Mentras que a poesía do século XIV está representada pola exuberante personalidade de Juan Ruiz (xenialmente espontânea e popular, polifacéptico e anárquico), a prosa conta com dous escritores de primeiro rango (Don Juan Manuel e o Canciller Pero López de Ayala) representantes de unha nova aristocrácia letrada e cortesán, que neste século começa a substituir à nobreza, rude e rural, das épocas precedentes. Inícia-se com eles a série de escritores que xuntan as armas e as letras, e que nas duas centurias imediatas hán de encarnar o ideal de totalidade do home do Resurximento. Pertencentes às clásses mais altas, nem Don Juan Manuel nem o Canciller tenhem o carácter desenvolto e popular que distinguía ao Arcipreste. Cultivam, polo contrário, unha literatura doutrinal, de aspecto grave e moralizador, como corresponde ao ideal de goberno e direcçón da classe superior à qual pertencen. O Canciller López de Ayala é à vez o mais importante cultivador da poesía durante a sua xeraçón (segunda metade do século XIV), e se como prossista non alcança a Don Juan Manuel e queda muito atrás como poeta em comparaçón com a xenial personalidade do Arcipreste, oferta polo conxunto da sua obra um especial valor, no qual importa tanto a sua significaçón humana como o carácter da sua obra.
Marx, contra a crença enraizada no movimento operário, diz-nos que non, que essa non é a lóxica do processo histórico, que é só a aparência. Ainda que no final do processo a propriedade privada reforçe e reproduza o trabalho alienado até se apresentar como seu fundamento, na orixem (polo menos a orixem da ordem lóxica) passa-se o inverso e é o trabalho alienado a condiçón de possibilidade da propriedade privada. Elucidemos, portanto, este interessante problema teórico. Na nossa tradiçón cultural, a propriedade privada dos meios de produçón converteu-se no ícone do capitalismo; a luta anticapitalista tem sido pensada como luta contra a propriedade privada, a revoluçón como o acto de aboliçón da propriedade privada e a sociedade comunista alternativa como sociedade sem propriedade privada. O mal social, a partir das posiçóns anticapitalistas, concentrava-se na propriedade privada. “A propriedade é um roubo”, slogan popularizado por Proudhon, tinha medrado entre o pobo. Também os seguidores de Marx o viram assim e é comprehenssíbel na medida em que a propriedade privada é, para Marx, a outra face do trabalho assalariado. O que acontece é que o olhar crítico tem de distinguir as duas caras de “Jano”, que, se tinha duas caras, era deus da orixe e do fim. Marx comprehende esse discurso espontâneo sobre a propriedade privada como orixem do mal; entre outras cousas porque torna fácil a alternativa: se fosse suprimida, tudo estaria solucionado. Mas a visón fácil da realidade resulta sempre simplificadora e esconde sempre mistificaçóns que há que descifrar. Aqui a questón está em que o processo de trabalho se inicia no mercado de trabalho, com o contracto de venda da força de trabalho polo salário, e esse contracto parece impensábel sem que os seus axentes, o trabalhador e o capitalista, apareçam ambos como proprietários privados: o primeiro, proprietário da força de trabalho de que o outro precisa para pôr em marcha o processo productivo, e o segundo, dos meios de produçón que o trabalhador precisa para produzir e ganhar o seu meio de vida (salário). Ou sexa, sem existência “prêvia” da propriedade privada non habería contracto de trabalho, non haberia trabalho assalariado; é razoábel, portanto, pensar a primazia histórica do trabalho assalariado. Ora bem, isso é mera aparência, pois olhando “Jano” do outro lado também vemos o seu lado bom. Se no momento do intercâmbio no mercado de trabalho ambos som proprietários, é preciso explicar como chegarom a sê-lo, como se xerou essa propriedade. No caso do capitalista, que aqui nos interessa, dado que o capital é trabalho acumulado (em rigor, trabalho excedente acumulado), parece óbvio que a sua orixem pressupôn a existência do trabalho assalariado; o seu capital resulta de lucros de anteriores trabalhos assalariados. Assim, como o processo de produçón capitalista é cíclico, tudo dependerá do momento que considerarmos inicial. Se escolhermos como orixem o momento do contracto, a propriedade privada tem de aparecer ali como capital-dinheiro antes de se iniciar o processo de trabalho alienado; mas, deste modo, a propriedade privada no tem orixem, parece eterna, o que vai contra os factos. Se quisermos saber de onde vem, temos de saltar para um momento anterior do ciclo, quando o capitalista converte em dinheiro os productos fabricados; mas, assim, revela-se que a sua propriedade privada vem do trabalho assalariado, do trabalho alienado.
A experiência dos neandertais acabaria por se revelar banal. Quando os seres humanos chegaram à Austrália, o continente albergaba um conxunto de animais de porte extraordinário: leóns-marsupiais, que, no “ranking” animal, tinham unha mordida mais forte do que qualquer mamífero conhecido; o Megalania, o maior lagarto-monitor do mundo; e o diprotodonte, por vezes designado vombate-rinoceronte. Ao longo dos milhares de anos que se seguiram, todas estas criaturas xigantes desapareceram. Quando os seres humanos chegarom à América do Norte, era o “habitat” da sua própria fauna de grande porte: mastodontes, mamutes e castores que mediam quase dous metros e meio de comprimento e pesavam perto de noventa quilos. Também eles desapareceram. O mesmo aconteceu aos xigantes da América do Sul: preguiças descomunais, animais xigantes semelhantes a tatus, conhecidos por gliptodontes, e um xénero de herbívoros do tamanho de um rinoceronte, designados toxodones. A perda de tantas espécies de grande porte num espaço de tempo tán curto (à escala xeolóxica) foi tán dramática, que despertou a atençón na época de Darwin: “Vivemos num mundo zooloxicamente empobrecido, de onde recentemente desapareceram todas as formas mais ferozes, mais estranhas e de maior porte”, observou Alfred Russel Wallace, rival de Darwin, em 1876. Desde entón, os cientistas têm debatido a causa da chamada extinçón da megafauna. Sabe-se agora que esta extinçón ocorreu em diferentes épocas nos diversos continentes, e que a ordem pola qual as espécies se extinguiram corresponde à da chegada dos colonos humanos. Por outras palabras “o azar deles fomos nós”. Os investigadores que procederam à modelaçón dos encontros entre os seres humanos e a megafauna descobriram que, mesmo que os bandos de caçadores apanhassem um mamute ou unha preguiça-terrestre xigante apenas unha vez por ano, isso teria sido suficiente, ao longo de vários séculos, para conduzir essas espécies de reproduçón lenta à extinçón. John Alroy, professor de Bioloxia na Universidade Macquarie, na Austrália, descreveu a extinçón da megafauna como “unha catástrofe ecolóxica xeoloxicamente instantânea, demasiado gradual para ser percibida polas pessoas que a desencadearam”. Enquanto isso, as pessoas continuavam a espalhar-se. A última grande massa de terra a ser colonizada por seres humanos foi a Nova Zelândia, aonde os polinésios chegaram por volta de 1300, provabelmente oriundos do arquipélago da Sociedade. Nessa altura, as ilhas Norte e Sul da Nova Zelândia albergabam nove espécies de moa, unha ave semelhante a unha avestruz que alcançava quase o tamanho dunha xirafa. Depois de poucos séculos, os moas tinham desaparecido. Neste caso, o motivo da sua extinçón está claro: foram massacrados! “Kua ngaro i te ngaro o te moa” um dictado maori que significa “perdido como se perdeu o moa”.