio. Tinha de continuar o seu axuste de contas com a “consciência anterior”, isto é, com Hegel e os “xovens hegelianos”.
Como se viu na apresentaçón, Kant qualifica de revoluçón copernicana a sua nova proposta em teoria do conhecimento. Mas esta inversón non debe levar-se até ao extremo de pensar que, segundo Kant, o espírito humano e as suas ideias possam constituir ou criar, por si mesmos, a realidade. Kant insiste em que esta revoluçón non afecta a realidade empírica do mundo, o que muda, radicalmente, é a explicaçón do seu conhecimento. A revoluçón implica que o suxeito non é passivo ao conhecer, que debe submeter as cousas a determinadas normas que ele possui a “priori” como estructuras cognoscitivas e que som a condiçón de possibilidade de qualquer conhecimento: as cousas non podem ser conhecidas sem elas. Som elementos prévios e independentes da experiência, algo que o suxeito cognoscente utiliza activamente: os conceitos a “priori” do entendimento, que Kant também denomina de categorias. Imaxinemos que temos uns óculos graduados de lentes vermelhas que tinxem tudo desta cor. Poderíamos suspeitar que o mundo non é vermelho e tirar os óculos para ver como ele é realmente. Mas ao perder a graduaçón de que necessitamos para ver, a experiência seria inútil e perxudicial: tudo se perderia nunha massa turva e desfocada. A isto equivaleria tentar conhecer para além das nossas próprias estructuras. Neste ponto, vale a pena citar unha imaxem poética de Kant, tanto por ser bela em si mesma, como por ser, certamente, o único passo, em toda a sua extensa obra, em que o filósofo se deixa levar polo arrebatamento lírico: “Enquanto no libre voo fende o ar do qual sente a resistência, a leve pomba poderia ser ainda mais bem-sucedida no espaço sem ar”. Temos, portanto, um modelo de conhecimento. Toda a “Crítica da Razón Pura” é dedicada a examinar os seus componentes e a traçar os limites do seu alcance. Kant pergunta-se como é possíbel o conhecimento certo. Non se pergunta se existe, porque está convencido de que a matemática e a física newtoniana xá o proporcionarom. E se quer saber em que consiste esse conhecimento, além de ser para descobrir a sua estructura interna, é para determinar se som possíbeis outros tipos de conhecimento que ofereçam o mesmo grau de certeza, incluindo, em lugar preferente, a metafísica e o seu questionamento acerca das realidades últimas da existência. (Como esta exposiçón non é unha história de “suspense”, podemos incluir aqui um “spoiler”: a resposta será non). Metódico e consequente, Kant non quer passar a indagar a possibilidade e a estructura do conhecimento certo sem antes o definir com precisón. Para isso analisa os diversos tipos de xuízos ou proposiçóns que se podem realizar.
Rao Kiao estreou-se nos discos em 1976 e nas três décadas que se seguirom, impôs-se como um dos mais respeitados músicos portugueses, editando perto de duas dezenas de álbuns que merecerom louvores da crítica e aplausos do público. Partindo do jazz, Rao Kiao aproximou-se do Oriente, em discos como “Goa” (1979) ou “Macau o Amanhecer” (1984). Antes de começar a pesquisar a imensa riqueza do folclore português, em álbuns como “Viagens na Minha Terra” (1989). Marcos como “Fado Bailado” (1983) ou “Estrada da Luz” (1984) foram mesmo mais lonxe e passearam-se nos “tops”, provando que Rao Kiao conseguía traduzir de forma feliz um sentir bem português. Em 2001 regressou ao fado e contou com a participaçón de Teresa Salgueiro dos Madredeus no álbum “Fado Virado a Nascente”. No mais recente trabalho “Porto Alto”, pintou este pais de pán, vinho e azeite e voltou a merecer um aplauso xeneralizado, incluindo o do público de algúns grandes festivais, como o “Rock in Rio” e “Festival Sete Sois, Sete Luas”. Com este disco visitou países como Marrocos, Brasil, Espanha, França e Itália, entre outros, obtendo sempre o maior reconhecimento.