
A experiência dos neandertais acabaria por se revelar banal. Quando os seres humanos chegaram à Austrália, o continente albergaba um conxunto de animais de porte extraordinário: leóns-marsupiais, que, no “ranking” animal, tinham unha mordida mais forte do que qualquer mamífero conhecido; o Megalania, o maior lagarto-monitor do mundo; e o diprotodonte, por vezes designado vombate-rinoceronte. Ao longo dos milhares de anos que se seguiram, todas estas criaturas xigantes desapareceram. Quando os seres humanos chegarom à América do Norte, era o “habitat” da sua própria fauna de grande porte: mastodontes, mamutes e castores que mediam quase dous metros e meio de comprimento e pesavam perto de noventa quilos. Também eles desapareceram. O mesmo aconteceu aos xigantes da América do Sul: preguiças descomunais, animais xigantes semelhantes a tatus, conhecidos por gliptodontes, e um xénero de herbívoros do tamanho de um rinoceronte, designados toxodones. A perda de tantas espécies de grande porte num espaço de tempo tán curto (à escala xeolóxica) foi tán dramática, que despertou a atençón na época de Darwin: “Vivemos num mundo zooloxicamente empobrecido, de onde recentemente desapareceram todas as formas mais ferozes, mais estranhas e de maior porte”, observou Alfred Russel Wallace, rival de Darwin, em 1876. Desde entón, os cientistas têm debatido a causa da chamada extinçón da megafauna. Sabe-se agora que esta extinçón ocorreu em diferentes épocas nos diversos continentes, e que a ordem pola qual as espécies se extinguiram corresponde à da chegada dos colonos humanos. Por outras palabras “o azar deles fomos nós”. Os investigadores que procederam à modelaçón dos encontros entre os seres humanos e a megafauna descobriram que, mesmo que os bandos de caçadores apanhassem um mamute ou unha preguiça-terrestre xigante apenas unha vez por ano, isso teria sido suficiente, ao longo de vários séculos, para conduzir essas espécies de reproduçón lenta à extinçón. John Alroy, professor de Bioloxia na Universidade Macquarie, na Austrália, descreveu a extinçón da megafauna como “unha catástrofe ecolóxica xeoloxicamente instantânea, demasiado gradual para ser percibida polas pessoas que a desencadearam”. Enquanto isso, as pessoas continuavam a espalhar-se. A última grande massa de terra a ser colonizada por seres humanos foi a Nova Zelândia, aonde os polinésios chegaram por volta de 1300, provabelmente oriundos do arquipélago da Sociedade. Nessa altura, as ilhas Norte e Sul da Nova Zelândia albergabam nove espécies de moa, unha ave semelhante a unha avestruz que alcançava quase o tamanho dunha xirafa. Depois de poucos séculos, os moas tinham desaparecido. Neste caso, o motivo da sua extinçón está claro: foram massacrados! “Kua ngaro i te ngaro o te moa” um dictado maori que significa “perdido como se perdeu o moa”.
ELIZABETH KOLBERT