ESPINOSA MEDRANO, Juan de (Calcauso, 1640?-1688). Autor teatral peruano, que foi também ensaista, eclesiástico e filósofo. Conhecido como “El Lunarejo” por ter unha mancha na cara. A lenda conta que quando neno foi levado da sua casa, situada num povoádo, para recitar um poema ao bispo de Cuzco. Com grandes qualidades para aprender, foi professor aos dezaseis anos e chegou a ser arcediano de Cuzco. Foi um dos escritores barrocos mais importantes da américa hispâna e defensor das teorias de Góngora: “Apologético en favor de don Luis de Góngora, príncipe de los poetas líricos de España, contra Manuel Faria y Sousa” (1662). Alabou nessa obra a técnica gongorina, e a sua habilidade para dar um novo tratamento aos temas tradicionais, também eloxía a sua brilhantez poética, a sua destreza verbal e o enriquecimento que aportou à língua castelán através do uso de palabras e metros latinos. Escrebeu unha obra teatral aos dezasseis anos, “El rapto de Proserpina” (1657?), alcançando bastante reconhecimento pelos seus autos sacramentais e obras teatrais de tema bíblico. Forom-lhe atribuídas muitas obras que non eram da sua autoría. A sua obra mais conhecida é o “Auto sacramental del hijo pródigo”, escríta em quechua e situáda no Perú, com personáxes indíxenas, publicada na antoloxía de Jorge Basadre, “Literatura inca” (París, 1938). Escrebeu também “Philosophia Thomistica” (Roma, 1688, 2 vols.) e unha colecçón de trinta sermons entituládos “La novena maravilla” (1695).
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