
A Alemanha invadíu a Bélgica a quatro de Agosto de 1914. Max Planck, na altura xá reitor da Universidade de Berlim, acolheu com entusiasmo o início da guerra. Unha onda de patriotismo percorria o país e a maioria dos cientistas e intelectuais alemáns non quedarom alheios a ela. Tanto é assim que responderom com um manifesto às acusaçóns das potências aliadas de que os alemáns tinham cometido brutalidades na invasón da Bélgica. O manifesto, publicado a 4 de Outubro de 1914, tinha o título “Apelo ao mundo civilizado”, mas quedou conhecido como “Apelo ou Manifesto dos 93”, xá que ía assinado por 93 intelectuais alemáns. A lista incluía a maioria dos grandes cientistas alemáns do momento. Além de Planck, assinaram o manifesto: Haber, Klein, Lenard, Nernst, Ostwald, Wien e um longo et cetera. O manifesto foi redixido por um escritor de teatro chamado Ludwig Fulda e, segundo parece, non foi previamente lido por Planck nem por alguns dos outros signatários (o qual non os exime de responsabilidades). O manifesto era unha declaraçón fanática de patriotismo, com frases como “Guilherme II demonstrou muitas vezes que é o protector da paz mundial” ou “Non é verdade que as nossas tropas tenham saqueado brutalmente Lovaina. Viram-se obrigadas a exercer represálias contra os habitantes furiosos que os assassinaram à traiçón” ou também “Sem o militarismo alemán, a cultura alemán tería desaparecido da face da Terra há muito tempo”. Planck e os seus colegas non podiam, ou non queríam, acreditar que os mesmos xovens que até há uns meses passeavam ruidosamente polos corredores das suas universidades tivessem dirixido as tropas que tinham queimado a biblioteca de Lovaina. Os seus discursos como reitor ou como académico e as suas cartas do ano de 1914 para colegas e familiares, están impregnadas de sentimentos patrióticos e de retórica militarista. Nunha carta sua a Wien de Novembro de 1914, podemos ler: “Tirando o muito que tem de horríbel, há também unha inesperada grandeza e beleza: a soluçón das questóns mais difíceis de política nacional, graças à unidade de todos os partidos, à exaltaçón de tudo o que é bom e nobre”. No entanto, em 1915, Planck foi moderando o seu discurso e depressa começou a manifestar em privado as suas dúvidas sobre a pertinência do Manifesto dos 93. Para essa moderaçón muito contribuiu a figura de Hendrik Antoon Lorentz (1853-1928), o líder, quase indiscutíbel, da física teórica europeia de finais do século XIX e princípios do século XX. Lorentz, com quem Planck mantinha unha relaçón muito boa, pertencia a unha naçón neutra, a Holanda, e dominava com fluência os idiomas das partes em conflicto: alemán, inglês e françês. Tinha ouvidos para todos e sensibilidade suficiente para comprehender o alcance do sofrimento que a guerra produzia nos dous lados. Lorentz fez ver a Planck, através das suas cartas, que o exército alemán, de facto tinha-se comportado com brutalidade na Bélgica. Durante 1915, viram-se duas vezes, unha em Berlim e outra em Leiden, e puderam trocar impressóns sobre a guerra. A partir daí, Planck começou a trabalhar publicamente em duas direcçóns. Por um lado, para fazer ver aos seus compatriotas que a Alemanha também tinha a sua responsabilidade na guerra e que nem tudo o que dizia respeito ao seu exército era glorioso e honroso. Por outro lado, procurando que os laços de cooperaçón científica internacional non se quebrassem de todo. Afinal, a guerra iria terminar algum dia e a ciência continuaría a ser um emprehendimento sem fronteiras.
ALBERTO TOMÁS PÉREZ IZQUIERDO
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