Arquivo por autores: fontedopazo

GEORG WILHELM FRIEDRICH HEGEL (O PREÇO DO SER)

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LITERATURA CASTELÁN (DON JUAN MANUEL, EL CANCILLER AYALA E OUTRAS MANIFESTAÇÓNS LITERÁRIAS)

KARL MARX (A PROPRIEDADE É UM ROUBO)

O AZAR DELES FOMOS NÓS (II)

A MULHER ESPARTANA (III)

A PRIMEIRA GRANDE GUERRA (MAX PLANCK)

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BERTRAND RUSSELL (REALPOLITIK)

JOSÉ BUENAVENTURA DURRUTI DUMANGE (8)

JEAN-JACQUES ROUSSEAU (O ESTADO DE NATUREZA)

EM VIÁXE, 1881-1882

ARISTÓTELES (OUSÍA, SUBSTANTIA, ESSÊNCIA)

HOMENÁXEM A ALEJANDRO VIANA (28)

CÉSAR BÓRGIA

HETERODOXOS HISPÂNOS (PRISCILIANO IV)

Souberom estes parar o golpe, porque a tudo alcanzabam os tesouros de Prisciliano e a boa vontade de serví-lo que tinha Macedonio. Por um novo rescrípto retirou Graciano o conhecimento da causa ao perfeito das Galias e remitíu-a ao vicário das Espanhas, em cuxo foro non era duvidosa a sentênça. E aínda foi mais alá Macedonio, submetído dócilmente aos priscilianistas. Enviou xente a Tréveris, para prender a Itacio, que se tinha refuxiádo naquela cidade, baixo a éxida do bispo Pritanio ou Britanio. Alí conseguíu burlá-los habilmente, mentras acontecíam na Bretanha assinaládas novidades, que habíam de influir eficazmente na questón .priscilianista. A anarquía militar, eterna praga do Império Romano, contida no Oriente pola forte mán de Teodosio, caíu de novo sobre o Occidente nos últimos e tristes dias de Graciano, bem diversos dos seus loabeis princípios. As lexións de Britânia apoiárom como imperador ao hispâno Clemente Máximo, que trás breve e simulada resistência, acabou por aceitar a púrpura, e passou às Galias à frente de 130.000 homes. Escapou Graciano para Lugdunum (Lyón) com poucos dos seus partidários, e foi morto nunha emboscada, acaso por ordem e alevosía de Máximo, cegado entón pola ambiçón, aínda que o adornabam altas prendas. O tirano espanhol entrou victorioso em Tréveris, e o seu compatriota Teodosio, que estaba lonxe e non podía acudir à herência de Graciano, tivo que tratar com ele e ceder as Galias, Hispânia e Britânia, para evitar males maiores. Corría o ano de 384, consulado de Ricimero e Clearco. Era Máximo muito celoso da pureza da ortodóxia, aínda que de sobra aficcionado, como todos os imperadores da decadência, a pôr a sua espada sobre a balanza teolóxica. Sabía aquela virtude e este defeito o nosso Itacio, que tratou de aproveitá-los para os seus fins, dignos de loa, se non os afeáram os meios: e apresentou logo um escrípto contra Prisciliano e os seus companheiros, cheio de “mala vontade e de recriminaçóns”, segundo afirma com a sua habitual dureza Sulpicio Severo. Bastaba com a enumeraçón dos erros gravíssimos anticatólicos e antisociais daquela seita gnóstica, para que Máximo se determinara ao castigo; mas, mais prudente que Itacio, remitíu a decisón para o sínodo de Burdeos, ante o qual forom conducidos Instancio e Prisciliano. Respondeu o primeiro em causa própria, e foi condenado e deposto polos Padres do concílio, a quem non parecerom suficientes as suas desculpas. Até aquí tinha-se procedido canónicamente; mas, temeroso Prisciliano de igual procedimento, preferíu apelar para o Imperador, a cuxos ministros esperaba comprar como fixéra com os de Graciano; e os bispos franceses, “com a inconstância própria da sua naçón” (afirma Sulpicio, que era galo), consentíron em que pasase unha causa eclesiástica para o tribunal do príncipe, a quem só competía em último caso a execuçón dos decretos conciliares. Fortuna que Máximo era católico, e aquela momentânea servidûme da Igrexa non foi para mal, aínda que sim para escândalo e discordia. “Deberíam os bispos (afirma Severo) ter dictádo sentência em rebeldia contra Prisciliano, ou se os recusaba por suspeitosos, confiar a decisón a outros bispos, e non permitir ao Imperador intrometer a sua autoridade em causa tán manifesta, e tán apartada da lexislaçón civil, maiormentemente”. Em ván protestou San Martínho de Tours, contra aquelas novidades, e exhortou a Itácio a que desistisse da acusaçón, e rogou a Máximo que non derramasse a sangue dos priscilianistas. Mentras ele estívo em Tréveris, impedíu-o e ainda obtúbo do emperador formal promesa em contrário; mas, apenas había passado das portas da cidade, os bispos Magno e Rufo redobrárom as suas instâncias com Máximo, e este nomeou xuíz da causa ao prefeito Evodio, “varón implacábel e severo”. Prisciliano foi convícto de crímes comúns, tais como eram o malefício, os conciliábulos obscenos e nocturnas reunións de mulheres, o orar despído e outros excessos da mesma laia, semelhantes aos dos carpocracianos e adamitas. Remitíu Evodio as actas do processo para Máximo; abríu este novo xuízo, em que apareceu como acusador, no lugar de Itacio, Patricio, oficial do fisco, e como consequência forom condenados à morte por decapitaçón, Prisciliano, os dous clérigos Felicísimo e Armenio, neófitos do priscilianismo; Asarino e o diácono Aurelio, Latroniano e Eucrocia.

O CONTRACTO SOCIAL