
Quando Rozalia contaba três anos de idade, a sua família trasladou-se a Varsovia. O motivo desta mudança pudo ter sído a epidemía de cólera que se declarou em 1873 na gobernanza de Lublin. Por aquel entón, muitas famílias abandonaram Zamoscz, entre elas algunhas amizades dos Luksenburg. O pai de Rozalia, esperaba melhorar os seus negócios com o traslado para unha grande cidade. Ademais, os pais queriam dar unha melhor educaçón aos seus três filhos varóns. Non obstânte, em Varsovia a família viveu em condiçóns de grande inseguridade material. Non conseguindo, por exemplo, reunir a dote para a filha maior, Hannah. Esta irmán de Rozalia, à qual se parecia muito, tinha problemas de cadeira e coxeaba. Rozalia sufriría a mesma deformaçón conxénita. Desde nena esforzou-se por dissimular a coxeira e ocultar as dores que padecía ao andar. Para a filha mais pequena dos Luksenburg, a mudança da sua família para a grande cidade, foi um acontecimento favorábel e probábelmente determinou incluso o rumo que mais tarde tomaria a sua vida. Desprazaba-se da provínzia, onde a relixión xudía era dominadora, para unha metrópole moderna com unha vida pública marcada pola diversidade e as influênças da industria e da política. Em Varsovia tivo a oportunidade de ir a unha boa escola (opçón que a sua irmán maior non tinha disfrutado), e foi alí onde entrou em contacto por primeira vez com a ideoloxía socialista. A nái, Lina Löwenstein, era unha mulher instruída; ela mesma lhe deu classes antes de que a nena fora admitida aos dez anos no coléxio femenino do distrícto segundo de Varsovia. Xá de pequena, aprendeu a expressar-se num estilo preciso e gráfico, escrebía versos, contos e sobre tudo muitas cartas para a família, a quem pedía que foram de unha habitaçón a outra dentro da casa e que responderam de inmediato. Esta paixón pola correspondência acompanhá-la-á toda a vida. A família cultivaba a cultura clássica alemán, e a sua nái, em especial, practicaba um verdadeiro culto a Schiller, que durante muito tempo, foi causa de que Rozalia non lera o poeta. Todos os membros da sua família falabam, ademais do polaco, o alemán e por suposto o ruso. No âmbito familiar foi prohibído o uso do “yiddish”, se bem non se apartaram da tradiçón xudía. O pai tinha ído a unha escola de rabinos antes de seguir com a empressa do seu pái. A nái provinha de unha famosa família de rabinos e preocupaba-se de que se respeitaram as festas xudías. Os pais sentiam-se parte da “haskala” ou ilustraçón xudía, e non practicabam unha vida ortodoxa. Mas ninguém na família podía escolher entre ser ou non xudeu, porque non había xudeu no império do zar que pudéra fazê-lo. Os xudeos estabam submetídos a unha lexislaçón especial e discriminatória, non tinham acceso a muitas profissóns, nem gozabam de oportunidades na educaçón. E, os “pogromos” sucedíam-se unha e outra vez. Na Natividade de 1881, quando Rozalia tinha once anos, unha multidón antisemita bramaba polas ruas nas que vivíam os empressários xudeos com as suas famílias. Incluso na rua Zlota, onde vivian os Luksenburg, as casas e as tendas forom saqueadas, e humilhando e feríndo os habitantes que foram xudeos. O novelista Singer descrebe assim os feitos: “As tundas, os saqueos, as xanelas partidas, os móbeis destruídos e as sábanas desgarradas durante três dias. Vintidous xudeos forom ingressados com feridas nos hospitais”. A polícia e as autoridades, nestes casos, tinham a vista gorda.
MARIA SEIDEMANN